Nunca me Levou a Serio
Gente! Tô me sentido bloqueada, será que, além da minha paz, do meu coração, ele ainda levou minha inspiração? Haaa, eu ainda entro na justiça com um processo de danos morais, pois a paz pode ser levada, o coração pode ser roubado, mas a inspiração, essa jamais.
Gaveta
Qual fim levou as lembranças que em ti deixei?
Talvez jogaste-as na primeira gaveta
E trancando-as com duas voltas e meia
Vislumbrastes esquecer-me por escassez...
Seja sincera, achastes mesmo, desta vez
Que expulsar-me-ia desse teu coração?
Tire-me da gaveta e guarde a solidão
Porque ela sim merece o esquecimento!...
E pra nós dois, que tal o renovamento
De tudo isso que ainda será recordação
(Jefferson Moraes)
Olinda, Pernambuco
26/08/2014
Levou um tapa na cara? Dê um chute no mal entendido, um soco na falta de respeito, uma cabeçada na raiva e um lindo beijo na paz; mas no agressor, ensine-o que você não é fraco a ponto de se rebaixar e usar as mesmas armas de violência, e sim de que você se vale mais de inteligência e sabedoria, aquelas que vem lá do alto. Então, basta olhá-lo com olhar de reprovação e se retire, isto será mais que suficiente para acabar com a moral do indivíduo energúmeno.
Dar aula é como aprender a andar de bicicleta... você lembra dos tombos que já levou, mas não sabe dos tombos que te esperam
O tempo já me levou muitas recordações nossa, me fez esquecer de como é seu cheiro, e eu só quero que ele termine de levar tudo o que restou de nós, porque não está nada fácil ter você na memoria e longe dos meus braços.
Seu Futuro é a medida de vezes em que você olhando pro seu passado, levou a mesmice como combustível e chegou lá...
Cartas de Amor
O pássaro levou todas tuas cartas
levou-se para montanhas da solidão
Queimou-se ao ver o sol
Das palavras de amor, restou somente cinzas.
Os ventos levou-se as cinzas
levou-se nosso amor
deixou-nos a solidão
O medo de amar , Acendeu-se nossa tristeza
Não posso lhe culpar
Apenas permito que os pássaros leva-nos o amor
E Deixe nos à solidão
Apenas permito que queime a tristeza
Deixe-o voar com nosso amor
para ter sua liberdade
Para fluir novamente
Para livrar das mazelas
Vós aprendêreis sobre o amor.
Morrendo de Solidão
Seria preciso
todos os dias,
uma dose do seu amor…
Mas você levou o único
remédio que me curava…
E eu me vejo
morrendo de solidão!
Meu pai me levou em seus braços quando criança e até hoje quando é preciso me pega pelas mãos e mostra o caminho, as vezes ele grita, mas é porque sou teimosa igual a ele rsrs, mas o importante, que quando ele precisar que alguem o carregue, eu vou estar lá...pq reciprocidade, vai ser a coisa mais justa no mundo...em relação a este amor e proteção que ganhei deste homem no decorrer da minha vida!
Das flores que eu apanhava, uma estava escondida, o perfume que exalava, me levou a margarida, que era a rosa que faltava... no jardim da minha vida.
Quando você partiu, levou consigo meu coração, minha felicidade, levou também minhas lágrimas e meu desespero, preferiu fugir a aceitar o amor verdadeiro, mas não importa, o que foi feito está feito, mas saiba que em meu leito de morte seu olhar e seu sorriso embriagarão a minha alma e me levarão com um sorriso para a eternidade.
O comboio levou-me para o leste em direção à fronteira com a Zâmbia. Eram nove e quinze da manhã, daquele dia chuvoso de dezembro de 71. Dia 12. Exatamente como imaginava!
Apenas viajámos de dia. À noite, pernoitámos em Silva Porto. A partir daqui e até ao Luso, à frente da máquina que puxava as carruagens, ia outra a servir de rebenta minas.
E os meus poemas começaram a nascer… sobre o joelho, onde apoiava o papel, escrevia:
“Espera-me.
Até quando não sei dizer-te,
mas afianço-te
com fé
que voltarei!
Espera-me nas tuas manhãs vazias
nas minhas tardes longas
nas nossas noites frias
e não escondas de mim essa lágrima
teimosa
onde está escrito
“não te vejo nunca mais”
Não esqueças o que fomos ontem
se o amanhã não existir
ou não voltar,
recorda o hoje
permanentemente
mesmo que não haja cartas
que nos possam recordar.
Nova Lisboa, Angola, 12 de dezembro de 1971
- para uma comissão de 14 meses no Leste de Angola, C. Caç. 205 (Cacolo), integrada no Batalhão de Caçadores 2911 (Henrique de Carvalho)
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
Encontro
Sob o prisma do desejo
Minha emoção mais pura
Levou-me ao teu acalanto.
Guardei meu primeiro beijo
Entre as asas da ventura,
Nascente de tal encanto.
Envolta em sorriso franco
Exortei o fel amargo,
Migalhas da negra dor...
Escolhi até o banco
Do jardim enfrente ao lago,
Para te falar de amor.
Enfim, ouvi à distância,
Teus passos pisando a grama
Nas mãos uma linda flor.
Venci a timidez e a ânsia
Te envolvi no ardor que emana
Do meu corpo abrasador.
