Nunca Diga que Ama uma Pessoa
“Por trás do sorriso de uma mãe atípica existe uma mulher cansada… mas que nunca desiste do filho.” 💙✨
Detalhes da Existência
Existe uma beleza na vida
que nunca se impõe.
Ela não grita,
não exige atenção,
não disputa espaço com o barulho do mundo.
Ela apenas permanece
nos detalhes.
Talvez por isso
quase ninguém a perceba.
Vivemos ocupados demais
procurando o extraordinário,
o que parece grande,
o que pode ser mostrado aos outros.
Mas a verdade da existência
raramente está nas coisas grandiosas.
Ela mora no modo
como alguém diz o seu nome.
No olhar que se demora
como se ali existisse
uma pergunta silenciosa.
No abraço que dura um pouco mais
como se dois corações, por um instante,
tentassem escapar da solidão do mundo.
Há algo profundamente humano
nesses pequenos gestos.
E talvez fosse isso
que os pensadores da angústia humana
tentavam dizer:
que a vida não se revela
nos grandes espetáculos da existência,
mas nos instantes simples
onde duas almas realmente se encontram.
Porque no fundo,
o ser humano não sofre
pela falta de grandes acontecimentos.
Ele sofre
quando os detalhes desaparecem.
Quando ninguém percebe seu silêncio.
Quando seu nome é apenas um som.
Quando seus dias passam
sem um gesto que diga:
“eu vejo você.”
E então a existência continua,
o tempo segue,
os dias se repetem…
mas algo dentro da alma
começa lentamente
a se tornar vazio.
Talvez seja por isso
que a beleza da vida
se esconde nos detalhes.
Porque são eles
que lembram ao coração
que existir
ainda tem sentido.
— Sariel Oliveira
"Uma guerreira de verdade não é aquela que nunca se cansa, mas aquela que, mesmo com a alma calejada, encontra forças para vencer os medos diários porque sabe que Deus está na frente guiando seu caminho."
----- Eliana Angel Wolf
Cheiros iluminados
Nunca gostei de interromper o choro de uma alegria existente em você, até porque sentimentos não são tão simples assim. Quando são puros e verdadeiros, não é fácil esquecer.
Seus cheiros e suas nuances fazem o mundo dar voltas, e eu retorno ao tema dos cheiros porque sou viciada em sua essência. Talvez seja porque eu ainda acredite nos sentimentos.
É um assunto interessante, curioso e misterioso.
Então, hoje, envie um sachê de amor para quem você ama.
Cheiros iluminados e beijos dourados para você.
Eu sou muito sincero, não invento e nunca consigo esconder o que quero, às vezes sou um bobo, uma criança que se expõe na inocência de um sorriso maroto, mas também fico magoado, e todos podem perceber quando isto
acontece, basta apenas observar o meu olhar, que aos poucos se entristece!
A verdade e a Mentira!
Vou contar uma história
Que o tempo nunca apagou,
De uma tal Verdade pura
Que o mundo não suportou.
É dessas que a gente escuta
Mas nunca se aprofundou.
Na pintura antiga e forte,
Que o pincel eternizou,
A Verdade Saindo do Poço
Foi quem tudo revelou.
Obra de Jean-Léon Gérôme,
Que esse enigma pintou.
Diz a velha parábola
Que um dia, sem previsão,
A Verdade e a Mentira
Se encontraram na amplidão.
Uma cheia de malícia,
Outra cheia de razão.
Disse a Mentira, ligeira:
— “Que dia lindo, afinal!”
A Verdade desconfiada
Olhou o céu natural,
E viu que havia beleza,
Que o dia estava especial.
Andaram juntas por horas,
Conversando sem parar,
Até que acharam um poço
De águas boas de banhar.
Disse a Mentira, sorrindo:
— “Vamos juntas mergulhar!”
A Verdade, cautelosa,
Na água foi encostar,
Sentiu frescor e pureza,
Resolveu então entrar.
Se despiu da sua essência
Sem pensar em se guardar.
Mas eis que a Mentira, astuta,
Saiu ligeira do chão,
Vestiu a roupa da outra
Sem qualquer hesitação,
E fugiu pelo mundo afora
Levando sua ilusão.
A Verdade, revoltada,
Do poço veio sair,
Nua, crua e sem disfarce,
Tentando se redimir.
Mas o povo, ao vê-la assim,
Preferiu dela fugir.
Viraram rosto e desprezo,
Ninguém quis a encarar,
Pois a Verdade despida
É difícil de aceitar.
Mais fácil é a Mentira
Bem vestida a circular.
Triste, a Verdade retorna
Pro fundo do seu lugar,
Se esconde no escuro d’água
Sem mais querer se mostrar.
E o mundo segue enganado,
Sem vontade de acordar.
E assim segue essa história
Que o tempo só confirmou:
A Mentira anda vestida
Do que nunca lhe pertenceu,
E a Verdade, envergonhada,
No poço se recolheu.
Se você não tomar uma iniciativa, vai passar a vida inteira se preparando para algo que nunca chegará.Disponha-se!
[O Próximo Capítulo]
Parar
ou
retroceder,
nunca foi
uma
opção.
Portanto,
só há
uma direção
que
nos interessa,
que
nos sobra.
Em frente.
Não podemos
ficar
ou
voltar,
só podemos ir.
03/05/23
Michel F.M.
O País do Amanhã Que Nunca Chega
O brasileiro é uma criatura fascinante.
Possui sonhos grandiosos, planos extraordinários e uma habilidade impressionante de adiar ambos para a próxima segunda-feira.
Quer a casa própria.
Quer o carro novo.
Quer viajar.
Quer empreender.
Quer mudar de vida.
Quer aprender outro idioma.
Quer emagrecer.
Quer economizar.
Quer investir.
Quer tudo.
Só não quer, às vezes, o compromisso diário que transforma desejo em conquista.
Existe uma diferença enorme entre querer possuir algo e querer construí-lo.
Muitos desejam a colheita.
Poucos se apaixonam pelo plantio.
E assim seguimos vivendo no país do "depois eu vejo", do "semana que vem eu resolvo" e do famoso "deixa comigo", que normalmente significa exatamente o contrário.
A enrolação tornou-se quase um patrimônio cultural.
Há quem passe mais tempo explicando por que não fez do que realmente fazendo.
E o curioso é que essa mania não prejudica apenas a pessoa.
Ela atinge a família, o trabalho, o sistema e, de certa forma, a própria nação.
Afinal, um país não é feito apenas por governos.
É feito também pelos hábitos de quem o habita.
Mas talvez a parte mais engraçada seja o discurso moral.
O brasileiro adora falar de honestidade.
Principalmente quando o assunto é a honestidade dos outros.
Critica a corrupção em Brasília enquanto procura um jeito de não emitir nota fiscal.
Indigna-se com os desvios milionários enquanto assiste televisão por uma ligação clandestina.
Condena os políticos por esconderem patrimônio enquanto mantém um dinheiro reservado que nem a esposa conhece.
Fala sobre transparência, mas possui segredos suficientes para preencher um arquivo inteiro.
Alguns levam uma vida matrimonial.
Outros levam uma vida paralela.
E há aqueles que conseguem administrar duas ou três versões de si mesmos ao mesmo tempo.
Uma verdadeira empresa de personalidade limitada.
O mais curioso é que todos conhecem a solução para os problemas do país.
Pergunte em qualquer esquina.
O especialista surgirá imediatamente.
Resolverá economia, educação, segurança, saúde e relações internacionais em menos de quinze minutos.
Mas quando chega a hora de organizar o próprio guarda-roupa, a consultoria encerra suas atividades por tempo indeterminado.
Existe também uma paixão nacional por observar a vida alheia.
O gramado do vizinho é sempre assunto.
A pintura da casa ao lado.
O carro novo da rua.
A promoção do colega.
O casamento dos outros.
Tudo desperta interesse.
Enquanto isso, o próprio quintal continua esperando uma limpeza prometida desde o verão passado.
E reclamar...
Ah, reclamar talvez seja o esporte mais praticado do país.
Se faz calor, o sol exagerou.
Se chove, a chuva não dá trégua.
Se esfria, o inverno passou dos limites.
Se melhora, certamente há algo suspeito acontecendo.
Nada parece suficientemente bom.
Ao mesmo tempo, pouco é feito para melhorar aquilo que está ao alcance das próprias mãos.
E quando finalmente realiza algo positivo, por menor que seja, inicia-se outra tradição nacional.
A divulgação.
O anúncio.
A cerimônia.
A autopromoção.
O cidadão troca uma lâmpada e quase espera receber uma medalha por serviços prestados à humanidade.
— Viu o que eu fiz?
— Percebeu minha contribuição?
— Notou meu esforço?
E assim, aquilo que deveria ser um gesto simples transforma-se em um documentário de longa duração.
Os anos passam.
As promessas envelhecem.
Os planos acumulam poeira.
As desculpas ganham experiência.
A esposa se cansa de ouvir que tudo mudará no próximo mês.
Os filhos crescem escutando projetos que nunca saem do papel.
Às vezes o casamento termina.
Às vezes a paciência termina antes.
Mas certas manias permanecem firmes e fortes.
O discurso continua.
As justificativas continuam.
As reclamações continuam.
As promessas continuam.
E o amanhã segue lotado de intenções que jamais chegam ao presente.
Talvez por isso o brasileiro seja, ao mesmo tempo, motivo de preocupação e de admiração.
Preocupação pelas oportunidades desperdiçadas.
Admiração pela capacidade de continuar acreditando que tudo pode melhorar.
Mesmo quando insiste em repetir exatamente os mesmos hábitos.
No fundo, somos um povo que sonha grande, trabalha muito, reclama bastante, improvisa demais e muda menos do que promete.
Talvez a verdadeira transformação comece no dia em que passarmos menos tempo observando os erros do mundo e mais tempo corrigindo os nossos.
Porque nenhum país se torna melhor apenas apontando defeitos.
Mas pode começar a melhorar quando cada cidadão resolve limpar o próprio quintal antes de fiscalizar o jardim do vizinho.
Até lá, seguiremos fazendo planos para segunda-feira.
Mesmo sabendo que hoje já é quinta.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
"Disseram-me uma vez: 'Nunca vais conseguir'. Na altura, pareceu uma crítica desanimadora, mas hoje olho para trás e vejo que foi o maior elogio e incentivo que recebi. Aprendi que o 'não' dos outros é apenas o início do meu 'sim'."
Podemos ter uma vida extraordinária, porém nunca será uma vida perfeita, pois a vida perfeita é formada na imperfeição.
O narcisista vive em uma realidade paralela e nunca vai entender o que você fala. Por isso, de se justificar, de argumentar e se explicar.
Existe uma verdade incômoda, mas libertadora, que todos nós precisamos encarar: você nunca vai agradar a todo mundo. A sociedade adora rotular cada passo, cada escolha e cada fase da nossa vida.
Se você decide desacelerar e focar em si mesmo, dizem que está estagnado.
Se você trabalha duro e abdica de momentos de lazer, dizem que virou refém da rotina.
Se você tira um tempo para descansar e recuperar as energias, é chamado de preguiçoso.
Essa mesma lógica distorcida se aplica à nossa imagem e comportamento. Se você está magro, criticam. Se ganha peso, apontam o dedo. E se você decide focar na sua evolução física e mental, transformando sua disciplina em resultados visíveis, o julgamento muda de foco, passam a dizer que foi fácil, que há algum segredo escondido ou que você está apenas sendo exibido.
A verdade é que o silêncio incomoda os tagarelas, a presença incomoda os ausentes e o esforço de quem vence esmaga a desculpa de quem prefere ficar parado.
Você me olhava com uma promessa imensa no sorriso, mas suas atitudes nunca saíam do papel. E eu, mergulhado na vontade de dar certo, confundi a sua falta de opção com reciprocidade. Dei palco para as suas desculpas porque queria acreditar que o problema era o tempo, e não a sua falta de querer.
Você usou a minha calmaria para abafar o caos da sua bagunça interna. Validou o seu ego com o meu cuidado, colhendo o melhor de mim enquanto me deixava apenas com as suas sobras. Fez com que eu me sentisse especial na mesma proporção em que me descartava quando a conveniência mudava de direção.
Você dizia que o nosso encaixe era raro, mas preferiu a pressa dos desapegos. Dizia que adorava a minha companhia, mas sumia sempre que a rotina exigia presença. Dizia que tinha medo de me machucar, mas usou justamente esse medo como escudo para não se comprometer.
E sabe o que deixa um nó na garganta?
É dar-se conta de que eu estava construindo bases sólidas para nós dois, enquanto você só queria um abrigo passageiro para os dias de chuva. Eu apostava no que a gente poderia ser, e você só se ocupava em ter certeza de que poderia ir embora a qualquer minuto.
Hoje, eu decido fechar essa porta.
Escolho resgatar a intensidade que gastei com quem era raso.
Escolho a certeza que você nunca soube me dar e a dignidade de não caber mais em espaços tão pequenos. Eu não aceito mais ser o rascunho de alguém que nem sabe o que quer escrever.
Lindo é você se apaixonar por alguém que nunca tocou, lindo é você se apaixonar por uma voz, e não por um beijo. Lindo é você desejar alguém todos os dias e não perder as esperanças.
O amor é sempre, e somente sempre, irracional, nunca uma ovelha exporia seu pescoço para o primeiro que visse, pois enquanto possuir dentes pode estripá-la.
