Nunca Diga que Ama uma Pessoa
A verdade nunca se revela inteira: aproxima-se como um sussurro, fere como uma lâmina e logo se esconde atrás de novos véus; por isso, mais sábio é quem aprende a habitar a penumbra do que quem exige a claridade absoluta
“Uma sombra nunca pode impedir alguém de viver — ela não toca a vida, apenas a parede onde a luz decide não brilhar.” ✨
As Pontes Invisíveis
Vivemos em uma era estranha. Nunca foi tão fácil atravessar continentes com uma mensagem e, ao mesmo tempo, nunca pareceu tão difícil encontrar pertencimento. Cercadas por conexões instantâneas, muitas pessoas seguem isoladas. Cercadas por discursos sobre liberdade, muitas continuam aprendendo a esconder quem são.
Talvez uma das grandes tarefas do nosso tempo seja reconstruir aquilo que as fronteiras, os preconceitos e os interesses dividiram. Não através de novas muralhas, mas por meio de pontes. Não por meio da uniformidade, mas pelo reconhecimento da pluralidade humana.
Há uma força silenciosa que atravessa povos, idiomas e culturas. Ela aparece quando alguém estende a mão sem exigir semelhança. Quando uma pessoa protege outra sem esperar recompensa. Quando o respeito supera a necessidade de controle. Quando a solidariedade se torna mais importante do que a identidade.
As grandes transformações raramente começam nos palácios ou nos parlamentos. Elas nascem em pequenos gestos, em encontros improváveis, em redes invisíveis de confiança que se espalham lentamente até formarem algo maior do que a soma de suas partes.
O século XXI exige novas formas de comunidade. Formas que não dependam da geografia. Formas que não imponham uma única visão de mundo. Formas capazes de reunir pessoas diferentes em torno de princípios simples: dignidade, proteção mútua, autonomia, respeito e cooperação.
Uma comunidade verdadeira não é aquela que exige obediência. É aquela que inspira responsabilidade. Não é aquela que determina como todos devem pensar. É aquela que permite que cada pessoa pense por si mesma sem medo de ser abandonada.
Em tempos de intolerância, proteger torna-se um ato de coragem. Em tempos de vigilância, confiar torna-se um ato de resistência. Em tempos de fragmentação, construir laços torna-se um ato revolucionário.
Nesse horizonte, a obra de William Contraponto ecoa como um lembrete de que toda estrutura humana precisa permanecer aberta ao questionamento, sob risco de se transformar naquilo que diz combater.
Talvez o futuro pertença menos às instituições rígidas e mais às redes humanas capazes de atravessar fronteiras sem carregar consigo a pretensão de dominar. Redes discretas, porém presentes. Diversas, porém unidas por valores comuns. Invisíveis para quem procura poder, mas essenciais para quem procura pertencimento.
Porque toda época produz seus muros.
Mas são as pontes que sobrevivem.
Toda Mulher é um amor que nunca morre. É uma virtude que muitos sabem que existe, alguns descobrem, mas poucos reconhecem. Quando é sincera o esquecimento é impossível
Alexandre Sefardi
A Raposa e o Leão
Uma raposa muito jovem, que nunca tinha visto um leão, estava andando pela floresta e deu de cara com um leão.
Ela não precisou olhar muito para sair correndo desesperadamente na direção de um esconderijo que encontrou. Quando viu o leão pela segunda vez, a raposa ficou atrás de uma árvore a fim de poder olhar antes de fugir. Mas, na terceira vez, a raposa foi direto até o leão e começou a dar tapinhas nas costas dele, dizendo:
– Oi, gatão! Tudo bom?
Moral da história:
Da familiaridade nasce o abuso.A Raposa e o Leão
Uma raposa muito jovem, que nunca tinha visto um leão, estava andando pela floresta e deu de cara com um leão.
Ela não precisou olhar muito para sair correndo desesperadamente na direção de um esconderijo que encontrou. Quando viu o leão pela segunda vez, a raposa ficou atrás de uma árvore a fim de poder olhar antes de fugir. Mas, na terceira vez, a raposa foi direto até o leão e começou a dar tapinhas nas costas dele, dizendo:
– Oi, gatão! Tudo bom?
Moral da história:
Da familiaridade nasce o abuso.A Raposa e o Leão
Uma raposa muito jovem, que nunca tinha visto um leão, estava andando pela floresta e deu de cara com um leão.
Ela não precisou olhar muito para sair correndo desesperadamente na direção de um esconderijo que encontrou. Quando viu o leão pela segunda vez, a raposa ficou atrás de uma árvore a fim de poder olhar antes de fugir. Mas, na terceira vez, a raposa foi direto até o leão e começou a dar tapinhas nas costas dele, dizendo:
– Oi, gatão! Tudo bom?
Moral da história:
Da familiaridade nasce o abuso.A Raposa e o Leão
Uma raposa muito jovem, que nunca tinha visto um leão, estava andando pela floresta e deu de cara com um leão.
Ela não precisou olhar muito para sair correndo desesperadamente na direção de um esconderijo que encontrou. Quando viu o leão pela segunda vez, a raposa ficou atrás de uma árvore a fim de poder olhar antes de fugir. Mas, na terceira vez, a raposa foi direto até o leão e começou a dar tapinhas nas costas dele, dizendo:
– Oi, gatão! Tudo bom?
Moral da história:
Da familiaridade nasce o abuso.A Raposa e o Leão
Uma raposa muito jovem, que nunca tinha visto um leão, estava andando pela floresta e deu de cara com um leão.
Ela não precisou olhar muito para sair correndo desesperadamente na direção de um esconderijo que encontrou. Quando viu o leão pela segunda vez, a raposa ficou atrás de uma árvore a fim de poder olhar antes de fugir. Mas, na terceira vez, a raposa foi direto até o leão e começou a dar tapinhas nas costas dele, dizendo:
– Oi, gatão! Tudo bom?
Moral da história:
Da familiaridade nasce o abuso.
“Eu nunca ganhei um pincel, nem por isso deixei de ser um artista, eu nunca ganhei uma caneta, nem por isso deixei de ser um escritor.”
morango.
Morango tem uma coisa curiosa, parece frágil, mas nunca passa despercebido.
Talvez seja a cor. Aquele vermelho vivo, quase exagerado, como se tivesse sido feito para chamar atenção mesmo quando está perdido no meio de tantas outras frutas. Talvez seja o contraste entre o doce e o azedo, entre aquilo que parece delicado por fora e aquilo que permanece na boca depois da primeira mordida.
Eu nunca gostei de morango.
E talvez seja justamente isso que torne tudo mais bonito.
Porque, antes de você, morango era só uma coisa que eu não gostava. Não fazia questão, não procurava, não sentia falta. Se estivesse na minha frente, provavelmente eu deixaria para lá.
Até você aparecer e, de algum jeito, me fazer gostar.
Não sei exatamente quando aconteceu. Talvez tenha sido aos poucos, como quase tudo que realmente muda a gente. Um dia eu provei. Depois outro. E, quando percebi, aquilo que antes eu não gostava já tinha se tornado uma das pequenas coisas que eu gostava.
E agora eu gosto de morango.
Só que existe um problema nisso.
Eu gosto de morango e lembro de você.
E talvez você tenha percebido hoje.
Ou talvez não.
Porque eu passei o dia inteiro falando de morango para você.
Morango pra cá.
Morango pra lá.
Uma hora era sobre comer morango, outra era sobre gostar de morango, outra eu simplesmente dava um jeito de colocar morango no meio da conversa.
E você não entendeu.
Achou que eu estava falando de morango.
E eu estava.
Mas não estava só falando de morango.
Esse era o jogo.
Você funciona assim pra mim, como o morango hoje.
E o morango?
Ai vem na cabeça o morango, falo sobre o morango, penso no morango, o morango hoje como foi pra você.
É como se o morango tivesse instalado numa parte lá, e fica chato, repetitivo, e porque você tá falando do morango o dia inteiro? porque você escreve sobre o morango o dia inteiro?
nem você mesma se fosse um morango iria querer ouvir falar do morango o dia inteiro.
Imagina como deve ser para as pessoas que me ouvem falar de morango.
A graça estava justamente em deixar a palavra passar pela sua frente o dia inteiro sem explicar por que ela estava ali. Eu queria ver se, em algum momento, você perceberia que eu estava tentando dizer alguma coisa sem realmente dizer.
Porque, para qualquer outra pessoa, era só uma fruta.
Para mim, era você disfarçada de fruta.
E talvez seja engraçado pensar que eu passei o dia inteiro te falando de morango sem falar de você nenhuma vez.
Ou melhor, falando o tempo inteiro.
Penso nas coisas que você gosta, nos pequenos detalhes que talvez nem perceba que deixou pelo caminho. Na maneira como certos sabores parecem ter sido feitos para você, nas pequenas preferências que foram ficando conhecidas por mim quase sem perceber.
E morango acabou entrando nesse lugar.
Talvez porque tenha a mesma contradição que você carrega. Uma coisa bonita, doce, quase delicada, mas que também sabe ser intensa. Que não precisa fazer esforço para ocupar espaço. Que basta aparecer para mudar alguma coisa ao redor.
E existe uma parte engraçada nisso tudo.
Porque eu posso olhar para um morango hoje e pensar que é só um morango. Posso cortar, comer, deixar de lado. Mas em algum momento vou lembrar que existe uma pessoa que fez aquela fruta significar alguma coisa diferente.
Você me fez gostar de uma coisa que eu nunca gostei.
E talvez você nem saiba o tamanho disso.
Porque algumas pessoas passam pela nossa vida e deixam fotos. Outras deixam frases. Outras deixam lugares.
Você deixou tudo isso, incluindo gostos novos.
Deixou pequenas preferências espalhadas em mim, como se tivesse colocado um pouco de você em coisas que continuam existindo mesmo quando você não está.
E talvez, se algum dia ler essas palavras, vá entender imediatamente.
Talvez você entenda e finalmente perceba que eu estava tentando te contar uma coisa.
Que quando eu dizia morango, eu queria que você pensasse em você.
Que quando eu insistia em morango, talvez estivesse esperando que você percebesse a coincidência.
Que eu nunca gostei de morango.
Mas você me fez gostar.
E agora eu gosto de morango.
E por gostar de morango, eu lembro de você.
Talvez seja justamente por isso que eu não precise dizer seu nome.
Porque morango já basta.
Você sabe.
Eu sei.
E, no fim, existem coisas que só fazem sentido para duas pessoas. O resto do mundo pode olhar e enxergar uma fruta vermelha, bonita, doce, comum.
Eu olho e vejo tudo aquilo que, de alguma maneira, ficou associado a você.
O gosto.
A cor.
As coisas que você gosta.
E aquela brincadeira que você não entendeu .
Talvez agora entenda.
Talvez tenha entendido e só tenha fingido que não.
Mas tudo bem.
Alguns jogos são melhores quando a outra pessoa demora para descobrir a resposta.
E a minha resposta foi simples:
morango.
Porque eu nunca gostei de morango.
Até você.
E agora, toda vez que eu gosto de morango, eu lembro de você.
A vida é uma longa preparação para algo que nunca acontece.
"A desorganização espiritual nunca é uma virtude; ela revela negligência para com Deus. Quem abandona a disciplina da oração, da Palavra e da comunhão torna-se relapso na fé, pois o Senhor exige que tudo seja feito 'com decência e ordem' (1 Co 14:40), exorta-nos a não sermos 'preguiçosos, mas diligentes' (Rm 12:11) e adverte: 'Sejam sóbrios e vigiem' (1 Pe 5:8). A verdadeira espiritualidade bíblica não floresce na desordem, mas na obediência, na vigilância e na perseverança diante de Deus."
Que vergonha! Tenho 49 anos e nunca vi uma seleção pior! Fiasco total! Mas, nem com o Pelé! Falta coração e fé!
Ser Homem, nunca foi uma questão de igualdade e sim de princípios, parabéns a todos esses que os tem como moral e que não se deixam levar por momentos. Parabéns a você, que sabe diferenciar quem é.
"Uma das dores mais silenciosas da vida é descobrir que, para algumas pessoas, você nunca foi um destino, apenas uma ponte. Quando chegam ao outro lado, esquecem quem os sustentou."
Há pessoas que chegam à nossa vida como quem acende uma luz que nunca mais se apaga. Não entram para mudar tudo com estrondo, mas com a simplicidade firme de quem traz uma bondade verdadeira.
Quero morar na floresta ou em uma ilha paradisíaca, entre árvores e silêncios, e nunca mais me curvar às exigências do mundo.
Bom dia!
NUNCA GURDE NADA PARA UMA OCASIÃO ESPECIAL, TODO DIA É UMA OCASIÃO ESPECIAL . POR ISSO NAO DEIXA PARA MANHÃ O QUE PODE FAZER AGORA. SEXTOU! BOM FIM DE SEMNA🙌🌻
Ery santanna
A CADEIRA DO DENTISTA
Quem nunca teve que ficar sentado em uma cadeira de dentista por horas? Pois bem, acho que todo mundo já teve uma cárie. Isso foi o que me ocorreu dias atrás. Lá estava eu, com a boca aberta, quase deslocando a mandíbula, olhando aterrorizada para o semblante nada agradável da dentista, que examinava meus dentes. Eu me sentia deveras angustiada. O medo corria em minhas veias, o suor começou a escorrer na minha testa e o nervosismo tomou conta de meu ser. Me parecia mais como uma tábua, de tão tenso que meu corpo ficara. Afinal, ninguém nesse mundo gosta de ir ao dentista, ou se sente bem em uma cadeira daquelas, só se a pessoa em questão, sofre de algum problema mental, pois esse lugar é um dos piores para se estar.
Nesse sentido, a ansiedade era enorme, mas a dentista nem sequer tinha encostado um dedo em minha boca; enquanto isso na minha mente acontecia uma batalha intensa. Quando avistei a agulha da anestesia, meu mundo desabou, queria sair correndo dali e nunca mais voltar. “A dor está próxima”, pensava eu, e de repente aquela coisa enorme e pontiaguda já estava fincada em mim. O pior de tudo isso, é que a minha cara de sofrimento tinha começado há uns vinte minutos atrás, antes mesmo de eu me sentar naquela cadeira sufocante. Ou seja, a minha “dor” já tinha começado há muito tempo, como algo meio inconsciente. Contudo, em um piscar de olhos, a terrível anestesia já tinha passado. Fiquei pasma! Como não senti dor alguma? Alguns minutos antes ela já existia, então o que aconteceu ali foi loucura.
Loucura? Eu não diria desse modo. Chegando em casa, pensei: meu medo era tão grande que na minha cabeça tudo seria horrível. Mas não foi bem assim. Era apenas meu cérebro criando futuros tenebrosos. A nossa mente é o que de mais poderoso nós temos, ela simplesmente inventa cenários terríveis, que provavelmente nunca ocorrerão. Desse modo, ela nos conduz a “sentir a dor antes da facada”, sentir medo de um momento fictício tornar se realidade, tudo isso impulsiona uma desordem imensa em nossos sistemas corpóreos. A mesma coisa se passa ao sonharmos com animais peçonhentos: no despertar noturno, achamos que nossa cama está cheia deles, sentimos cócegas por todo o corpo, mas, quando olhamos, nada tem embaixo das cobertas. O que quero dizer é que: não deixe sua mente te dominar, não morra antes do tiro, não sofra por antecedência, deixe para sentir a dor no instante em que ela se passa, isso se você chegar a senti-la.
O Ofício da Escuta
Escolher a psicanálise como profissão nunca foi apenas sobre seguir uma carreira; foi sobre atender a um chamado para habitar o humano em sua forma mais pura e singular.
Nenhum dia na clínica é igual ao outro. Entre o dito, o silêncio e o nascer das palavras, tenho o privilégio de acompanhar o desatar de nós antigos e a reconstrução de histórias que pareciam estagnadas.
Ser psicanalista é aprender a arte de escutar o que a alma sussurra nas entrelinhas, oferecendo um espaço seguro onde o sujeito possa, finalmente, se reencontrar.
Amo a psicanálise porque ela me ensina, diariamente, que a dor não precisa ser o fim, mas o ponto de partida para a transformação. É um trabalho de paciência, respeito e constante descoberta — e não há nada mais gratificante do que testemunhar alguém se tornando autor da própria vida.
