Nostalgia
Próxima Quarta Feira dia 02 de Maio de 2012,meu aniversario.Mas agora que me veio uma nostalgia até comum nos meus dias de domingo,Estou pensando; quantas coias boas já aconteceram comigo,sim porque as más,agente varre pra fora do S2.Nosaa foram tantos momentos bons inesquecíveis, únicos.Lembro de tantas vezes lembrei da infância difícil e cheias de trauma,que hoje me serve pra eu lembrar de agradecer tudo o que tenho, colocar a cabeça no lugar pra pensar no quanto eu sou feliz,uma felicidade composta por tantas aventuras,tantas sensações singulares.Decisões certas e bons planos nunca foram o meu forte,mas realizei boas coisas,fiz o que eu senti vontade de fazer,gritei, dancei,resolvi.Conheci pessoas maravilhosas conheci muitaaaasss.Em todos os lugares por onde andei.
Sei que eu não sou uma pessoa fácil.Sei que não sou delicada,nem simples.E tenho certeza de que se eu fosse? não teria ao meu lado pessoas tão maravilhosas,e eu não seria assim;TÃO EU.São 25 anos.E comigo uma bagagem pesada de erros e também acertos,ambos na mesma proporção.Não trago nenhum arrependimento.Nem quero assunto com Arrependimentos, A minha vida é maravilhosa sem eles.AGRADEÇO A DEUS POR TER 25 ANOS E POR PODER ABRIR A BOCA E DIZER ''LOGICO COM A MINHA LINDA VOZ''(rsrsrsr) EU SOU FELIZ DO JEITO QUE EU SOU.E ISSO PRA QUEM REALMENTE SABE VIVER,É O QUE BASTA!.
Sem nostalgia
Sem nostalgia hoje...?
Mas todo dia tem um quê de nostalgia.
Gosto de recordar aqueles dias,
ou umas boas poesias,
aquelas mordidas, caretas, carinhos, conversas...
Gosto muito de tentar te agradar,
porque amo te fazer me amar:
com besteiras
com docinhos
com beijinhos
com carinhos
com sorrisos
com amor...
Queria que essa fosse mais uma poesia
que te trouxesse alegria,
mas desta vez sem a sessão de nostalgia...
Mas não dá...
Não dá para falar de agora
sem lembrar do que já passou.
Não sei dizer "Eu te amo"
sem lembrar que também me amou
e porque amou
e quando foi...
Talvez a minha maior alegria,
será te escrever uma canção
e poder cantar todinha pra você,
do fundo do meu coração.
Alguns dizem por aí
que eu tenho o dom...
De escrever, de encantar, de cativar,
de cultivar o que há de bom...
Fico toda metida,
mas sequer sei se é verdade,
já que a canção que um dia te escrevi...
larguei num canto
pela metade.
Mas para parar
de remoer o passado,
a 'fita' vou acelerar...
tsss tsss tsss tsss
Hoje em dia ninguém mais usa fita,
mas eu achava divertido.
Eu também penso no futuro,
não me prendo a um tempo passado...
Porque bem,
para escrever o que passou,
não se precisa de tanto
imaginar, criar, pintar, desenhar
(na verdade precisa, mas vou deixar essa passar)
Agora, quando se olha para frente
com os olhos da imaginação...
Aí é que a farra começa
e quer chamar atenção.
Eu mesma, as vezes fujo
da rotina
do tempo
e se pudesse
até do espaço fugiria...
As vezes viajo
e me imagino contigo
dividindo um apertamento
meio básico, com um ar amigo.
Imagino a gente
na cozinha
na varanda
no quarto
na sala de estar...
Imagino até você me esperando para o jantar,
sentado numa poltrona cor de berinjela
e terminando de ler mais uma revista
daquelas suas de mangá.
Ou no fim de semana, me abraçando
e perguntando qual será
o prato do dia
que eu vou te preparar.
E eu respondo com um beijinho
que é melhor você esperar,
por algo doce como brigadeiro
e quente como acarajé.
Gostoso como tapioca
e crocante como cookie.
Diferente como picolé de jabuticaba
e tranquilizante como mel.
Ah, sei lá...
vou inventando um monte de besteira pra falar
e te enrolar.
Pra te levar pra um cantinho tranquilo, só nosso.
Pra gente esquecer dos problemas,
dos dilemas
dos floemas
dos edemas
Pra eu parar de falar besteira,
quando você realmente não mais aguentar...
Pra gente viver nossos dias,
escrever novas poesias.
Pra você compor uma melodia
e eu escrever o resto da canção.
Para que tudo que eu imagino um dia se realize,
eu sempre faço uma oração:
Pedindo paz, saúde, alegria, amor...
Desejando que os meus sonhos
algum dia
tenham alguma veracidade
e se tornem no futuro,
novos dias de nostalgia,
dos quais irei sentir saudade.
FANTASIA
Desiludir-se
desistir da fantasia
Abraçar a nostalgia
Caminhar à margem da vida
Despertar-se
Aceitar os seus limites
Refrear seus apetites
Comprar passagem só de ida
Conformar-se
Jamais ousar se aventurar
Se reprimir, deixar pra lá
Encarar a crueza da lida
Sabotar-se
Tornar sonho em pesadelo
Seguir tristonho, enxugar gelo
desprezar a destreza contida
Nostalgia é bom. Saudade não!
Pois nostalgia é a boa lembrança de tudo aquilo que se viveu…
E a saudade é tudo aquilo que nunca se teve…
De tudo aquilo que se foi e talvez nunca mais volte!
Um simples fato em um pequeno instante gera um grande momento de beleza e nostalgia, que será recordado por toda vida.
Queria voltar a ser criança
numa época onde não havia nostalgia, ou erros
tudo era apenas novo ou entusiasmante
agora cada passo é um erro
gerando arrependimento constante
ou duvida sufocante
e cada dia parece mais dificil
de controlar o medo aqui dentro
e se viver for um sacrificio
talvez eu nao esteja pra pronta
pra tantos desentendimentos
não quero criticar a deus
nem a quem me criou
eu só quero saber
se sempre fui quem sou
ou se mundo é perverso o bastante
pra te fazer desacreditar
de perder os sonhos
guardar a alma
e não mais usar
NOSTALGIA
Cai em mim uma nostalgia,
Sem eu a ter pedido no tempo.
É assim como uma melancolia,
Uma tristeza vaga,
Que não se apaga
No momento.
Que vida.
Que tempo.
Que amargura dura
E tão escura
Havia de me assaltar.
Agora, que eu só queria
Tão pouco,
Para não entrar em louco,
Descansar,
Repousar,
Para aprender a sonhar...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-04-2023)
PRAIA DA NOSTALGIA
Só te vejo agora pelas tecnologias
Que me mostram marés cheias
E outras tantas coisas vazias
Num vazio tão triste de ideias.
Corpos pequeninos na praia distante,
Que já foi só nossa nas noites frias
De gente comigo, na areia escaldante.
Que saudades quando nela eu indo
Na cíclica maré da baixa-mar,
Tanta areia havia para levantar
Milhões de castelos para albergar
Os amantes dos amores proibidos.
Agora, após longos anos idos,
Ainda te amo, mas de forma estranha,
Praia de areia do mar dos meus sentidos,
Eras a menina dos olhos meus,
Quando a tua beleza era tão tamanha
Que até um dia foste pintada por Deus.
(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever)
NATAL DOS TEMPOS
Ele teve sempre aquela mania
Talvez até doentia,
Uma espécie de nostalgia,
Quase tara silenciosa
De vestir de cor de rosa,
O Natal da meninice.
E naquela sua tontice:
Saudade da lareira da avó,
As botas velhas engraxadas
Com cheiros a anilinas
No pial limpo do pó,
Simples, sem coisas finas,
À espera do Deus Menino.
Tudo era genuíno
Naquela noite de breu,
Duas meninas e eu...
Que a outra ainda não nasceu...
Noite longa em palha nova
Dos colchões de dormir
Na cama de ferro velhinha,
As fantasias à prova
Num sono que não quer vir.
Sonhavam aquele brinquedo
Ainda que fosse de pau,
Um barquinho ou uma nau,
Talvez uma bola de pano
Bonecas de faces rosadas,
Como as fadas.
Batiam as badaladas
Da primeira missa do dia,
Pé ante pé, em segredo,
Naquela manhã tão fria,
Lá vão eles ao pial...
Nas botas, algo ia mal,
Nenhum brinquedo de pau,
Somente um magro e fatal
Rabinho de bacalhau.
E até ficaram contentes,
Sem chorarem pelos presentes,
Que a vida é feita de nadas...
Restavam as rabanadas,
O que já não era mau.
(Carlos De Castro in Há Um Livro Por Escrever em 21-12-2023)
NOSTALGIA
Às vezes percebemos que pequenas coisas nos faz falta, não é um beijo, não é um abraço,
às vezes um prato não cheio mas abaixo do meio,
um sorriso que anda escondido atrás das máscaras,
uma palavra de carinho ou xingamento, a brisa do vento no final da tarde aonde crescemos e hoje a casa é de outro dono,
sentimos falta não da casa sim da brisa no rosto ao nascimento de cada noite, às vezes a nostalgia nos fazes feliz nos ausentando do presente,
às vezes tudo quereremos é o que temos e não percebemos.
Mais um dia
de (sol)dade,
onde a poesia
é transformada
em nostalgia.
Mais um dia
vazio de abraços,
onde até os sorrisos
são ausentes, e nos olhos
as lagrimas escapam.
Mais um dia descartável.
Mais um dia sem você...
Quanta honra ouvir Manuel Bandeira
Ensina pela nostalgia
Propõe-se com singeleza
Os jovens não escutam Manuel Bandeira
Não sei se já sabia
Ele escreve como ser na vida
E inspirou-nos a revermos o dia
Assim foi Manuel Bandeira.
A energia que conduz à magia,
De mil maravilhas sem fim,
É a condução da nostalgia,
Em Alice, principio e fim.
Na vida só se ama uma vez,
De Raul Seixas se tem a lucidez,
De um amor sem dimensão,
Alice tem um avô, Einstein, o pensador,
Da fluidez do coração.
Das artes se pintou uma amante,
Ao som dos Beatles és a pequena sereia,
Da genética vai crescendo a estudante,
E de Alice ao antídoto perfumante,
Do amor-seixas de Carlos Vieira.
Todos possuem uma dor, algo para se preocupar dessa nostalgia, e uma das nossas dores humanas é não ser amigo e ainda ter utopicamente tudo para reclamar, até poesia.
E canto a nostalgia de uma vez
inebriado por teu olhar em fantasia
que timidamente ousava, talvez
O brio insano dos olhares em demasia.
E o teu corpo salpicado de ilusões
que os meus sonhos salteavam
Poetizando mil corações
que ao redor do seu se despedaçavam.
E do teu olhar, daqueles breves olhares
que o tempo cintilava junto aos meus
Se vai as visões inebriadas e desesperadas,
Do meu olhar procurando o seu.
E eu canto a poesia das invenções
que encenou as suas melhores versões
De um amor que meu amor viveu
E já dizia as vagabundas desalmadas,
Que saíam gritando pelas ruas abandonadas:
- as estrelas brilham, ainda brilham,
ainda brilham essas ruas desoladas,
Aos céus elevo o meu canto
ao encanto dos anjos, oferenda a Zeus,
De um amor que meu amor viveu.
Se existe amor,
a vida se reinventaria,
E a dor seria apenas o olor
Do próprio amor em nostalgia.
Mas se existe amor,
O sol seria a dois, amarelando o universo,
E o vinho entorpeceria a razão,
Em um mundo duplicado, lado a lado,
Onde o amor poetizaria as tolices do coração
A ordem seria o inverso
De um horizonte sem imensidão
Coroando os nossos às de luz,
Nos estilhaços apagáveis da ilusão.
E se existe amor, o meu amor cantaria.
E viveria de canção, seja lá onde for,
Mas canção também se canta na dor,
Porém, de amor morreria,
Se existe amor?
