Nos Conhecemos por Acaso
Eu estou diante de você, e não é por acaso. Eu sei o que é sentir que existe algo maior me chamando. Eu sei o que é ter um sonho estranho, intenso, quase inexplicável, e acordar com a sensação de que aquilo significava mais do que parecia. Eu já estive nesse lugar. E talvez, assim como você, eu tentei entender se aquilo vinha de fora… quando, na verdade, vinha de dentro.
Eu sonhei com algo que não cabia na lógica comum. Um ser que descia dos céus, que mudava de forma, que me olhava como se soubesse exatamente quem eu era antes mesmo de eu me tornar. E quando ele disse o nome, Mamu, eu não senti medo. Eu senti fascínio. E foi ali que tudo começou a mudar.
Porque o fascínio não mente.
O medo paralisa, mas o fascínio aponta. Ele revela aquilo que a gente deseja, mas ainda não teve coragem de assumir.
E naquele momento, sem perceber, eu estava diante da minha própria expansão. Não era um ser externo. Era uma representação daquilo que eu poderia me tornar. Algo mais consciente, mais estratégico, mais livre.
Mas liberdade não vem do excesso. Liberdade vem do controle. E foi aí que eu entendi algo que mudou completamente a minha forma de viver:
O suficiente é luxo.
Sim, o suficiente é luxo. Porque em um mundo onde todos querem mais, mais coisas, mais validação, mais reconhecimento, escolher o suficiente é escolher poder.
Mas me responde com sinceridade: você sabe o que é suficiente para você?
Ou você está apenas correndo atrás de algo que nunca termina?
Eu precisei parar. Eu precisei encarar o vazio que existia entre o que eu queria e o que eu realmente precisava. E não foi confortável. Porque o excesso disfarça a insegurança. Ele ocupa espaço, preenche o silêncio, evita que a gente encare a verdade.
Mas quando eu comecei a remover o excesso, algo curioso aconteceu.
Eu comecei a me enxergar.
Minimalismo nunca foi sobre ter pouco. Minimalismo é sobre ter clareza. É sobre olhar para a própria vida e perguntar: isso aqui tem propósito ou só está ocupando espaço?
E essa pergunta não serve só para objetos. Ela serve para tudo.
Para os pensamentos que você repete.
Para os conteúdos que você consome.
Para as pessoas que você mantém por perto.
Para as metas que você diz ter, mas não executa.
Eu comecei a eliminar. E no começo deu medo. Porque parece que você está perdendo. Mas não está. Você está abrindo espaço.
Espaço para o que realmente importa.
E foi nesse espaço que eu comecei a construir algo real. Eu parei de tentar fazer tudo e comecei a fazer o essencial. Eu parei de postar por postar e comecei a comunicar com intenção. Eu parei de querer agradar todo mundo e comecei a falar com quem realmente precisava me ouvir.
E aí entra algo que muita gente não entende:
Eu não vendo e-books. Eu vendo transformação.
Ninguém acorda pensando “vou comprar um e-book hoje”. As pessoas querem mudar. Querem se sentir melhores, mais leves, mais confiantes, mais no controle da própria vida.
E se você não entende isso, você não vende.
Mas se você entende… você constrói algo que cresce.
Eu comecei a observar. Testar. Ajustar. Errar. Melhorar. Repetir. E repetir de novo. Sem glamour. Sem atalhos. Sem esperar motivação.
Porque motivação é instável. Mas decisão é sólida.
E foi aí que eu percebi que enriquecer não tem a ver com fazer muito. Tem a ver com fazer certo, de forma consistente.
Você não precisa de 100 estratégias. Você precisa de uma que funcione… e repetir.
Você não precisa de mil ideias. Você precisa de uma clara… e executar.
Minimalismo é isso. É cortar o excesso de esforço desorganizado e focar no que gera resultado.
Mas deixa eu te perguntar algo que talvez você esteja evitando:
Você quer enriquecer… ou você quer parecer que está tentando enriquecer?
Porque existe uma diferença enorme.
Uma pessoa que quer enriquecer aceita o processo. Testa, falha, aprende, ajusta.
Uma pessoa que quer parecer ocupada fica presa no planejamento, no consumo de conteúdo, na comparação.
E eu precisei escolher.
Eu escolhi agir.
Mesmo sem garantia. Mesmo sem perfeição. Mesmo sem aplauso.
Porque no fundo, eu sabia: a versão da minha vida que eu desejava não viria até mim. Eu precisava construir.
E aquela figura do meu sonho… aquela que mudava de forma… era exatamente isso.
Adaptabilidade.
Quem cresce muda. Quem cresce se ajusta. Quem cresce não fica preso em uma única identidade.
Hoje eu entendo que aquele “Mamu” não era alguém vindo me ensinar. Era uma parte de mim dizendo: você pode ser mais.
Mas existe um preço.
E o preço não é dinheiro. É disciplina.
É fazer o que precisa ser feito quando ninguém está vendo.
É continuar quando não tem resultado imediato.
É confiar no processo mesmo quando a dúvida aparece.
E aqui está o ponto mais importante de tudo isso:
Você não precisa de uma vida gigante para ser feliz.
Você precisa de uma vida alinhada.
Uma vida onde o que você faz faz sentido. Onde o que você consome não te pesa. Onde o que você constrói te aproxima da liberdade.
Isso é riqueza de verdade.
Não é sobre ostentar. É sobre respirar sem peso.
Agora eu te deixo com isso, e eu quero que você leve a sério:
O que, na sua vida hoje, é excesso disfarçado de necessidade?
E mais…
Se você continuasse exatamente como está agora pelos próximos 2 anos… você estaria mais perto do seu suficiente ou mais longe dele?
Porque a resposta disso define tudo.
E talvez, só talvez… aquele sonho não foi estranho.
Foi um convite.
ALINNY DE MELLO
15 de Mello de 2026
Condicional
Minha pressa está presa
Por mim, e pelo acaso
Nós dois, calados ao lado
Sem querer...
Acreditar sem questionar
É pedir demais?
Ou olhar atrás,
Seria nos perder?
Continuo obtuso,
confuso, não me abuso mais.
Tenho para mim que nada na vida é por acaso
Querendo ou não, tudo tem um motivo
Cada mínimo detalhe, por exemplo, um simples sorriso.
Qual é? Simplesmente não sei, talvez nunca saberei,
E somente se Ele permitir, um dia descobrirei.
O homem deveria aceitar o seu destino. Nada acontece por acaso, diziam os estóicos. Tudo acontece porque tem de acontecer e de nada adianta alguém lamentar a sorte quando o destino bate à sua porta.
Também as coisas felizes da vida devem ser aceites pelo homem com grande tranquilidade.
Ainda hoje falamos de uma 'tranquilidade estóica' quando queremos nos referir a uma pessoa que não se deixa inflamar por seus sentimentos.
tudo na vida tem um sentido,nada acontece por acaso,tudo é pela permissão d Deus,então não desista pq Deus não te da um fardo q vc não possa carregar.A vitoria é sua
- Importa-te de abrir o portão?
- Por acaso sou porteiro?
- Sei lá, mas podias aceitar minha portabilidade.
- Não. Tu não te portaste bem!
- Ah, mas olha, tua foto ainda está no meu porta-retrato.
- É? Mas que importância tem?
- Sou portadora de boas notícias!
- O que andam dizendo de ti é que tens um grande portifólio!
- Falam isso porque não estão acostumados com mulher do meu porte!
- Tu pensas que engana aqui o portuga né!
- Escuta. És meu porto-seguro!
- Só se for um portátil! És tão inoportuna!
- Portanto...Vou voltar pra minha Portela(*).
(Que importa afinal!)
Deixo nosso encontro ao acaso! E junto com o acaso deixo dançando com minhas memórias atrevidas, com uma leve musica chamada saudade, a dor que sinto de tanta vontade de você. Que vão bailando com tanta graça como uma pluma no vento! Quem ver essa dança, ou melhor “essa luta de titãs”, entre a saudade e o acaso, entre a dor e as memórias, não imagina quanto insano isso possa parecer. Uma luta sem perdedores, sem ganhadores, onde no combate se espera o empate, pra que não machuque mais o que já está tão machucado. Mas o acaso é meu amigo, amante da minha saudade... Deixo eles resolverem tudo por mim, tudo pra mim... São testemunhas das vontades que me gritam, que me consomem e que me enlouquecem assim por você!
Saber viver
bem mais que a palavra sofrer
Antes que o acaso nos iluda
Onde percebemos o amor
mas pena que você insista, e muda
Eu juro sim, e digo que vou te dar só o amor
