Nos Conhecemos por Acaso
Tudo ou nada , bem ou mal, ódio ou amor, sorte ou azar, por acaso muitas coisas ou nada acontece, pode ser um vazio do próprio acaso.
Certos momentos não acontecem ao acaso.
Certos momentos incertos que seja
Aproximam e mostram destinos
Que na realidade mudam emoções
Fazem percorrer nosso sangue
Num fluxo que leva ao coração
Uma força capaz de grande impacto.
Certos momentos se tornam eternos!
JOÃO BATISTA BARBOSA
“Quando um bebê encontra o olhar de alguém verdadeiramente bom, não é acaso — é revelação: o sorriso nasce sem permissão, o olhar se prende como quem encontrou abrigo, e a inocência reconhece a pureza antes mesmo que o mundo aprenda a pronunciá-la.”
Geometria do Encontro
Eu não contava os dias por horas,
mas por versos que o acaso não leu.
Havia um deserto onde hoje repousa
o mapa de um tempo que ainda nem nasceu.
Chegaste como quem não pede licença
à casa vazia que o silêncio alugou,
e a parede fria, na tua presença,
aprendeu o calor que a cor não pintou.
Dizem que rio se forma gota a gota,
que o carvalho não brota do chão de manhã,
mas o mar que me invade a garganta e a rota
veio inteiro, de sal e de espuma, de ti, de manhã.
E não é sobre os meses que somamos à mesa,
nem sobre os calendários que a pressa riscou.
É sobre a tua voz sendo a estranha certeza
de que o "sempre" é um lugar, não um tempo que voou.
Cada passo contigo desenha um caminho
que a minha sede de ti faz de novo nascer.
Antes de ti, eu morava sozinho
no avesso do mundo, com medo de viver.
Agora, teu riso é a fechadura
de uma porta que eu nunca soube que havia.
E se a vida me der essa imensa aventura,
quero mais do teu lado, ir mais fundo, mais um dia.
Não me perguntes o "quando", pois o relógio
desaprendeu a correr quando te viu passar.
Ficou preso no instante em que o teu relógio
resolveu, sem saber, me ensinar a ficar.
Pouco tempo no mundo, imenso no peito.
Raiz que se alastra num chão recém-feito.
É que a beleza de estar onde estás
não se mede em segundos, se mede em ficar.
E eu fico. E eu volto. E eu me perco e me encontro.
E quanto mais fico, mais quero morar
nesse azul que teus olhos desenham no encontro
entre o que sou e o que quero ser: o teu lar.
Acaso
Talvez tenha sido acaso...
Você cruzar meu caminho,
justamente quando eu não procurava ninguém.
Talvez tenha sido apenas coincidência
o instante, o lugar, o momento...
Mas algumas coincidências
são difíceis demais de chamar de acaso.
Porque, depois de você,
alguma coisa mudou em mim.
Como se a vida, por um breve instante,
tivesse colocado tudo no lugar
só para que nossos caminhos se encontrassem.
E desde então,
quando penso em destino,
não imagino caminhos, estrelas
ou lugares distantes.
Imagino você.
Talvez tenha sido acaso...
Mas, se foi,
foi o acaso mais bonito
que a vida poderia ter me dado.
A vida e o acaso sempre marcham juntos, mas a diferença maior está, primeiro, em Deus, que é o nosso criador, e, em segundo lugar, nas forças ocultas espirituais que se digladiam para o nosso bem ou para o nosso mal.
O amor que vivemos não cabe em definições prontas; é uma sintonia que transcende o acaso. Entre nós, não houve encontro, mas um reencontro de almas que se reconheceram antes mesmo do primeiro olhar. Cada vivência carrega uma cumplicidade que as palavras jamais traduziriam por completo. Nossa história não segue roteiros conhecidos, pois foi escrita com a raridade de quem entende o outro sem explicações. É um laço que permanece intacto, mesmo quando o mundo insiste em separar caminhos. Esse amor, único e atemporal, não precisa de testemunhas; basta-se na certeza de que, em algum lugar, nossas essências já se pertenciam. E é assim, sem precedentes ou cópias, que ele se torna inesquecível.
Conheceram-se por acaso
Olhar no olhar
Acompanhando o deslizar
da dama pelo salão
Como por magnetismo
sentiram forte atração
Após alguns encontros
ficou bem nítida a certeza
De que que juntos seguiriam
Olhando na mesma direçao
São seres que se completam
não como duas metades
Mas como pessoas inteiras
que buscam o equilíbrio
mesmo sendo tão diferentes .
Editelima 60
Junho/2024
"Mais um dia se revela e não é por acaso que o chamamos de 'presente'. Que possamos desatar seus laços com calma e contemplar o mistério que nele se resguarda."
Gostar de alguém não é uma obrigação, não acontece por acaso, sem uma boa razão, vem depois do prestígio espontaneamente cativado, de se encontrar alguma identificação, de ficar feliz por tê-lo por perto, partilhando de boa parte dos mesmos princípios, uma visão muito parecida de mundo, quando os bons ânimos podem ser somados ou o bom ânimo de um pode afastar o desânimo do outro, um laço imperfeito, mas muito resistente, onde os seus defeitos podem ser tolerados e as suas qualidades são mais aparentes.
Então, não pode ser algo forçado, perderia até o sentido, passaria a ser bastante inconveniente, um malefício compartilhado e nem sempre será recíproco, não se tem essa necessidade para se gostar, claro que se for o caso, melhor, entretanto, para isso, não deve ser cobrado, pois a espontaneidade é imprescindível e deve ser notável, precisa existir verdade dos dois lados neste vínculo de tanto significado ao ser correspondido entre amigos, casais, familiares e ex- desconhecidos, permitindo alguns momentos especiais.
Por fim, considerando tudo isso, enfatizo que gostar de alguém não deve ser danoso, um motivo para aceitar o descaso, um tratamento indiferente ou desrespeitoso, assim, não se aproxime de quem claramente não gosta de você, que acha que a sua presença é um fardo, que só presta atenção nos seus erros, não é necessário deixar de gostar, muito menos guardar algum rancor, porém, é preciso evitar o dissabor de ser apenas aturado, uma forma de reconhecer o próprio valor, de demonstrar um mínimo de maturidade, agindo a seu favor, preservando a sua integridade.
Deixemos o acaso decidir nosso futuro e não precisaremos reclamar do insucesso.
(...)
Afinal não nos esforçamos por nada mesmo.
“Deus, se acaso eu cair, não me deixe desistir. Segure minha mão, me dê sabedoria para enfrentar os dias difíceis, força para recomeçar e fé para confiar. Que eu siga firme, sabendo que Tu caminhas comigo.”
A nossa ligação é de outro mundo. Não foi o acaso que nos uniu; foi a vida nos lembrando de que algumas almas estão destinadas a se encontrar, a caminhar juntas e a permanecer uma na história da outra.
Há encontros que o tempo explica, mas o nosso pertence à eternidade do coração.
Conexão
Isso se chama conexão.
Não nasce do acaso,
nem se explica pela razão.
É quando duas almas cansadas
encontram repouso no mesmo coração.
Feridas pelo tempo,
pela ausência e pela solidão,
descobriram, uma na outra,
o mais raro abrigo:
a paz da conexão.
Não precisam estar juntas
a cada amanhecer ou anoitecer,
pois há laços que desafiam a distância
e continuam vivos sem se perder.
A verdadeira presença
não se mede pelo toque da mão,
mas pelo silêncio que conforta,
pela calma que invade o coração.
Eram intensas demais
para viver pela metade,
romperam as velhas correntes,
abraçaram a própria liberdade.
Escolheram caminhar sobre os muros,
onde poucos ousam permanecer,
pois quem enxerga além dos limites
aprende uma nova forma de viver.
Talvez o mundo chame de acaso,
talvez alguém diga que é destino.
Mas há encontros que não pedem explicação,
apenas seguem o mesmo caminho.
Porque existem almas
que se reconhecem antes mesmo do olhar,
como se o universo, em segredo,
tivesse esperado o momento de as fazer encontrar.
Se existe um nome para isso,
eu não preciso procurar.
Algumas histórias nasceram para ser sentidas,
não para o mundo explicar.
Isso se chama conexão:
quando duas almas intensas,
cansadas de viver pela metade,
encontram, uma na outra,
o infinito da liberdade.
Conspiração das Almas
Não foi o acaso.
O acaso não conhece nomes,
não atravessa tempestades,
não costura destinos
com fios invisíveis de eternidade.
Foi algo maior.
Talvez o silêncio
que o universo guardou
até encontrar duas almas
que já se procuravam
muito antes de aprenderem a existir.
Cansadas.
Não apenas do tempo,
mas de viver pela metade,
de vestir sorrisos incompletos,
de chamar de paz
o que nunca passou de saudade.
Então aconteceu.
Sem promessas.
Sem alarde.
Sem a necessidade de explicar.
Porque certas conexões
não chegam...
elas despertam.
E, de repente,
o mundo ficou menos pesado.
Não porque os problemas partiram,
mas porque havia alguém
capaz de dividir o peso
sem carregar as correntes.
Nunca precisaram estar juntas
para permanecerem presentes.
Há presenças
que moram na lembrança,
na paz inesperada,
no sorriso que surge sem motivo,
na estranha certeza
de que existe um lugar
onde a alma sempre volta.
Escolheram caminhar sobre os muros.
Nem deste lado,
nem do outro.
Porque quem ama a liberdade
não aceita viver aprisionado
pelos limites que o medo construiu.
Duas almas intensas,
incapazes de caber
em sentimentos rasos.
Duas tempestades
que descobriram
que o verdadeiro milagre
não era encontrar calmaria...
Era encontrar alguém
que dançasse sob a mesma chuva.
E talvez seja isso
o segredo que o universo
jamais revelou por inteiro:
existem pessoas
que não entram na nossa vida.
Elas retornam.
Como o mar
que sempre reconhece a areia,
como a lua
que nunca esquece o oceano,
como o vento
que sabe exatamente
onde cada folha deve repousar.
Porque algumas almas
não se encontram.
Elas apenas se reconhecem,
como quem finalmente lembra
de uma promessa feita
antes mesmo do tempo aprender
a contar os dias.
Duas almas.
Chamam de acaso, eu prefiro chamar de destino,
duas almas cansadas cruzando o mesmo caminho.
Feridas pelo tempo, marcadas pela solidão,
descobriram descanso no abraço da conexão.
Não precisam viver lado a lado a todo instante,
pois o laço verdadeiro permanece constante.
A distância não desfaz o que o coração construiu;
quem nasceu para ser porto jamais se diluiu.
Eram intensas demais para viver pela metade,
escolheram a coragem no lugar da vaidade.
Romperam as correntes, recusaram a prisão,
e fizeram da liberdade a sua própria direção.
Sobre os muros caminharam, sem medo de tropeçar,
porque quem encontra a alma certa aprende também a voar.
Não é o tempo que aproxima, nem a presença, afinal;
é o silêncio que responde aquilo que é essencial.
Se existe um nome para isso, talvez ninguém possa dizer.
Alguns chamam de encontro...
eu chamo de duas almas que nasceram para se reconhecer.
O acaso não existe, e, de toda existência viva,
eu quero não entender o acaso. Se, de tudo o que vivo, eu tentar compreender, eu deixo de viver para compreender o inquestionável.
Nossa História, Nosso Amor
Não foi o acaso que nos uniu,
foi a vida pedindo recomeço.
A dor de lá encontrou a dor de cá,
e no meio da tempestade
a gente descobriu o nosso abrigo.
Ele veio lá do Sul,
com o vento frio e o peito ferido.
Eu, aqui no asfalto paulistano,
com a alma aflita, cuidando dos meus.
A vida nos testou com força,
mas do meio dos espinhos
nasceu o carinho mais bonito
que o coração humano pode ter.
O tempo olhou para nós dois
e contou trinta anos no relógio,
mas o amor não sabe contar anos.
O amor só sabe contar abraços,
só sabe contar o desejo, a entrega,
o arrepio na pele ao segurar a mão.
A Avenida Paulista parou para ver
o nosso primeiro encontro.
Enfrentei o vento forte das terras dele,
o frio gelado que assusta a gente,
mas o calor que recebi no peito
deixou a vida quente de novo.
Que não seja eterno posto que é chama,
mas que seja infinito enquanto dure.
Hoje a gente vive assim:
corpo, alma, paixão e verdade.
Ele é meu porto seguro, meu homem,
meu presente e meu futuro.
A prova viva e bonita
de que o amor de verdade
sempre vale a pena.
"O pensamento
é uma uma obra do acaso
Diferente dos pássaros
Que foram feitos pra voar
E voam
Gente feita pra pensar
Destoa da multidão, quando pensa
E quando pensa
Pensa que voa"
Edson Ricardo Paiva.
