Noite Sombria
Ela estava lá
Inébria, sombria
Frígida como uma mulher em puerpério
Seus cabelos acobertos
Em capuz de feutro negro
Davam o tom em branco e preto
Clima de cemitério
Enquanto eu escrevia
Me sussurrava aos ouvidos
Palavras, estalidos
Inspirações de cortesia
Era sim, a própria morte
Do meu lado a gargalhar
Afagava-me os cabelos
Entre vida e pesadelo
Inspirando meu desabafar
Ali estava ela, ao menos mais uma vez
É que ando morrendo demais
Um poeta morre vez ou outra
E aquele era só mais um dia
Entre escritas e agonia
Entre letras mortas e vazias
O meu óbito de número trinta e três
Gota sombria que escorre no vento,
Perfume amargo de um último lamento.
Vem sutil, como beijo em silêncio,
Trazendo o fim num toque tão denso.
Não grita, não chama, apenas sussurra,
Seu cheiro é flor que ao toque ezala.
Mistura de medo, mistério e sorte,
Na pele, a marca: o cheiro da morte.
Goteja no tempo, invade o ar,
Como se o mundo parasse pra olhar.
Não tem cor, nem rosto, nem norte —
Apenas perfume... gota de morte.
E quem respira, sem saber, se entrega,
À dança final que a noite carrega.
Mas há beleza, mesmo no fim,
Na gota que leva e dissolve o "sim".
Instinto de Aço
Na fria névoa da manhã sombria,
Surge a fera, moldada em valentia.
Olhos de brasa, alma em combustão,
Traz no peito a força da superação.
Não há espaço para lamento ou receio,
Ele avança — firme, sem devaneio.
A neve no rosto, cicatriz do caminho,
Prova que até no gelo se segue sozinho.
Encontre a maneira, rasgue a cortina,
Não há desculpa que valha a rotina.
Se o medo ladra, que ladre ao vento —
A coragem ruge no mesmo momento.
Quem vive na sombra, teme o luar,
Mas quem é forjado para lutar,
Sabe que o impossível é só disfarce…
Para quem se recusa a fazer parte.
Noite e dia...
Quando se faz o silêncio
Na densa noite sombria,
Tudo para nessa hora
Até que amanhece o dia.
E na escuridão da noite
-Somente o clarão dos faróis.
Se uma agulha cair no chão
Ouço um barulho, refrão,
Em silêncio nesta hora.
A noite não é vazia
É apenas escuridão.
Quem tem medo do escuro
Não sai sozinho é inseguro,
E não tira os pés do chão.
-Tem gente que prefere a noite,
-Tem gente que prefere o dia,
Na verdade companheiros
Tem dia e noite o ano inteiro,
O tempo não pode parar.
O silêncio é como o exílio, a sombria
noite escura que não tarda chegar, é a
clausura que nos provoca o espanto, e a
reflexão, dialogando com a solidão da alma.
O mundo está girando invertido, e estamos sendo sugados por essa energia funesta e sombria, num prenúncio de um fim chegando ou um novo início se aproximando...
“Na calmaria”
Na calmaria da noitada
Sai da sombria ladeira
A lua envergonhada
Para se passear inteira.
No vão daquela escada
Soluçando em aflição
Salta a Maria aprisionada
Do seu carecido coração.
Chega à rua sombreada
E entre o lusco-fusco
Vê a lua tão dourada
Através do crepúsculo.
Ficou então ali parada
A sonhar com o seu amor
Que a deixou abandonada
Ao relento e sem pudor.
Cheia de penas fugiu
Não queria mais viver
Descalça naquele frio
Acabou por perecer.
Mas logo os anjos desceram
E a incensaram com carinhos
Tão inocentes apareceram
E a transportaram sozinhos.
Minha alma sombria e imortal
Me faz viajar por eras...
Em tantos dramas senti em seus olhos se perderem na imensidão...
Corro atrás da vida...
E meu coração partido...
Sua vida escorria por minhas mãos.
O feitiço que vibra por minhas células...
Faz sentir o deslumbre dessa vida...
Tentei mudar mesmo... Juro que tentei...
Ainda me embriagado pela vida...
Desejando seus corpos sem almas...
Sou divergente espírito errante...
Nas sombras julgo meus medos...
Sendo minha alma sombria...
Sentimentos foragidos...
No remanso do amor...
Debulho em tantas vidas...
Ciladas do destino...
Mero desejo profundo...
Laços de ternura...
Assombroso temor de minha paixão...
Alma singular no meu pior ainda assim faz parte do meu passado...
.Criatura sombria
Olhos da morte,
frios como a tristeza,
injustos como a vida,
misteriosos como o tempo.
Foice antiga,
cega como a esperança,
rígida como a união,
sanguinária como a guerra.
Manto envelhecido,
leve como pena.
amedrontador como o destino,
atormentador como a eternidade.
Limbo esquecido,
triste como a solidão,
quieto como a morte,
eterno como o espaço.
Purgatório imaginário,
insano como a loucura,
incompreensível como a alma,
destrutível como a dor.
ARROZ DOCE
A tarde se derrama
Sem graça, sombria.
É final de maio e
O inverno enfia sua cara
Encardida para fora.
Aqui dentro, meu coração
Badala saudades,
Anseia novidades.
Mozart, Chopin e Bach
Encharcam a sala de melodias.
Como nada de mais acontece,
Acarinho os pelos do gato
E ensaio cozinhar
Arroz doce.
Como uma dádiva,
mesmo numa noite sombria
e solitária,
a lua permanece fascinante
com o seu luar de vitalidade
e sua presença emocionante
transformando um lugar
de árvores secas,
sem folhase sem frutos
em um canto mais belo,
mais amistoso,mais aconchegante,
algo assim é uma benção divina,
poder enxergar a simples beleza
em meio aos momentos angustiantes,
pois isso dá um fôlego de vida
que faz seguir adiante.
O VAZIO DAS NOITES SEM FIM
Tu ilumina
Vastos campos de
Girassóis,
Estradas de terras
Sombrias,
Mares desconhecidos,
Mentes tolas de pessoas
Que conhecem o verdadeiro
Significado do amor
Tuas fases contém os mais
Belos significados,
Tu entrega parâmetros elaborados, a
Renovação de novas
Singularidades
Tuas oito fases entregam
Novas formas de sonhar
Em noites sombrias,
Tu ilumina meus
Pensamentos,
É pra você que eu conto,
Cada conto de amor
Trágico
A inteligência desenvolvida pela mente fora do padrão, tende a ser diversa e sombria, como o fundo do oceano: ninguém sabe a extensão exata, a profundidade, as surpresas e os perigos que esconde. Mas, pode ser belo e fascinante para quem tem a coragem de mergulhar fundo.
A cada declaração minha alma revela se sombria.
Matam sem descriminação.
Ainda se acham ter direito sobre a vida.
Sobre este pretexto estão na questão da proteção da sociedade.
Somos oprimidos e julgados por simplesmente ser o somos definidos por cor e por gênero de sexualidade.
Ser pobre é um risco de existência.
Ser diferente não uma questão de escolha...!
A pessoa é o que é apenas isso!
E temos que ser o que todos querem que seja!
Muitas vezes me pergunto o que somos?
Nessa sociedade de tabus e preconceitos...
Ainda mais o pensamento é livre o direito de ir vir é uma conquistas universal...?
Sereia
Na escuridão da noite sombria
Sobre o leito coberto de flores
Com o luar guiando a magia
Era ela, a visão do amor
A sereia dourada do mar
Maré de águas cristalinas
Era noite embalsamada
Onde a lua espiava tranquila
Era escolha ou talvez sua sina
Um silêncio que a consumia
Olhos grandes que brilhavam
Que em sonhos se banhava e esquecia
Cabelos dançante nas águas
Era a liberdade que tanto queria
Mas seu coração apaixonado
Teimava que ela mentia
Em noites de lua cheia
Mergulha em seu próprio ser
Sentimentos afloram e a fazem crescer
Ela ama às profundezas
Canta a noite e a lua
Mas ora,
chora de saudades suas
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 21/03/2021 às 11:45 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Em tempos que uma névoa sombria paira sobre a Terra, a Fé é o sol que ilumina suas almas.
(Edileine Priscila Hypoliti)
(Página: Edí escritora)
Muitas vezes, escolhemos permanecer em nossa zona de conforto, embora sombria, do que nos aventurarmos em busca de uma nova estrada.
Mona Lisa
Por dentro, ela é solar
Mas a sua personalidade introvertida a fazer parecer sombria
Criando teias de aranha na sua vida
Ela teima se render e se entregar
Ela não sabe o que vem depois
Ninguém nunca sabe
Por fora ela não é nada, é vazia
Nada a oferecer
Talvez ela tenha algo a mais para mostrar
Repleta de segredos
Mas nada tão obscuro assim
São só feridas emocionais que ela prefere guardar
O sol todo dia paira sobre as nossas cabeças
Mas, a nuvem negra insiste em perseguir nossas vidas
Ela parece misteriosa
Mas são só os acontecimentos que a tornaram assim
Na verdade ela quer abrir um mundo multicolorido e compartilhar
A dor ensinou que ela deveria esconder os machucados e recolher os estragos
O que a deixa triste é não viver na mesma intensidade com que sonha
Quando seus pensamentos não estão em harmonia com as suas atitudes
Ela se perde cada vez mais
Até desaparecer do seu próprio mundo
Insano
Profundo
- In solitude
Quando a sombria noite sobressair o céu e o frio atormentar sua alma, torne-se o frio que reina na escuridão,e assim não será mais atormentado.
