Noite Estrelada
Não permita que o erro daquela noite defina como serão seus próximos dias, as estrelas que naquela noite brilharam, vão brilhar em outras noites sem sacrifício algum.
Você é a noite estrelada que Van Gogh falava... Você é verão no inverno, calor no frio, estrela mais brilhante do céu estrelado; você é o sonho mais lindo de sonhar, é o sorriso mais lindo de se ver, é o abraço mais gostoso de estar, você é a pureza nesse mundo de dor. É algo que não sei explicar, um sentimento que não cabe só para mim, explodir para o mundo o tamanho do meu amor e carinho por ti. É diferente, é puro, é singelo, é recíproco, é saudável; quem ver não acredita o tamanho da nossa conexão, o tamanho da nossa cumplicidade; amar você é sensacional, não existe cobranças, não existe tempestade, porque amar você é como amar o sol, aonde ele aparecer lá haverá luz. Você é minha luz, minha poesia, minha canção e minha pessoa favorita; não vejo a hora de te encontrar, de te abraçar e de estar junto a ti; peço todo dia pro tempo passar mais rápido possível, aonde não haver mais saudades entre nós. Amo te amar e amo que você me ame. Eu te amo princesa ❤️
O vento vai soprando
Estrelas brilham na noite
Mas a Lua está no comando
Cigarras fazendo farra
Vagalumes no desmando
O calor abranda
A saudade vem
A folha cai
toda folha tem
A sua hora de ir embora
E a noite demora a passar
Uma voz
Não sei de quem
Vem dizer
no vento sonolento
Que além daquelas estrelas
Existem muitos outros mundos
E outras vidas existem lá
Pode ser
Que neste momento
Um peito tão profundo quanto o meu
Esteja também olhando pra cá
Talvez aconteça
De nossos pensamentos se cruzarem
E Deus
Por pena, merecimento ou sorte
Permita
Que essa estrela brilhe mais forte
Assim, na próxima noite
Duas almas iguais e distantes
Saberão exatamente
Onde olhar.
Edson Ricardo Paiva
A Arte de Viver.
Estrelas
No Céu da noite
Um fino véu azul
Ornamentando a luz do dia
A ultravioleta decanta em clorofila
Meus pés, sempre no chão
É que me dão
A firmeza de um voar
Sem rumo e nem medo
Inexplorado Universo invisível
Cintilando ao alcance dos dedos
Sem dar chance de ser percebido
Pelos cegos e surdos sentidos que vejo
Sentindo-se
Sabedores de tudo
Cumprindo o que estava escrito
Ases de paus, nos baralhos do mundo
Arcaicos retalhos de vida
A sua visão em mosaico faz lembrar
A lente suja e desfocada
Dum caleidoscópio de brinquedo
E eu me sinto sozinho no mundo
Enquanto a mente flutua em segredo
Meu olhar alcança a Lua
Sua luz refletida no chão
Eu vejo um pouco...bem pouco
Do muito que todo mundo pensa ver
...e não vê
Nem sequer imagina que existe
Atarefado e atarantado mundo,
Não pode dedicar-lhe
Sequer um ínfimo instante
O chão sob meus pés,
Muito acima do olhar
Firmamento infinito
Bonito é o momento
E eu o levo comigo
No abrigo do peito
Consciente e acordado
Pro fato que existo
Entre um Céu e uma Terra
A arte da vida ensinou
Em silêncio, a fazer parte
do conjunto das coisas
Que excedem, ultrapassam e existem
Aquilo tudo que em nenhum dia
Nem sequer sonhou em sonhar
As coisas que supõe saber
A vossa vã filosofia.
Edson Ricardo Paiva.
Toda Manhã
Bem antes que amanheça
E a Noite tecelã
Recolha o bordado de estrelas
Um Ar com aroma de hortelã
Me invade o nariz
Noite escura ainda
Puro breu
de vela que não se acendeu
Sucumbe aos Sóis que nascem
E a contagem dos dias progride
Toda noite
Páira-me sobre a cabeça
Uma lanterna acesa
A vida carrega nas ondas
O velho frescor da framboesa
O vento leva
As flores laranjeiras
O tempo vai passando
Quarta, quinta, sexta-feira
Um dia qualquer
Duma manhã à toa
Passou-se
A boa vida inteira
Como haveria
de haver estrelas
sem noite
Como haveria
de haver as noites
sem os dias
Como haveria
de haver os dias
sem as saudades
Como haveria
de haver saudade
sem a ausência
Como haveria
de haver ausência
sem a distância
Como haveria
de haver distância
Sem um adeus
Como haveria
de haver adeus?
Pergunte pro seu coração,
pois o meu
parte sem culpa.
Não gosto de manhãs chuvosas
Elas causam-me melancolia
Sinto o oposto pelas noites estreladas
E apesar disso
As estrelas e as gotas de chuva
Não estão interessadas
Em nada que eu sinta
Simplesmente caem ou brilham
Estrelas brilham quando saem
Gotas de chuva brilham quando caem
Estrelas caem do Céu em noites claras
Em raras manhãs a chuva pára
Após terem caído sem mostrar
durante a noite
Seu brilho sem par
A melancolia
Também é algo assim
Simplesmente uma saudade ímpar
de coisas que eu não vivi
ou manhãs das quais eu me esqueci
Nem tudo no Mundo muda
Quando amanhece
Mas tudo na vida vai mudando um pouco
Conforme vai passando o dia
Às vezes quero ver o Sol à noite
E olho as Estrelas,
que são Sóis distantes
Enxergo hoje as coisas
Como não as via antes
Hoje não adianta mais
Saber o que devia ter descoberto
No tempo em que nasciam flores
Onde hoje tudo é deserto
Eu, que desejava tanto a Guerra
Enquanto vivia em paz
As vicissitudes desejadas
Foram tão rudes
Quanto inesperadas
E hoje eu olho as coisas
Tão distântes e digo
Faz um tempo
Tanto tempo, Meu amigo
Que queria desviar-me
Dos caminhos que hoje sigo
Aprendi a caminhar
Conheci os segredos dos Mares
E dos Nós de Marinheiro
Esta noite eu enfrentei
Uma tempestade atróz
Querendo encontrar o caminho
que me conduzisse de volta
À ilha dos Girassóis
Uma fada dança em minha mão
Tenho esperança, ainda
De que tudo mude
E que o vento sopre em direção
Ao final deste Mar
Que não finda
E caminhar finalmente pela praia
Ao final de uma tarde linda
Antes que a vida se esvaia
Consumida pelo tempo
Tanto tempo
Meu amigo.
Escreva uma canção bonita
Mais bonita que um varal de estrelas
Tente vê-la flutuante
Na noite de um sonho esquecido
Igual ao que existe
Na alma da gente
Escreva uma oração
Que seja bela
Tão bela, de acordar de madrugada
Uma imagem de paz
Uma nuvem de luz
Como a luz do luar na rua
Como a rua na janela
Um perfume de amor
Feliz de sentir
Que vem do nada
Pense nela
Que esteja lá
Lembra de sentir a calma
Bonita como passos
A pular quadrados da calçada
Somente a traduza
Numa imagem que lhe traga à vida
E que descreva
A vida, não pela vida
Mas uma vida bonita
Como se quer que ela seja
Pois essa vida está lá
Transparente e estampada
Estendida no calor
No momento em que a alma esfria
Fantasiada de dor, na alegria
Na dor do dia a dia
Que se deixa passar
...lá se foi mais um dia
E quem olha, não vê
Na incerteza da fé
é preciso transcender
Pra chegar a ela
Abandonar-se
Deixar de ser quem se é
Quando cansar-se de ser
Quem não é
Pois da vida se leva nada
Nada além da tristeza
De não tê-la sabido viver
Seja a vida essa canção
Como um vento leve
Que move um mar
Mas não desista
Existe uma oração bonita
Esperando pra ser declamada
De mãos dadas com a vida
Ela ainda está lá
Se você a acredita
Não permita que ela se vá.
Edson Ricardo Paiva.
Estradas de Pedra.
Enquanto a chuva cai
A noite passa e vai pela janela
Pra perto da estrela distante
Na mesma velocidade
Pensamento, instante, vagam
Pedra lisa, estradas sem destino
Que se aprumam
Indiferentes, se acostumam
Vai durar uns meros séculos somente
Durante as tempestades
Quais relâmpagos colidem
Que se agridem pelos ares
Olhares idem pela escuridão que espero
Pra depois, durante as calmarias
Vir buscar-me em sonhos
Pois, durante a madrugada
Não serão jamais pisadas
Vão nascer de novo, sempre vão
No primeiro desvão, por onde invade o sol
Da primeira manhã de alguma infância
Há de ser nova
A primeira manhã de todas as manhãs
Traz consigo o gosto verdadeiro
Do primeiro sol que arde n'alma nascitura
Pensamento, instante, invade
Vai durar uns poucos séculos somente
Indiferente às estradas de pedra
Que foram feitas só pra ser pisadas.
Edson Ricardo Paiva.
Eu sou a solidão
Filho da noite e do silêncio
Amante das estrelas
Vazio quanto a lua
Sem luz
Sem reflexo
Sem rastro
Sou a minha própria sombra.
Naquela noite, olhando as estrelas, tão próximas de nós, contamos segredos e sonhos ... e de repente uma estrela caiu.
Como Confúcio afirmava que "a ignorância é a noite da mente, uma noite sem estrelas e sem lua", podemos acrescentar que o conhecimento é o dia da mente, dia sem nuvens e com sol brilhante.
Vou perguntar as estrelas... onde a lua e a noite se escondeu? onde o dia flui para despertar o sol?
Noite passada o céu estava importante, sem nuvens e com algumas estrelas.
Nada de muito diferente. Mas era o último céu dos meus 30 anos.
Olhei para o céu como um explorador.
Fitei cada estrela em busca da cor.
Uma me pareceu avermelhada, outra com luz mais brilhante, azulada.
Ambas eram apenas grandes estrelas, que do distante se alinhavam no meu momento de céu.
Momento que não volta.
Instante final, quase zero hora.
Lembrei da infância e adolescência.
Pensei nas conquistas e nas experiências, nas lutas e feridas.
Minuto que passou rápido! Tempo que corre para longe num piscar.
Um observador minúsculo, um céu imenso, um instante no tempo. Um sopro do vento e olho para o relógio:
O único último céu dos meus 30 anos acabou de passar.
Graças a DEUS.
Era uma noite tranquila e estrelada quando ele a conheceu, e desde o primeiro olhar, sentiu o impacto de um coração volátil. Ela tinha um sorriso encantador e olhos que brilhavam como constelações, mas havia algo mais profundo, uma tempestade emocional que ele não pôde ignorar.
Ele a observou em silêncio, notando como suas emoções oscilavam como a maré. Num momento, seu riso era contagiante, enchendo o ar de alegria; no outro, seus olhos se perdiam em uma melancolia distante, como se navegassem em águas desconhecidas. Essa inconstância, essa dança entre a paixão e a tristeza, a tornava incrivelmente fascinante.
Com o passar dos dias, ele se aproximou dela, atraído pela beleza caótica de suas emoções. Ela, com seu coração volátil, ora se deixava levar pelo entusiasmo de uma nova paixão, ora recuava, temerosa das profundezas de seu próprio sentir. Ele sabia que se apaixonar por ela seria como tentar capturar o vento, mas estava disposto a tentar.
Cada encontro era uma aventura emocional. Havia momentos de intensa conexão, onde seus corações batiam em uníssono, e momentos de incerteza, onde ele temia que ela se afastasse para sempre. Ela era indecisa, uma alma que flutuava entre a entrega e a fuga. Mas ele viu em sua sensibilidade uma beleza rara, um reflexo de sua própria vulnerabilidade.
Uma noite, sob a luz suave da lua, ele a segurou perto e sussurrou: "Sei que seu coração é volátil, que muda como as estações. Mas quero estar ao seu lado, navegar essas águas com você, aceitar cada mudança e celebrar cada momento."
Ela o olhou, surpresa, e uma lágrima deslizou pelo seu rosto. Talvez pela primeira vez, ela sentiu que alguém compreendia a complexidade de seu ser. Com um sorriso tímido, ela respondeu: "Eu sou como o vento, imprevisível e livre. Mas se você estiver disposto a voar comigo, prometo que a jornada será inesquecível."
E assim, juntos, decidiram enfrentar as incertezas, abraçando a beleza de um coração volátil, sabendo que o amor verdadeiro não exige constância, mas sim compreensão e aceitação das tempestades e calmarias que a vida traz.
