Neve
Virou um bolo de neve pela observação da falsa serventia, criada pela ilusão imposta pelos falsos costumes, agregados somente pela necessidade de rebanhar os menores.
O Astronauta de Neve
Até hoje eu nunca vi um gato acompanhando um mendigo, por que será?
Parecia que um homem tinha apenas duas escolhas: acotovelar-se no jogo da ambição ou ser um mendigo.O homem, quando sonha, é um deus, quando reflete, é um mendigo.
"Vivi, estudei, amei e até acreditei! E hoje não há mendigo que eu não inveje, só por não ser eu. Eu olho a cada um os andrajos, as chagas, as mentiras e penso: talvez nunca vivesses, nem estudastes, nem amastes, nem acreditastes; porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso."
O rico é sempre e em qualquer lugar, mais ambicioso e mais mendigo que o pobre.
Maltrapilho atrapalhado
Descalço em meio ao vidro
Sonha o mendigo
Entre sacos de lixo
E flores de ipê
Chão molhado
Aterrado em Neve e Lama
Diante
Do insólito
O estrambótico
Ouviu
Dizer
De país
Atropelado
Pela
Estupidez
Arrogante
Do
Impensável
Ocupado
Pelas
Tropas
Do
Desatino
Reagiu
Não reagindo
Ignorou
O insensato
Tocou
Sua vida...
Inédito
Impasse
Na
História
"Escreva como quem deixa pegadas na neve – sabendo que vão derreter, mas insistindo porque o ato de andar já é a resistência."
Obrigado Noruega!
Neve por toda parte, pinturas vibrantes no céu proporcionadas pela nobreza da aurora boreal.
Uivos de uma alcateia de lobos são ouvidos, mas a mesma fogueira que nos aquece romanticamente, também nos protege,
Sozinhos e felizes, apreciamos calorosamente o deleite do momento,
Amanheceu! As montanhas nevadas que nos cercam começam a se oferecer nos convidando para um belo passeio,
Paramos em cima de uma camada fina de um rio congelado é incrível como o espelho da vida em movimento fascina,
O fim de semana acaba.
Agora sobrevoando a paisagem de horas atrás integralmente nossa, sabemos o privilégio que teremos de carrega-la por toda vida.
Completo
Entre as virtudes, vínculos.
Na tempestade de neve ou na beira mar, laços.
Sem intervalos entre o céu e a superfície, apenas uma razão.
No meio da coleção de lágrimas e sorrisos, amor.
Dois corações
Pinheiros cobertos de neve,
as estrelas brilhando como nunca antes visto,
o manto nevado é apreciado com a clareza de uma bela obra de arte,
dois corações sentados sobre a neve sendo aquecidos pela fogueira que não apaga.
Preço caro
Na neve densa a raposa branca é invisível,
A audácia assombra aqueles que desafiam a confiança de um sentimento criado em versos vazios,
Intenso e dramático é o motivo pelo qual caço, mas entre os pinheiros e a neve percebo que estou sendo vigiado,
Marcas de pegadas são vistas, o cheiro da carne é sentida, tão próximos e tão invisíveis nessa camuflada aventura que atiça e enfeitiça,
Maduros são os desejos desse encontro provocados por aquilo que nos motiva,
Um tiro é dado a corrida em disparada acontece, a sedução é excitante, a perseguição é um atrevimento sem pudor,
Minha sanidade foi testada, agora o preço é caro a se pagar.
Sem teu Sol
Caminhando sobre o lago congelado coberto com uma camada fina de gelo em meio a neve e sendo observado por uma alcateia de lobos, pude perceber quanta falta faz estar ao teu lado, abaixo do teu Sol.
Reflexão do Aprendizado
A vida nos ensina amares.
Mel que desliza como neve nos sulcos do chão estendido.
Entrelaçamos as mãos com a doçura da alegria construída.
Colhemos o facho de luz como fruto da semente nova que se principia.
A vida nos ensina desvelar o que se enxerga no que se guarda no olhar.
Como se o afeto fosse feito minúscula gotícula, que mansamente se entorpece e vai se estendendo do céu em ritmo compassado, fixando-se na ramagem esverdeada da planta, até cuidadosamente novamente cair sobre a terra e começar a possuí-la.
Então uma pequena gota torna-se capaz de amadurecer a mais profunda raiz.
A vida nos ensina que o afeto é um apreender de profundidades reveladas.
In Poemas para Versar
A vida só se transforma em uma
bola de neve quando levamos
administradores alheios para
gerir tudo o que fazemos. A partir
do momento de nós mesmo sermos
os gerentes tudo irá fluir melhor.
Flocos de neve, linda expressão do inverno, caindo suavemente sob uma natureza charmosa, charme de um verão intenso, boca primorosa, avermelhada, cabelos encaracolados, calor amável que se destaca ainda mais na frieza, um terno atrevimento, beleza inegável, fascínio que esquenta, espírito que entusiasma à semelhança do fervor de beijos sedentos, fogosidade que alcança a alma, assim, o frio passar a ser coadjuvante, o qual contribui bastante para enaltecer esta mulher calorosa tão significante.
Lindas flores,
brancas como a neve,
damas da noite
com uma presença que enriquece,
que deixa o ânimo mais forte
pois ainda que seja algo breve,
pra mente, é um necessário suporte.
Certa vez conheci uma senhora,
Que morava no interior,
A chamavam de Branca de Neve,
Não tinha nada de muito valor.
Seu apelido era uma piada, sua cor era parda,
Mas Branca de Neve já estava acostumada,
Pois desde jovenzinha tinha sido discriminada.
A sorte azarada estava lançada,
A Branca de Neve caiu num sono profundo,
À facção foi incorporada,
Regada a crack num antro imundo.
Serei Lince rasgando a neve,
No extremo do hemisfério.
Serás Alícia e serei seu coelho,
Guiando-a no chamariz das maravilhas.
Sinto o frio cair ao anoitecer, como uma neve fina e gélida. Sinto isso há muito tempo.
Através do muro da vida, olho e observo: o túnel está próximo.
Há fogo em meu peito, expressando a angústia que me consome.
Meus olhos estão feridos; o tempo os machuca sem dó, sem piedade.
Ultimamente, sinto-me indiferente, e isso me preocupa.
Sinto um lar cuja base é o ar.
Os dias passam, e já não sinto mais aquele aroma familiar.
O tempo levou até isso.
Eu sinto muito, mas nós não nos queremos mais.
Sem razão, mas com emoção, forças quase sinistras nos atacam.
Estamos presos em um jogo: first life.
O fogo fere, o gelo queima.
A caçada é árdua, exaustiva.
Mataram as coisas boas, e já não há nada para comer.
Corro, procuro um sinal.
Um “sinto muito” surge em bocas que não são as suas.
O final da linha se aproxima.
Sem desculpas.
Sem aquele “perdoe-me”.
Nem mesmo um verdadeiro…
“Eu sinto muito!”
