Neve
O que me resta é só neve em minha mente, o puro e vazio sem nenhuma alma, apenas eu caminhando no inferno gelado e com coisas negativas em minha volta.
Na brevidade da vida, a morte leve,
Um sopro suave em nossa existência,
Como uma bola de neve que se move,
Num vai e vem que escapa à nossa ciência.
Passamos pelos dias, como o vento,
Numa dança fugaz de alegrias e dores,
E assim seguimos, num eterno movimento,
Em busca de sonhos, em busca de amores.
Mas eis que a vida foge em seu trajeto,
E a morte, silente, nos abraça enfim,
Como uma roda nos esmaga com efeito.
A cada instante, somos lembrados assim,
Que a vida é breve, o tempo é suspeito,
E devemos viver cada momento, até o fim.
Sinto o frio cair ao anoitecer, como uma neve fina e gélida. Sinto isso há muito tempo.
Através do muro da vida, olho e observo: o túnel está próximo.
Há fogo em meu peito, expressando a angústia que me consome.
Meus olhos estão feridos; o tempo os machuca sem dó, sem piedade.
Ultimamente, sinto-me indiferente, e isso me preocupa.
Sinto um lar cuja base é o ar.
Os dias passam, e já não sinto mais aquele aroma familiar.
O tempo levou até isso.
Eu sinto muito, mas nós não nos queremos mais.
Sem razão, mas com emoção, forças quase sinistras nos atacam.
Estamos presos em um jogo: first life.
O fogo fere, o gelo queima.
A caçada é árdua, exaustiva.
Mataram as coisas boas, e já não há nada para comer.
Corro, procuro um sinal.
Um “sinto muito” surge em bocas que não são as suas.
O final da linha se aproxima.
Sem desculpas.
Sem aquele “perdoe-me”.
Nem mesmo um verdadeiro…
“Eu sinto muito!”
E a neve tão fria,
Cansada de ser pisada
No caminho de casa
Resolveu se mudar para outra região.
Revelou para uma nuvem sua teoria.
Gostaria de ser amada, não pisoteada. Daí a necessidade,
De obter o menor contato com a humanidade.
E a nuvem compreendeu a situação.
Disse que durante 9 meses o sossego que tanto procurava, teria,
Embora seria obrigada a voltar assim que o inverno se instalasse.
Só assim para conseguir sua sonhada vida campestre.
E no Alasca, em seu novo lar, aos poucos esquecia
Dos sádicos que sempre diziam: "seria perfeito se hoje nevasse"
Mas eram os primeiros a utilizá-la como faixa de pedestre.
A neve matinal se despede da longa noite, fria… Parece uma artesã a bordar a minúcia das rendas com a sua luminosidade, acumulando invernos.
Era dezembro, lá vinha ele, mas uma vez sua data preferida, velho, com barbas brancas como a neve, sobre os ombros um saco, era sim um bom velhinho, mas devido ao frio o velho Xico morreu em uma calçada de uma rua qualquer, era apenas um velho em situação de rua.
Serei Lince rasgando a neve,
No extremo do hemisfério.
Serás Alícia e serei seu coelho,
Guiando-a no chamariz das maravilhas.
Nada, absolutamente nada cai do céu além de chuva, neve ou cocô de passarinho, portanto não espere ajuda de ninguém, pois as pessoas se odeiam umas as outras.
Certa vez conheci uma senhora,
Que morava no interior,
A chamavam de Branca de Neve,
Não tinha nada de muito valor.
Seu apelido era uma piada, sua cor era parda,
Mas Branca de Neve já estava acostumada,
Pois desde jovenzinha tinha sido discriminada.
A sorte azarada estava lançada,
A Branca de Neve caiu num sono profundo,
À facção foi incorporada,
Regada a crack num antro imundo.
Entre Neve e Silêncio
No ventre da noite, no frio da missão,
Ergue-se um homem, de aço e razão.
O mundo lá fora é grito e conflito,
Mas dentro do peito, um fogo restrito.
Guerreiro da neve, guardião do além,
Enfrenta o vazio que mais ninguém tem.
O peso do aço, o silêncio do chão,
O vento gelado tocando a tensão.
Não luta por glória, medalha ou poder,
Luta por todos que não sabem o que é perder.
Seu rosto é muralha, seus olhos são farol,
Que brilham no escuro, que buscam o sol.
Entre o vermelho do sangue e o azul do céu,
Caminha sereno, de armadura e fé.
Pois mesmo na guerra, há traços de paz
No coração de quem firme jamais se desfaz.
Sem teu Sol
Caminhando sobre o lago congelado coberto com uma camada fina de gelo em meio a neve e sendo observado por uma alcateia de lobos, pude perceber quanta falta faz estar ao teu lado, abaixo do teu Sol.
Obrigado Noruega!
Neve por toda parte, pinturas vibrantes no céu proporcionadas pela nobreza da aurora boreal.
Uivos de uma alcateia de lobos são ouvidos, mas a mesma fogueira que nos aquece romanticamente, também nos protege,
Sozinhos e felizes, apreciamos calorosamente o deleite do momento,
Amanheceu! As montanhas nevadas que nos cercam começam a se oferecer nos convidando para um belo passeio,
Paramos em cima de uma camada fina de um rio congelado é incrível como o espelho da vida em movimento fascina,
O fim de semana acaba.
Agora sobrevoando a paisagem de horas atrás integralmente nossa, sabemos o privilégio que teremos de carrega-la por toda vida.
Completo
Entre as virtudes, vínculos.
Na tempestade de neve ou na beira mar, laços.
Sem intervalos entre o céu e a superfície, apenas uma razão.
No meio da coleção de lágrimas e sorrisos, amor.
Intimidade é uma liberdade de culpas, e, isso também é uma necessidade, pra evitar os bolos de neve em estelar, espero em minha pele o renovar.
Virou um bolo de neve pela observação da falsa serventia, criada pela ilusão imposta pelos falsos costumes, agregados somente pela necessidade de rebanhar os menores.
Dois corações
Pinheiros cobertos de neve,
as estrelas brilhando como nunca antes visto,
o manto nevado é apreciado com a clareza de uma bela obra de arte,
dois corações sentados sobre a neve sendo aquecidos pela fogueira que não apaga.
