Neve
Sambando na neve,
Sem mesmo notar,
Á aventura sempre breve,
Em olhos profanar,
Livros em contos sem entender,
Vivendo dias de heróis sem saber.
Um vilão sem falar,
E as histórias sem contar.
Seu cheiro é como um vento limpo e jovem, como se viesse das montanhas de neve, das abóbodas de estrelas, de praias prateadas envoltas por um mar de espuma que trazem a aurora de um novo dia. Me faz sentir imortal e ainda sim a única coisa que poderia me matar é o pensamento de nunca mais poder senti-lo.
Com todos esses gelos - como a neve em New York - você criou um escudo em mim. Acho que não foi o resultado que você esperava. O que você esperava era que eu batesse em tua porta implorando o teu amor. Mas obrigada, querido. Você me transformou em gelo. Eu costumava ser a sua bonequinha, com o cérebro danificado e apaixonado por você. Mas agora eu me amei mais. E a louca que se importava muito, com tudo, hoje aprendeu a morrer pra pessoas como você. Você que só o que me fez, foi com que eu me questionasse se eu era realmente boa pra você. Mas aprendi que quem te ama de verdade, nunca te faz questionar se você é boa o suficiente. Pelo contrário, quem te ama te faz perceber que você é muito mais do que ele merece.
Porque em mim nasce sol, nasce chuva...
porque em mim passa tempestades, neve.
Porque em mim cai risos, flores...
Porque em mim o mundo tem cores,
porque tem versos, sonhos...amores.
Porque em mim tudo se diferencia
o ar que respiro, as roupas que me vestem.
Porque em mim garoa, neblina...
pássaro dança, fala e encanta.
Porque em mim o mar náufraga, me banha
me leva, me ganha.
Porque em mim dias e noites são iguais
tardes são diferentes.
Porque em mim o mundo não gira, canta
porque em mim lembranças passam,
saudades ficam.
Tinha uma rosa
pássaros...
ninhos, beijas- flor.
No meu caminho
tinha uma casinha cor de neve,
tinha mel, adocicou.
Tinha árvores, arco-íris
tinha cores
borboletas, veredas
flores e riachos.
Tinha mares, jardins
espinhos,
espetou !
Tinha pedras, barrancos...
subidas,
descidas e altos
tinha sonhos,
no meu caminho tinha versos
belezura,
Tinha um garoto
menino,
homem encantador.
Tinha rios e riachos
águas,
cantos de amor.
O resultado de uma falha impensadamente pode ser comparado à bola de neve, pois fará com que o outro erre também, porem, premeditadamente tornando um “TOMA LÁ CÁ”, e por fim quando nos der-mos conta poderá ser tarde demais.
SONETO DOS PUROS
Ser alvo como a neve, o amor
Sereno corpo, refulgido ser
O clamor, o pranto a amanhecer,
No brilho ávido o temor.
A pureza de sequiosa luz
A refletir no tempo o meu olhar
Luz aguerrida a purificar
E inerte chama que me conduz.
O porvir, o dormir, o ir, o rir
A pureza de ser e o vago fulgor
De um vasto tempo e inerente luz.
A segregar na luz o pranto
A unir o puro encanto
De um vago momento o qual reluz....
Sou apenas um pequeno floco de neve, que com outros milhões formam a neve. Posso ser irrelevante, mas ao menos faço parte de algo maior.
A Neve
Às vezes nevava.
O céu oferecia a neve para poder entrar na folia,
como qualquer de nós cedia a bola para entrar no jogo.
Os dedos só gelavam nos primeiros instantes.
Daí a pouco tempo, as mãos ardiam como brasas.
Às vezes nevava.
Era um lençol branco e imenso, quase sem limites.
Mesmo assim, alguns levavam braçadas de neve para casa,
na esperança de que assim não derretesse.
Uma qualquer espécie de alquimia
haveria de conservar o gelo
e transforma-lo em miragem perene e mágica,
para íntimo deleite.
Às vezes nevava.
Fazíamos anafados bonecos com apêndices postiços,
bolas de arremesso,
construções que a imaginação
e a quantidade de gelo permitiam,
escorregas improvisados.
Às vezes nevava
sem sabermos muito bem porquê,
nem o préstimo de tanta alvura.
Solidão e medo
Olhei a torre em meio à neve,
Eu estava só na cena.
O mar silenciado pelo gelo.
Europa fria a me doer,
Meu mundo congelado...
Amedrontado,
Tudo em volta tão triste,
Nada de banho de chuva,
Nada de ciúmes da tua roupa,
Nada de arrancar suspiros como na canção.
Só... Solidão e medo.
Lembranças...
Dos beijos
Do perfume,
Dos teus chiliques,
Das noites chiques.
Fondue, vinho, passeios...
Eu e você.
Excitante barulho do chuveiro,
Do show animado, deslizes gelados,
Sorrisos fotografados,
Carícias e olhos molhados.
Tempos de amor, tempos de ser amado,
Tempos pelo próprio tempo sepultado.
A primavera morta em sementes amanhecidas de escárnio não idolatra a fria neve que escorre dos grandes olhos marfins, cresce perdida entre valsas de pássaros que nas rosas encontra o mais singelo labirinto, declina as musas o tenro papel dourado que há muito era o ouro destilado, mas que por ora se envenena da mais lúgubre história, cansa-se em desejos e repousa na memória.
Assim como um dia de verão ensolarado de céu limpo, nuvens brancas como neve ao cair de uma noite fria de inverno, sejamos admiráveis e encantadores, fazendo dos nossos dias paisagens do campo perfumado pelas flores que exala o seu cheiro.
1º VIAGEM DE MARIANA
Tinha apenas 7 anos, aquela menina de cabelos claros, branca como a neve, um sorriso alegre no rosto e uma vontade de viver que encantava a todos ao seu redor, melhor notas na escola, muitos elogios da professora Sônia, e as novidades iam apenas começar...
Como o tapete de tecelão é a maciez de sua pele,
Pura como neve de invernos precoces,
Como um olhar que penetra o mio-cardio e a alma.
Seus cabelos pretos como eclipse intruso no céu mais recluso,
Harmonizavam-se ao tocar seus ombros redondos,
Redondos como os grandes olhos dos meus amores passados.
Caminhas em passos lentos como se fosse a mais linda das modelos,
E de fato és, modelo na passarela dos meus sonhos.
Rainha em meu palácio,
És minha dona, tirana da paixão, senhora desse apaixonado coração.
