Nem tudo que Balança Cai
A Balança Quebrada da Justiça
A justiça, idealmente, deveria ser uma balança imaculada, cega às distinções sociais e pesando unicamente os factos. Contudo, para uma parcela significativa da população, a realidade manifesta-se sob um véu opaco, onde a clareza dos princípios é obscurecida pela disparidade de recursos e pelo aparente descaso. Observa-se, com frequência alarmante, que a robustez de um sistema judicial se dissolve quando confrontado com a vulnerabilidade económica do cidadão.
O acesso pleno e eficaz à justiça, consagrado em textos fundamentais, parece, na prática, submeter-se a uma interpretação elástica que favorece quem detém o poder aquisitivo. A complexidade intrínseca dos procedimentos legais, aliada à percepção de uma indiferença por parte de alguns profissionais do direito, transforma a defesa de um direito numa odisseia solitária e, por vezes, inglória. O aconselhamento apressado, a falta de comunicação ou a recusa em explorar vias de recurso legítimas, sob a justificação de valores ou prazos que, na verdade, não são absolutos, geram um sentimento de abandono e profunda injustiça.
A crença na imparcialidade do julgamento é corroída quando se testemunham sentenças que parecem ignorar evidências claras ou dar peso desproporcional a certas narrativas, em detrimento de outras. A ideia de que erros graves, ou até mesmo intencionais, possam persistir sem contestação eficaz, especialmente em esferas onde a "última palavra" deveria ser a verdade, é um golpe devastador na confiança institucional. O cidadão comum, ao confrontar-se com tal realidade, sente que a sua voz se perde num labirinto burocrático e que a "corda" inevitavelmente arrebenta para o lado mais fraco, deixando-o num estado de desamparo e desilusão profunda.
Este cenário levanta questões severas sobre a verdadeira equidade de um sistema que, apesar de seus ideais nobres, parece, na prática, privilegiar o poder sobre a razão e o recurso sobre o direito. A percepção de que a verdade material é sacrificada em prol da celeridade ou da conveniência de um lado, enquanto o outro suporta o fardo de uma condenação injusta, mina a própria fundação da justiça.
Rodrigo Gael
Librianos: A Dança das Estrelas
No céu das constelações, brilha a balança,
Librianos, seres de harmonia e esperança.
Com sorrisos encantados e olhares sutis,
Buscam o equilíbrio entre os sonhos e os fuzis.
Nascidos sob a luz de Vênus, a deusa do amor,
Têm o coração leve, repleto de calor.
Com um toque de arte em tudo que fazem,
Transformam a vida em versos que trazem.
São diplomatas da vida, mestres da razão,
Compreendem o mundo com o coração.
Entre risos e diálogos, criam conexões,
Fazendo da amizade uma doce canção.
Mas cuidado! A indecisão pode lhes pesar,
Na busca por agradar, podem se perder ao amar.
Entre escolhas e dilemas, dançam sem parar,
Como folhas ao vento, prontos a flutuar.
Librianos são sonhadores que buscam a beleza,
Na simplicidade dos gestos, encontram a certeza.
Amantes das artes e da estética sutil,
Transformam o cotidiano em um quadro febril.
Em cada encontro, uma nova história a contar,
Com seu charme inato, sabem como encantar.
São amantes da paz e da justiça divina,
Com um olhar profundo que ilumina e fascina.
Ah! Librianos, seres de luz e de cor,
Que espalham amor como um suave clamor.
Na dança das estrelas, sempre vão brilhar,
E na balança da vida, sempre vão amar.
UMA FOLHA
Como uma folha ao vento,
tua presença balança
à minha frente.
Dominas a minha idéia,
e me fazes sonhar coisas
que eu preciso esquecer.
Demoras a deixar-me,
e quando vais,ja te tornastes
tão presente, que o que era
para esquecer, o quero a todo
instante.
Dessa folha solta preciso a
todo momento, para poder viver.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico da ACILBRAS -
Cadeira 681
Patrono -Armando Caaraüra -
Presidente
Se afasta dos seus para agradar os dos outros,depois coloca na balança e me diz se vale a pena.
Se afasta de você para agradar os outros,depois coloca na balança e me diz se vale a pena.
Se afasta da sua vida da sua essência para agradar o outros,depois coloca na balança e me diz se vale a pena.
Talvez você nem chegue a me dizer,mas pesa, coloca tudo isso na balança e se diga se vale a pena. Uma porta fechada lhe abre uma janela, uma janela e uma porta fechadas pode ser o final das chances que a vida te deu.
Existe equilíbrio
Na balança do tempo entre o que nós vivemos a dois intensamente existe o equilíbrio entre as forças da saudade de um passado tão presente e as forças de um presente tão preso no passado tão recente,
Entre o Sol e a Lua existe a distância, a renúncia, existe fronteiras, mas no meio das escolhas brotam as estrelas, renasce o inesperado, o profundo,
entre o Sol e a Lua existe o equilíbrio.
Se o rigor da justiça fosse aplicada proviniente da lei criada no Brasil, temo que essa balança nunca se ergueria ou seria imparcial , os guardiões da lei não pode ser políticos nem indicados !!
O tua beleza brilha mais que o sol do meio dia
Quando anda e seu cabelo balança e se torna como as nuvens nos céu
Tua risada me faz viajar neste universo, Vasto e bonito
não há nada nessa terra tão bonito como o teu olhar
Me sinto perdido sem você, achado com você
Sem ti é como o céu que se escurece , com você vejo um mundo totalmente diferente
Decidi te amar, mas me perdi no teu olhar
Encontrado no seu sorriso
Contigo fico bobo e sem graça
Mas me sindo bem
Pedi a Deus uma luz e Deus apresentou você
Não sei se foi coincidência ou algo divino
Porém sei que divina você é
Um anjo de luz ou a luz é você
Só sei que tu expulsa minha escuridão e faz eu ser quem realmente sou
Obrigado por encontrar minha vida!
Balança o corpo, tira a poeira e siga em frente, deixe para trás a culpa que lançaram sobre seus ombros.
Sobre emoções...
Difícil é colocar a razão e a emoção na balança.
Equilibrar os dois.
Eu tento, juro que tento!
Mas...
Há emoções que desequilibram.
Essas, ah! Eu deixo rolar.
Guardo a razão no bolso.
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©Aline Hikelme
©Textos de autoria de Aline Hikelme
Direitos reservados conforme artigo (Lei 9610/98)
AlinneH / Ano 2022
Eu sou a escada que balança
eu sou o vento que dança no varal
eu sou o tempo que ressurge na madrugada
eu sou o nada
eu sou a forma que habita tua alma
sou a plataforma de onde mergulhas
calmo
rumo ao inferno. Ou ao infinito.
balança ...
peso da vida, peso de consciência
o sonho fugidiço, o tempo a tarar
ser julgado, mensurado, condolência
sombras que pesão o medo a atiçar
no que há de amor, mais urgência
a certeza de ser, que gosto teria
sem ser, um descuido, a fantasia
se viesse me pesar, eu, uma poesia...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08/04/2021, 18’09” – Araguari, MG
É tempo de pesar na balança o que realmente é necessário para viver bem.
Será que vale a pena depositar o coração em coisas vãs, ou desnecessárias?
Ou preocupar-se demais com tudo aquilo que não seja tão importante?
Se falo, é muito, se me calo, ainda penso. A consciência balança equilibrista, para que no peito, o inverno não perdure pelas quatro estações da vida.
Desequilibrista
Há equilíbrio na balança
a pesar, de tudo, um pouco
Há equilíbrio em cada dança
e em cada grito rouco.
Até quando o corpo cansa
e o equilíbrio nos balança,
apesar de tudo... um pouco!
O vento balança a cortina cheia de poeira, sopra as teias de aranha na parede, em uma tarde de tédio, que venha a noite em breve. jsl
A justiça dos homens não é cega, ela usa uma venda nos olhos porque escolhe não ver. A balança é para pesar o seu pagamento, quem paga mais recebe mais privilégios e a espada é para aniquilar os insatisfeitos.
