Naufrágio
Quando um barco começa a navegar mais lento, os inescrupulosos, os hipócritas, os bajuladores e os sem caráter, na eminência de um naufrágio, são os primeiros a abandoná-lo, sem imaginar que o excesso de "peso" que o tonava lento. Logo, o barco volta a fluir normalmente e ancorará em portos seguros, enquanto aos que o abandonou sucumbiram no mar revolto da insensatez.
Se ao navegar sua orientação se basear nos conselhos de quem nunca navegou, certamente seu destino será o naufrágio.
Encaro não paro preparo
Disparo
Fico ágil é claro
Trágico oferece o fácil
Reparo
Quebra a cara o frágil
Sem aparo naufrágio
Quando você naufragar dentro de si mesmo, entenda que estará a conhecer o seu próprio oceano e na maior profundidade. Conheça a natureza do seu oceano para poder descobrir na superfície todos os mares.
É preciso esquecer "Jack e Roses"... e ler um livro sobre o Titanic para saber o que realmente houve lá...
O filme só fala de um casal que nunca esteve no navio... nunca existiu.... e esquece dos verdadeiros participantes do naufrágio... e ainda usurpa acontecimentos e coloca nos dois "melados" personagens centrais...
Sugestão? Titanic, minuto a minuto de Jonathan Mayo
Estamos no mesmo barco. E pelo visto está furado. Desejo que as velas caiam, a proa se rompa e que aconteça o naufrágio logo.
A um oceano de ti,
meu pensamento é um barco
de velas içadas.
Nada contra a maré,
corre contra o tempo,
esconde-se entre as vagas.
Entre encontros e despedidas,
navega,
naufraga.
Encontramo-nos, quando o outono vestia a tarde com seus ventos e a idade já riscava os nossos rostos. Não havia espaço para dúvidas nem tempo para esperas. Ou segurávamos imediatamente os remos para chegarmos à margem, ou acabaríamos por naufragar na incerteza do depois.
Minha inspiração viajou,
sumiu enquanto eu dormia.
Fiquei em silêncio, calada e vazia,
sobre mim, as nuvens do céu me olhou
e caiu em prantos, choveu em mim lágrimas,
de solidão, em naufrágio espero ser resgatada...
Disfarço olhares,
Ao olhar para aqueles pares,
Em pares de pares,
Entre olhares,
De mãos dadas,
Na calçada,
Ou em qualquer outra parte da cidade,
Ainda que para isso, não haja funcionalidade,
Só a felicidade,
Do não desgrudar,
Amor na palma da mão,
Daqueles de perder o juízo,
De noites mal dormidas,
Um grude que é!
Sem tropé,
É vontade de se estender em qualquer lugar e fazer um colchão de corpo,
Enebriado,
Cheiros, gostos e toques,
Como quem tem o prazer de dançar na cozinha,
Ao som da vitrola,
Tocando Bossa Nova naquele Ap de praia no oitavo andar,
No centro de Floripa,
Amor de Pipa,
Voa no ar,
Sem se dissipar,
Mas, se perdeu no meio do mar,
Naufrágio no Campeche,
A alma se perde,
Nunca mais se reveindicou,
Amor louco amor,
De navio partiu meu amor,
E minha alma em si naufragou...
Conhecer a nós mesmos de verdade nos faz harmonizar com a realidade para não viajarmos por um oceano de sonhos com naufrágio costumeiro na ilha dos pesadelos.
Atribuir seus fracassos a algo ou alguém não muda nada, por isso, pare de culpar o mar pelos seus naufrágios e comece a reforçar o seu barco.
Se alguém disser que navegar é ótimo, mas, em seguida, advertir que não se deve fazê-lo por águas onde são frequentes os naufrágios e nas quais as tempestades desorientam os pilotos, concluo que esse indivíduo me aconselha a não enfrentar o mar, por mais que louve a navegação.
A intolerância e a falta de respeito nos relacionamentos são como ventos intempestuosos açoitando os navios em noites de tempestades: provocam grandes naufrágios.
"Mente quem só conta vitórias. A vida é feita de derrotas por igual. Chego a acreditar que inevitavelmente, como o baloiçar das águas em que se navega, naufraga-se aqui e acolá."
(Gladston Mamede. "Memórias de Garfo & Faca". Instituto Pandectas)
Os exercícios da reciprocidade e da solidariedade iniciam-se na própria casa.
Quando apenas um puxa o barco a tendência de naufrágio é grande.
