Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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Beije-me uma vez mais, e não me deixe ver os seus olhos! Perdoo-lhe o que você me fez. Amo a minha assassina... mas não a sua! Como eu poderia viver sem minha vida? Como eu poderia viver sem minha alma?

E não me importa o que eu já sei,
eu ainda erro demais.

O sofrimento nasce quando esperamos que os outros nos amem da maneira que imaginamos e não da maneira com que o amor deve se manifestar - livre, sem controle, nos guiando com sua força, nos impedindo de parar.

Você precisa saber que são suas ações que fazem de você uma boa pessoa, não sua vontade.

Oh, meu Deus, é impossível! Eu não posso viver sem a minha vida! Eu não posso viver sem a minha alma!

Eu gostava de estar com você mesmo que não falássemos nada.

Apanhei, apanhei sempre. E não aprendi nunca.Vou morrer sim, brigando. Mas sem abaixar a cabeça.

Maysa Quando fala o Coração

Nota: Frase da minissérie "Maysa, Quando Fala o Coração"

Por menores que sejamos, devemos sempre lutar pelo que acreditamos estar certo. E eu não quero dizer lutar com o poder dos nossos punhos ou das nossas espadas... E sim com o poder de nossos cérebros e nossos pensamentos e nossos sonhos.

Às vezes, a verdade não é boa o bastante. Às vezes, as pessoas merecem mais. Às vezes, merecem ter toda a sua fé recompensada.

Um herói não pode triunfar o tempo todo. Às vezes ele será derrotado, e a forma como ele encara a derrota é um teste de seu caráter.

Uma coisa é certa: ficar se sentindo miserável, não tornará as coisas mais alegres.

Eu não gosto de conto-de-fadas, meu negócio é realidade.

Maysa Quando fala o Coração

Nota: Frase da minissérie "Maysa Quando Fala o Coração"

E tens o direito de ser livre
ninguém nesse mundo pode impedir
Porém não espere por esse direito
Acorde, Levante, Lute!

Não se torture se você errou, apenas reflita. Se o prejuízo foi só seu, ninguém tem o direito de dizer nada, afinal, quem não erra? Os erros fazem parte da vida e a razão deles existirem é para que você aprenda.

Todo mundo erra, mas nem todos aprendem. Aproveite! Comece do zero de cabeça erguida, ninguém é perfeito, muito menos você, mas não seja bobo de repetir os mesmos erros.

Há pessoas que adorariam ver você triste. Decepcione-as. Não dê a ninguém esse direito.

Entenda que quem vai tem o direito de ir. Não aprisione ninguém com seu apego. Se foi é porque já cumpriu o tempo na sua vida. Solte. Deixe fluir. O universo se encarrega de colocar tudo no lugar. Um ciclo só começa quando outro se finda por completo.

Yara Alves

Fiquem sabendo que mesmo sendo fálhos, ninguém tem o direito de nos jugar. A não ser o nosso Senhor Jesus Cristo.

Não fomos criados para viver privados de afetos e ninguém tem o direito de de nos privar sonhos mais profundos, muito menos de nos dizer o que nos convém ou não. Felicidade e sucesso, infelicidade e fracasso devem ser o resultado de nossas decisões. Não se coloca sonhos na mão alheia, pois sonhos podem ser diferentes e o que é bom ou mau para um, não é igual para outro. Que cada um viva o seu próprio sonho, cujo caminho não se transfere. Não somos felizes, com certeza, quando estamos estamos ocupados demais tentando agradar a outros e trazendo a nós responsabilidades aziagas que não nos pertencem. Consumimos todo nosso tempo de modo equivocado e quando queremos saber onde foram parar todos esses anos de nossa vida, quando precisamos indigitar o que fizemos, podemos com tristeza verificar que gastamos mal nosso tempo em detrimento do que realmente sempre foi mais importante: nós mesmos. Ainda há tempo. Recupere-se.

Felicidade não é direito de ninguém; é dever de quem luta com honestidade contra a própria covardia.

O Direito do Palavrão

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem. "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepne", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o- pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o- pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cú!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cú!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cú!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda- se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.
Grosseiro, mas profundo... Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. "Nem fodendo..."

Pedro Ivo Resende

Nota: Muitas vezes atribuído erroneamente a Luís Fernando Veríssimo, Arnaldo Jabor ou Millôr Fernandes.

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