Nao sou uma Pessoa que Espera a Elogiar
Quero sim uma mulher, Uma mulher só pra mim,
Não porque seja ela mulher
Mas dar-lhe o prazer de somente
fazer amor com ela.
Ritmo...
Impossível não pensar em uma tarde como essa o que o corpo e o coração desejam e não confrontar-me com o que a realidade e disponibilidade me dispõem.
Fico impassível, imóvel, respirando apenas o necessário p/ fazer-me valer da vida, para que aquiete meus pensamentos nesse redemoinho e tormenta.
E ele tranqüiliza-se...
Absorve a paz que rege a sua volta como se cedesse à ausência dos ventos, como se perdesse força e do redemoinho surgisse uma leve brisa tranqüilizadora e constante...
E impera o silêncio...
Impera a ponto de ouvir e sentir o ritmo de minha freqüência cardíaca.
Serena, constante...
O som me diz algo, os batimentos soam como sílabas separadas...
Reconheço o nome...
O seu nome...
E dessa respostas vejo o coração em disparada, acelerando abruptamente...
É você...
Minha paz, minha tormenta, meu sol...
Dona de meus momentos de aflição e destempero, dona de minhas palavras de carinho e amor.Motivo de meus sorrisos sinceros, embora tímidos, mas muito e acima de tudo sinceros.
Minha intempestividade, temporal de ventos sem nexo. Minha bonanza e meu furtivo sol das manhãs...
Se o fosse apenas um lado sem o viver e o criar dos contrastes não seria pleno, não seria repleto e único. Só é completo quem percorre os dois caminhos e muitas vezes mais que uma vez. Não seria esse comboio de emoções desordenadas, felizmente desordenadas e desse não nexo faço minhas surpresas e aprendizados, me entrego a esmo sem esperar o que me trazem os céus.
Escrevo hoje a mãos suadas, de onde molha-me o grafite por sobre o papel e borra-me algumas letras.
Talvez como o suor às letras, borre as pessoas à volta a forma como vejo...
Felizmente tenho luz e transparência para me iluminar, mesmo nessa tempestade que às vezes ronda-me.
E aí existe o milagre...
Na turbulência e na falta senso ou orientação abre-se o clarão e cessa-se a escuridão, nasce perante os ventos a paz e o caminho que necessito seguir, os ventos contra me são pró.
És um milagre...
Pura e simplesmente um milagre...
E no ritmo do batimento tenho saudades do que já vivemos e do que senti com a presença, porque o que sinto perdura...
Tenho saudades do toque, o carinho e o cheiro de mulher. Fruto único de meus anseios e desejos, sinto o coração ritmado, pulsante, como a um baile sem companhia, como a uma dança solo de onde me é permitido apenas meios passos...
Para que entendesse o ritmo precisaria apenas de uma parede e você levemente recostada...
Ora de frente, olhos nos olhos...
Ora de costas, mãos presas uma a parede para sua sustentação e outra entrelaçada por entre meus dedos, a sua cintura...submissão pura...presa e predador...
E nesse momento seria minha, pura e simplesmente minha e ali dançaríamos um enlace ao compasso de nossos batimentos, com a destreza e a sensualidade que a dança pedisse...
Seria um sonho...talvez o meu sonho, que para ser perfeito faltaria apenas aquele “beijo molhado”, hoje inspirador de minhas palavras...
Estamos no mundo, porém não somos do mundo. Se é uma escolha, escolhemos ser diferentes. Na vida tudo é feito de escolhas e a cada escolha uma renúncia... E foi isso mesmo que escolhemos, renunciamos as coisas do mundo para servi ao Pai, de inicio por um interesse, herdar o reino dos céus, mas depois o Pai nos toma com seu amor, e a salvação passa a ser uma "simples" consequencia do que fizermos aqui na terra.
SONETO XIII
E a chuva cai la fora
E traz consigo a solidão
Uma dor que nao vai embora
Algo que não tem explicaçao
Por que fazer sofrer
Pra que fazer chorar
Será que nao fiz merecer
Nao foi suficiente te amar
Por amar voçe mais que eu
Tive que fazer o que fiz
Foi o que ela respondeu
Pra te ver feliz
SONETO XVII
Um dia alguem em falou
Que nao sabia bem o que era amor
Sempre me falou
Uma mistura de odio e dor
Como pode viver assim
Me pus a pensar
Sentindo que nao vale apena lutar
Entao me pus a apensar
Seria melhor seguir em frente
Tentar esquecer
Melhor seria pra gente
Não ter que assim viver
Mais uma vez lá ia solitário o rato,
Fugindo para não acabar em algum prato,
Fugiu tanto que acabou chegando no topo de uma montanha,
O medo pela altura fez gelar todas suas entranhas,
Não estava acostumado com tais altitudes,
De fato, começava a questionar suas virtudes,
Afinal estava sempre fugindo desesperado,
Jamais fora por alguém respeitado,
Não entendia o porquê de existir,
Uma criatura que estava fadada a nunca sorrir...
E como de costume levou um grande susto,
Ao ver que bem acima de si, havia um imenso busto.
O busto de uma águia imponente,
Que observava o horizonte com algo em mente,
Parecia incorfomada assim como o rato,
Talvez por acreditar que não tinha um talento nato.
'O que te aflinges grande autarquia?'
O pequinino se pronunciou enquanto pelas garras da águia subia.
Não soube o que levou a se manifestar,
Mas sabia que se tivesse ficado muito tempo parado,
Com o tempo, talvez fosse notado,
E poderia acabar como jantar.
'Oh não tinha te percebido pequenino...
Não é nada, só que não entendo porque existo,
Sou só um pássaro que não tem um bom destino,
Nem sei porque estou pensando nisto,
Só sei que percebi o qual inútil,
Uma águia pode ser quando não é fútil...'
'Sinceramente não te entendo caro amigo...
Você é uma águia, o rei dos céus, rei das montanhas,
Se eu tivesse seu imenso porte sempre comigo,
Aposto que todos meus inimigos temeriam-me de forma tamanha,
Que nunca mais teria de me esconder de ninguém,
Sinceramente não sei porque você quer ser outro alguém'
'O que posso fazer amigo roedor?
Não sou tão rápido quanto um beija-flor,
Não sou tão elegante quanto um pavão,
Sou apenas uma ampliação do gavião...
Não me comparo com o grande condor,
Às vezes eu penso que sou só um perdedor...
'Você, um pequeno rato, esbanja sabedoria,
E é bem quisto pela grande maioria,
Já eu sou temido por uma minoria,
Que não percebe que sou só uma imitação fraca de uma harpia'
E então o rato percebeu de um estanho jeito,
Que mesmo aquele grande pássaro tão perfeito,
Tinha o mesmo problemático defeito,
Que ele, um roedor tão mal-feito.
'Acabei de enteder nossos problemas,
Na verdade não passa de um bobo dilema...
Todos estamos fadados a invejar,
Todos os que estamos fadados a admirar,
Sem perceber que sempre somos admirados,
Por todos aqueles que se mantém do nosso lado.
Estamos fadados porque não percebemos nossas virtudes,
Escondidas em nossas mais singelas atitudes,
Temos a mania de só olhar as costas alheias sempre cheias de luz,
Sem perceber que em cada um de nós também nas costas também produz,
Essa bela luz, e ela é a reunião de nossas qualidades,
Que não podemos estar bem localizado,
No centro de nossas costas, onde não temos visibilidade,
Que foi colocada lá como num perfeito plano divino,
O plano que controla todo nosso destino.'
Sabe uma coisa que eu não abro mão?
São aquelas conversas paralelas,
Dialogos sobre qualquer tema,
Seja sobre a vida, mulher, mundo e até poemas.
Pode ser com um desconhecido, amigo ou irmão,
Não consigo viver sem elas.
Elas me fazem tão feliz,
Foram ela que me ensinaram a cuidar do meu nariz,
E é delas que sou um fiel aprendiz.
São essas conversas que me fazem ser,
Foram para essas conversas que vim a nascer,
Pois não sou aquele que vai mudar o mundo,
Mas serei eu que aprenderei tudo a fundo,
E verei na frente dos meus olhos crescer,
O humano que vai mudar nosso modo de viver.
Eu nasci com uma vocação,
De ser o mestre da próxima geração,
Só o que quero é guiar os filhos da minha nação.
Só tenho um sonho a ser realizado,
Que meu nome com o tempo não seja apagado,
Meu nome vai ficar depois vida,
Para que minha obra seja lida.
Não vou deixar que tudo que aprendi com essas conversas,
Sejam levados pelo vento, ou nas águas do mar imersa.
Minha louca sabedoria vai sobreviver,
Pois mesmo que besteiras eu venha a escrever,
Alguma lição vai estar dentro dela,
Pois aprendi tudo com minhas amadas conversas paralelas.
Daqui a pouco eu começo novamente,
Sento numa mesa e olho pra frente,
Aquele que existiver ali vai me ensinar,
E por isso que eu adoro conversar.
Era uma noite de sexta.
Ou será que era sábado?
Não tem importância,
Eu coloquei meu melhor pergume,
Para que tudo desse certo.
Estavamos nos dando tão bem,
Até que ela perguntou seu nome,
Como é que eu poderia lembrar?
Cerveja e cigarros não ajudam muito...
E foi quando ela se mandou,
Não sei o qual o motivo dela,
Não acho que o nome seja tão importante,
Eu continuei lá no bar,
A beber e a fumar,
Sem saber o que queria fazer.
Foi quando acabei encontrando,
Para outra garota, uma que me conquistou,
Nossa conversa foi se prolongando,
Ela me disse que gostou,
E então eu estava feliz novamente.
Pelo menos, tecnicamente.
Mas a paz nunca dura muito,
E sem querer, ou até querendo,
Cai no charme de uma paixão antiga,
Acho que tudo isso,
É uma grande intriga,
Armada por Ele, lá de cima.
Fraquezas a parte,
Meu rosto ficou escalarte,
Talvez fosse um pouco de vergonha,
De estar numa situação,
Que ninguém nunca sonha.
Por isso eu já não quero mais,
Ser um protagonista,
Quero ser um coadjuvante,
E assim vou levando a vida devagar,
Pra não faltar amor.
Sempre com caos na mente,
E aventura no coração,
Vou seguindo pelo destino,
Que o dedo divino,
Me apontou, quando eu me tornei eu.
Na verdade, mesmo que eu fosse assim,
Daquele tipo vencedor,
Eu pediria pra sair da partida,
Pois já nunca entendi minha vida,
E não quero complicar a de mais ninguém,
Seja pro mal ou pro bem.
Sem nenhum critério lógico,
É assim que é minha vida,
Toda bem entredida,
A lógica é para os puros,
E eu sou bastante inseguro.
Flores tem diversas cores,
Humanos tem diversos amores,
Beijos tem diversos sabores,
O que é que você escolhe?
Eu nunca vou ecolher nada.
Tenho alma de vagabundo,
Atitude de cavalheiro,
Coração de poeta,
E nenhuma meta.
Não me culpem,
Sou um menino de memória ruim,
Minhas intenções são boas,
Mas as vezes as pessoas,
Não querem saber disso.
Quer saber?
Pode me chamar de cafajeste,
Não é sua culpa,
Você aprendeu que todo homem é assim.
Enquanto a mim,
Vou ligar pra uma das três garotas,
Alguma delas vai retornar a ligação...
Certo?
-Já sabe o que tem que fazer...
-Mas eu não quero fazer!
-Só uma vez, por favor...
-Você promete me devolver depois?
-Claro que sim, por nós dois.
-Sei... Então é só ler né?
-Em voz alta, e ficando em pé.
-Droga... Vamos lá então:
'Eu quero um amor...
Com um gostoso sabor,
Pode ser de algodão doce,
Alma de criança,
Sentimentos benignos...
Quero alguém pra falar palavras bonitas,
Palavras bobas de amor.
quero um olhar estonteante,
Quero frio na barriga,
Toda vez que ficar roendo minhas unhas,
Ao ler teus poemas.
Quero filme em casa ou até no cinema,
Com brigadeiro num dia de domingo,
Quero dançar as mais lindas melodias,
Ou simplesmente sorrir após uma briga,
E às vezes chorar de alegria.
Quero banho de chuva,
Brincar de se lambuzar,
Beijo com chiclete de uva,
Viajar para o campo,
Levar pra ver a avó,
Quero ser compreendida,
E nunca mais me sentir só.
Quero ir ao teatro,
Quero morrer de rir por nada,
Ouvir alguns contos de fadas,
Um pouquinho antes de dormir,
E acreditar que ele vão acontecer.
Quero acordar mais cedo pra observar,
Estrelas e meus própios sonhos,
Quero cantar,
Ler o que componho!
Quero muitas brigas,
Xingar você com as minhas amigas,
Pra depois fazer as pazes.
Quero fazer planos prum futuro bom,
Pintar um quadro de qualquer tom,
Sentir as pernas bambas,
E nossos corações palpitantes,
Quando a gente se reencontrar,
Após um tempo afastado.
Quero ficar boba,
De ciúmes que acabem em risadas,
Muitas conversas de madrugada.
Quero dormir num dia geladinho,
Ficar abraçadinho,
Sentindo só seus afagos,
E algumas mordidas de carinho.
Quero mensagens no celular,
Pra me irritarem e alegrar!
Quero ver você me ligar,
E eu poder desligar na sua cara,
Só pra depois me desculpar.
Eu quero um amor pra mim,
Quero você pra mim,
Quero um buquê de jasmim,
E um beijo cheio de romance,
Na cena do nosso fim.'
-Está boa essa declaração?
-É... Ficou legal eu acho...
-Aff, me devolve vai...
-Só se você repetir.
-Nunca! Pare de me envergonhar,
-Mas eu adoro te ver corada,
É mais linda que uma fada.
-Sei, sei, velha lábia de sempre.
Agora, me devolva meu algodão doce,
Que estou morrendo de desejo,
E você roubou ele no nosso último beijo.
Melissa não tomou seu remedio,
Porque disse que sua vida,
Sempre foi um tedio,
E que talvez uma doença,
Seja um motivo pra sacudir a vida.
Por um motivo que não sei explicar,
Todos esqueceram meu nome,
Seguiram vivendo comigo,
Mas nenhum deles era meu amigo.
Eu sei que venci o jogo,
Mas aquilo não era uma vitória,
Não tinha nenhuma glória,
Já que eu não tinha nenhum abrigo.
Melissa sempre tão egoísta,
Não me deu nenhuma pista,
Do que eu deveria fazer,
E assim segui com minha vida,
Vez por outra encontrando com ela.
Eu atravessei o fogo,
Cortei o ar,
Vivi por todo lugar,
Sem encontrar meu lugar.
Na verdade eu sabia o que precisava,
Mas não porque lutava,
Meu objetivo não estava ali,
E por isso comecei a andar por aí.
Conheci pessoas novas,
Vi berços e covas,
Me apaixonei e me frustrei,
Mas hoje eu sei,
Que nem mesmo um rei,
Vive impune a essa lei.
Todos estão sujeitos ao amor,
Estão sujeitos a felicidade e a dor,
Isso que é descomunal,
Quando se trata de amor,
Qualquer um é igual.
Tentei explicar isso a ela,
Mas Melissa havia mudado,
Já não era a mesma de antes,
Já não era tão apaixonante,
E eu ignorando sua presença.
O fim necessariamente,
Não precisa ser o fim,
Se você quiser,
Cada fim é um começo,
Tudo depende da sua memória.
Um dia, da vida anterior eu me esqueço,
Só por esquecer,
E vivo tudo de novo,
Sempre um recomeço.
Sigo meu caminho,
Não importa se sou um poeta,
Se sou um palhaço,
Um pescador,
Ou um louco de Deus.
Cada um vai ter o que precisa ter,
Nada mais, nada menos,
O que eu preciso,
É um pouco de carinho,
Alguns abraços,
E assim eu estou bem.
Melissa vai mais além,
Ela acredita em outras teorias,
Nada melhor que um dia atrás do outro,
Pra ela escutar o que eu digo,
E voltar a me ter como amigo.
Idiotas são felizes,
Pois dentro deles,
Amores antigos,
Não geram cicatrizes.
Eu conheci uma idiota assim,
Cheia de um charme ancestral,
Com um sorriso fora do normal,
E que não quis amor vindo de mim.
Tempo passa, passageiro de um trem,
Que foi bem mais além,
Conseguindo nos reunir novamente,
Agora de uma forma diferente,
Enlaçados numa nova amizade.
O problema é que não foi uma amizade qualquer,
Ela roubou minha intimidade,
Se apoderou das minhas vontades,
E descobriu o meu eu de verdade.
Odeio isso, por isso a chamo de ódio,
Porque sei que nem todo o ópio,
Poderiam me livrar dela,
Não, essa relação tão bela,
Vai me perseguir até o inferno,
Porque o que tenho com ela,
Isso sim é eterno.
Mas apesar de tudo isso aí,
Eu tenho um grande medo,
Pois todos meus segredos,
Estão com ela,
A reciproca também é verdade,
Porém é perigoso e sensacional,
Ser dependente de um ser tão anormal.
Tudo porque Júlia Dias,
Não sorri de alegria,
Mas sorri da desgraça dos outros,
...
Isso é mentira,
Mas não duvido nada,
Que um dia, ela dê uma risada,
De uma alma machucada.
Tuns, tunts, tun.
O tempo passa,
E o número nove se tornou um,
Hoje sem me preocupar em ser bossal
Sei que sou o melhor amigo,
E sei que sou o segundo onde ela busca abrigo.
Ela é otária,
É idiota e insuportável,
Às vezes até intragável,
Mas é a única que aceita cair em todas as pegadinhas,
E que sabe que nunca ficará sozinha,
Porque me tem ao seu lado,
Até quando o que fez foi errado.
Eu te odeio, sua otária da minha vida,
E para que essa data não passe despercebida,
Vou te esmurrar e talvez te morder,
Pra te marcar com minha arcada dentária.
Só assim tu vai sempre lembrar,
Que és minha otária,
E Quem é que vai sempre te irritar,
Fazer as coisas ruins passar,
Piadas infames contar,
Só pra te alegrar.
E nós chegamos a isso,
Um ponto em que não da pra prosseguir,
Muito menos retroceder,
É só uma despedida,
Mas não é fácil assim.
Sei que assim como eu,
Você imaginando os caminhos,
Que poderiam se abrir,
Se continuassemos juntos,
Mas não dá mais,
Teremos que prosseguir sozinhos.
O mais egraçado,
É que não há ressentimentos,
Não há sangue, não há lágrimas,
Só um sentimento frio,
Apenas um imenso vazio,
Deixado pelo relacionamento,
Que perdeu seu significado.
Você tão espirituosa,
Está se sentindo martirizada,
Eu, tão rancoroso,
Estou fadado ao remorso,
E tudo que eu queria,
Era eliminar qualquer arrependimento,
Pra quem sabe, algum dia,
Voltar a ser feliz.
Mas isso nunca vai ser desse jeito,
Meu futuro, tudo que eu irei realizar,
Depende do que eu fiz,
Então, primeiro tenho que me encarar,
Para, se preciso, apagar,
O que tiver de apagar,
E reunir, todas as personalidades que criei.
Está na hora, do menino confuso,
Se levantar do escuro,
E aceitar a mão do galanteador inescrupuloso.
Já é tempo,
Do espantalho sem um parafuso,
Junto com todas suas verdades incovenientes,
Ficar amigo do poeta,
E só com todos unidos,
Eu vou poder encarar aquilo tudo que fiz.
Colocando pra descansar,
O que você pensou de mim,
Fundindo os quatro em um só,
Num apertado nó,
Para que eu finalmente veja,
Quem realmente sou eu.
Então deixe a misericórdia ir embora,
Já passou a sua hora,
E perceba, antes tarde, sem alarde,
Que você me adora.
Perceba,
Que eu vou recomeçar,
Com ou sem você,
Sua decisão pode apagar tudo,
Ou só recomeçar.
Nós não podemos mais continuar em frente,
Não do jeito que está.
Eu estou errado,
Minhas máscaras estão caindo,
Então, por favor, vá logo decidindo,
O que você vai fazer.
Porque não há nada,
Que eu queira mais, do que você,
Só por você, minha mentiras foram subjugadas,
Você trouxe minha verdadeira natureza à tona,
Então decida,
Vai me estender a mão, ou me derrubar na lona?
Ela é uma garota perspicaz,
Está sempre fazendo o impensável,
Eu acho que não escolha,
A não ser viver girando ao seu redor,
Atraído por ela, por uma força gravitacional.
O problema maior, é que ela não é maleável,
Muito intolerante,
E o pior,
Eu sei que sou incapaz,
De tomar uma atitude racional.
Ela gosta de ficar alcoolizada,
Nada de errado nisso certo?
Afinal, estou sempre por perto,
Mas sinto que ela se sente culpada,
Por não saber o que sente por mim,
Pobre Bianca errante.
Pare de chorar,
Eu sei que você adora o gosto,
Das lágrimas que descem pelo seu rosto,
E acabam ne perdendo em nossos lábios,
Enquanto trocamos beijos estranhos.
'Eu lembro dele?'
'Não, você o faz parecer tão ruim'
'Então qual o problema?'
'É que eu não consigo tirá-lo de mim'
(...)
'Mas não é pra você tirar'
'Como não, ele só me fez chorar'
'Justamente... Ele é uma degrau,
Que você teve que escalar,
Para a felicidade alcançar'
(...)
'Ouch, sua violenta! Porque etá sorrindo?'
'Você é tão idiota, que acho que talvez,
Meu coração esteja se abrindo,
Voltando a baixar seus espinhos'
'Consegui isso com muito suor,
Tapa, beijos e carinho'
'Cale a boca'
Tudo está se equalizando,
Acho que ela está se sentindo melhor,
Depois de uma manhã de ressaca,
Ela se sente nova em folha,
Até parece que a dor de cabeça foi estourada,
Como se fosse uma bolha,
Ela realmente é especial.
'Não sei pra que tanta frustração,
Ela escolheu sua opção'
'Não gosto do rumo que tudo está tomando,
Ela nem sabe se está amando,
Porque teve que me abandonar'
'Porque ela não percebeu o quão é perigoso,
Se afastar do seu abrigo mais caloroso'
'Hein?'
'De você, amigos são nossos abrigos... Ouch!'
'Não fale por enigmas!'
'Gosto de paradigmas...'
Então, do nada, ela voltou a odiar,
Um ódio que abranje tudo,
Todos seus relacionamentos,
E seus conteúdos.
Bianca quer ir pra longe de mim,
Como se eu fosse o estopim,
Para tudo que acontece de ruim.
'Por favor, me leve daqui,
Antes que vire uma estatua torta,
E todos os meur arumentos,
Sejam usadas contra mim,
Antes que eu esteja pior que morta,
Não me deixe voltar a ser,
Uma garota triste e soznha'
'Você é tão covarde...'
Eu disse isso com serenidade,
E ainda assim, levei ela pra fora da cidade,
Deixei que ela passasse toda uma tarde,
Olhando o crepusculo nas areias claras.
Não somos um casal,
Somos só dois idiotas,
Que não tinha nem uma esperança remota,
E acabamos juntos no final.
Engraçado isso...
Eu e Bianca...
Quando tempo será que vai durar?
Só sei que enquanto não decidimos isso,
vamos ficar sentados nessas areias brancas.
Quando eu a conheci,
Confesso que não gostei muito,
Afinal, ela estava emburrada,
Com uma cara de poucos amigos.
Mal sabia eu, que em breve,
Ela seria um dos meus melhores abrigos,
E que mesmo que quase nunca esteja comigo,
Vai estar lá sempre que eu precisar.
De uma pessoa pra confessar,
Pra escutar,
O que preciso desabafar,
Ou simplesmente,
Só pra me censurar.
Porque nós após um tempinho,
Fomos criando laços de carinho,
Um tipo de cumplicidade,
Criado por uma afinidade,
Que é totalmente natural,
Nós temos ideologias iguais,..
Laís Lins, é uma daquelas pessoas,
Que independente de ser má ou boa,
Faz você querer criar uma amizade.
E aí, de pouquinho em pouquinho,
De conselhos em conselho,
Confissão em confissão,
Eu fui abrindo meu coração,
Ajudando ela com qualquer problemão,
E a reciprocidade também foi acontecendo.
Hoje, existe o sentimento de saudade,
Mas eu sei, que independente da idade,
Sempre vou ter a sua amizade.
Tudo porque nossa afinidade,
Que um dia foi só um fio solto,
Aos poucos foi se tornando um laço,
E hoje, é bem mais forte que um cabo de aço.
É daquelas coisas que você não explica,
Nem quer explicar,
É só um sentimento feliz,
Uma cumplicidade que te faz bem,
Uma pessoa que você pode contar quando quiser,
E onde estiver.
Ela hoje, é minha Lalinda,
Uma amiga bem mais que bem-vinda,
Que estará no meu coração sempre,
Pois paixão e pseudo-amores passam,
Mas as amizades criadas graças a eles,
Sempre ficam.
É um consequência boa dos relacionamentos,
Indpendente do fim acontecer,
Os amigos sempre vão se manter.
Como eu posso saber o que quero,
Se você está sempre tomando minha mente,
De uma forma que eu não espero,
De tantas formas diferentes.
Mesmo que eu deseje saber o que sou eu,
E o que era meu,
Antes de te conhecer,
Hoje em dia, eu não sei dizer,
Quem eu poderia ser,
Se não tivesse encontrado você.
Como você conseguiu isso?
Quando eu costumava a ser tão forte...
Eu acho que sei,
Mas é apenas uma teoria fantabulosa.
A verdade está escondida no seu olhar,
Onde as estrelas parecem brilhar;
Nas suas palavras afiadas,
Que às vezes soam tão apaixonadas;
Capazes de fazerem meu coração estremecer,
Ou só de me enfeitiçar mais ainda por você.
Que tipo de mulher você é?
Eu digo que é uma bruxinha,
Encatadoramente malvada,
Mas na verdade eu apenas não tenho certeza...
Vou ter que descobrir por mim mesmo,
Ou talvez nem chegue a descobrir,
O legal é que sempre vou ter uma surpresa,
Enquanto admiro sua beleza.
Eu sempre grito 'eu te amo!',
Sempre te cativo, sempre te chamo...
Como você conseguiu isso?
Eu costumava ser tão imprestável...
Hoje sou tão maleável.
Você consegue perceber o que fez?
Codificou todo meu eu,
Em vários poemas que são só seus...
Descobriu todos os códigos,
Que precisava saber,
Pra me ter na sua mão...
Para roubar meu coração.
Como você conseguiu isso?
Eu acho, que agora eu sei...
Foi um feitiço chamado amor...
Se não foi, o que poderia ser tão potente,
Pra limpar toda minha dor,
Encher meu mundo de cor,
Quando eu sempre estive tão doente?
Eu acho que já sei!
É só por você estar comigo,
Só por sentir que em você,
Tenho o melhor dos abrigos...
Há algo em você,
Que me faz tão bem,
Que torna tudo perfeito,
O que eu realmente preciso...
Tudo do seu jeito...
No seu sorriso...
Há algo além,
Que me deixa tão feliz,
Realizando tudo que já quis...
Vê o céu em tons de azul esverdeado
Pode ser uma miragem,
Mas temo que vou ter que partir.
Não queria ter que ir embora,
Porém, o céu alaranjado,
Esta caindo agora,
Deixando tudo mais rômantico.
Dizem que o pôr-do-sol pertence aos namorados,
Então o crepúsculo é de quem
O sol vai dando seus últimos suspiros,
Anunciando a chegada da noite...
O céu noturno lança as sombras em toda a nossa visão,
E sobre as estrelas...
Feixes de luz vão te alcançando,
É um presente divino,
Poder ter um céu tão iluminado.
O luar, timidamente, começa a se fixar,
Para ajustar a velocidade do fluxo do tempo.
se nós nos conhecermos de novo,
Tudo poderá ser diferente.
Vamos distribuir beijos,
Que destrua os vidros da noite índigo.
Que ofusque a beleza desse azul profundo.
Se nós tivermos essa oportunidade, eu me lembrarei,
Do toque de seus dedos,
Do seu arfar incostante.
Eu exploro a noite,
Procurando uma forma,
De te econtrar por mais um instante.
Enquanto vamos nos perdendo,
A lua vai tomando conta de tudo,
Banhando sonhos com seu sorriso prateado.
Onde quer que você esteja,
Você está aguardando,
O violeta das nuvens da meia-noite,
Esperando, pelo amanhecer amarelado.
Um novo dia há de vir,
Junto com o azul celeste.
Ao meio dia,
Você faz uma promessa ao sol amarelado,
Que não irá questionar um coração apaixonado.
Tudo porque,
O tom alaranjado,
Que alegra tanto os namorados,
Voltou, junto com um buquê de flores...
Finalmente,
Podemos nos conhecer de novo.
Se não pudessemos,
Não seria romance, de fato.
