Nao quero Viver na Ilusao
Tenha coragem de ser feliz. Encare a vida como ela é, incontrolável, imprevisível. Viver é improvisar com o que se tem: fé, intuição e um tantinho de coragem disfarçada de esperança. Ser feliz é processo, é tropeço, é reconstruir a alma com pedaços do que ainda pulsa, é sentir o coração dizendo: tenta de novo. Há dias que doem feito tempestade, e dias que tocam leve como brisa, e é entre um e outro que percebemos nossa força. Viver é isso, ser inteiro no agora, ser casa aberta para o improvável.
O Êxtase de um Novo Tempo
Viver… Ah, viver o melhor momento da existência!
Seja no pomar, sob a sombra generosa das árvores frutíferas,
Ao som melodioso do chilrear dos pássaros,
Que, em coro, anunciam a beleza do dia que nasce.
É o bucolismo romântico que se derrama em cada canto,
Onde a natureza veste-se de festa para celebrar a vida,
E o êxtase profundo floresce como perfume invisível no ar,
Sussurrando aos corações atentos:
“Este é o jardim da vida… um altar de recomeços… um novo tempo que desponta.”
Aqui, cada instante é uma poesia viva,
Cada sopro de vento é uma oração,
E cada raio de sol é um convite irrecusável
Para sentir, agradecer e simplesmente… viver!
“É melhor ser chamado de descrente ou louco, é melhor ser calado ou insultado, do que viver na superficialidade da mentira"..
Que em cada parcela do seu dia, você possa encontrar: a alegria de viver; o prazer de conviver; a fé em si mesmo, a fim de que possas tudo vencer e superar!
Viver é uma dádiva concedida por uma natureza injusta, que ofereceu a todas as criaturas a oportunidade de uma existência medíocre. De forma irônica e nada eugenista, ela foi “democrática” ao ponto de produzir mais idiotas e imbecis do que seria saudável para o equilíbrio do mundo. Assim, a maioria pesa sobre o planeta com sua ignorância, sufocando a minoria de mentes abertas — estas, por sua vez, são chamadas de loucas por enxergarem além.
Algumas pessoas parecem viver em um universo diminutivo, com a mente tão rasa quanto um grão. Elas se prendem a ideias preconcebidas e a julgamentos superficiais, incapazes de enxergar além do próprio umbigo. Para elas, o mundo é preto e branco, sem nuances ou complexidades. A empatia é uma palavra desconhecida, e a compreensão de diferentes pontos de vista, uma tarefa impossível.
Essas pessoas, de mente pequena, frequentemente se sentem ameaçadas por aquilo que é diferente. O novo, o desconhecido, tudo que foge ao seu padrão limitado, é visto com desconfiança e até hostilidade. Elas preferem a segurança da ignorância, evitando qualquer coisa que possa desafiar suas crenças restritas.
A mente rasa se manifesta em conversas vazias, em fofocas banais e na incapacidade de se aprofundar em qualquer assunto que exija um mínimo de reflexão. É um tipo de cegueira voluntária, onde a riqueza do mundo e a profundidade das relações humanas são trocadas por uma existência superficial e sem grandes significados.
“Aqueles que conseguem viver sem todas as coisas, sem precisar delas, são muito mais abençoados do que aqueles que as possuem em sua necessidade.
A melhor pessoa é aquela que consegue viver sem o que não precisa.”
Para o utilitarismo, o certo é o que reduz o sofrimento e nos faz viver mais felizes — fugir da dor e buscar o bem-estar define o caminho moral.
Viver sem moldura nem armadura é deixar a dor chegar, chorar sem receio, sentir no peito, permitir-se ser ferido, partido, refeito.
Viver é estar no agora nos risos, nos gritos, nos imprevistos, no abraço do tempo, no passo torto, no susto, nas dores e nos sabores.
Vocês puderam viver a vida e fingir que nada foi como foi. Só eu fui deixada com a verdade.
A sabedoria de aceitar sem se dobrar,
saber ceder, sem jamais apagar,
viver no mundo, sem se anular.
Abraçar o vento, mas não o desatino,
seguir firme no próprio caminho,
resistindo ao destino sem nunca perder o tino.
É maravilhoso viver com alegria,
cercado de pessoas em harmonia.
Felizes, enfrentam qualquer dificuldade, ajudando quem precisa com bondade.
Livro: O Respiro da Inspiração
O VÔO
Como a natureza dá a vida,
A morte é a certeza de ter por que viver.
Como o tempo - a beleza - de uns começa,
O de outros termina
sem ter nenhum porquê.
Como a senhora gostaria de ir à Europa
Sem ter passagem por aqui? Pelo amor?
Como pássaro flutuante que vive vacilante,
Sem medo de morrer, pois ninguém controla a arte de viver.
Quando passas como nada, nessa rua dourada de sol,
Tudo sopra acima — venho logo, pois agora não há perdição.
Choro ouvindo, tomando vinho, esperando vir me buscar...
Lá vem vindo, meu amigo, que hoje pode me levar.
