Nao podem ser Explicadas mas Sentidas
POR QUE?
Já que não era pra ser, cruzou no meu caminho, por que?
Agora fico desse jeito, corpo e alma pendurada em voce…
Nem tudo que quero pode ser bom pra mim, assim como tudo que tenho não necessariamente tenha que ser bom pra mim.
Ela não é impecável nem sequer busca ser. Ela abraçou suas inseguranças e suas imperfeições e não tem receio de se mostrar exatamente como é: gente! Estar frágil já não é uma falha; é uma forma de ela demonstrar aos outros que, por mais resistente que seja, também necessita de atenção. Ela não é impecável, nunca foi, só que agora se compreende e se enxerga tal qual é.
"Não obtêm sentimentos de inveja gerados pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que todos. Procure possuir os atributos ou qualidades suas. Só se você for incapaz, seja pela incompetência ou limitação fisica de alcançar os teus desejos..."
“Ser alvo de amor ou de ódio é irrelevante, a opinião alheia não é requisito para minha existência.”
Não é sobre escolher entre amar ou ser amado, mas entender que um dá sentido ao outro — é como perguntar a uma gaivota qual asa é mais importante: a esquerda ou a direita.
AMIZADE, O VERDADEIRO AMOR.
Não há outra forma de relação capaz de ser eterna, de perdurar por toda uma vida. Poucos amores conseguiram isso. Nas relação humanas, só a amizade tem provado que é forte o suficiente para suportar as adversidades que são comuns entre pessoas de diferente classes sociais e origem étnica.
Até na literatura, é a amizade que supera os romances, geralmente os romances mais famosos são trágicos ou tratam de um amor impossível.
Mas veja o caso de amizade mais grandioso da literatura universal, e sem dúvida concordará comigo.
Se ainda não leu, com cuidado merecido que devemos ao esta obra, faça-o agora e constate o que digo.
Dom Quixote, a relação de amizade que se eterniza ali tem ressonâncias inimagináveis, quem não deseja um amigo como Sancho Pança?
Deus existe. Essa poderia ser a sentença ideal para iniciar um livro. Ou talvez: Deus não existe.
Qual delas prenderia mais a atenção do leitor?
Nada é simples assim. Nem uma, nem outra. Ambas são complexas, teses de difícil comprovação. No campo da fé, a primeira frase pode convencer com facilidade, sobretudo pessoas crédulas. Já a segunda talvez encontre terreno ainda mais fértil se o leitor for cético, agnóstico ou mesmo religioso sem convicção profunda. Em ambos os casos, não se trata de verdade ou mentira imediata, mas do lugar íntimo de onde o leitor parte. A frase inicial não prova nada; apenas revela quem lê.
Seguindo por esse caminho, este será o meu livro mais inquietante. Não porque eu nunca tenha tratado desse tema. Ao contrário, como filósofo, escrevi muitos livros que, de uma maneira ou de outra, trabalharam com essas duas possibilidades. Mas este é diferente. Ele nasce do lugar em que me encontro agora.
Para um leitor curioso, este livro será uma janela aberta para dois abismos. Duas escolhas, duas teses, duas possibilidades. Ainda assim, creio que será um trabalho penoso. Habitar o espaço entre esses dois polos, descer ao mais tenebroso caos para investigar, sob uma perspectiva dialética, questões que há milênios retiram a paz de homens e mulheres de alma profunda, exige coragem.
Se Deus não existe, estamos perdidos. Revoltados, em desespero total, sem nenhuma base para a esperança. Com essa afirmação, Deus não existe, enterramos a metafísica e já não necessitaremos buscar sentido nessa ciência frágil. Então, comamos e bebamos, surtemos e executemos todos os desejos carnais, certos de que não haverá julgamento nem punição moral após a morte, apenas o retorno ao pó.
Contudo, antes de concluir qualquer uma dessas afirmações, é preciso investigar a história de ambos os lados. As pessoas que acreditaram em cada uma dessas posições, o que as levou a sustentar tais teses e quais foram os resultados morais, sociais e históricos dessas escolhas.
Mas de onde partiremos, na corrente do tempo? Em que lugar cultural fixaremos nosso ponto de partida? Que história ou mito serviu para determinar o princípio de tudo? Seria ideal partir de uma crença específica, de uma tradição particular, ou isso seria um argumento frágil, sem credibilidade universal?
Se eu escolher o óbvio, o mito de Adão, não lograrei êxito com aqueles que não creem na tradição oral ou escrita dos judeus. Talvez, se optar por outro cerne, como a cultura africana, ainda assim enfrentarei sérios problemas para resolver essa questão inicial. O impasse persiste.
Contudo, é preciso definir um ponto de partida e seguir adiante. O atraso excessivo também é uma forma de recusa. O que me ocorre agora é outra possibilidade. Sugerir várias origens, vários mitos, várias tradições, e deixar a critério do leitor qual delas melhor lhe servirá.
Talvez não caiba a este livro impor uma origem, nem eleger uma tradição soberana, mas oferecer caminhos. Permitir que cada leitor escolha de onde olhar para o abismo. Afinal, a pergunta sobre Deus talvez diga menos respeito à resposta correta e mais à coragem de sustentar a pergunta.
Então, antes de fixarmos a mente no homem como ser racional ou como criação divina, levantemos os olhos. Olhemos para as estrelas.
Comecemos com um pouco de ciência. Observemos o universo não como metáfora, mas como fato. Sabemos hoje que ele não é estático. Expande-se. Galáxias afastam-se umas das outras, o espaço se dilata, o tempo carrega consigo a memória de um início violento e incompreensível. Houve um momento inaugural, que a ciência chama de Big Bang, no qual matéria, energia, espaço e tempo surgiram juntos, sem testemunhas, sem linguagem e sem propósito declarado.
A ciência descreve o como com rigor crescente. Fala de inflação cósmica, de forças fundamentais, de partículas elementares, de um universo que lentamente se organiza a partir do caos primordial. Mas permanece silenciosa quanto ao porquê. Ela mede, calcula, observa, mas não confere sentido. Talvez não seja essa a sua função.
É nesse ponto que a pergunta por Deus reaparece, não como afirmação, mas como hipótese extrema. Onde Deus caberia nesse projeto? Antes do início, como causa primeira? Como princípio organizador? Ou como invenção tardia de uma consciência assustada diante da vastidão e do silêncio?
Olhar para cima é um gesto filosófico. Diante da imensidão indiferente do cosmos, o homem percebe sua fragilidade e, ao mesmo tempo, sua singularidade. Somos poeira que pensa, matéria que pergunta, universo tentando compreender a si mesmo. Se Deus existe, talvez não esteja nos detalhes morais imediatos, mas nesse espanto original diante do infinito. Se não existe, o espanto permanece, talvez ainda mais cruel.
Todo evento, afirma a ciência, necessita de um observador, pois acontece em um ambiente, no espaço e no tempo. Essas condições são frágeis, mas reais. É dentro delas que algo pode ser reconhecido como acontecimento. Essa probabilidade científica, instável e limitada, talvez seja tudo o que temos para buscar algum sentido no estado das coisas físicas, materializadas. Fora disso, restam apenas hipóteses, silêncio e a vertigem de tentar compreender um universo que existe independentemente de nos perceber.
Se você for ateu, provavelmente não será morto por um cristão por ser ateu; mas, se for cristão, poderá ser perseguido tanto por ateus quanto por outros cristãos de denominações diferentes da sua.
Não quero ser platônica em relação a mim mesma. Sou profundamente derrotada pelo mundo em que vivo.
É duro descobrir que não somos exatamente quem passamos a vida acreditando ser. Existe uma dor silenciosa em cobrar da vida respostas, até perceber que talvez sejamos nós os únicos responsáveis por oferecê-las. E então vem o choque mais frio de todos, o mundo não nos deve absolutamente nada. Nem compreensão, nem absolvição, nem a chance de voltar atrás.
Também é difícil olhar para si de outro ângulo e enxergar, sem máscaras, tudo aquilo que nos falta, perceber o quanto somos vulneráveis, contraditórios, frágeis e, às vezes, assustadoramente rasos. A consciência tem esse poder cruel de arrancar as justificativas bonitas que criamos para sobreviver, deixando apenas aquilo que realmente somos quando ninguém mais está olhando.
Talvez uma das piores coisas seja ouvir algo que atinge exatamente o lugar que tentamos esconder de nós mesmos. Eu gostaria de nunca ter sido chamado de covarde sem ter uma resposta imediata para negar aquilo. Gostaria de ter encontrado indignação, revolta, qualquer defesa convincente. Mas existem momentos em que o silêncio dói justamente porque, no fundo, não há resposta alguma. Porque, às vezes, tudo o que conseguimos enxergar em nós mesmos é exatamente isso.
Eu aprendi cedo a ser forte,
dessas prendas que seguram o mundo no peito
e não desmontam na frente de ninguém.
Mas tu foi diferente.
Tu me deixou vivendo um luto silencioso,
desses que ninguém percebe,
porque não tem enterro,
não tem despedida,
só um vazio quieto tomando conta dos dias.
E mesmo tentando seguir,
tem partes minhas que ainda esperam teu retorno
como quem espera chuva boa depois da seca.
Ser positivo não significa ignorar as dificuldades e os desafios, mas acreditar que o poder está nas soluções, jamais nos problemas, e manter acesa a chama da fé, pois ela é a luz que nos guia à vitória!
Seja positivo, tenha fé e acredite: a vitória sempre vem para quem não desiste de alcançá-la!
A vida é uma jornada de aprendizado e crescimento. Não seremos perfeitos, mas podemos sempre ser melhores. A cada ação, a cada pequena melhoria, nos aproximamos de uma versão mais evoluída de nós mesmos. Portanto, não percamos tempo desejando a perfeição, mas sim dedicando-nos a sermos melhores a cada dia...
- Edna Andrade
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