Nao me Peca pra te Esquecer
Que tudo o que transborda de bom em mim alcance a todos: os que me querem bem e os que não me querem, também.
O dia em que Vênus encontrou a Lua,
ambos incandescentes.
Não era uma Lua minguante,
e sim uma Lua crescente.
Apareceram quando o Sol se escondia,
no poente.
Conjunção inconfundível,
atraente.
Nunca tinha visto um planeta,
nem mesmo numa luneta.
Mas agora, vejas tu,
eu posso ver Vênus,
não pela luneta,
mas sim a olho nu.
Registrei no meu olhar
e, depois, na fotografia,
uma imagem rara.
Eu nem sabia que existia.
E ali, logo abaixo, Júpiter,
tímido diante da luz reluzente da dupla que brilhava e reluzia.
Ela só deixa ver o que permite; não é preciso um 'deixa eu entrar'. Basta perceber e entender seu coração, sua alma e suas ações. Daí em diante, o acesso é livre.
Dica do dia: quem ama cuida, quem ama não machuca. Ponha a mão na consciência! Se estiver doendo, não é amor, é dependência. Quando se depende, pode até ter carinho, mas amor e paixão? Ledo engano. O outro acabou apenas se acostumando com o que você proporciona. O "eu te amo" até sai, mas quando acende o sinal de alerta, fique esperta: não existem mais trocas. O dedo dedilha mais o teclado do celular do que o teu corpo nu embaixo das cobertas.
Antes de sair, apague a luz...
Desligue sua energia de lugares e pessoas que não valem a sua bandeira vermelha.
A pessoa que ainda não decidiu se o abajur é cor de carne ou carmim, é a mesma que vai eleger um presidente e um senador.
A palavra nasce do silêncio, mas não lhe pertence por inteiro. Ela carrega a matéria do mundo: o peso da pedra, a aspereza da terra, o calor da pele, o rumor das águas. Quando nomeamos, tocamos. Quando escrevemos, deixamos marcas no corpo do tempo.
A memória é uma casa sem paredes. Guarda vozes, gestos, cheiros, caminhos. Às vezes, permanece em uma cicatriz; outras, no espaço vazio de quem partiu. O corpo sabe o que a boca esquece. Cada osso traz um território. Cada passo redesenha a distância entre o medo e a coragem.
Resistir é permanecer sem ficar imóvel. É lançar raízes em solo ferido e, ainda assim, procurar a luz. É transformar a dor em presença, a ausência em lembrança, o silêncio em testemunho. Há palavras que quebram muros. Há silêncios que recusam a mentira.
Somos feitos de matéria e passagem, de ruína e recomeço. O território que habitamos também nos habita: entra pelos olhos, permanece nos músculos, reaparece nos sonhos. Nada desaparece completamente. A terra conserva pegadas. A palavra conserva o grito. O corpo conserva a história.
E quando tudo parece se desfazer, resta a insistência de existir: uma voz baixa, uma mão aberta, um nome dito contra o esquecimento. Permanecer é isso: continuar sendo presença onde quiseram deixar apenas silêncio.
Camaleão
Camaleão...
Não tenho convicções,
me adapto a qualquer situação...
vou e volto,
dou a volta,
depois volto...
Passo por cima,
passo por baixo...
me encaixo.
Preto e branco?
Comigo não...
domina a razão,
quem manda é o coração.
Meus sonhos têm a cor da minha vida
... (des)colorida.
Repleta de contradições,
tudo me convence...
nada me vence...
começo e não termino
no meio do caminho...
largo tudo e volto
convenientemente
começo tudo novamente.
... mais uma vez.
Camaleão
mudado, transmutado...
(re+vestido de sonhos,
Disfarçado de (des)amores,
O que
Tem de ser feito faço...
‘Melhor feito do que perfeito’ é o meu lema...
Esqueço-me, se preciso for, de seguir qualquer esquema.
Mudo-me como sinto
ou, se acaso pressinto que mudar não é a solução,
simplesmente minto.
Camaleão, pele mudada
núcleo intacto, integro, só a casca desintegrada...
Sou o que preciso,
sem deixar de ser quem era,
ou de ser o que de mim se espera...
Estou aqui, estou lá.
Mudo sem mudar.
Isaías 40:29
Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.
O Deus que nos chamou também nos concederá as forças necessárias para avançar.
Quando os 'deuses da razão'
tramam nos punir,
eles atendem nossas preces!
Não com aquilo que desejamos,
mas com aquilo que
precisamos!
O objetivo da vida
não é ser feliz; é ser útil!
Na verdade, é essa percepção de utilidade que nos permite
ser permanentemente
felizes!
Entre concordar ou discordar; crer ou não crer, mais salutar o argumento. Sobretudo porque, sem um justo argumento, também não encontraremos qualquer razão para
crer ou não crer, concordar ou discordar!
Ter consciência do divino,
não significa dobrar joelhos a qualquer
personagem ou doutrina...
Mas continuamente revestir-se
de consistentes saberes - dos graciosos
hálitos da prudência - que
nos mantenham de pé
e caminhando!
É parte da cura
o firme desejo de ser curado,
diz o honrado Sêneca!
Logo, não há porque nos
afeiçoarmos a certos hábitos
e deformidades
que apartados de mínima
sensatez, tão só nos
adoecem!
