Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
"Amor, esse sentimento tão lindo, que em meu coração fez morada, que sempre quero dividir, mas acabo escolhendo as pessoas erradas."
BELEZA COLATERAL
Você é...
O sol da manhã invadindo meu quarto depois de uma noite insone.
O arco-íris que surge antes mesmo que a tempestade se finde.
O passaporte esquecido em casa e só lembrado bem na hora de embarcar.
Destino decidido na rodoviária.
Mudança de rota no meio do caminho.
O trabalho escolar entregue depois do prazo.
A prova discursiva sem consulta para a qual não estudei.
Discurso improvisado, sem esboço ou powerpoint.
Apresentação espontânea, sem ensaio ou marcação.
Frio na barriga quando as cortinas se abrem.
Timidez repentina em noite de estreia.
Trailer de um filme que saiu de cartaz antes que eu pudesse assistir.
Último filme de uma trilogia que não acompanhei.
Epílogo que se recusa a ser mais um capítulo num livro de quinhentas páginas.
Argumento que não coube no enredo da minha obra.
A licença poética que dou aos meus devaneios.
Verdade oculta nas entrelinhas da minha ficção.
Uma vida como bônus antes do game over.
Café fresco feito na hora de dormir.
A desculpa que dei pra mim mesmo.
A peça que a vida me pregou.
Um dia de calor em pleno inverno.
Um dia frio em pleno verão.
Fruta colhida fora de época.
Flor desabrochada noutra estação.
Aperto no peito. Dor na alma. Choro contido.
A lágrima mesclada à água que cai do chuveiro.
Paraquedas que se abre a poucos metros do chão.
A neblina em estrada sinuosa numa noite de lua cheia.
O cheiro da maresia na praia numa tarde que deveria ser ensolarada.
Armadilha do destino disfarçada de acaso.
Cenas extras depois dos créditos num filme da Marvel.
O segundo andar de um ônibus londrino.
O lado B de um disco de vinil dos Beatles.
O desfecho inesperado de um filme que justifica e redimensiona todo o enredo.
A música que tocou no rádio, cujo título o locutor se esqueceu de mencionar.
O ninho onde a fênix renasce das cinzas.
O sinal amarelo num cruzamento perigoso.
A nota dissonante que disfarça o plágio acidental.
O arranjo que dá vida própria à minha composição.
A letra que pus numa canção que nem é minha.
Estrela que risca o céu em noite estrelada.
Chuva de meteoros em noite nublada.
O farol em meio ao nevoeiro que ajuda o navio a aportar.
O sonho para o qual tento voltar quando acordo.
Sonho impossível de se realizar.
Um brinde da vida aos que insistem em sonhar.
Quadro sem moldura. Canção sem partitura.
Rima que só encontrei depois da poesia terminada.
A beleza colateral percebida na discreta assimetria de um sorriso.
Arte-finalista que transforma um simples rascunho numa irretocável obra-prima.
Universo Paralelo
Meu universo paralelo
Onde o tempo se estanca
Seu abraço, meu castelo
Arejado e sem tranca
Meu universo paralelo
Não há quartos, só terraço
Lugar pelo qual anelo
Em que acho o meu espaço
Meu universo paralelo
Se me aqueço ou congelo
Permaneço ou apelo
Sempre encontro o meu elo
Meu universo paralelo
Sou cativo do que é belo
Se me privo, me esfacelo
Sob crivo, me rebelo
Meu universo paralelo
Por você eu me esgoelo
Compromissos eu cancelo
A nenhum outro me atrelo
Meu universo paralelo
Em que posso ser eu mesmo
Sem segredos me revelo
Sem destino, voo a esmo
Meu universo paralelo
Seu sorriso é o meu sol
Seu falar soa singelo
como canta o rouxinol
CHUVA QUE CAI
Chuva que cai
E irriga o solo ressecado do meu coração.
Quem sabe assim a tão esperada semente um dia germine?
Chuva que cai
E me abriga no colo, me acalma na agitação
Quem sabe me traz a bonança num inverno que nunca termine?
Chuva que cai
Que encharca a roupa, desmanchando o cabelo.
Quem sabe desfaz tua trança, me tire do sério e te azucrine?
Chuva que cai
Que deixa a voz rouca e escorre até o tornozelo
Quem sabe te chame pra dança e te solte daquilo que oprime?
Chuva que cai
Umedece os lábios
Emudece o coração
Enternece os sábios
Eterniza a emoção
Dentre flores e espinhos prossegui o meu caminho. Dentre as pedras na estrada construí o meu Castelo. E dentre as ruínas transformei-me em quem sou.
GELO
Quando te encontrei
Acendi toda a lareira carmim
do meu peito.
Vieste
Vieste assim...
Feito ventania e
mundo louco
Vieste
vestindo minh'alma de azul
e de fogo
Viste
coberto de encanto
de desejo e de alento.
Mas o tal do chamado tempo
fez um movimento
muito afoito
E fomos poeira
fomos rastro
fomos barreira
fomos silêncio
fomos vento fosco .
Hoje...
Nada mais resta
além de lamber
todo o líquido
amargo do avesso
in meus olhos.
E carregar dentro
peito o gosto insano
deste triste
poema com raiz de gelo.
Meu amor é...
Tu'alma
Na minha, num elo profundo
Entre
Os teus lábios
Nos meus.
Trocando sentires intensos
De nós dois.
Num só coração enamorado.
Quando vejo você ali junto com ela , meu coração dói muito. Minha decisão , dizem que a dor acaba com a morte... Será que tenho como experimentar?
Contando
Segredo meu.
Dizer nunca te disse,mas na realidade,
de ti gosto já há tempos.
Bem, gostar é pouco, eu penso em você a
todo instante.
Não sei por que dar tanta volta ?
Eu te amo, como nunca amei ninguém,
e sei que isso aumenta.
Principalmente, quando se esta distante.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Há muito caminho por terras Paranaenses...Aqui é meu chão, aqui é meu lugar! Onde nasci, cresci e onde desejo que minhas cinzas
sejam espalhadas ...Aos ventos dos "Campos Gerais".
Cika Parolin
as chuvas revoltam meu coração,
para aqueles momentos que fim
parece estar tão perto.
desejo um último beijo...
então uma luz me chama,
mas tenho mais um desejo
que se passou a vida toda.
e apenas senti a morte,
em teus lábios...
Bom dia 04/02/2017 (sábado)
Com os mesmos olhos que aprecio quem admira meu jeito de ser, também olho para quem não me aprecia, a grande diferença quando meus olhos estão voltados a quem não aprecia a minha qualidade de vida é que a cada dia mais aprendo que não posso me tornar como elas pensam, vivem e são.
Amada Gi...
Meu amor
Me tire pra dançar
Me leve em seus braços
Vem findar meus ais
Me conte do luar
Alegre meus porões
Embarque em meu navio
Vem conhecer meu mar
Não sei dançar um tango
Sem perder o chão
Não sei ouvir um fado
Sem sangrar paixão
Nas tramas do destino
Fiz planos de amor
Teci em desatino
Mil rendas de ilusão
Ah, a noite
Não tardou
Guardar suas estrelas
A lua retirou
Colhi de meu cabelo
A rosa que sonhei
Te dar ao fim da dança
Jurando eterno amor
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