Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Testamento
Este que lhes entrego é meu testamento
estou morto de agora em diante
resolvi morrer para finalmente apreciar a vista
e buscar melhorar
respirar
trabalhar
comer
ser feliz era uma responsabilidade pesada demais
e agora que não tenho mais responsabilidades
sou feliz
só amei uma vez
morri por causa desse amor
morri para aprender do inicio
como se ama
como ser amado
como ser amável
meu legado pro mundo não é bonito
não tem nenhuma lição de moral
Este que lhes entrego é meu corpo
todas as marcas nele foram feitas por mim
e só por mim
meus pulmões não respiram
meu coração não pulsa
há anos nenhuma idéia feliz passa por meu cérebro
queimem antes que infecte a outros
um vírus tão mortal quanto a própria inveja
Este que lhes entrego é meu ego
tão inchado
quase irreconhecível
as vezes acredito que ele tenha me matado
sempre teve vida própria
pesado demais pra carregar
ele me carregava
e fui sendo levado
pouco a pouco
frase a frase
para longe da luz
até não enxergar mais o caminho de volta
Esta que lhes entrego é minha alma
alma que no meu caso
pode ser facilmente entendida
como uma anagrama da palavra lama
tão suja que as pessoas sentiam seu cheiro ao longe
perigosa e insistente
tola e senil
um espírito velho que se recusava a rejuvenescer
viciada e perdida
por favor não a deixem entrar no paraíso
não sei se existe lugar no universo
para algo tão disforme
Este que lhes entrego é meu pudor
minha amada corrente
minha gaiola de ouro
várias vezes me impediu de viver plenamente
cuidem bem deste
o soldado que nunca me deixou sair da torre
me manteve aprisionada dentro de mim mesmo
inerte
estático
congelado
represor de todo sentimento
mão de ferro que me conduzia
E por último entrego a mim
não pude fazer nada pelo mundo onde vivi
porém o que ele fez por mim não se sabe
fui péssimo com os outros e comigo
não deixo nada para ninguém
pois nunca tive nada para dar
o que me faltou dizer
foi tudo que já disse
o adeus final não me doeu em nada
paguei por todos os meus pecados
e parece que foram todos de graça.
Enquanto o teu silêncio me agride, o meu silêncio forçado me leva a pensar infinitamente em você, me inspira e me motiva a escrever. Você aguçou todos os meus sentidos:
Tua imagem estática numa foto é meu fascínio, é um vício diário vê-la; tua imagem ao vivo quase faz meu coração pular para fora do peito;
Tua voz, especialmente quando sorri mesmo quando está distante me alegra; tua voz perto de mim, me hipnotiza;
Teu cheiro simplesmente me inebria;
Teu firme toque num aperto de mão me paralisa;
Teu sabor é meu desejo mais profundo;
Sei que há um sexto sentido que você me despertou, não sei explicar qual é, mas criou e mantém algo especialmente único dentro de mim e que a torna inesquecível.
Menina dos sonhos
Você é a menina dos meus sonhos,
Desenhei-lhe em meus pensamentos.
No meu imaginário é a minha heroína,
Bela como as princesas, encanta a todos...
Vejo-lhe em ações cheias de beleza,
Seu andar é frenético e bem charmoso.
Grandiosa em suas virtudes sedutoras,
Sinto que você é um ser majestoso.
As pessoas a chamam de escandalosa,
Vejo inveja nessas reações contrárias.
Seria por causa do seu corpo escultural,
Ou simplesmente porque você é fogosa.
Na verdade você coloriu os meus sonhos,
Transformou o meu viver só em vê-la.
Imagino um dia poder tê-la e minhas mãos,
Para com todas as minhas forças poder amá-la.
Festa junina
Que saudade das festas juninas do meu Rio de Janeiro. A igreja católica se engajava pra valer em comemoração aos santos reverenciados neste mês, são eles: Antonio, João e Pedro. A quermesse não decepcionava para fazer acontecer à festa junina no pátio da igreja próximo a minha residência. Lembro-me que antigamente, lá pelos anos setenta e início de oitenta, no mês de junho a população se movimentava como um todo. As ruas eram enfeitadas com bandeirinhas coloridas, os bambus limitavam a extensão do espaço da rua utilizado formando um arco, as barracas não podiam faltar principalmente a de pescaria, maçã do amor, a de arremesso de meias nas latas empilhadas, entre tantas outras. As quadrilhas disputavam palmo a palmo qual era a melhor e todos se atreviam dançar, até as escolas tinham o evento popularmente chamado de caipira, as mães participavam atentamente para que seus filhos dançassem com os coleguinhas de classe e a parte que eu mais gostava de assistir era o casamento. Os baloeiros nos recepcionavam com enormes e lindos balões e armações pra lá de criativas, mas hoje virou crime soltar balões por causa dos riscos de incêndio. Já em torno de nossas residências não faltavam às fogueiras para assar batatas e nos aquecer junto a um quentão maravilhoso diante de um inverno bem friento. Esta época era propícia para o inicio de novos relacionamentos amorosos, novas amizades e uma interação maravilhosa entre a vizinhança. Mas hoje tudo parece ter esfriado, as pessoas andam muito distantes umas das outras, as festas populares como a junina já não as atraem mais e a colaboração tão desejada no passado ficou para trás, não existe mais interesse de uma maior aproximação. O mundo mudou para pior e o maior reflexo é a distância provocada pela mudança de relacionamento, que deixou de ser aquela aproximação tão natural para ser uma relação online, mais cômoda e fria, sem verdade alguma, não tem mais o famoso olho no olho, uma pena!
Minha Deusa é do amor o Deus da guerra anda comigo mas mantenho os dois em equilíbrio ,adestro meu lado selvagem ,mas alfinetá-lo as pessoas correm perigo.Passo por cima de tudo para viver o que é de bom e vou até o infinito.
O deserto tem um nome nos ecos das universais transparências que o meu olhar encontra nos escombros das sombras que se escondem em areias de vento!
TROVA - 115
O meu coração vivia
Só de enredo em enredo,
Até que aprendeu, um dia,
Que o amor não é brinquedo.
´´Desculpa por ter deito você sofrer,é que meu coração é feito de mármore e você é a única pessoa capaz de esculpi-lo .
Fantasmas da minha Imaginação.
Fumava meu cigarrinho de paia assentando no banco da
Estação da Estrada de Ferro Madeira Mamoré em Abunã.
O apito do trem relampejava os trovões da prosperidade
E com ele vinha um moço que mais tarde seria o maior
Fofoqueiro da região, Doutorzinho Joaquim Tanajura.
O cheiro da borracha era melhor que o de uma rapariga
Um me enchia de prazer e o outro enchia a minha barriga.
A coisa começou a ficar preta, além da borracha, anunciou
A corneta, com a invasão pelo Abunã de Los Hermanos,
Culpa dos meus irmãos que invadiram La Banda pelo Purus.
Sai em disparada para outra vila estação, sem saber ao certo
Em qual iria ficar se de Jacy-Paraná, Mutum ou Vila Murtinho,
Pois aqui nem mortinho fico e com as porteiras escancaradas
Vim parar no núcleo de Poço Doce que de doce não tinha nada.
O tempo passa e volto para minha vila de Presidente Marques,
Ansioso procuro por minha estação de Abunã e meu banquinho
Que pelo tempo foi substituído, cadê meu povo? Cadê o trem?
E a Borracha com a prosperidade não mais vem? Aonde estão todos?
Estavam onde sempre estiveram os fantasmas da minha imaginação.
Por vezes prefiro calar-me, pois sei que através do meu silêncio meus sentimentos são, mais bem, compreendidos.
Queria parar de escrever, mas como?, se estou pensado em você..
Bem, meu mundo perfeito se torna semi-perfeito sem o brilho do seu olhar, que não obstante, tocou minha alma de leve, sendo um poder enlouquecedor, que dominou todos meus sentidos.
Me vejo perdido, em caminhar nesse mundo sem seu olhar. Fico um tempo olhando as estrelas, e pensando se você estar observando-as também. Saio descontente.
QUERO-TE!
Olha amor... Em meu peito emoldura tua imagem com fulgura.
Como um céu azul refletindo êxtase no mar que o esmera.
Os teus olhos são como voos levitando meus sentidos com doçura.
Feito bailado de aves ao vento nas sublimes primaveras.
Quisera-te agora aqui a aquecer meu corpo com tua leveza.
Ofertar-te meu coração num cálice primaveril de amor.
Oh, por que tão sozinho meu peito flutua em tua beleza?
Bem que poderias estar aqui agora cobrindo este frio com teu calor !
Vem amor ! Vem que prometo ser tua única estrela
A incendiar-te de beijos demorados, de suspiros e carinhos de seda
A aconchegar-te nos braços com a canção da eternidade . Prometo-te !
Vem anjo! Vem que em meus seios cálidos em paz deitarás.
Vem que meus cabelos serão a lua que no céu dormirás .
Cada dia conto os segundos com sede de ti . Ah, Quero-te!
Meu lugar
Eu nasci pelo amor dos meus pais,
Mas creio que teve propósito Divino.
Pois, bem sei que nenhuma folha cai...
Se não for da vontade do Deus Tri Uno.
Nos braços imaginários da ilusão,
Estive sempre livre a perambular,
Fiz amigos nos lugares com emoção,
Mas não perdi de vista o meu lugar.
O amor pode trazer tudo para mim,
A metade do meu coração o controla.
Mas a outra metade cassou-a até o fim,
Quando vê que não existe a contra-prova.
Eu fui feito para acreditar no amor,
E ninguém tem o direito de esfriá-lo.
Sou a última canção em forma de louvor,
Para cumprir em mim o que já está preparado.
Meu universo
No caminhar de uma vida, cheio de ilusão...
Encontrei muitos indiferentes e desafetos.
Eles queriam impedir o amor no meu coração,
Mas não conheciam a divisa do meu universo.
Foram muitos ao longo dos caminhos percorridos,
Espinhos que feriam no profundo a minha alma.
Mas também encontrei muitos jardins floridos,
Que me conquistaram por boas ações que marcam.
Um relacionamento deve ter o seu diferencial,
Com uma maturidade respeitosa entre as partes.
Mas não se pode conviver com a ação interpessoal
E discriminatória, por motivos vans entre os lados.
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