Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
Curandeiros não estão livres de infortúnios, faz parte da cura sarar, mas também perceber que o humano se faz presente para o divino poder triunfar
Quem não faz da sua morada emocional a perfeita simplicidade, entra na estrada da rude vivência cotidiana
O amor não é só troca de gentilezas, mas com toda a certeza é a troca de gentilezas que faz perdurar o amor
O que nos faz ir além com determinação e serenidade para encontrarmos o que nos completa não é a Verdade, mas sua busca, que nos leva a um alto patamar de maturidade
AGORA TUDO FAZ SENTIDO !
Eu sonhei com sonhos de Deus ,
Eu vi a nova Jerusalém !
não havia políticos, nem Reis, nem autoridades de homens sobre homens
nem justiça alguma era praticada pela mão do homem,
pois todos conheciam a Deus pela sua face, e Deus se encontrava ao entardecer com toda humanidade, a paz e o amor esta em todos ao redor de todos , as pessoas trabalhavam , casavam-se, tinha filhos, não havia fome , nem falta do que comer nem nada do que vestir, pois tudo era do Reino, a Gloria do Senhor Caminhava entre o povo.
Eu vi um novo Ceu e uma nova Terra, era como um lindo Jardim,
todos eram um pelos outros , não havia quem trabalha-se mais que o outro e ninguém, todas as dificuldades era enfrentada com união.
Pairava a paz do Espirito por entre os povos, e as linguás se tornaram uma só linguá, pois todos conheciam os idiomas ali falado
Só havia um DEUS era o mesmo Senhor e o Mesmo Rei !
e tudo era ensinado de graça e dado de graça, pois não haviam Leis, nem dinheiro, nem moeda alguma as pessoas eram educadas pela sua moral, o ambiente era Santo, e todos Santos como o Santo dos Santo !
Eu vi o filho sentado a direita do Pai, e sua casa era uma , não havia templos não havia igrejas, nem santuários ...
pois o Senhor habitava entre o povo, e era adorado pelo povo em todos os lugares.
Não havia necessidade de acumular riquezas para si , e os que faziam devolviam ao seu irmão , o que lhe era de direito, de tempos em tempos a terra se renovava, e tudo voltava ao seu lugar, a vida era eterna e a morte já não tinha poder sobre eles ...
Eu vi a Gloria do Senhor , e a Vitoria dos filhos de Deus sobre a antiga serpente.
muito mais me foi revelado, mas por agora basta saber para que veio o Filho, por que devoram seu corpo, e se deleitam em seu Sangue !
lembre-se da cruz, pois lá é o inicio da guerra de posse do Reino !
Então comam de graça e bebam de graças, Pois a nova Jerusalém é a porta !
Ousam a verdade, pois para isso que foi enviado, para profetizar sobre a vinda do Reino de Deus !
Essas palavra são fiel a primeira aliança, e homem algum há quem rompa !
Me disseram que o poeta é paz...
Não se engane, no poeta a guerra também se faz...
Me disseram que o poeta não chora...
Não se engane, o poeta também deixa as lágrimas escorrerem pelo rosto...
lavarem a alma... devolverem-lhe a
calma.
Me disseram que o poeta é só amor...
Não se engane, há momentos em que o poeta é só dor.
Me disseram que obstáculos não são pedras no caminho do poeta...
São... nem tudo na vida do poeta rosas perfumadas são
O poeta é um ser como todos os outros...
Talvez o que o diferencie é saber ser um fingidor...
Finge amor, quando há dor.
Finge paz, quando há guerra.
Finge calma, quando por dentro tudo queima sua alma.
O poeta baila na vida... olha a linha do horizonte...
E pra tudo encontra ou finge uma saída encontrar.
Não avistar a super lua por causa de uma pequena chuva, guardado as proporções nós faz refletir.
Pequenos detalhes podem estar impedindo de enxergar mais longe, alcançar o que realmente é importante.
Oque se faz,quando ja não se sentimos capaz?
Procuramos paz?
É sensação de cansaço ,porém não passa de um sentimento de puro fracasso .
Fracasso,com esse sentimento meu coração fica em pedaços , pedaços .
Sangrando enquanto eu me encontro se afundando,se afundando na tristeza, insistindo para que eu desapareça.
As vezes queria um sono eterno,onde me encontram em um caixão vestido de terno.
AUSÊNCIA
Não é dor de paixão
O que me faz sofrer,
Dor de amor não é não,
Talvez nem seja dor,
Talvez seja só solidão,
Talvez seja só a ausência de dor,
Que dói no coração...
Não faz assim, vai devagar
tem pena de mim
só sei fazer poema
e tenho ponte de safena
o coração pode nem suportar...
Ainda não tinha o terminal de ônibus, já faz alguns anos, num daqueles rompantes Laura saiu abruptamente e nunca mais apareceu; cheguei a sonhar com seu rosto adornado surgindo com sua cabeleira dourada sobre a superfície da lagoa numa espécie de medusa; eram pesadelos que me traziam insônias
e me aceleravam os batimentos cardíacos trazendo-me uma espécie de apneia, depois quando eu conseguia me restabelecer corria pra varanda e ficava contemplando aquele véu prateado pela lua; vinham- me as lembranças de histórias mais tristes; visagens criadas pelo tempo, de amores consumidos pelas águas, nas vozes marcantes e inconfundíveis de meus antepassados; era bem possível que para terceiros tudo ganharia um tom folclórico e lendário, mas quem ouvira de suas bocas, dadas as devidas proporções, percebia-se, tudo era verídico. Portanto nunca era surpresa quando um corpo aparecia boiando nas águas da lagoa; mas esse não foi o caso de Laura; não foi o encanto da lagoa ou o desencanto com a vida que a levou. Talvez exatamente o contrário; talvez o encanto com tudo que soprava na brisa e aquele murmurar apaixonante que movia silhuetas quando a lua cochilava sob alguma nuvem; aquele encanto que soprava notas de alguma música, trazendo a ilusão gratuita de que a vida pode ser bela; talvez isso. Meditando assim, perdi a conta das vezes que vi os primeiros raios da aurora, ouvindo feirantes armando suas barracas, na esperança vã de ganharem a vida com a venda de seus produtos. Ganhar dinheiro jamais será ganhar a vida; assim passaram-se os anos, de modo que Laura era uma figura arredia atrás das portas; uma moldura desalinhada que mal suportava a foto desbotada; uma curiosidade que suspirava na minha alma a querer saber onde lhe levara tanta pressa de viver. encontrava sempre alguém que fazia parte daquele grupo que bebia e se derramava à noite, então o sorriso indeciso de Laura voltava a bailar às margens da lagoa como um fantasma teimoso; mas agora eu tinha Mirna, de olhar suave e fala mansa, que me falava de grandes poetas e cantarolava boleros enquanto se balançava na varanda como se a vida fosse eterna.
Numa noite depois de um evento no passeio público, nos dirigíamos à praça do Ferreira, quando num dos bares que tocava em alto volume uma música brega eu a vi, estava sozinha, sentada a uma mesa e ostentava um copo de cerveja que ergueu num leve cumprimento arremedando um sorriso; percebi como ela sofrera a ação do tempo, como o tempo pode ser cruel! Seria melhor nunca mais tê-la visto e ficar com aquelas lembranças bonitas. Agora aquela angústia se sobrepunha e Laura não passava de uma lembrança melancólica.
