Nao Magoe um Alguem
não merece um adeus
não merece minha palavras,
sendo sensatas até o amanhecer
estão todas mortas pois são dizeres
nunca quis ouvi ou mereci
porque somente desejei te amar
que a dor nem a morte parece
ser um doce remédio,
que se dilui num copo de veneno...
por suas mentiras quem sois
alem de uma foto
de uma pessoa que digita...
embora tudo seja ilusão...
dias se passam e anos apresentam se
diante do preludio do por-do-sol te amo
ao que o amor se presume
nesse resumo desejo um sonho.
nas falhas do destino pergunto me
me morda sinta o sabor da minha carne
no caos da minha mente...
paradigmas florescem
pois bem qual sou este sentimento vazio,
nos ares de um amanhã
o fel amargo que se desfez num beijo sonhado
bem mais que o quer o viver,
sobre as sombras meu querer,
por aonde esteve nessa vida...
esquecimento pois o que pensei sempre se foi
nas profundas musicas da alma.
perdido em teus amores, minha paixão...
desnuda para o caos da minha mente,
sem paz ou sossego amor que tanto lhe quero.
sois a felicidade a angustia e está dor
que consome momento a momento
até que ninguém mais ouça o silencio
de meus olhos nessa escuridão te amo.
A ESCOLHA É SUA,MAS A DECISÃO É DE DEUS.NÃO TEM JEITO QUERENDO OU NÃO UM DIA TODOS ÃO DE PRESTAR CONTAS.
FILAMENTOS DE UM PÔR-DO-SOL ANDRÓGINO (*)
Admirava-o. Não perdi a admiração. Acredito que ela tenha aumentado. O bizarro, é que nunca cheguei a pensar como tudo havia acontecido. Eu era, testemunha ocular de um gesto que o personalizou, ainda que não tenha tido a intenção, seu trabalho bastaria, como bastou. Entre os estandartes da demência e da genialidade, fez-se eterno.
O vermelho deslizava-lhe pelo pescoço, avolumando pequenas poças, coágulos, gosmas, querubins malditos, formas mortas, abortos, abutres, assentados nos pêlos da sua barba. Seu olhar fixo, sem nenhum tremor, como se nada acontecesse, e não fora ele o autor, intérprete, diretor, cenário e palco do monólogo vermelho. A colcha que cobria a cama ganhava nova coloração e forma, pintura primitiva, esvaindo-se das minas da carne, viscosa e quente, contrastando à indiferença do seu olhar, parede e alcova, da emoção. O corpo demonstrando declínio ante a dor não exposta e fraqueza natural, quedou-se devagarzinho, de encontro à cama.
O instrumento cúmplice, banhado de vermelho, parecia um bumerangue aborígene, pássaro apocalíptico da trilogia da negligência. Nós éramos mórbidos epigramas do triângulo em gestação. Cortado pelo gélido pincel, foi-lhe a carne dividida, lembrando o pão da santa ceia, às avessas.
Ela estava arrancada dele, definitivamente separados. Não fiz nada. Senti que não deveria interferir. No entanto, não poderia abandonar aquele momento trágico e sedutor, sem pegar um souvenir.
Quanto tempo sonhei com aquela tarde no Louvre. Lá estava eu, entre dezenas de grandes mestres, todos fascinantes com seus estilos, e rupturas que marcaram época, contudo, queria encontrá-lo, devorá-lo ao vivo, longe das reproduções e slides, que durante anos foram companheiros nas salas de aula. Somente ele, nenhum outro, de tal forma, conseguia desequilibrar-me, colocando-me à deriva emocional. Diante da sua arte, caminhava entre as plantações de trigo, girassóis e moinhos. Nessa viagem, frenesi de quem parte sem ausentar-se, somente retornava a mim mesmo, quando os alunos em coro, chamavam-me.
Andando pelos corredores do Louvre, escarnavam-me o olhar babando as gosmas saborosas das retinas, Delaroche, Velasquez, Picasso, Gaugain, Renoir, Monet, que me provocou compreensível – breve – parada. Ele, de certa forma, bordava as lantejoulas do meu frenesi. Continuei a busca, com a certeza da sua proximidade. Subitamente, como se algo, chamasse-me a atenção, tocando-me às costas, virei-me, e o paraíso descerrou as cortinas – a luz amarela – estrela vésper da sua pintura, mergulhava na umidez vermelha dos meus olhos.
Ignorando as pessoas em volta, perdendo com mais intensidade a noção do tempo, ao êxtase tântrico pictórico, minha alma alada, já não era alma. Era um arco-íris pousando no útero da tela, onde fiquei, até que uma voz – sempre elas – trouxe-me de volta para o outro lado – a terceira margem do rio do tempo – ao insistir que estava na hora de fechar o museu.
Saindo do Louvre, meus olhos garimpavam o transe. Na indiscreta verticalidade do abismo, encontrei o metal cortante. Minhas náufragas, suadas digitais, revelaram a dissimulada atração. Ao guardá-lo, no bolso esquerdo da jaqueta, forte era a sensação de Ícaro, cujas asas a monotonia, não mais haveria de derreter. No balanço do meu andar, o metal batia e voltava sobre meu coração, como chibatadas, açoitando a dolorida ansiedade.
A uma quadra do hotel, resolvi parar num café, escolhendo uma mesa na calçada. Após a primeira taça de vinho tinto seco, vejo-me novamente em seu quarto. Ele com o instrumento em riste, no topo da orelha, não ousava dizer absolutamente nada. Quedou silente. Os músculos de sua face e seus olhos eram os mesmos bailarinos paralíticos, completando a alegoria do hiato, antecedendo ao gesto. Sua mão, única expressão de vida, desceu num frêmito impulso guilhotinador. Um desejo irremovível de amputar. Em queda, as gotas de sangue eram filamentos de um pôr-do-sol andrógino.
Sentado no café, o garçom perguntava-me se queria outra garrafa. Pedi a conta, ao mesmo tempo em que apalpava os bolsos da jaqueta.
Chegando ao hotel, peguei a chave, tomei o elevador. Dentro do apartamento, ouvi o farfalhar das asas de dois pássaros vermelhos, fui ao lavabo, postei-me frente ao espelho, retirando, primeiro do bolso esquerdo da jaqueta, o dócil e inofensivo cortante metal. Depois foi a vez do souvenir. Ao empunhar o metal sobre minha orelha, no canto esquerdo superior do espelho, Van Gogh, observava-me passivamente. No mármore do banheiro, a orelha de Van Gogh, já não estava sozinha.
(*) EUGENIO SANTANA é Jornalista, Escritor, Ensaísta, Biógrafo e Redator publicitário. Pertence à UBE - União Brasileira de Escritores. Colaborador da ADESG, AMORC e do Greenpeace. Autor de nove livros publicados. Gestor e fundador da Hórus/9 Editora e Diretor de Redação da Revista Panorama Goiano.
Quando fizer um pedido ao Ser Maior. Faça de coração e acredite que já o recebeu. Não tenha dúvida, pois o Ser Maior nunca deixa de atender um pedido sincero.
Sempre é bom vivermos um dia de cada vez, e assim, não devemos, nem retornar ao passado, nem só ficar planejando, vivamos o presente, porque certamente dias melhores estão por vir em nosso porvir. Não se deve perder a esperança, que dizem, será a última a morrer
Osculos e amplexos,
Marcial
O QUE HÁ POR VIR EM NOSSO PORVIR
Marcial Salaverry
Algo que é preciso bem entender, é que sempre devemos esperar que o dia de hoje seja melhor que o de ontem, e que seja pior que o de amanhã, sempre contando com um melhor porvir por vir...
Assim sendo, devemos sempre ter presente que cada dia é um novo dia, e que o ontem acabou, e que o amanhã não chegou ainda, e portanto, temos que encarar o dia de hoje, para vive-lo com mais felicidade que o de ontem, e então, vamos a ele. Vivamo-lo com um pensamento positivo...
O dia de hoje começou bem. Afinal, acordamos, e é certo que, se acordamos, é porque estamos vivos, sendo essa com certeza, a melhor sensação que podemos sentir, e vamos procurar assim manter-nos, fazendo nossa parte nesse sentido, por mais sérios que sejam os problemas que vamos enfrentar, uma vez que problemas existem, sempre existiram, e sempre existirão, e os devemos resolver, ou então adiar a solução se o caso for muito complicado e exigir uma atenção especial, ou talvez seja necessário contar com alguma ajuda.
Essas são circunstâncias da vida, e que fazem parte de nosso existir, uma vez que o que conta na verdade, é aquela agradável sensação de sentir-se vivo. Abrir os olhos, e cumprimentar com amizade ao Amigão, e a quem cruzar nosso caminho, seja amigo ou não. Um "Bom Dia" não arranca a língua, e pode desarmar alguma eventual hostilidade gratuita, e certamente vamos cumprimentar com especial carinho aquela figura simpática que está nos olhando do outro lado do espelho, e que sorrirá feliz, se assim o fizermos. Vamos sorrir com real afeto para esta amizade tão querida, e certamente depois disso o dia está perfeito, e estamos prontos para encarar todos os seus desafios.
Com total certeza, o que de melhor existe é o pensamento positivo, mas convenhamos que isso não é o suficiente, pois não adianta ter-se pensamento positivo, se as coisas tão desejadas estão muito acima das possibilidades, e assim, temos que ser também realistas para fazer um parâmetro entre o desejado e o exequível.
Teve um tal de Lair Ribeiro que mui sabiamente disse:
"Triunfo é conseguir o que se quer. Felicidade, é amar o que se conseguiu."
É muito profundo esse pensamento, pois existe muita gente que luta, luta, para conseguir um objetivo, e depois olha para aquilo que conseguiu e exclama:
"Pô... tanta luta para isso? Não valeu a pena ter feito tanto esforço..."
É preciso entender que essa insatisfação sempre atrapalha um pouco a vida, pois devemos saber dar valor a tudo aquilo que conquistarmos. Vamos apreciar o resultado da batalha, vamos gostar daquilo que temos, ao invés de continuar só cobiçando o inatingível.
Concordo com o que poderão dizer alguns, que é a ambição que move o mundo, e que devemos sempre tentar novos objetivos, pois é isso que pode nos levar adiante, mas convenhamos que não devemos ter a ambição desmedida. Já que conseguimos atingir um objetivo, vamos dar valor ao que conseguimos, ou seja, amar o que temos, depois traçar novos planos, entendendo que o que move uma pessoa são seus desejos e emoções, portanto vamos coordenar as coisas, procurando medir bem nossos objetivos, para que tenhamos sempre em mente que é realmente aquilo que queremos, evitando perder tempo em diversas tentativas frustradas, pois sempre é desanimador verificar-se ao final de tudo, que não era bem aquilo que queríamos.
O principal, é nos conhecermos, e saber de nossas reais possibilidades. Procurar descobrir qual nossa vocação e o que realmente gostamos de fazer. Depois, vem a parte mais importante, que é ver se existem condições para a execução de nossos planos, para não sermos obrigados a abandonar certos projetos no meio do caminho.
Na vida temos que ser práticos, e procurar fazer aquilo que for executável, não adiantando traçar objetivos que sejam inalcançáveis, para depois ficar lamentando que não tem sorte na vida, e que Deus o abandonou, quando na verdade o que houve foi um planejamento mal direcionado, e Deus não tem culpa das bobagens que fazemos, e para tanto, Ele nos deu o livre arbítrio, dando-nos condições para gerir nosso Destino. Bem ou mal, isso fica por nossa conta.
Assim sendo, o mais importante é planejarmos nossas ações, e depois disso, espero que todos tenham UM LINDO DIA, e que esse lindo dia possa ser repetido a cada dia que há por vir em nosso porvir...
A força de um homem não está somente nos seus músculos, mas sim nas suas palavras e no seu caráter !
" Não existe nada estável no mundo. Estamos todos vivendo em corda bamba.
Um único descuido e ... tudo se derrama !
Regina Coeli👄👄✍️✍️👄👄
" Um desejo só se torna desejo, quando se busca a sua realização se não for assim é só um pensamento"
Quem não traz no coração um amor, uma saudade, uma recordação. Lembranças de um tempo passado que era tão bom, mas não notávamos.
" O sofrimento não é um sentimento exclusivo, no entanto é composto pela particularidade de cada pessoa!"
Você quer ter sucesso? Mesmo? Tem certeza disso? Sucesso é um esporte para poucos! Sucesso não é para os fracos. Você quer mesmo ter sucesso? Então dê o seu máximo! No seu trabalho! No seu relacionamento! Sucesso não tem a ver com dinheiro! Sucesso tem a ver com algo valioso que existe dentro de você! Sucesso é você ser o melhor filho, o melhor amigo, a melhor esposa, é você ser o melhor pai, a melhor mãe! Isso é ter sucesso! É o seu estado de espírito, é a sua conexão com Deus, é o seu equilíbrio emocional, financeiro, é ter a sua saúde em dia. Não tem a ver com o quanto você tem, mas sim o quanto você é importante. Ter sucesso é você fazer a diferença na sua vida e na vida das pessoas que estão ao seu lado. Isso é ter sucesso. É isso mesmo que você quer? Então vai lá e faça!
Um herói não é mais corajoso do que um homem comum. Apenas é corajoso por mais cinco minutos.
Nota: O pensamento costuma ser atribuído a lorde Palmerston e Ralph Waldo Emerson, mas ambas as atribuições ocorreram muitos anos após a morte dos dois. Marcel Proust também empregou o pensamento, mas ele já estava em circulação.
...MaisSerá que a humanidade não é somente um projeto científico que escapou ao controle de quem a abandonou?
Queres um conselho namora pessoas perto de ti, não te apaixones por gente de longe porque dá sempre confusão
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