Nao Gosto do que Vejo

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⁠Certamente
o Papa Leão XIV não é o que todos queriam, mas pode ser o que a Igreja precisava.

Uma parcela assustadora de pessoas que se rotulam cristãs, em vez de se adequarem à igreja, insiste em querer adequá-la a elas.

São os seletivos defensores da liberdade de expressão e religiosa, pois só defendem a liberdade dos que pensam, endossam ou replicam o que eles pensam.

Querem um Papa, mas que atenda aos seus caprichos, não ao propósito da igreja.

Se rotulam conservadores, quando, na verdade, não passam de intolerantes.

Já era esperado que o produto mais extremista da polarização assim reagisse…

Não à toa rascunharam e ensaiaram narrativas e teorias conspiratórias.

Na primeira oportunidade, acusarão a igreja de racismo por não escolher o tão desejado e favorito cardeal conservador negro…

Depois tumultuarão o Vaticano…

Tentarão desacreditar a chaminé da Capela Sistina…

Irão para as portas das paróquias, santuários e basílicas pedir revisão da fumaça, código-fonte e voto impresso…

Vão orar para castiçais…

Depois vão depredar a Basílica de São Pedro.

Sem se esquecerem de passar batom no Sacrário…

Feito isso, criarão narrativas para pedir indulgências plenárias para os supostos inocentes, a pretexto velado de salvarem a própria pele.

E por aí vai…

E viva o “conservadorismo”!


Não faço a mais vaga ideia de onde surgiu a romantização da Desculpa e do Perdão.

E, sim, nessa ordem!

Na Bíblia, não foi!?!

Lá não se romantiza absolutamente quase nada, embora haja — aos borbotões — os que insistem em fazê-lo.

Desculpa e Perdão, embora tão caprichosamente confundidos, diferem um do outro pela razoabilidade e profundidade.

O primeiro, muitas vezes, tenta se legitimar na justificativa, enquanto o segundo se alicerça no reconhecimento da culpa e no arrependimento.

O primeiro alimenta a falsa ideia da amenização dos conflitos; o segundo requer o real desprendimento da podridão do lixo da alma.

Ambos coexistem e muito caprichosamente se confundem!

Nem todos que pedem desculpa pedem perdão, e nem todos que desculpam, de fato, perdoam.

Quer seja por opção ou conveniência, a moda do momento é ofender, já com o pedido de desculpas ao alcance das mãos.

É um olho no pecado e o outro no perdão!

Num dia, fala-se um monte de asneiras; noutro, diz-se mal interpretado…

Num dia, agride; noutro, pede desculpas.

Tomara que dois tapas na cara e um soco no estômago não virem moda.

Não somos nada do que juntamos, senão um pouquinho de tudo que consumimos e espalhamos.

Passamos boa parte da vida acumulando coisas: dinheiro, objetos, títulos, fotografias, propriedades, conquistas e até certezas.

Como se, ao juntar mais, pudéssemos construir uma versão mais sólida de nós mesmos.

Mas chega um momento em que percebemos que quase tudo aquilo que chamamos de patrimônio é apenas matéria esperando pelo tempo.

No fim, não somos a casa que construímos, mas as histórias que nela vivemos.

Não somos o veículo que conduzimos, mas os caminhos que percorremos.

Não somos os livros que compramos, mas aquilo que eles transformaram dentro de nós.

Não somos sequer aquilo que conseguimos guardar, mas aquilo que, de alguma maneira, fomos capazes de oferecer.

Somos um pouco de tudo que consumimos — das palavras que ouvimos, dos livros que lemos, das músicas que nos atravessaram, das conversas que nos fizeram pensar, das dores que nos ensinaram, dos afetos que nos deram abrigo.

Somos também um pouco das pessoas que encontramos pelo caminho, porque ninguém passa pela nossa vida sem deixar alguma coisa, ainda que seja uma ausência.

E somos, sobretudo, aquilo que espalhamos.

Um gesto de gentileza pode sobreviver à memória de quem o praticou.

Uma palavra pode acompanhar alguém durante muitos anos.

Um ensinamento pode continuar sendo repetido por quem um dia o recebeu de nós.

Até mesmo uma ferida pode ser uma herança quando não aprendemos a interromper o ciclo e continuamos espalhando aquilo que um dia nos machucou.

Talvez a verdadeira riqueza não esteja naquilo que conseguimos acumular, mas naquilo que conseguimos multiplicar.

Porque as coisas que guardamos terminam ficando para trás.

As coisas que compartilhamos continuam circulando.

O dinheiro pode mudar de mãos, os objetos podem mudar de dono, os títulos podem perder o brilho.

Mas aquilo que despertamos nas pessoas — um pensamento, uma coragem, um sorriso, uma esperança — pode continuar existindo muito depois de nossa passagem.

No final das contas, talvez viver seja exatamente isso: consumir o mundo com mais consciência e devolvê-lo um pouco melhor do que o encontramos.

Somos feitos do que recebemos, mas também do que devolvemos.

E, quando tudo o que juntamos deixar de nos pertencer, talvez reste apenas aquilo que fomos capazes de espalhar.

Desculpem-me por não poder ajudá-los a Romantizar a Separação; estou muito ocupado com a Normalização das mulheres poderem continuar Vivas depois dela.


Há separações que encerram uma história…


E há homens que, incapazes de aceitar o fim, transformam o término em uma guerra.


Talvez precisemos parar de romantizar frases como “se ela não for minha, não será de mais ninguém”, “ela acabou comigo” ou “eu fiz tudo por ela”.


Não há romantismo quando o amor se transforma em posse, quando o ciúme se apresenta como prova de sentimento ou quando a rejeição é tratada como uma ofensa que precisa ser vingada.


Separar-se deveria ser apenas isso: separar-se.


Não deveria exigir coragem para sair, medo de ser perseguida, mudança de rotina, bloqueios, medidas de proteção ou a preocupação constante de que o ex-parceiro não aceite que a relação terminou.


Uma mulher não deve precisar convencer ninguém de que tem o direito de ir embora.


Ela não precisa oferecer uma última conversa.


Não precisa permanecer disponível para aliviar a frustração de quem não aceita o fim.


Não precisa justificar cada passo depois da separação.


E, principalmente, não precisa pagar com a própria vida pelo simples direito de dizer“acabou”.


Precisamos normalizar algo que jamais deveria ter deixado de ser óbvio: mulheres continuam pertencendo a si mesmas após um relacionamento.


Continuam livres.


Continuam donas dos próprios corpos, das próprias escolhas, dos próprios caminhos e, sobretudo, do direito de reconstruir a própria vida.


Romantizar a separação é muito fácil quando se olha para ela como roteiro de filme ou novela.


Difícil é encarar aquilo que acontece quando o amor termina e alguém decide que o outro não tem o direito de seguir em frente.


Por isso, talvez seja hora de trocar algumas narrativas.


Menos: “ele a amava demais”.


Mais: “ele precisava respeitar o fim.”


Menos: “ela destruiu o coração dele”.


Mais: “a dor não dá a ninguém o direito de destruir outra pessoa.”


Menos histórias sobre os homens inconformados com a perda.


Mais atenção à mulher que só queria continuar viva após dizer não.


Porque terminar um relacionamento não deveria ser um ato de coragem.


Deveria ser apenas uma escolha.


E nenhuma mulher deveria precisar sobreviver para provar que teve o direito de fazê-la.

⁠Se não formos Cautelosos com o que Consumimos, nos transformarão num Amontoado daquilo que nem sequer existiu.


Há uma espécie de Servidão Moderna que não exige Correntes, apenas Distração.


Não nos ordena diretamente o que pensar; oferece-nos, incessantemente, aquilo sobre o que devemos pensar.


E, pouco a pouco, o pensamento deixa de ser uma atividade do espírito para tornar-se apenas o reflexo daquilo que recebemos.


Kant talvez nos lembrasse que a Maioridade Intelectual começa quando ousamos recorrer à própria razão.


Não basta possuir uma consciência; é preciso exercê-la.


Não basta ter opiniões; é preciso saber por que as temos.


Entre aquilo que nos chega aos olhos e ouvidos e aquilo que admitimos como verdadeiro, deveria existir o intervalo indispensável da reflexão.


Consumimos notícias, imagens, discursos, indignações, certezas e versões dos fatos numa velocidade que frequentemente não permite ao juízo respirar.


E, quando não examinamos o que recebemos, nos arriscamos a confundir informação com conhecimento, repetição com verdade e convicção com pensamento.


O perigo maior, entretanto, talvez não esteja na mentira evidente, mas naquilo que nunca existiu e, ainda assim, passa a ocupar espaço em nós.


Uma Realidade Fabricada pode tornar-se — psicologicamente — verdadeira quando repetida o bastante.


Podemos chegar ao ponto de defender acontecimentos que não testemunhamos, combater inimigos que não conhecemos e sustentar certezas que jamais submetemos ao tribunal da razão.


É assim que o indivíduo deixa de ser Autor do próprio pensamento e se converte em arquivo das ideias alheias.


Pensar, nesse sentido, é também resistir.


É interromper o fluxo.


É perguntar: quem disse?


Com que fundamento?


O que estou deixando de considerar?


Eu realmente concluí isso ou apenas fui conduzido a concluir?


A autonomia não significa desconfiar de tudo — isso é Ceticismo Apaixonado —, mas não entregar a ninguém o direito de pensar por nós.


Significa conservar a faculdade de julgar, inclusive quando a multidão já decidiu.


Significa compreender que liberdade não é apenas poder escolher entre aquilo que nos oferecem, mas possuir lucidez suficiente para questionar o próprio cardápio.


Talvez uma das formas mais discretas de Alienação seja justamente esta: consumir tanto conteúdo que já não sabemos distinguir o que pensamos daquilo que apenas lembramos ter visto ou ouvido.


Por isso, talvez seja necessário recuperar uma virtude quase esquecida: a cautela diante do que entra em nossa consciência.


Porque aquilo que consumimos não permanece do lado de fora.


As ideias repetidas moldam nossas categorias; as narrativas que aceitamos orientam nossos julgamentos; aquilo a que prestamos atenção participa, silenciosamente, da construção de quem somos.


E há uma diferença fundamental entre ser Informado e ser Formado.


O primeiro pode acontecer por acumulação.


O segundo exige discernimento.


No fim, a verdadeira liberdade talvez comece quando deixamos de perguntar apenas “o que estão dizendo?”


E passamos a perguntar:


“Por quais razões eu devo acreditar nisso?”


É nessa pequena distância entre o estímulo e o juízo que a Autonomia Humana encontra seu último abrigo.

⁠Quem
não me lê
enquanto estou quente, pode até me julgar um louco.


Há Pensamentos que só podem ser compreendidos no instante em que atravessam nossa alma.


Depois que esfriam, parecem exagerados, desproporcionais, quase estranhos ao próprio sujeito que os pensou.


É que a Razão, quando chega depois da tempestade, costuma encontrar apenas os destroços — e muito raramente consegue reconstruir o céu que existia antes.


Quem me lê apenas depois, talvez encontre palavras duras demais onde antes havia urgência; contradições onde havia conflito; intensidade onde havia ferida.


Pode até concluir que enlouqueci.


Mas talvez eu apenas estivesse vivendo, naquele instante, aquilo que agora parece absurdo porque já não queima.


Existe uma injustiça em julgar o incêndio pela fotografia das cinzas.


A fotografia registra apenas o que restou, mas não explica o fogo.


Somos frequentemente avaliados pela versão fria de nós mesmos.


Esperam que sejamos ponderados enquanto sentimos, silenciosos enquanto doemos, razoáveis enquanto tudo dentro de nós pede passagem.


Como se a lucidez exigisse ausência de paixão.


Como se pensar fosse incompatível com sentir profundamente.


Mas há uma lucidez que só aparece no calor.


Não aquela que grita para ter razão, mas aquela que se recusa a fingir indiferença.


Aquela que, mesmo desorganizada pela emoção, tenta dizer o que não conseguiria dizer em estado de completa anestesia.


Talvez por isso algumas pessoas pareçam loucas quando estão quentes e sábias quando estão frias.


Não porque tenham mudado completamente, mas porque o tempo alterou a temperatura daquilo que sentiam.


E talvez seja justamente aí que devêssemos ter mais cuidado.


Antes de julgar alguém pelo que disse no calor do momento, talvez fosse necessário perguntar: o que estava queimando para que essas palavras precisassem existir?


Porque nem toda explosão de pensamentos nasce da loucura.


Às vezes, é apenas uma verdade que ficou tempo demais abafada.

Uma fã me disse,
que as moças preferem os mais velhos, não soube explicar,
só soube se declarar,
não sabe ela,
que meu coração,
não pode ser dela!

"Quem não consegue ver o que é precioso na vida nunca será feliz."

Inserida por biancavasconcelos

Não tenho para pessoas indecisas.

Inserida por aleynem

- Saber o que me irrita?
- Não. O que?
- Gente acomodada!

Inserida por aleynem

O importante não é ser. É tentar!

Inserida por aleynem

A gente luta pra alcançar um objetivo e quando alcançamos não podemos parar de lutar por ele.

Inserida por gusmazza

Não acho que a política seja cruel. Acredito que pessoas cruéis se utilizam da política para justificar seus atos.

Inserida por mariastar

Na minha Vida,não busco atraso, busco adianto;
Busco Paz pra todos do começo ao fim do ano.''

Inserida por RastaelShivaya

Todo mundo merece uma segunda chance, mas não para os mesmos erros.

Inserida por julianarocha20

Ninguém ama se nao for tentado a odiar...

Inserida por julianarocha20

Sou simples para quem não me conhece. Sou forte como ninguém imagina. Sou louco como só meus amigos sabem

Inserida por MattMaaXD

Não há conspiração capaz de prejudicar quem Deus protege. Não se queixe de Deus; se achar necessario, queixe-se a Ele e deixe-o cuidar de você.

Inserida por julianarocha20

Adoração não é só musica: Tem a ver com a nossa atitude diaria.

Inserida por julianarocha20

Tudo tem um tempo determinado, e o tempo de Deus nas nossas vidas, não é como determinamos que seja.

Inserida por julianarocha20