Nao Gosto do que Vejo
Sou um eviterno vagabundo,
nesta vida consumida pelo medo;
olho prá vida vejo um tecto moribundo
cheio de restos, de prisão e de degredo.
Apalpo os dias que me passam ao redor,
com a vontade que me dá o velho tacto;
provo premissas sem tempero e sem sabor,
feitas de um rosto macilento e abstracto.
Neste percurso sinuoso aos solavancos,
nesses atalhos procriados nos invernos,
passo barreiras rodeadas por barrancos,
pelas ombreiras lá dos quintos dos infernos.
Fiz-me um ser errante, emaranhado,
deambulando pela dita paz no mundo;
sou fora daqui, sou de outro lado...
Sou um eviterno vagabundo!
Olhando para o céu, durante o luar,
Vejo o brilho das estrelas refletindo no mar.
Lembro do seu sorriso e começo a pensar:
Como tive tanta sorte em te encontrar?
Um cara sem graça conseguiu te impressionar?
Lembro do seu sorriso ao me olhar.
Me diga, Beatriz, como me ensinou a amar?
Sem você, tudo em mim iria desabar.
Volto a olhar para o mar e sigo a pensar:
Meu motivo de luta é te recompensar.
A alegria que me traz não consigo descrever,
E nem todo poema precisa rimar.
Mergulho no mar e penso: apagarei este poema quando voltar,
E você continuará me achando frio e sem sentimentos,
Sem saber que, por você, eu poderia até matar.
Você me completa, você me faz bem;
Para te ver feliz, eu faria tudo o que convém.
Talvez eu seja tosco, talvez um babaca,
Mas se pudesse, te protegeria de tudo que te ataca,
Te livraria dos pensamentos ruins.
Falando nisso, quando parei de falar do mar?
Era tudo pretexto para rimar com amar.
Pois o mar é pequeno comparado a você.
Droga, parei novamente de rimar...
“Vejo a grandeza de Deus em cada detalhe que meus olhos contemplam…desde a flor que desabrocha até o lilás desse céu… tudo perfeição divina para minha eterna gratidão!!!”
Silvânia Alves Saffhill✨
Estou chegando ao fim!
Vejo luz… um tombo surdo
Despedaçando-me
renascimento quebrando a casca velha na umidade
Que agora só faz cócegas
"Vou te emprestar meus olhos pra você vê a coisa mais linda que eu vejo quando você sorri." SORRIA... (Anônimo)
Por que mentis pra mim?
Através dos olhos, te vejo desnuda. Encorporo o teu Sentir..
Somos Um, em consciência.
A ponte que nos liga, é o 💙.
Sabe, aquele que faz: TUM-TUM...
Separados, somos presa fácil!
Unidos, nos tornamos o
"andrógino perfeito".
O anjo...
"Há duas belezas na poesia:
a que todo mundo vê
e a que eu vejo.
Na primeira, o belo é a rima.
Na segunda, a minha sobrevivência".
Você
Em teus cachos vejo o mar,
Ondas leves a me levar,
Em cada curva, um sussurrar,
Um doce convite pra me apaixonar.
Teus olhos são mel em fim de tarde,
Brilhando suaves, aquecendo a alma,
Um brilho sereno, uma doce saudade,
Que acalma, envolve e rouba a calma.
Há no teu olhar um mistério suave,
Um porto seguro, um lar, um abrigo,
E me perco inteiro nesse mar de coragem,
Onde o amor é brisa e me faz teu amigo.
Cabelos que dançam, olhos que encantam,
E no silêncio, te sinto tão perto,
És o poema que o coração canta,
E o meu querer sempre tão certo.
Te declaro em versos, sem medo, sem fim,
Com palavras que ecoam dentro de mim,
És a beleza simples, o encanto fiel,
Menino de cachos e olhos de mel.
Mesquinhez
Vejo em nos uma felicidade,
os sorrisos cintilantes,
vossas risadas estridentes
e todas as lindas roupas,
também comentários bem-intencionados.
Porém, vejo o vosso abandono indiferente,
e as tristezas alarmantes
a falta frígida que nos toca,
que nos paralisa diante
de todos os sorrisos intrépidos
comentários falsos,
e risadas provocantes.
e nossas roupas pomposas e ridículas,
e até hoje a única coisa que não consegui perceber
é por que nos queremos tanto ser como “eles”.
Vejo a aurora boreal
Como brilha ela
Trás o universo pra dentro do globo
Magia
Beleza Harmonia
Reflitir precisa
A vida é curtinha
O corpo cança
Difícil manter vibração alta
O meio é só ruindade
Poucos despertos
Muitos buscando ouro e prata
Preferem estar cegos
Vejo beleza nos detalhes simples:o aroma do café fresco, a suave carícia da brisa no fim da tarde, e nas risadas inocentes, despretensiosas.
Andando em meio aos cacos,
Com vista embaçada,
O coração perfurado,
Ainda assim vejo flor.
As pernas cansadas
Olhos inchados
Pés perfurados
Ainda sim vejo flor.
Ver flor é o que faz ainda ter sentido,
Ver flor trás vida ao mundo ambíguo.
Nos teus olhos, eu me vejo
Muito antes de te conhecer, eu já me via com você
A sua voz nos meus ouvidos parece ser um sonho familiar
O teu olhar me fascina, me deixa suada
No teu olhar existe o fogo que faz arder e acelerar o meu coração
Os teus olhos me chama.
*O GRANDE SEGREDO*
Hoje vejo o quanto fui feliz por passar as privações e provações da minha infância ao me submeter às idiossincrasias do meu pai, no arremedo daquelas do vovô que ele destilava; eu tive a humildade e a paciência de arriscar na força do meu amor por ele; ao contrário de buscar as coisas na experiência do mundo, eu mirei ele; e no vovô; me auto-cooptei e aprendi com as porradas do meu velho; ... certamente que houve dia em que eu me rebelei contra ele... mas só na brevitude da volatilidade da ira; daquela loucura breve; que a vera era o fulgor das minhas ansiedades... Hoje, velho, vejo que acertei... por mais que tenha sofrido a vida que O Meu Deus me deu, até agora, na verdade, fui feliz... Jamais me arrependerei de minha opção... Descobri recentemente que na verdade eu escolhi o amor; o amor de amar o papai sem condição e sem filtro: só amá-lo... Aprendi com ele a amar às pessoas, pouco importando o que elas me deem. Daí sinto que a felicidade de viver é amar, de forma incondicional e sem esperar nada, nem ficar de pires na mão... porque quase ninguém da nada; amar e pronto... amar e amar.. Dâne-se quem não me retribuir e não souber fazer isso...
Aprendi com o papai e com tudo que ele me disse do vovô, que eu não tive...(te amo vovô)...
Aprender sem ver, sentir sem passar, ouvir e inteligir o amor que recebi... Grosso, mal educado, mas protetivo e sincero...
Aprendi certas coisas sem passar, mas fiz a leitura da dor no livro do coração que ele abriu pra mim. Quiça tantos que buscam nesse mundo se permitam fazer uma pequena fração do que fiz... Ler o coração daquele que se dispôs a amar;... amar de verdade, seja como pai, filho, avô, amigo...
Um livro aberto no coração...
(Victor Antunes)
Vejo por onde andas, sei que queres, escuto seus passos.. Vulgar es tu! Sempre rodiado(a) por belos olhares. Es refém da própria imagem. Uma cópia barata, distante do real sentido de existência
Num sopro de primavera
A primavera chegando,
E as flores a cair
Dentro de mim vejo
Uma chama surgir
Uma loucura de
Sentimentos
Que se vem e vão
Como o vento
Talvez já não sejam
Os mesmos ventos
Mas os meus sentimentos
Permanecem por dentro
Já não estamos na
Mesma estação,
E a seu respeito eu também
Não tenho a mesma visão...
