Nao Gosto do que Vejo
Nesse vazio do esquecimento
Entrelaçado sobre a luz das estrelas
Vejo o brilho de um luar
Abro os olhos lentamente
Logo enxergo que estou deitado
Em seus braços
Envolvidos por uma leve luz
Que aquece meu coração
Com uma chama espiritual
Que queima minhas lembranças apagando minhas mágoas
Evaporando minhas lágrimas
E trazendo conforto onde era impossível sentir
Tal sentimento de fé
Que me mantém vivo
Me transformando em um novo ser
Onde sinto que posso
Flutuar entre mundos
Quebrando barreiras
E abrindo caminhos
Nunca antes traçados
Por nem um ser vivente
Neste Universo
Obscuro e sem fim..
Aonde quer que eu vá vejo a beleza das paisagens e a tristeza dos olhares...
Nasce a vontade de mudar está realidade, mas como fazer isto se eu também sou um poço de defeitos?
Sentada frente essas roupas, eu vejo o tempo passar. Eu tenho tanto pra dizer, tanto pra falar.
Me assusta a velocidade do tempo. Me assusta ver que estou envelhecendo. Fecho os olhos, vejo a morte. Eu vou morrer sem ter vivido. Eu sinto que vou morrer sem ter desfrutado daquele beijo, daquele corpo, daquela pele, do paraíso... Eu preciso mudar as coisas, preciso quebrar a monotonia de viver todos os dias iguais uns aos outros. Preciso mudar essa droga de vida, mas não posso largar tudo o que se foi conquistado pra ficar fazendo nada. Eu preciso sair dessa cidade, mas não sei pra onde, não tenho como, não tenho grana. Trabalha! Trabalhar não é tão simples. Eu só queria viver todos os dias dormindo, bebendo, com alguém me sustentando. E eu não vejo a hora de envelhecer e viver apenas de minhas memórias, minha vodca e meu cigarro. Viver esperando o fim, lembrando do início.
Vejo alguns reclamando de saudades da vida simples. Ela nunca deixou de existir.
Na verdade a necessidade de sobrevivência, tornou a simplicidade em praticidade. Hoje a praticidade, torna a vida tão simples.
Vejo sua beleza
Escrevo entre estrelas , releitiarei as belezas que sinto ao ver-ti, pela primeira vez ao acordar:
Deslumbrante, sua beleza com um despertar de um abrir dos olhos viste que estava a acordar de tal esplendor meu coração palpita ao imaginar que somente, este seu olhar ficara aos meus olhos , com o caulim de desejo a te acariciar refrescadamente com sua voz doce e suave me acalma trazendo as sensação de um ca ir de uma noite serena com a beleza sem ver , com teus cabelos deslumbrantes ao acariciar meu rosto sobre eles: ao teu de beijos dentre seu rosto me perdi nas belezas exuberantes de téu corpo ao tocar em tamanha beleza e me Renderei, aos seus desejos me sucumbir em delírio e realidade , me esquecendo que vivencio as horas e começo a contar os segundos de minha paixão ao seu relento de tua presença .
Mais liberdade em falar com vossos ouvidos e ouvirtiei com amor e carinho sem questionar. O relento dos timbres e me reclamando ao seu poder.
Tocaste em minha pele com seu corpo me entrelaçados e nos tornando um so : 'com sua suavidade de um bebe me dês-liso pelo seu corpo o beijando delicadamente , olhando em seus olhos me per-do em tantos detalhes de um corpo de tão belas que es , "me sujeitando a falar que ex a obra prima mais bela da terra perante meus olhos , me sujeitando a lhe. Beijar" esqueci de min para estar ao relento de teus braços e pensamentos , somente pensaste no teu amor , o quanto voz sentirei por ti . (guartiei vossos amor para ti e lhe aguardarei em minhas preces , lhe desejando em pensamento e me sucumbido aos desejos )
-Mas esquecerei voz de teu único amor .
Já mais lhe deixarei !!!
Pos amartiei ate meu coração o parar e lhe permitirei todo meu carinho aos seus olhos e ouvido. E meus prazeres. Es estar ao teu lado lhe fazendo feliz e lhe mostrando m amor ao seu , e lhe demonstrar dia a dia ate os com fins , ao infinito nao queres falar nada para min quando estou contigo meu amor nao teras fim.
O Paradoxo do tempo
Aprisionado em um complexo ensino.
Vejo que conclusões tomadas sobre incertezas, podem e devem sofrer impugnação.
Desde minha mocidade encontro tal conclusão - O tempo é fragmentado em 3 pilares;
São eles:
- O ontem, ausente de presença, que nos deixa apenas lembranças de seus ocorridos, muitos, tão
distantes que podemos somente comentar e permitir que nossa mente reconstitua nota por nota
de uma verdadeira ópera de mazelas sociais.
A única Probatória que possuímos é que este tempo, nunca mais irá retornar.
- O amanhã. Aterrador para muitos, Aliciante para outros. Poderoso, capaz de nos deixar esperançosos.
Seu chegar é contundente e irrefutável. Fazendo pairar sobre nossas conclusões, uma nuvem titubeante.
Muito influente em nossas decisões no presente.
Faltando mencionar apenas, sobre o Hoje. É nele que passamos todo nosso tempo. É nele,
que aprendemos e lecionamos, é nele, que acertamos e erramos, é nele. Dentro de uma singela palavra,
estão guardadas histórias e estórias de uma nação.
O ontem, não volta mais.
O amanhã, nunca existiu.
Se aguardares o badalar das 23:59, o ultimo suspiro de um dia, o amanhã já bate na porta. Então, às 00:00
o que deveria ser o amanhã. Se torna o hoje. O amanhã nunca chega. Ele possui somente uma oportunidade
por dia, e quando essa oportunidade aparece, o hoje a toma. E então o hoje se mantem em um loop infinito.
Estamos presos em um paradoxo do tempo, só temos o hoje para viver.
''Quando ando pelas ruas, vejo muitos lugares; lugares onde muitos $K8 nunca imaginaram andar. Alguns desses lugares me desafiam, se não os aceito; volto pra casa incompleto.''
O cego e a guitarra
O ruído vário da rua
Passa alto por mim que sigo.
Vejo: cada coisa é sua
Oiço: cada som é consigo.
Sou como a praia a que invade
Um mar que torna a descer.
Ah, nisto tudo a verdade
É só eu ter que morrer.
Depois de eu cessar, o ruído.
Não, não ajusto nada
Ao meu conceito perdido
Como uma flor na estrada.
Cheguei à janela
Porque ouvi cantar.
É um cego e a guitarra
Que estão a chorar.
Ambos fazem pena,
São uma coisa só
Que anda pelo mundo
A fazer ter dó.
Eu também sou um cego
Cantando na estrada,
A estrada é maior
E não peço nada.
Do livro "Fernando Pessoa - Obra poética - Volume único", Cia. José Aguilar Editora, Rio de Janeiro (RJ), 1972, págs 542/543. (Fonte: Projeto Releituras)
Te vejo ao longe
Ao longe te observo
Tão pensante
Penso, dou-me esse direito
fantasia, que pensas em mim...
E me entrego à ilusão
Tua figura máscula
Cheiras à âmbar e tabaco
Atiças minha feminilidade
Aflora o meu libido
Tu, homem, bandido...
Quero-o !
...E tu pensas
Flutuas dentro de si
Melancolicamente
Quase poeticamente
E eu, teço versos
Pensando
em ti.
E apesar
da tua distância
do teu distanciamento,
trago-o para junto de mim...
Vejo pessoas sofrendo pela fome
Vejo a esperança sangrando na fonte
Vejo um ciclo interrompido pela força
Vejo inocentes enviados à forca
O mundo assiste a tudo, estarrecido
E o povo humilde chora, entristecido
Pois a sua voz foi silenciada
E sua defesa impossibilitada
Tudo está sendo realizado
Para que a sangria prossiga
Tudo feito de caso pensado
Para esconder toda intriga
Tey
Quando vejo toda sua beleza, tenho a certeza que o meu coração com a certeza de uma distante da humilhação de um mundo infeliz, bate feliz por estar ao teu lado, diferenciado de estar sozinho num caminho longo e ardente com um céu de estrelas cadentes, que realizam um desejo, talvez um beijo de sua linda boca.
Acho um desperdício colocar o peito na zona mortífera do conforto, vejo como fatídico o cotidiano da monotonia. Me aprofundo no horizonte das possibilidades. Gosto do recesso e da ressaca, sou intensa. Uso o crachá da liberdade, visto a camisa do emocional, levanto a plaquinha do viver, coleciono fotos e interpreto olhares. Vejo o mundo da minha janela particular
