Nao Gosto do que Vejo
Quando eu olho para o meu passado, vejo a imagem da menina que um dia eu fui. Quando eu olho para o meu presente, vejo a realidade da mulher que me tornei.
[...] Quando o vejo perco o foco. Nada é compreensível. Tudo fica apertado demais. A vista embaça, as cores vão ficando desfiguradas, sem forma, sem efeito. Uma ingênua excitação toma conta de mim. Meu coração bate em desordem. Minha concentração fica justa. Pernas bambas. Saliva pesada que quase não se consegue engolir. Coisas fora do comum. Sentimentos contrito. O amargo é doce demais. O azedo é puro sal. Uma confusão que treme. Uma paciência que se perde. A presença dele me causa toda essa graça
estranha. Ele me faz perder o controle de mim mesma. Ele me faz ser louca... E do mesmo tanto que me faz ser louca, me faz ser burra. Pois nem lúcida consigo mais ordenar minha loucura.
Como me sinto fraco, vulnerável e aberto por todos os lados ao espanto, quando me vejo diante de pessoas que não falam por falar e que estão sempre dispostas a confirmar pela acção o que dizem por palavras!... Mas existirão mesmo pessoas assim? Não me consideraram mesmo a mim como um homem firme?
A máscara é tudo. Tenho de confessar, no entanto, que os temo - e haverá algo de mais aviltante do que o medo? O homem mais forte por natureza torna-se um poltrão, se as suas ideias forem flutuantes - e o sangue-frio, a primeira das nossas defesas, deriva apenas do facto de uma alma já endurecida pela experiência não poder ser colhida de surpresa. Bem sei que esta minha determinação é ambiciosa, mas ir inisitindo nela apesar de tudo é já meio caminho andado.
Fico profundamente angustiada quando vejo os povos indígenas serem expulsos de suas terras tradicionais. Gostaria de ver essa "ditadura velada" que se tornou o nosso país fazer justiça a esses povos tão valorosos e essenciais para a vida de todos, pois eles nos ensinam o que é uma verdadeira nação. Eles, sim, sabem reconhecer a importância da terra onde nasceram; sabem valorizar os recursos de que dispõem sem desperdiçá-los; sabem valorizar a convivência em grupo; sabem contemplar a beleza natural de todas as coisas; sabem respeitar as tradições coletivas e preservar o legado de seus antepassados; sabem viver em unidade e em comunhão com Deus. Eles têm muito a nos ensinar, uma vez que mal valorizamos o chão onde pisamos, mal contemplamos as belezas naturais que ainda nos cercam.
Será que meus irmãos indígenas só conseguirão um pouco de terra quando forem sepultados?
Aprendi que sozinha o horizonte fica muito mais extenso em cada dimensão que eu vejo dentro de mim. Sozinha eu aprendi tanta, mas tanta coisa que me tornei egoísta o bastante para não querer dividir isso com alguém. Aprendi no meu jeito errante uma terrível verdade que sempre quis evitar, não consigo ser de ninguém, não consigo me contentar com as coisas e pessoas. Não quero nada que me cheire à meras ilusões, não quero me arriscar por ninguém. Aprendi tanta coisa que ainda não sei de nada, ainda me iludo com as bobagens da vida, com as simples alegrias, debaixo de todo esse meu escudo ainda deve existir uma mulher com sentimentos livres. Tem que existir.
Só fiquei velha demais, de tanto que minha alma sofreu.
Quando busco um sorriso é o teu que vejo
quando lembro uma música é você que toca,
quando me sinto triste é saudade de tu
quando me olho e não me encontro é que sei
que te perdi !
E olho para o mar....
e sinto o mar.
Vejo suas águas bailando.
Verdadeiras bailarinas.
E sonho com meu marinheiro...
que ainda irá voltar.
E sonho!
E espero..
.e vejo esperanças,
escritas nas
saias rodadas das ondas.
Que banham meus pés.
E acariciam minha alma.
Elas me apaziguam.
Sabem que me completo,
com meu doce marinheiro.
De roupa branca,
a caráter.
Que logo irá,
em seus braços me tomar.
Venha logo marinheiro...
deixa as ondas lhe trazer,
e me deixa navegar
em seu corpo,
banhado de sol,
de mar,
de vento e de natureza.
Me deixa sonhar.
É nesse mar,
que encontro o amor.
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Sigo pela vida observando mais e pronunciando menos .
Tirei a ilusão da estrada e assim vejo melhor quem é quem e a importância que cada um exerce em minha vida.
O que sobrou eu simplesmente relevo .
Buscando sempre a paz como combustível pro dia a dia .
No momento me encontro em construção .
Evidenciando em mim sentimentos que revelam minha verdadeira essência como ser humano , independente de cicatrizes do passado .
Essas já foram entregue ao tempo .
Agora o que me importa é estar bem , comigo e com o Universo .
Abro a janela e o que vejo é apenas o imundo e todo mundo vê. Vou ao espelho procurando pelo oposto desse mundo que o imundo vê. Levando um muro forte, um muro frio, algo que me possa defender de um vil... E o sol me traz você, vontade de viver, mas vejo escurecer... E nessa solidão, no fim dessa canção, espero amanhecer e já não ser assim...
Minha memória é um rio caudaloso
Onde, às vezes, eu me vejo submersa,
Afogada, asfixiada.
É um rio de torrentes que me arrasta
E me joga de um lado para outro,
Contra rostos, mãos, casas, esperanças,
Idéias, planos, ruas, despedidas,
Montes, mares, angústias e caminhos,
Pernas, pés, praias, solidão...
Estendo as mãos, as margens longe...
E vou me debatendo
Até que a voz do tempo
E o correr dos dias
Me salvem de mim mesma
E me coloquem outra vez
Nas margens tranqüilas do esquecer.
O que eu vejo quando leio alguns post de "profissionalismo" e "empreendedorismo" é que tudo que foi ensinado e tínhamos como cultura já não vale mais e tudo para ser sempre o inverso.
Agora se todos começarem a fazer igual? Ai me pergunto para onde iriamos?
É,eu pensava que tinha o tal coração de pedra, mas vejo a cada dia que sou ser humano limitado e que sofre como todos, ou como a maioria!
Acredito que te encontrando expandi meus horizontes. Já me vejo além do sol e distante da lua. Perdido por aí... Talvez na tua rua.
