Nao Existe o Belo e o Feio
Um belo lugar
Havia uns sons dentro de mim, fazendo um burburinho, era meu coração batendo as asas, querendo voar. Voar para um lugar sereno, com ares suaves. Onde eu pudesse abraçar a natureza, conversar com ela, contar todas as minhas aflições. Na verdade, eu desejaria sentar-me num balanço em um jardim florido, admirando o encanto daquele lugar.
No surgir das manhãs, quando o sol ensaia-se seus primeiros passos lá por trás das montanhas, eu cantaria junto aos pássaros, uma melodia alegre. Daria bom dia ao majestoso astro rei, que nos ilumina no alvorecer das manhãs e, no crepúsculo quando ele dá adeus ao dia, com todo seu charme, com sua luz intensa.
Eu faria uma festa todos os dias, chamaria as pessoas queridas e dividiria a paz daquele lugar, onde a natureza ainda respira um ar puro, onde os animais não são agredidos, e a gente consegue ser feliz apenas sentindo a presença de Deus e os sons das suas palavras ecoadas no coração. Admirando o sorriso das pessoas que amamos, semeando a paz, vivendo a vida, sentindo o doce sabor da felicidade, sem presa, sem perturbações.
Se por acaso, esse lugar existir eu desejaria passar pelo menos uns dias. Sentindo a real presença do amor, trazendo calmaria, transmitindo o verdadeiro sentido de viver, de se doar, de ser feliz, amando as pessoas com o coração, sem hipocrisia, sem medo de se jogar na vida. E quando eu volta-se à realidade, eu estaria com alma limpa, totalmente livre de qualquer dor e totalmente abastecida de felicidade e amor divino.
Por uma educação poética
Em seu poema "Belo Belo", publicado na obra Lira dos cinqüent'anos, o poeta Manuel Bandeira dispara: "Não quero amar,/Não quero ser amado./Não quero combater,/Não quero ser soldado/. - Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples/. Por meio do discurso dessa autoridade incontestável da seara das letras, impregnado de uma sabedoria que a maioria de nós busca alcançar, nos sentimos propensos a refletir sobre a grandeza existente nas coisas singelas e a forma como elas conduzem nossos corações e mentes para o caminho do que é realmente importante à existência humana. Possibilitar essa visão apurada da vida é contribuir para o entendimento de que a felicidade é composta pelas ações e sensações presentes nas coisas mais corriqueiras. Esse aprendizado deve ser, ou pelo menos deveria, um dos objetivos primeiros da educação. Nas disciplinas do currículo regular, na abordagem dos temas transversais, nas numerosas atividades que devem configurar o ano letivo das escolas - semanas culturais, gincanas, passeios, comemorações cívicas -, é necessário que os educadores propiciem aos seus aprendizes a consciência do que é o bem, o bom e o belo. Até porque essa tríade, capaz de dotar o espírito e a mente humana do viço e da energia essenciais à edificação de ideais nobres, cria um círculo virtuoso fundamental à convivência social pacífica, ao desenvolvimento do caráter ético e ao fortalecimento de valores como: honestidade, lealdade, respeito, civilidade, fraternidade, solidariedade e senso de justiça. Essas e tantas outras percepções e virtudes provêm do aprendizado adquirido na família e também das influências recebidas pelo meio. É aí que entra o papel da escola e o trabalho sensível dos educadores. Mestres são também maestros. Regentes cuja missão é ensinar aos músicos/aprendizes a ler as partituras da vida equilibrando razão e emoção, competência técnica e amor. Para isso, há que se despertar os educandos para o singelo, para a verdade e para a beleza essencial de todas as coisas. Em seus versos irretocáveis, Manuel Bandeira sintetiza parte dos conceitos filosóficos descritos por Platão a respeito do belo, tanto em seu texto Fedro, quanto em República. No primeiro, o filósofo nos diz: " (...) na beleza e no amor que ela suscita, o homem encontra o ponto de partida para a recordação ou a contemplação das substâncias ideais". Já em sua República, Platão compara o bem ao Sol, que dá aos objetos não apenas a possibilidade de serem vistos, como também a de serem gerados, de crescerem e de nutrir-se. O pensamento filosófico e a poesia não oferecem mapas ou guias para a felicidade. Muito melhor do que isso, apontam caminhos para que possamos ter o prazer de encontrá-la pelos nossos próprios esforços. Assim deve ocorrer também com a educação, cujo compromisso maior precisa ser o de proporcionar escolhas, opções de rota, além de fornecer aos seres em formação os instrumentos básicos para as suas jornadas pessoais. Mestres e aprendizes têm de compartilhar a fascinante aventura da troca e da descoberta, de modo que, juntos, ampliem a capacidade de olhar as paisagens da vida com os olhos de ver... Carlos Drummond de Andrade - outro mestre sagrado da poesia - já falava sobre isso em seu belíssimo poema "A flor e a náusea", do livro A rosa do povo: "Uma flor nasceu na rua!/(...)Uma flor ainda desbotada/ilude a polícia, rompe o asfalto./Façam completo silêncio, paralisem os negócios,/garanto que uma flor nasceu./(...)É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio/." Essa visão privilegiada dos poeta, dos grandes visionários e filósofos tem de estar no cerne das propostas educacionais. Seja nas instituições de ensino superior, seja nas escolas da rede pública ou privada, nos colégios da periferia, quiosques, cabanas e ocas em que a educação transcende as carências de infra-estrutura física e material e se dá por meio do altruísmo de milhares de mestres que habitam os mais variados rincões do País.... É preciso utilizar uma pedagogia que revele o bom, o bem e o belo em sua essência primeva. No ensaio "Inquietudes na poesia de Drummond", do livro Vários Escritos, o professor Antonio Candido discorre sobre o que chama de "função redentora da poesia". É esse o alerta e o norte necessário à educação de excelência. No dia-a-dia da sala de aula, no vaivém do processo ensino-aprendizagem, no ritmo alucinante da busca pelo saber, é necessário encontrar um tempo para ler, reler e resgatar, enfim, os dizeres dos grandes filósofos e poetas, de modo que possamos nos educar e educar aos demais para olhar o asfalto e, ainda assim, poder enxergar a flor.
Publicado na Folha de S. Paulo
Aquele momento tinha tudo para ser belo. Para ser feliz. O céu estava cinza mas o ar estava maravilhoso.
O clima estava delicioso e cheirava a natureza.
E eu estava triste... porque aquilo significava um adeus.
Meu bem você plantou em mim uma árvore de paixão, és inigualavél ao meu louvor, por este seu belo e lindo olhar, do qual eu preciso como minha felecidade diária.
Olhe a sua volta, rodopie e veja que mundo belo é o mundo de sonhos. O mundo que dele faço parte e é parte de mim !
Moral da História
E tudo se torna mais belo por que somos mortais
por que todo momento pode ser o último
Tudo é mais bonito
por que estamos fadados a isso
Flores não serão mais lindas
do que agora
e podemos nunca mais
estar aqui
Viveremos felizes o hoje
e que o futuro seja sempre de Deus.
O amor é belo a paixão é linda esse nome de menina quem sera essa menina só deus sabe quem é essa linda, nunca ficara finda em nosso nome sera bem vinda, gente linda quem é essa linda não sei não sabera é segredo de luar!
Narciso era um jovem e belo rapaz que rejeitou a ninfa Eco, que desesperadamente o desejava. Como punição, foi amaldiçoado de forma a apaixonar-se incontrolavelmente por sua própria imagem refletida na água. Incapaz de levar a termos sua paixão, Narciso suicidou-se por afogamento.
Fecham-se as cortinas, aplausos e sussurros tomam conta do teatro, belo, maravilhoso, esplêndido, muito bom, são essas frases que se ouvem da coxia. E no camarim um palhaço limpa seu rosto após um espetáculo, junto à maquiagem sai também a farsa do sorriso largo que o mesmo carrega.
Andando pelas ruas, olha ao redor como se dissesse:
– Olha, sou eu, Miguel.
Mas ninguém o conhece. Suas rugas tomam conta do rosto num pensamento tristonho em saber que quando se pinta tira gargalhadas de todos que no GRAN CIRCO vão se divertir, mas ninguém ao menos o pergunta se é feliz, triste saber o que ninguém sabe: Sou palhaço sem querer.
Jardim de poesia.
No jardim mais belo nasce uma flor.
Flor que se faz poesia.
Poesia que se faz por amor.
No jardim mais belo nasce um amor."
Feliz Dia da Poesia 14/03 ♥
"É difícil falar do belo quando vemos sempre horror, é difícil falar de amor quando somos odiados, é difícil doar quando sempre nos roubam, é difícil perdoar quando não somos perdoados, é difícil calar quando se levantam injurias sobre nos. É assim que acreditamos. Mas quando olhamos exemplos de grandes pessoas que souberam não ver o difícil e se tornaram "pequenas", porque deixaram o horror, o ódio, o roubo e as injurias passar e neste momento baixaram suas cabeças em sinal de respeito e compreensão e sem questionar e debater seguiram seus caminhos felizes, perceberemos que tudo é uma questão de busca e postura"
As vezes, os dias parece nos castigar, mais em um belo dia, descobrimos que somos nós mesmos que temos nos castigado.
Pequeno girasol
Lá bem longe apareceu um belo girasol
todo arancado
Todo livrado
Com sede do amor
Com saudade da sua amiga flor
Com pena de voltar
A namorar com a apesonhar
