Não Esqueço Coisas que Vivi
Ferrovia da sabedoria.
Obedecendo a direção do meu olhar,
Esqueço de tudo e avanço,
Sem obstáculos eu compro uma passagem,
Passo pela catraca da ferroviária e vou para a estação,
Dizem por aí que essa ferrovia que irei percorrer não tem e nunca terá fim,
Escolho ficar no último vagão,
Por opção,
Sento-me na última poltrona,
E com exclusividade na lateral,
Abro a janela e respiro fundo,
Me aconchego e a locomotiva dá o seu Start,
Olho para os campos e as curvas que a paisagem me proporciona,
O trem é enorme e a máquina é potente,
O piloto e o copiloto são experientes,
Não tenho com que me preocupar,
Como passageiro nato,
Um fone de ouvido para ouvir uma canção,
E começo a refletir,
Quantas folhas desperdiçadas,
Quantas sementes jogadas ao léu,
Quantos frutos amadurecidos e caídos,
Pelo tempo,
Apodreceram e não percebi,
Que pena,
E não voltam mais,
De repente,
Um túnel a frente,
Instantaneamente uma escuridão,
Rendido pela poesia,
Me lembro das palavras que não precisava ouvir,
Me lembro de risos falsos que não precisava ver-los,
Me lembro das promessas que jamais se cumpriram,
Me lembro também de cada pecado cometido,
Moderado no meu silêncio naquela escuridão,
Me livrei de algumas regras impostas pela minha imaginação,
Fui colocando em ordens tudo que minha alma na vida gravou,
Decidi nessa inusitada viagem não me proibir de nada,
Uma leve filosofia me veio á mente,
Se eu mesmo me proibir de "Ser, Ouvir ,Viver e Sentir ?
Como posso saber o quê é melhor entre tudo que Ouço , Tudo que vivo. Tudo que Sinto e Tudo que Sou ?
Indeciso,
Parei,
Por alguns segundos veio-me um filme gravado e ele começou a me mostrar todos os meus dias vividos,
Quão belos dias!
Quão belos!
Uma decisão rústica tomei,
Passei vagão por vagão até chegar aos maquinistas,
E fiz um pedido a eles,
Pare.!
Pare por favor,
Pare,
Aqui eu desço,
Aqui eu fico,
Aqui eu me despeço e daqui eu sigo só,
Caso não me acham nessas trilhas,
É porque sobrevivi em outro lugar,
Mesmo que não me encontrem em todo esse território terrestre,
Entrem na fila e aguardem sua vez,
Lá no céu com certeza estarei,
Esperando cada um de vocês.....
Autor:Ricardo Melo .
O Poeta que Voa.
As vezes me esqueço do tempo, de olhar para frente. frente do espelho, meus olhos, meu corpo pesado cansado surrado ainda belo, por dentro talvez sem vida ainda espero, reagir em um momento... despertar, desabrochar para luz. acordar para vida viver sem medo, sorrir sem medo, ainda espero. c.m.
Ponha-se de pé. Você está me pedindo perdão? Eu não perdoo. Eu não esqueço.
A mais bela
Olhos poderoros, sem iguais.
Após os ver
não esqueço jamais.
São lindos, brilhantes…
qual pedra mais pura.
Qual diamantes.
Cabelos brilhantes, sedosos
aos quais deviar o olhar
não posso.
Dançam livres ao sopro do ar,
assim como as ondas
do mais belo mar.
Sorriso belo e iluminado,
assim como o sol que nasce
num encantador dourado.
Alegra e enfeitiça.
Obra genial
do mais célebre artista.
Lábios tenros, chocantes…
Seus movimentos? Estonteantes.
Beleza nobre, rara…
e tocá-los é ser levado
onde a magia não pára.
Atributos do mais belo anjo
e de elogiá-la
jamais me canso.
Qualidades? Existem mais.
E se as procuro
não cesso jamais.
Não me Esqueço -
Entre facas, entre espadas e punhais
corto este silêncio com o gume dos sentidos
e não me esqueço dos meus olhos diluídos
em terramotos, tempestades e vendavais.
Não me esqueço desse inferno que vivi
das angustias, dia-a-dia, que me deram
não me esqueço da mocidade que perdi
chorando por tudo o que um dia me fizeram.
Não me esqueço das palavras como espadas
não me esqueço de como em mim foram punhais
não me esqueço de senti-las como facas
na minh'Alma que não tocam nunca mais.
Ó Senhor,
Sem ti eu nada sou.
Contigo eu me fortaleço,
Por issonunca me esqueço,
De louvarmeu Criador
Ter quimica com alguem é diferente de gostar!
Porque eu estou com ódio mas se vê-la eu esqueco de tudo, para me conectar!
À noite, quando cai o sol, esqueço-me.
Esqueço quem sou, porque não me convém.
Esqueço o que tenho ao pensar no que vem.
Me choco ao futuro, e o futuro é mau.
De tão mau é novo, ao encará-lo chovo.
Uma chuva fina, de razões perdidas, de amores em falta.
De tristeza contida, de descrença em alta.
Perdido em alguém que já não conheço mais,
Pensando em tempo que ficou para trás.
E quando acaba a chuva, fica o vazio.
A ele me apego, de olhar cansado e inquieto.
Quente,
E frio.
Esqueço as emoções, jogo no fundo do baú
Faço o mesmo com gente falsa, um conselho pra tu
Penso, logo esqueço. Se pensar fosse a solução, não existiria problemas, ao mesmo tempo que esquecer um problema é não se torna a saída, mas se existir a ação correta no ato de agir, o problema se torna solução.
Eu amavelmente
Me esqueço da dor
Quando me lembro o que é amar
Mas,
Amar me lembra a dor
E é por isso que temo ser amada
Você não pode me curar
Se eu escolhi ficar sozinha
A noite acaba e com ela tais pensamentos
- Choro sempre que me lembro (pt.1)
Nunca esqueço os meus acertos para que possa repeti-los e nem esqueço meus erros, pois se voltar a cometê-los não me lamente, só eu sou responsável por eles.
