Não Devo nada
Ao verbalizar que "Não devo nada a ninguém", é hora de concluir que deve sim, rever e mudar a postura.
Sorte é de quem morre apenas uma vez, tenho morrido constantemente e devo confessar, não é nada agradável.
Eu não devo valer nada mesmo...Não,eu sei que sou uma mala sem alça,mas ... O cara preferir continuar sendo mentiroso a ficar comigo?Não,eu devo ser uma chata ...Preciso de um psicólogo,uma barra de chocolate e um vidro daquele seu perfume,que por sinal,eu achei aqui nas coisas do meu pai,e quando eu senti,bateu aquela tremedeira e a velha vontade...A vontade de chorar.
FUGA SOCIAL
Devo ou não poço? Digo ou não sei? E se eu devo dizer o que vou dizer? NADA! Pois é simplesmente o que posso neste instante falar de mim, pois não tenho o que esconder e nem o de quer ter vergonha, afinal eu não posso e nem devo dizer o que nada sei falar, mais como uma raposa peregrina tenho minhas lembranças, e quem sabe se nelas estão algumas recordação de mim, quem sabe? Eu não sei!Mais os meus instintos dizem aos meus ouvidos que estou perto de saber se devo ou não posso? Porque se devo, devo saber muito de mim e se muito sei e nao tenho como falar é porque não posso abrir as porteiras de um passado que não lembro se lhe é interessante, pois faz tempo que não falo de mim a ninguém , porem quero que saiba que acordei hoje decidido a dizer o que sei , sei que posso não agradar, mais tudo bem eu mesmo não me agrado de mim. Tudo é troco e bala trocada deve de não doer, por isso saibam por mim que louco sou, antes que puro e completo, como um quarto fechado ,escuro e redondo, onde passa a ser quase nada qual comparado a um gemido de dor e um e um brilho de fuga, talvez ladrão de mim, como o fôlego que trás a voz e a rouba logo quando eu mais quero falar
E se sou louco assim dessa forma como disse aquele estranho, talvez fui moldado, á sua sociedade, onde todos riem, todos choram e poucos sabem o porque disso, e dessa forma crio um novo individuo dentro de palavras que escrevo, e o ensino a real ignorância de um ser domado e a inteligência dum bicho que foge dos mitos de uma nação sofrida.
E porque não dizer duma cerca que prende os hipócritas em um elo de covardia, de caminhada a lugar algum e os protege de uma coisa apenas, de se mesmo.
Talvez esteja louco como sonhei mais e se não estiver, será que todos são ? por que vivem em procurar respostas a lamentações diárias, que são críticas a dura sociedade que bem te conhece, então só agora digo: não devo dizer o que eu não posso, por simplesmente não saber o que digo. mais se estiver certo esse sou eu! Não sei o que sou, mais sei o que posso, o que devo dizer, deixo que me julguem, que me condene em contrapartida deixe pela primeira vez , serem perguntado pela voz da razão: Será que me importo com o que falam de mim? Pois afinal julgar é fácil quero ver é ser igual a mim.
E se tenho esse sorriso estranho aprendi com o barulho da porta ringindo anunciando fuga e prevendo solidão, mais eu não sou apenas um quarto fechado, nem tão pouco só um louco filosofo, talvez um poeta sem versos ou quem sabe um analfabeto de opiniões um, cego atirador de elite, quem sabe? Pois tão somente um cachorro me viu e me sorriu, com honestidade, logo quando aproximei duma lixeira, quem sabe se o gesto daquele animal não era uma recordação de infância, onde o sorriso me iludiu e a bondade foi arma de corrupção a mim menino e outros tanto das ruas! Embora inocente seja o pensamento, madura e vil e a certeza de que poucos conhecem os porões da vida que tive, ainda que nada tenha pra saber, pois nada foi vivido e futuro não se almeja e unicamente se afunda, e nas faces das pessoas o que nos sobram é a certeza de que nada sabem e tudo de ruim nos emendam, e para você que esta lendo esse texto o que tudo isso tem haver comigo? Nada! Afinal eu só lembro-me do sonho que tive hoje, aquele personagem já não existi no meu mundo, ate minha face já não é a mesma, transformou-se, pois já não tenho tempo de luxar sonhando, ainda que o deseje tal luxo.
Daí é o que falo: eu num sei dizer o que sou nem o que fui, mais sei o que devo e o que quero para hoje: simplesmente liberdade para ser o que no momento eu quiser ser, ontem poeta, agora um palhaço, amanhã um louco e quem sabe todos os “eus” que em mim vivem !
Deixe-me livre para ser o que eu mais gosto de ser: humano e simplesmente eu, sem formas, sem regras, sem cópias e sem escrúpulos aos olhos do povo medíocre, porem jamais preconceituoso e sim autentico e lucidamente louco, louco sonhador !
Apenas ouvir-te
Venho de um lugar distante
Para compreender tua lingua
Mas nada devo dizer-te
Apenas ouvir-te...
Não quero estragar teus defeitos
Nem consertar tuas qualidades
Apenas ouvir-te...
E se não me permite aproximar
para apenas ouvir-te
Manterei a distância necessária
Para apenas olhar-te...
E em meu olhar estarão todas as palavras
Pois, nada devo dizer-te
Apenas ouvir-te...
Eu devo ser o clone de minha própria solidão... Do nada começo a enfraquecer, e me pergunto: pra quê eu sou conhecido?
Concluí que nada importa.
Não vou ficar avaliando cada momento.
Devo ir aonde meu coração mandar.
Não vou abrir mão de nada que me faça sorrir...
Antes de te conhecer,
Nada fazia sentido
Meus sentimentos não têm limites
Eu sei, devo estar enlouquecendo, né?
Me faz rir, me faz bem, me trás borboletas no estomago.. Mas nada disso é meu, será que devo por um fim nisso tudo? Ou continuo levando até onde der? Por um fim porque não vai além, continuar porque me faz feliz.. Oh dúvida.
Neste mundo não quero nada que não seja meu.
Tudo que tenho me é legítimo.
Não devo absolutamente ninguém.
Por isso a minha consciência é bem tranquila, e a paz de espírito vive em mim.
Aprendi a não provar nada e insistir com ninguém. Só devo insistir com o conhecimento e provar a mim mesmo a capacidade de fazer a diferença.
A minha vida toda eu não fiz nada direito, mas agora eu sei o que eu devo fazer.
Já paguei minhas contas,meus pecados.
Não devo nada a ninguém.
Não quero ser julgado, avaliado, colocado a prova.
Não tenho curriculum, tenho história.
E é minha, mas escrita a muitas mãos.
Se quer me entender, me conhecer
Terá que refazer meus passos, um a um
Observar as bifurcações, escolher o caminho
Tropeçar nas mesmas pedras, querer desistir a cada curva, mas persistir.
Não vou me explicar, me justificar, me apresentar.
Não me obrigado a isso. Não sou candidato a nada.
Olhe nos meus olhos e, se quiser, ande ao meu lado.
Senão siga o seu, seja feliz, tenha sucesso, mas não olhe pra trás.
Não estarei lá.
São poucas pessoas que me ajudam sem me cobrar nada nesta vida. As vezes até pra ser feliz devo comprar as pessoas para me corresponderem. Aqui o amor verdadeiro é medido pelo que tens a oferecer. Por isso, confio mais em Jesus do que no comportamento humano na sua maioria.
dívida
não é minha função
te fazer ficar
eu não te devo nada
eu não te devo minhas horas de trabalho
as noites que chorei por ti
as manhãs em que procurei alguma mensagem
e nada pulsava
as tardes onde as plantas precisavam
te ver
porém presença alguma aguava
o caule
amansava a casa
e eu não te devo nada.
não te devo os textos que escrevi
enquanto te esperava voltar
as mensagens escritas e apagadas
tantas e tantas vezes
às segundas e terças
e todos os outros dias
as vezes que dei perda total e gritei
teu nome em alguma balada da Rua Augusta
o choro preso na garganta na linha amarela do metrô
a angústia que me acompanhava durante o trajeto de
quarenta e cinco minutos da linha azul
todas as outras cores do metrô de São Paulo que já me viram padecer
e ter crises de ansiedade
de ausência
de solidão
os passos dados em direção a algum
lugar, qualquer um, que tirasse você
da minha cabeça
eu não te devo nada
eu não te devo os boletos que você pagou
e as compras de mercado que fizemos juntos
as feiras às terças
e as frutas que comprávamos no fim de semana pois
era mais barato e estavam mais bonitas
as idas ao hortifruti no sábado
e aos domingos o pastel com caldo de cana
eu não te devo os jantares
a lasanha com Coca-Cola nos almoços
a padaria da esquina pela manhã
e todo o ritual que tínhamos para fazer qualquer coisa
nas primeiras horas do dia
eu não te devo as festas na casa dos amigos
nem as vezes que ficamos chapados
de cigarro ou intimidade
as comemorações de promoção no trabalho
as garrafas de vinho compradas na promoção
do supermercado Zona Sul
a pia cheia de louça
esperando para ser limpa
não é minha função te fazer ficar
eu não te devo nada
nenhuma lágrima que chorei na terapia às quintas das 19 às 20h
o chocolate que eu comia toda vez que uma crise aparecia atrás de mim e me assustava os pelos do pescoço
os gritos e as brigas e os dias sem se falar
e as semanas se desmanchando na adrenalina de enfim
perceber que estava acabando
que estava indo
tudo estava indo
mas eu não te devo nada
as horas na casa da sua mãe reclamando que uma vez mais
nós estávamos distantes
afastados
mais distantes do que óleo e água quando colocados juntos
não nos misturávamos
nem queríamos nos misturar
os passeios de bike pela orla da praia
as vezes que jogamos vôlei com pessoas desconhecidas
e as tornamos mais conhecidas que um ao outro
as tardes no arpoador com cerveja e cigarro
as viagens para Salvador para visitar meus pais porque você
queria mostrar a eles o quanto os amava
apesar de mim
eu não te devo os discos que você comprou nos meus aniversários
os vinis da Maria Bethânia e Gilberto Gil
a vitrola que continha um anel de noivado
e todas as histórias
memórias
e tristezas de um casamento que quase deu certo se não fosse por você
por nós
pela vida
não é minha obrigação te fazer ficar
de repente redecorar o apartamento
mudar os móveis de lugar
colocar o sofá rente à parede
abrir as janelas
ceder ainda mais espaço na cama
e fechar a porta
a decisão continuaria sendo sua
meu bem
a decisão da mão na maçaneta
das malas no centro da sala
o discurso de quem se perdeu e não sabe como voltar
como retornar ao primeiro momento
ao primeiro instante
à primeira comunhão
a verdade é que nos perdemos
entre os silêncios compridos dos dias que pareciam inofensivos,
mas que traziam consigo vazios e espaços indesculpáveis
dias que abriram crateras entre nós e nossos desejos
alargando o espaço que existia na cama
e em nossas almas
apagando a paixão com extintores de incêndio
e beijos mornos
e abraços pequenos
e sexos sem amor
queimando o tesão com pitadas de sonolência
provas da faculdade
e expediente em horários que deveríamos estar juntos
fazendo alguma coisa
qualquer coisa
eu não podia te fazer ficar
você já sabia o caminho até sua outra casa
destino e coração
já havia outra cama esperando pelo
seu corpo ter com quem conversar
outra rede na varanda
e o anseio de te ver descansar
da vida e do perigo da vida
de mim e do perigo
que fomos um ao outro
você já havia decorado o tamanho dos paralelepípedos
o cheiro do pão da padaria próxima à rua
que agora você mora
o aroma dos carros atravessando a pista
e dizendo que a vida não para porque duas pessoas
que se gostaram um dia
deixaram de se compartilhar
a vida não espera a gente
meu amor
e isso é terrivelmente triste
e necessário também
mas eu não te devo nada.
não nos devemos.
E não devo permitir que ninguém - tampouco nada -
separe-me do meu bom Pastor.*
* [Romanos 8:39] "Nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer
criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo
Jesus, nosso Senhor."
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