Nao Chega aos meus Pes
Um amigo torna-se um irmão, não por aquilo que nos tornamos ou temos, mas, pela capacidade de nos termos com críticas construtivas e, com o indicar de um caminho certo que devemos seguir.
A competência é uma virtude que nos leva ao sucesso, mas, quando aliamo-la a promiscuidade, não passa de uma mera fantasia.
A nossa vida não permite reciclagem; ou vivemo-la hoje intensamente ou morremos na esperança de voltarmos num novo corpo humano no fim dos tempos.
A caneta tornou-se a minha cultura, a minha arte, embora não sendo pintor, tornei-me escultor de letras, escondido no meu casulo me esforço para voar pelas labaredas dos meus pensamentos.
Os parlamentos deixaram de produzir leis, porque perceberam que tu não és uma cidadã do mundo, és antes, o mundo e a lei dos habitantes da terra.
Escrevi o teu nome nas linhas que definem o céu, mesmo não tendo caneta apropriada para o efeito, por isso, somente os nossos olhos, conseguem contemplar a maravilha das letras que formam o teu nome nas estrelas.
Em pequenas ondas surfada em teu corpo, aprendi que o tempo não tem essência se lá não estiveres, ainda que, o sol brilhe a cada amanhecer.
Eternizamos as nossas alegrias como marcas do tempo, mas, não damos valor a nossa alma em dias de tempestade.
Trajada com a doçura do tempo, me enamoras com a delicadeza do teu andar, mesmo que não pises o chão com a delicadeza dos teus pés, sinto-te serpentear sobre a calçada do meu coração.
A literatura não é apenas a vitamina para os cérebros que se encontram deteriorados pelo tempo; é antes, a essência decente da vida e do viver de um ser pensante.
A cultura não é apenas um modo de vida, é, antes de mais nada e, sobretudo a nossa essência e o nosso estado de ser e viver.
Quando pedirdes ao tempo que vos traga a paz, não vos esqueçais de preparardes antes as armas necessárias, para combater de forma ferrenha os inimigos impostos pelas adversidades da vida.
Os seios que amamentam os nobres filhos de uma terra, não podem ser flagelados, pois, a realeza da mulher-mãe não tem preço que se compare ao seu amor.
Sempre que o tempo não justificar as lágrimas que correm nos olhos de uma mulher que cuida os seus filhos sobre a ausência de um progenitor aventureiro, não podemos olhar impávidos e serenos o declínio que se impõe à sociedade da próxima geração.
Não se percebe porque motivo muitas mulheres sagradas, carregam durante certo tempo o seu filho no ventre e, depois de o trazer ao mundo abandona-o como se fosse um nada.
Paramos no tempo, quando nos deixamos consumir pela vaidade do que não somos e, nos esquecemos de viver em nossa própria realidade.
Os melhores amigos, não são apenas aqueles que nos dirigem palavras de conforto, mas, são todos os que fazem conosco o caminho tortuoso da vida.
A alma aflita não se deixa consolar com palavras, mas, suaviza-se, com afago ternurente dado com sinceridade.
