Nao Chega aos meus Pes
Vivemos mortos em corpo adaptado de um humano, mas, não nos preocupamos em buscar o vivo que habita no nosso espírito.
Gastamos tempo para nos identificarmos com o mundo, mas, o mundo não nos reconhece como seres ligados a si, por isso, morremos em busca do meio em que pertencemos.
Somos marcados por desejos infinitos, mas, a nossa vida no mundo, não nos permite realizá-los a todos, por pura indecisão de nossa parte.
Não somos vítimas da vida, apenas sentimos o dessabor por termos aderido vir ao mundo, sem conhecemos a sua verdadeira essência.
Não renunciamos a nossa existência, com medo de nunca mais voltarmos a conhecer o mundo tal como ele nos parece ser hoje.
O difícil no mundo não consiste em vivermos, consiste antes, em sabermos quem somos e, qual é o fundamento da nossa existência.
Nada do que possamos fazer na vida, será suficiente para que não nos olhem como culpados pelo sofrimento de muitas pessoas no mundo.
Os passos dados com honestidade, num mundo onde todos gladeiam contra todos, muitas vezes parece não se justificar, mas, a nossa persistência no bem fazer, nos torna diferentes entre os diferentes.
Definimos a nossa vida sobre a qualificação dos olhos de outras pessoas e, não nos damos a oportunidade de nos aceitarmos tal como somos e vivemos.
A vida que vem depois que morremos, não se manifesta antes que os nossos olhos se fechem, mas, imaginamos tudo o que nos tornaremos, quando não mais estivermos perto do nosso corpo mortal.
A razão humana é cada vez mais enigmática, pois, quando os vivos precisam de ajuda esta não lhes é prestada, mas, quando partem para eternidade, tudo lhes é dado, até mesmo o que não é útil e necessário.
O único caminho mais seguro para alcançarmos a nossa felicidade é não conhecermos a luz dia, pois, nenhum ser inexistente sofre quando não está nascido.
Um povo que não conhece a sua importância dentro de um Estado Democrático e de Direito, é um povo sem existência.
Quando um povo não sabe que tipo de governante procura para condizir os seus destinos e os destinos dos seus filhos, este povo nunca perceberá a sua real importância no contexto político e social do seu País.
A pobreza de um povo, não pode ser tida como fundamento para que os seus governantes não tenham políticas concretas que visem erradicar a miséria que aflige as famílias.
Mesmo que o coração não sinta a necessidade de manifestar a intensidade de amar quando se quer, a nossa mente nos assombra com o sentimento de paixão, cuja chama nos queima, mesmo quando não acendemos o fogo acompanhado com a ternura de um olhar denunciante.
Não podemos deixar o povo à mercê de si mesmo, pois, somos a promessa política de que as suas vidas conhecerão dias melhores.
A fome e a miséria do povo não tiram férias, por isso, devemos nos unir cada vez mais, para que os níveis de sustentabilidade econômica do País se mantenham, de modo a que possamos sobreviver a crise pandêmica a que estamos acometidos actualmente.
