Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Se ouvíssemos a voz do coração, agiríamos com cautela e evitaríamos decepções futuras. Aprenderíamos a enfrentar as lágrimas
e, delas, buscaria um sorriso.
Profª Lourdes Duarte
Olá.
Falo do deserto.
Contemplo o gigantesco portão. Atravessei este portão e aqui estou...
Olho minhas roupas empoeiradas, gastas, suadas...
Meus braços estão machucados por causa do sol escaldante...
O frio da noite me cansa.
Olho com olhos da dor. E da saudade.
Em momentos difíceis me pergunto o porquê estou aqui.
Fico olhando para o portão que nunca abre. Nunca. Dia e noite olho para ter uma oportunidade que não vem.
Sorrio com lagrimas nos olhos.
Tenho um único desejo – ver você. Dizer oi. Olhar em seus olhos e em silencio dizer: eu te amo.
Eu sei que ficarei envergonhado com a aparência de sofrimento... Mas sou eu. É a prova de não existir a desistência.
Viver sem você é estar no deserto todos os dias. Todas as noites.
A verdade é que estou cansado. Enfraquecido. Às vezes esqueço meu nome. Porque estou aqui. Fico desorientado e não sei aonde ir.
Então olho para o portão e me lembro de tudo. Eu me lembro de você. O seu sorriso. Seus olhos. Quando toquei a primeira vez em suas mãos...
Agora sinto as forças voltarem ao meu corpo, a minha mente.
Sei o motivo de estar aqui.
Estou esperando... Você enxergar o imenso amor que tenho por você.
Esperando o portão se abrir e ver você erguer os braços para me abraçar, beijar
Esperando você olhar para meus olhos e dizer que me ama...
Mas está escurecendo... O frio é imenso. Tenho medo de não sobreviver...
Olho para o deserto e tenho dificuldade em saber quem sou.
Quem sou eu sem você?
ROBSON BARBOSA
Empatia pelo próximo, considere isso, permita-se fazer sem atrapalhar os a fazeres dos outros. Mostre sua voz, sem silenciar as vozes dos outros.
A esperança é pura impotência desprezada,
A alegria é como um veloz relampagueio,
De repente meu desejo é uma voz calada,
Gritar, rasgar, desaparecer é o anseio,
Força que rasga,
Cala a voz do que é miúdo,
Silencia o tempo,
Arranca um brilho no olhar da vida brava,
Catarata!
Sabe aquela voz que te avisa antes de vc fazer uma escolha?
Quando vc está em perigo,
Minha mãe diz que é nosso anjo da guarda, outros diz que é a voz de Deus, não sei se é a mesma coisa, mas digo uma coisa, ouça!
Porta voz.
Com um engasgo na garganta,
Me confronto com meus pensamentos,
Um amargo oprimido,
Me vejo como Porta voz de uma inspiração única,
Porta voz de uma imaginação acelerada,
Ela insiste,
O confronto é um tal bate boca interno que não para,
Apenas eu posso ouvir,
Mas sofro para tentar entender,
Uma , duas ou mais dúvidas me consomem,
Náufragos de uma alma absorvida,
O grito silencioso faz cada vez mais me calar,
Sem rumo,
Não me encontro,
Sem rumo,
Fico confuso,
Um giro-giro atordoado,
Que fazem minhas buscas ficarem rodopiando,
É uma boca seca que não quer água,
É uma boca saciada que não bebeu nada,
Meu coração dispara,
Tento falar,
Mas minhas cordas vocais me decepcionam,
De repente acho uma saída,
Escancaro a janela,
Até que enfim,
O Porta voz em mim se declara,
É a minha alma afluente que desce rio abaixo querendo subtrair de mim o poema engasgado...
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Essa tua voz!
A tua voz entra no meu cérebro como relâmpago iluminando todos os meus sentidos e sentimentos,
fico embriagado de emoção ouvindo os teus sussurros ao pé do ouvido,
nenhuma música me faz tão bem quanto a tua voz soando como uma melodia única na minha alma,
a sua voz brinca comigo, ela mexi com os meus instintos me leva do céu ao inferno constantemente.
A maior lição que eu aprendi foi que eu estava passando tanto tempo ajudando os outros a encontrarem a própria voz que não sobrava tempo para encontrar a minha.
Antes da voz, existia o silêncio e todos se comunicavam perfeitamente. Hoje com a voz, vivemos em desentendimento uns com os outros.
...
Quem me dera persuadir a surdina
com meu talento.
Ver minha utopia clarear a cegueira
do desatento.
E minha palavra sorrir nos olhares
o meu relento.
Quem me dera matar a sede
com ideologia.
Esculhambar o que não procede
com analogia.
E minha palavra substituir o dislate
da apologia.
Quem me dera entender a trajetória
de cada vento.
Ver meu privilégio esmagar a vitória
sem merecimento.
E minha palavra vencer a escória
de algum pensamento.
Quem me dera inebriar as volúpias
sem burocracia.
Administrar a incontinência verbal
sem posologia.
E minha palavra despertar a inconsciência
da letargia.
Quem me dera preencher o som
com meu sustento.
Ver minha lisura consumir o tempo
com discernimento.
E minha palavra rachar o deboche
do descaramento.
