Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Murmuro canções em dueto
junto à brisa que passa rasante
imaginando ouvir a tua voz
chamando por mim todo instante.
Encante-me,
fazendo soar
a voz que vem do teu coração
Cante-me,
deixe que apenas eu ouça
esta tua especial canção
Na engenharia das cores,
o silêncio era chama úmida,
havia uma voz do vento
um poço de milagres, ao tempo
E, em cada momento,
eu via, Jesus passar...
.
Dizia, o viajante
A luz que faz o nascer, numa voz de canto
Numa voz de espanto, ao desconhecido
Um caixão nos espera, ou uma coroa, acorda!
Meus versos estão dormindo, acorda!
(...)
Esse sono inibe a beleza que está lá fora,
Agora, a luz desta manhã é oferta de gratidão
Em vestidos novos, se despiu para o mundo
Azul-celeste, brilhaste a este céu
(...)
Caminhante! Eis o caminho e a viagem!
Abra os olhos, veja as alas dos ventos
Fujam das cobiças dos homens
Torna o teu nome, uma casa de paz
(...)
Para aonde levará esse teu caminho?
O que dirá a teu favor a sua linguagem?
A casa vernacular é uma cova fecunda
Cada homem, espalha-se em sua eira
(...)
Sozinho em lama, resta-lhe o silêncio;
Em terras profundas deságua,
Acorda! É tardia as histórias
Sobre ti, há um rio de memórias
(...)
Ei o tempo perdido, recupere-o de logo
Nutre a aurora que espalhastes
Apreende o caminho ao caminhar
Não volte! Nunca mais a está aqui
Ande! Avance! Acorde.
§
in: TORVIC, Allam. O viajante iluminado. São Paulo: 2023
Ouvindo a voz da chuva
(...)
Ouves a voz da chuva ao amanhecer
Voz de chuva que vem do mar
Chuva que hoje parece
vento que faz uma prece
chuva que vem des[agua]r
(...)
Chuva que toca na arreia, Am[águas]
Chuva que choram, as ondas Des[água]
chuva que enche os poros
e antecede a solidão
(...)
Chuva que traz a dúvida, sem saber
versos que molham a planta, ao dizer
vozes que vem do vento
remindo o tempo, irá chover
§
In: TORVÍC, Allam. Poemas de conversações. 2023. São Paulo.
"Paulo, elogia a voz a fala autêntica das escrituras,
Pedro, ressalta o olhar amplo do escritor,
A iluminação para alguns, às vezes vem!
E quando vem?
Quando vivemos, uma vida de serviço e amor.
CLAMAI AO SENHOR
”Com a minha voz clamo ao Senhor, e Ele do seu santo monte me responde” (Salmos 3:4)
Quando Davi fugia de seu filho Absalão, cercado por 10.000 soldados inimigos, humanamente falando não havia saída para ele. Mesmo assim ele acreditava na mão forte do Deus a quem servia e que o salvaria não somente daquele exército inimigo, mas de qualquer outra dificuldade que poderia aparecer.
Quem sabe você também esteja passando por dificuldades extremas e pensando não existir saída para esses problemas. Saiba que o mesmo Deus que ouvia a Davi quando ele clamava e o atendia sempre com mão forte, é o mesmo que ainda hoje nos ouve e o será eternamente.
Que neste dia possamos clamar ao Senhor com a certeza de que ele estará nos ouvindo do seu monte Santo, e como fez nos dias de Davi, continuará fazendo em nossos dias, ouvindo e nos respondendo. Então clamemos a Ele.
Se você está no CAMINHO CERTO, continue por ele.
NEle, esperança da glória, e que nunca te abandona,
Seu conservo no Senhor,
Silair Garcia
AO SAUDOSO MESTRE:
Nascido em João Pessoa
Capital da Paraíba
O menino de voz rouca
Corpo esguio ou delgado
Aos seis anos de idade
Mudou-se com a família
Para a pequena Taperoá
A quem chamava o guri
Minha linda princesinha
Aonde se projetaram
Seus primeiros madrigais
Logo imortalizados
Na memoria dos mortais
Com a mãe compadecida
Das mentiras infernais
Do chicó, e seu escudeiro
Floreando os recitais
Mais tarde, já homem feito
Fazendo o erudito
Se misturar aos cordéis
Introduzindo as artes
Ao nascente ARMORIAL
Movimento que queria
Popularizar a cultura
Do nordeste e do Brasil
Associando a ela
A linguagem do sertão
Em seu cavalo de fogo
E traseiro alardeado
Se não fosse um alazão
Carregava em seu gibão
A pedra do rei congado
Como o maior legado
Do povo de seu sertão
Sem alarde,
E bem pouca cerimônia
Apenas um violino.
Tocando em reverência
A vossa triste partida
Partiste a se encontrar
No reinado da “SARON”
Com nossa compadecida
Vou encerrar com pesar
Nesse meu coração físico
A saudade desse mestre
Nas rimas que vão ficar
Eternamente inseridas
No coração ARIANO
Do nordestino aguerrido.
A VOZ DO VENTO:
A brisa fria da noite
Bate levemente ao meu rosto
Levemente sem toca-lo!
Sem toca-lo... Levemente fria,
Fala ao meu ouvido incompreensivo.
Porque o vento,
Ao vento fala.
REFLEXÃO:
Sobre teu silêncio
Eles crescem e tremem
De euforia receando ouvir tua voz
Sob tua voz
Tremem de fobia e receiam te impugnar
No entanto, se bradares
Receio que morram
De aversão.
MENDAZ:
Nada enceta!
A dor, a voz, os sonhos.
As máscaras e suas faces.
Os "homens" e seus comes.
Os livros e seus líricos
Os mestres e os noviços
Lúdicos e telúricos.
Não há rima nem besos
É controverso o reverso
O mítico ou abstrato.
Todo esse escopo mendaz
Num instante não distante
A tudo se perpaz.
MEU CHAKRA
Essa minha voz tenor rasgado
De certo te faz replicar
Nos acordes do coração.
Minha arrogância ateia-vesga
Não te deixa respirar.
Mas o coração é tenro
Um albergue à noite.
Onde tudo pode
E nada é possível.
Quem quiser preservar a aparência, deve fechar os ouvidos para a voz interior que fala quem realmente somos.
Gosto de acreditar que essa voz que me diz: "As coisas vão melhorar" é, na verdade, Deus, e não o meu cérebro me dizendo isso só para me confortar.
Pra mim, escrever é como um cantor que tem a oportunidade de soltar sua voz. Eu solto minhas palavras, e poucas coisas podem ser descritas com tamanho prazer. O conhecimento é sem dúvidas, a elevação do estado humano para um algo mais.
Sua voz era como a flauta de encantar homens. Para dentro de si ela os levava, os consumindo, os tornando recreação. Havia perdição em seus atos, que descabidos e inapropriados ao senso comum, tornavam aquela mulher doce, gentil, delicada, em uma predadora. Sua fome não era de ter seus objetivos alcançados, e sim, de ter cada um em suas mãos. Passageiro ou momentâneo, ela queria apenas dizer que quando a pertenciam, não eram de mais ninguém.
