Nao Acabou pra Mim
Não é uma boa pessoa aquela que é boa para nós, mas que o não é para o porteiro ou para o arrumador de carros.
Ter paciência também implica reconhecer que somos frágeis, e que por mais que queiramos, não conseguiremos chegar àquilo que queremos ser pois a natureza humana decaída é o limite dos filhos de Deus.
Há gente que não deixa vestígios. Há pessoas que deixam impressões. Algumas marcam e outras provocam cicatrizes.
Não importa se o que você fez, não saiu como imaginou, mesmo que tenha ficado meio sem é que você tentou, doou o melhor de si e o mais bonito também.
Eis que a paixão
Um fruto proibido
Que arde sem razão
Não pode ser vendido
Porem muitos n tem motivação
De semiá-lo por ter contido
A dor de um partido coração
Não existe coisa mais fácil que resolver o problema dos outros. O duro é enfrentar nossos próprios traumas.
Não importa se te chamam de "louco" ou "estranho," viva a vida independente do que as pessoas falam de você pois a realidade de um louco é a aventura de um normal, então sejamos loucos.
Felizes são os tolos que tropeçam e nem sabem onde tropeçaram! Não é, Fernando Pessoa? "Porque é que para ser feliz é preciso não saber?" Sofro porque sei o que é o sofrimento e o valor dele. Não que eu goste, mas o conhecimento me revela as ameaças que me escondem no inferno.
O futuro não existe. Ele é o ápice da ilusão que os homens nutrem para não se enjoarem do presente, pois não há nada pior do que saber que planos são mentiras contadas a nós mesmos, por nós mesmos.
Hoje sem querer te encontrei
Quase não acreditei
Quando de repente olhei nos seus olhos
Eles são tão belos
Quase não acreditei
Quando do nada sorriu
Foi uma conversa tão rápida, sem palavras
E mesmo assim você entendeu
A mensagem de gratidão por aquele acaso
Pelo encontro que não se encontra todos os dias
Do sorriso que não se via a dias
Desde a última vez que te encontrei, sem querer
Preciso de alguém, e é perceptível a necessidade quase que urgente deste alguém. Não é desespero, tampouco algum tipo de carência-não-preenchida. Mas eu preciso de alguém. De alguém para me ouvir. Peço perdão por ser tão piegas, mas o meu coração resolveu me dizer algumas coisas hoje e eu, que quase não o escuto, resolvi dar uma certa atenção. Preciso de alguém que, diante de toda essa superficialidade e banalidade, me mostre mais do que qualquer outro queira enxergar. Preciso de alguém que, assim como eu, tenha sonhos, medos e cicatrizes, porque ninguém vem sem passado. Preciso de alguém para dividir as minhas taças de vinhos enquanto toca um blues do Sam McClain ou enquanto passa um filme clichê do Nicholas Sparks. Mas eu preciso de alguém, nem que seja para me dar broncas pela toalha que deixei na cama ou pela água que não puxei pós-banho. Mas tem que ter alguém que suporte minhas urgências, minhas crises loucas, que entenda minha dedicação ao trabalho de criar. Sei lá, tudo isso me soa ridiculamente clichê, mas espero que ainda exista alguém com planos tão clichês como eu.
Do teu,
Alexandre.
São Paulo, Maio de 2017.
