Namoro
AMOR
Preciso de ti
Que me despertes
Que me acordes
Que me inundes
Que me transbordes
Neste corpo que é meu
E agora é tão teu.
Um Sopro de Amor Sob a Lua
Nas sombras suaves da noite falante,
Longos cabelos fluem como rios de seda.
Mãos de cavalheiro, delicadas, excitantes,
Tocam com graça que o tempo mal mede.
A leve curva de um corpo inclinado,
Beija a alvorada na pele da dama.
Branco e puro, o dorso iluminado,
Por um amor que tudo acalma.
Sua pele, um campo de lírios em flor,
Exala perfume, que ao céu se eleva.
Suspiros soam, música de amor,
Num romance que a noite revela.
Cada carícia, uma palavra não dita,
Em versos de afeto, a paixão se convida.
E naquele instante, tudo se acredita,
No toque, a essência da vida.
O Amor e o Momento
O que é nosso, é nosso, não fica vagando por aí,
Ele entra na nossa vida no momento que é para entrar,
Ele fica até o momento que escolhemos para ficar,
Quando temos dúvidas ou decidimos que não queremos naquele momento,
O momento passa, e não retorna, pois ele já não existe mais,
Aquele que se apaixonou nunca mais será o mesmo, você não será a mesma,
Às vezes a vida ainda nos mostra, num futuro não tão longínquo,
Que aquilo era tudo que queríamos,
Aí já não há mais tempo,
Aí já não há mais momento,
Agora só mesmo voltando no tempo.
Trate a vida como única e não se arrependa de perder o momento.
Bom dia amor,
Você não é como as outras pessoas. Há algo que faz com que sua presença se distinga da presença da maioria. Não sei bem explicar qual a razão, nem definir o momento em que reparei nisso, mas não tenho a menor dúvida que você é especial, muito especial para mim.
Não imagino a minha vida sem seu sorriso, sem o seu jeito de ser, sem as palavras que você sempre fala no momento certo. O destino permitiu que nos cruzássemos. Quando estou ao seu lado quero usufruir ao máximo de carinho e sorrisos.
Você é um menino de luz e farei o que estiver ao meu alcance pra te ver sorridente. Gosto muito de você vida!!!
Medo de Não Ser Correspondido no Amor
O medo de não ser correspondido no amor é um espectro silencioso que assombra os corações mais corajosos. Ele se esconde nas sombras das incertezas e das dúvidas, fazendo-se presente em cada suspiro de esperança que hesita antes de se transformar em um ato de coragem. Este medo é como um vasto oceano, cujas ondas tumultuosas ameaçam engolir o espírito daqueles que se atrevem a mergulhar em suas profundezas.
A expectativa de amor não correspondido é um peso que se arrasta, uma sombra que se projeta nas noites mais solitárias. É o temor de se oferecer inteiramente, apenas para encontrar um vazio em retorno, um deserto onde a esperança de um afeto recíproco deveria florescer. Cada gesto, cada palavra e cada olhar se tornam um desafio pessoal, uma luta entre a vulnerabilidade e a proteção, entre o desejo ardente e o receio constante de um desapontamento.
É um medo que molda a maneira como amamos, condicionando-nos a construir paredes em torno do coração, a proteger-nos da dor antes mesmo que ela tenha a chance de nos atingir. A incerteza nos faz hesitar, questionar e, muitas vezes, recuar. No entanto, mesmo no silêncio das nossas inseguranças, o amor continua a se manifestar em seus próprios termos, desafiando-nos a superar as barreiras que erigimos.
O medo de não ser correspondido no amor não é apenas uma sombra; é também uma oportunidade para o crescimento pessoal. É um convite a enfrentar a vulnerabilidade e a reconhecer que, embora o retorno possa não ser garantido, a beleza do ato de amar reside na sua autenticidade e na coragem de se entregar. A verdadeira coragem não está na ausência do medo, mas na disposição de amar apesar dele.
No final, mesmo que o amor que buscamos não seja correspondido como desejamos, o ato de amar e a disposição de se expor são vitais. Eles nos ensinam sobre a força que não sabíamos que possuíamos e sobre a capacidade de encontrar beleza e significado nas jornadas mais incertas. E assim, mesmo com o medo constante, a busca por um amor verdadeiro continua a ser uma das experiências mais humanas e profundamente transformadoras que podemos viver.
Luz sublime
Soubesse eu o quanto mede
Eu lhe diria o tamanho desse amor...
O que importa saber?
Se minh’alma Já transborda
De amores por você.
Mas o que não digo por palavras
Já não lhe esconde o meu olhar.
Fique em mim
O brilho intenso dos teus olhos
Que ascendeu a luz sublime deste amor.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
A beleza gera a atração, a atitude nutre o amor
É a beleza que atrai e chama a atenção, mas ela não sustenta a relação.
Se somos atraídos pelos olhos, através da aparência física e até de um sorriso, não é isso que nos toca a alma e o coração, não é isso que mantém o relacionamento.
O que mantém o sentimento são as atitudes, são elas que nutrem o que sentimos.
Nós nos apaixonamos pelo convívio, por quem enxerga além da aparência, por quem tem prazer em compartilhar, somar e estar por perto.
Maior que a atração física é o sentimento de amizade e cumplicidade que se demonstram com afeto, ternura e carinho.
Amor, esse sentimento tão sublime,
quando incondicionalmente resplandece, quando minimamente contagia, não importa a quantidade que se classifique, o amor será sempre o melhor sentimento!
No final da mente achou o que sente
Feliz a mente a espera finda
Inda, inda, meu amor
A energia do teu lado
Fala dos transpassados passados
Brincando na máxima dos poetas
Poesia, rima, som e cor
Clamor, na pele linhas
Riscadas, puxadas e raiadas de agora
Admirada brincando na aurora dos dias
Olha lá!
Se vão as horas...
Dessa nossa poesia
Dos nossos destinos curvos
Outras vidas
Caminhos tortos
Ah, espera! Finda! Finda!
Vazam mais águas ainda
A historia toda em um dia
E nas mil noites derramadas
Estrelas, astros, amadas
Pra finalmente achar como sente
Plagiando Graça Nascimento ou Pessoa
Digo que amor de poeta mente
É vez das três margaridas de Ave Sangria
Euforia amor, euforia!
De tanto que eu dizia
A duvida desdentada mordia
Ei, espera, finda por favorzinho
Vejo o aconchego do ninho
Chego no teu beijo, caminho
Como uma prece
Vou escrevendo todo verso que desce
Reencontros magistrados
Pedidos resgatados
Rotineiros e esculpidos
Amores e amados
Batente branco do teu terreiro
Delírio, casa devaneio
Guarda a semente vermelha
Da margarida que centelha
Fugindo vinda do sonho
Eita espera finda do reencontro!
Bambos, tontos, intoxicados
Fugindo apaixonados para outra ida
Vida, bem que a gente pode
Se pendurando em palavras e acordes
Viajar no vento do teu berço
O terço de Maria me pede
Meu amor vai indo, indo ainda
Deus que espera linda!
Que instante infinito
Eita espera, tu finda? Finda....
O coração derrete na chama
Clama e deságua ainda
Onde não se vê maldade
O amor é verdade
Deita na cama branca e ama
E vem, minha vida, finda.
Um amor sincero e inteiro...
É o que eu quero.
É o que eu tenho.
É o que eu amo.
O que me atrai...
É o meu desejo de cada manhã.
Quando
Quando o silêncio
Fala mais alto
De que o alarido do grito
Eterno deste amor...
Quando a luz
De um olhar
É mais intensa
Do que o brilho das estrelas...
Quando a singeleza
De um sorriso
Alegra o corpo
E toca a alma...
É momento de reconhecer
Que estou rendido
Por inteiro
Ao teu amor.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Espero, espero, espero...
Só Deus sabe o quanto eu te quero
Às vezes me sinto tão perto de um amor
Outras vezes me sinto invadida pela dor
Uma mistura de incerteza com esperança
A dúvida presa na garganta
Meu cérebro entende, mas não compreende
Todo efeito que tu tens sobre mim, afeta minha mente
Sinto-me perdida e não sei mais o que esperar da vida
Será que é amor
Parece muito mais
Meu anjo, minha flor
Minha canção de paz
A luz do teu olhar
Clareia o meu viver
Não posso mais ficar sem você
Todo dia me pego te olhando
O teu beijo fico imaginando
Será que é amor?
Sei de cor teus detalhes, teu jeito
Teu esmalte, a cor do teu cabelo
Será que é amor?
Me encanta
Eu te amei...
Como se todo amor do mundo
Pudesse ser vivido de uma só vez,
E foi assim que eu te amei, intensamente...
Vivo agora olhares que se perdem
Neste vento de saudade
Que levou meu coração...
O tempo passa, o amor fica,
E a menininha que me encanta
Faz pulsar meu coração.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Sem pudor
.
Encontrei o meu sossego
No calor do teu amor.
Não me deixe teus abraços,
Venha a mim como se encontra
Seja agora e como for...
.
Não há beleza noutra flor
Que me traga teu perfume
E a flagrância deste amor.
Seja bela esta fera
Que me fere sem pudor.
.
Cai as pétalas desnuda nesse tempo
Que não tira meu intento
De me aquecer no teu calor.
Sou dela hoje e sempre
Pra viver o nosso amor.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
"Como falar de amor se não sei o que realmente é amar
Perdida nessa ilusão
Coração vibrando de emoção
Me dizem que isso se chama amor
Frio na barriga, calor no coração
Dois olhos que não dizem nada cheios de emoção, dois corpos entrelaçados nesta ilusão, onde procurar?
Porque ele mesmo não vem me encontrar?
O melhor a se fazer é esperar!
Esperar algo que sem luta e sacrifícios nunca irá se transformar
Algo forte como uma rocha
Algo profundo como o mar
Nessa imensidão navego sem hora para voltar, nesta viagem não a lugar para beleza exterior, pós o que procuro é o verdadeiro amor! busco algo não pela cor, o pela beleza da face, pós estás belezas enganosas que nem a si mesmas si encontraram,
Pois quem somente ver beleza exterior não crer no verdadeiro amor, algo único e verdadeiro algo que ser sinta com as mãos, com os olhos se veja,que seja único pela simples presença..e faça diferença
O amor
Uma sintonia que está em algum lugar mas onde procurar ? Debaixo da escada ou no escuro do porão?
Não, o certo a fazer é olhar no coração
Onde habita, e jamais irá deixar de morar
Algo profundo como o mar, forte como a noite que brilha apenas com o luar
Mas onde as estrelas se esconderam?
Acho que não preciso mais procurar
Vi todas no brilho do teu olhar"
