Nada Pior que o Silencio
Milênios e Séculos, Dias das Horas
Meu amor por você é milenar.
Veio lá de trás
quando nada existia
e tudo começava a se criar.
O graveto e a pedra mordiscar,
as árvores ainda não eram plantadas
não se precisava de paz
nem correr por medo do tempo.
As águas agrupavam-se ainda
por debaixo da terra,
se preparando para formar os rios
e os mares.
A chuva não castigava,
deslizava sobre as primeiras gramas
verdes, destacadas do cinza
das tempestades arqueológicas.
Nosso amor, apareceu bem antes
do primeiro arco-íris
e no final dele colocou o lendário ouro tilintante,
com um trevo de quatro folhas
atrás da orelha.
Esse amor partiu do nada,
do branco intato.
Nem era escrito em poesias.
Eu e você nem existíamos.
Os romances nem pai e mãe tinham
e as quatro estações estavam indecisas entre si.
Inventou ditados populares
e até pintou com Da Vinci
Que amor é esse?
Dono de tudo
dono do passado,
do presente
e do futuro.
Dono de mim
malandro que sou,
honesto vagabundo.
De você minha dama
do olhar profundo
para esse que rege com mão de ferro
todos os meus desejos astutos.
Nosso amor, alimentou o primeiro
caso de fome da história mundial.
Chorou por ver guerras,
caminhou a passos, ora largos, ora estreitos.
Já pensou em desistir de nos encontrar
até já voltou bêbado a pé de outro continente
colhendo flores dos jardins alheios e imaginários,
se esperançou ao ver uma criança nascer.
Não quero entender esse amor
que já viveu de tudo neste terreno instável.
Quero apenas sentir a cada momento
a sua existência anormal e inexplicável
e ver que ele ainda acredita em Deus
nos homens, na natureza
em nós, seres amados.
Não ignore este amor que durou
séculos e séculos de vida
nas linhas das páginas dos anos.
Se ele andou sozinho
todo esse tempo,
enfrentou a velhice com suas dificuldades
e preconceitos,
não foi à toa.
Tartamudo e irreverente
sorriu para todos os lados
e hoje estamos deitados
no ápice da intimidade
com os prazeres a flor da pele,
na cama aquecida,
esperando cada segundo girar
bem devagar
como se fosse um desespero do fim.
Sei que na lápide ele não se encerrará,
continuará em outro lugar
mais denso, junto com nós dois
de mãos dadas e eternos
direcionados por anjos serviçais.
Nosso amor viverá
conosco, no céu de lá.
Tentativa de uma autobiografia
De nada me vale o que conquistei até agora
Ainda não me é suficiente, ainda é pouco
Me perguntam... por quê ainda chora?
Acho que ainda não sou bastante louco...
Descontente com o que tenho e com o que sou
Tudo me parece belo, e ao mesmo tempo tão distante
E carrego uma ingratidão que com ajuda se criou
Não interessa as vogais, muito menos ser uma consoante
Procuro tentar mudar cada dia mais...
Sendo mais audaz e um ser ainda mais lascivo
Meu maior pecado senhor é a luxúria audaz...
que faz com que cada uma seja um aperitivo
Tento ao máximo não falhar como ser humano
Tenho vis pensamentos que perduram por horas...
Mas não passo de um louco rapaz caucasiano
que espera que as coisas mudem para um mar de rosas
As pessoas precisam aprender a valorizar o que tem,
pois o nada vive rodeando a alma dos que desprezam...
Bom dia, se ontem nada deu certo, hoje o dia amanheceu te mostrando que será diferente, agora depende de você.
As vezes parece que nada que escrevo é capaz de esvaziar essa dor que vive aqui. Meu interior resolveu inventar sentimentos que ainda não foram descobertos por mais ninguém .
A palavra
Uma mirada não diz nada
E ao mesmo tempo o diz tudo
Como a chuva sobre tua cara
Ou o velho mapa de algum tesouro.
Uma verdade não diz nada
E ao mesmo tempo esconde tudo
Como uma fogueira que não se apaga
Como uma pedra que nasce pó.
Se um dia me faltas não serei nada
Ao mesmo tempo serei tudo
Porque em teus olhos estão minhas asas
E está a orla donde me afogo.
Por que as pessoas se acostumaram a ir embora? Nos deixam para trás como se não fossemos nada. Como se não tivéssemos significado nada. Será mesmo que o “nós” perdeu totalmente o significado? Não só para você. Me refiro ao resto do mundo também. Por que de uma hora para outra tudo ficou tão superficial? Os finais ficaram frios, quase que parte do cotidiano, e os recomeços estão a cada dia mais constantes.
Uma pedra não sente
Não sente dor, nem amor
Nem Tristeza,nem nada
Se você tem esse pensamento
Provável que não seja o certo
Apesar de ter um toque de verdade
Será então que uma pedra não sente?
Uma pedra pode viver milhares de anos
Como dizer que ela não sente?
A chuva,o frio,o calor,ela sente isso
Até chegar em nossas pequenas mãos.
Estaremos nós errados?
Uma pedra sente ,ela já viu de tudo!
Tudo que ela viveu!
tudo que ela irá viver!
Uma pedra não morre
Uma pedra sente
Uma pedra
Uma pequena e inocente pedra
Uma pedra que tem histórias
Histórias que voam através do tempo
As milhas que ela viajou
Queria eu poder sentir,o que ela sente.
Senhores de Sí, Tudo do homem, Nada de Deus
A juventude e a sua velha máxima: "tudo posso em mim mesmo".
E nessa vida tudo se esvai com tanta frequência e tão rapidamente,
que mal paramos para analisar, a nossa conduta motivada pelos atos inconsequentes
e impensados do nosso ego.
Rios se tormam formas, e não por acaso no acaso, forjados a lágrimas.
O nó na garganta que transpassa a alma, riso em choro, toda uma estrutura se vai ao chão,
e "nossa juventude se perde".
Se perde por achar-se imortal; se perde por se acharem senhores de si; se perde por aplicar
seu "prazer" em prazeres da vaidade.
Motivado pelo seu ego, e "cheio de vida", pensa ser intocável, vive obstinado com a adrenalina,
de uma "vida louca",e na loucura dessa vida, la se vai mais uma vida.
E ouvi-se um som, cujo seu "teor" ostenta:
- desperta-te juventude que a vaidade te corrompe, e em contra partida, ecoa-se o som da inconsequência, que diz:
- Vá, tu ainda é jovém!
"Amar" não exige nada. Só um coração disponível. Se amar fosse uma razão sim. Amor não se decifra, não se regra, não se define, se vive!
Suprir sentimento por quem não sente nada por você é a mais terrível e torturante forma de masoquismo.
Não tenho nada contra os meus vizinhos ouvirem suas músicas com o volume alto, mas desde de que tenham o bom senso de não cantarem junto com as elas.
De Peixes
Mora na superfície, e nada na profundeza
É Inconstante, de difícil localização
Está intensamente afastado
Seu lugar, é a contradição.
Querido peixe, tenha mais exatidão.
Reluz em seus olhos a obsessão,
Cuidado peixinho, a ansiedade devora!
Teimoso, não me ouve, abocanha mais uma isca
Sorte que você ainda é pequeno!
E teve a chance de escapar.
Mas, peixinho você está crescendo
E o mar não é só diversão.
Tenha mais cuidado, você não é tubarão.
Peixe fui nadar,
Te cuida!
Eu não me permito entristecer por nada nem ninguém. Quando ameaça doer invento uma história engraçada pra distrair, uma piada boba que me faça rir. Ligo o som bem alto, danço e canto junto. Qualquer coisa que expulse a nuvem negra parada em cima de mim. Não me permito entristecer por coisas pequenas, pessoas menores ainda. Faço da felicidade a minha morada, onde a tristeza não tem lugar.
