Aos poucos frases
Você foi aos poucos se aproximando de mim. No começo não dei muita importância. Até que aprendi a confiar e a acreditar em você. Então resolvi aceitar sua amizade. Com o tempo fui percebendo que o que eu estava sentindo era muito mais que uma simples amizade, e então você se afastou de mim. Aí eu finalmente entendi que não devemos jamais acreditar em meras ou simples palavras!
Todo homem luta pelo o que quer, o maior problema é que são poucos que conseguem de valorizar o que tanto lhe fez lutar. Eu lutei por você e a minha luta foi tão dura, então prometi por mim mesmo conservar o que tanto me fez lutar.
Quantidade
Na busca de ser vários
e vários serem poucos
poucos vários são raros
e muitos são loucos
sou um desses caros
nos cascalhados cavoucos
do tempo, cheio de reparos
tampouco,
serei dos solitários
ou sequer um mouco
no amor
sou operário
aos vários de poucos
de ser trovador
Luciano Spagnol
19 de maio, 2016
Cerrado goiano
O que poucos sabem é que na arte só se consegue chegar perto de uma perfeição estética com a convivência diária criativa de uma avançada melancolia, tormentas no espirito incomodado e os vários enfrentamentos nos profundos abismos pessoais.
As pessoas deveriam contemplar e ,
glolificar a alegria do próximo .
Mas poucos tem a capacidade de suporta
a felicidade alheia .
Sabemos que os caminhos são muitos, os amigos verdadeiros são poucos e o Deus que nos abençoa é Único...
Obrigado meu Deus por sempre permanecer ao meu lado...
"MAMÃE-LIMÃO"
"Eu sou amiga de poucos, mas muito bons. Isto é uma coisa que vai nos ocorrendo com o passar do tempo. Quando se é mais jovem, a quantidade parece ser algo indispensável, pois, só assim, temos a prova de que somos realmente queridos e felizes. Tolice.
O mais interessante é que amigos nos trazem novas famílias. Sim. Porque a gente não é só amigo de Luiza... mas, de sua mãe, seu pai, seus irmãos, daquela prima dela, que vem para a nossa cidade nas férias de fim de ano, e por aí vai. Quando a gente se dá conta, termina por achar que é mais ‘da família’ que aquele tio que só aparece nas festas de aniversário. Enfim...
Foi nessa de quase ser ‘da família’, que conheci tia Dulce - mãe de uma das minhas melhores amigas, a Camila. Desde o primeiro dia, Mila me disse: ‘essa é minha mãe, a ‘mamãe-limão’. Eu achei engraçado, sorri com ela, mas não cheguei a perguntar o porquê daquele apelido.
Seguimos pro quarto... músicas, histórias, fotos. Aquela velha rotina de sábado e, sem dar conta, já chegava lá chamando a tia Dulce de ‘mamãe-limão’. Era tão natural, que, às vezes, tinha que me esforçar para lembrar o seu nome verdadeiro.
Os anos passaram. Certa noite, já adulta e com a cabeça cheia de pendências a resolver, liguei para Mila, mas quem atendeu foi sua mãe. Sabe quando a gente está tão ‘inflado’ com os problemas do dia a dia, que só quer um pedacinho de atenção e se esborrar num ombro que se mostre amigo? O dia era esse. Mas, contive a agonia e perguntei por Mila. Ao notar a minha pequena decepção por saber que ela havia saído e esquecido o celular em casa, tia Dulce perguntou se podia me ajudar em algo.
Essas coisas são feito manteiga no pão quente: deslizam.
Então, acabei por desabafar toda a angústia que me tomava naquele momento. Falei do quanto estava frustrada, cansada e desapontada, com a vida, comigo mesma, com o tempo, com as pessoas. Ela foi ouvindo tudo, quietinha, sem nada dizer. Eu chorei, engoli o choro, chorei de novo. Só silêncio. Mas, aquele silêncio que soa compreensivo, sabe? Então, finalmente, ela se pronunciou: “querida, permita-me dizer algo. Se eu pudesse lhe trazer para dentro de mim, dentro do que sou hoje, seria a melhor fórmula para lhe mostrar o quanto esta aflição que sente é passageira. Como, infelizmente, isto não é possível, cabe, a mim, apenas dizer que tenha calma. Há coisas na vida pela qual temos que passar. Ainda que pareçam, de certa forma, injustas, são necessárias. Ao fim, seremos produto de todas as nossas experiências. Mas, é preciso saber pelo que sofrer. Lembre-se de que há sofrimentos inevitáveis. A gente se acostuma com as complicações da vida de uma forma tão cega, que nem sempre percebe que cria ciclos de autossofrimento. Mas, tudo bem. É tudo humano. Acalente seu coração. Respire e deixe que as coisas aconteçam no tempo que têm de acontecer. Lá na frente, tudo será história para contar. Tudo se resolve, de uma forma ou de outra’.
Senti, naquelas palavras, um calor tão grande. Elas tomaram meu corpo, fazendo as lágrimas secarem e o coração acalmar. Tomaram meu espírito, e senti paz e leveza. Agradeci e desliguei.
No outro dia, Mila me ligou. Tia Dulce não chegou a comentar sobre o conteúdo da nossa conversa; apenas, deu o recado sobre a minha ligação. Desta vez, não quis deixar passar a oportunidade. Perguntei o motivo do apelido. Ela riu, e disse: ‘achou que é porque mamãe é ‘azeda’, chata ou coisa parecida?’. Eu disse: ‘até pensei isto, por anos, mas não sei se estou certa. Ontem mesmo, ela me falou coisas tão incríveis ao telefone. Aí, lembrei de como a chama. Fiquei confusa’.
Então, ela concluiu: ‘mamãe-limão é uma espécie de incentivo diário, que ela mesma criou. Nunca lhe disse; você nunca havia perguntado... mas, minha mãe tem sérios problemas de saúde... luta contra um câncer há anos, que insiste em ir e vir. São dores e medos que batem à porta dela todos os dias. Ela faz tratamentos e mais tratamentos, que nem sempre surtem o efeito que se pretende, mas, no fim, acaba reagindo bem. Nem sempre é fácil. Há dias em que a tristeza bate, que a dor aumenta, e ela não pode fazer nada com isto, a não ser ter paciência e mais paciência. Acabou, então, criando um hábito, que mais parece um ritual mesmo: em dias assim, levanta da cama, com muito esforço, vai até a cozinha, corta uns limões e faz uma limonada. Ela acredita que, enquanto tiver forças para fazer de um limão, que é tão azedo e quase intragável, uma limonada, tudo poderá. Assim, renova as suas forças e acredita, com mais fé, no dia seguinte’.
O silêncio tomou conta.
Mila me perguntou, tentando me distrair: ‘mas, me fala, o que houve ontem?’. Eu respondi: ‘hum... posso ligar daqui a pouquinho para você?’. Ela: ‘claro, espero!’.
Desliguei.
E fui fazer a minha limonada”.
Aos poucos engolia a dor como se fosse o pó do amargo café… Estava ali, em todos os lugares diluída em lembranças, cheiros, fotografias. E de repente, ela fechava os olhos e sentia à chuva lá fora e aqui dentro escoando pelos olhos
Gosto de gente que tem brilho único,
um brilho que poucos suportam .
Gosto de pessoas luz
Que te contagia com boas energias .
Gosto de gente simples,
Que não te olha com olhar devorador,
Mas que te abrace forte,
Te olhe nos olhos e, transmita amor.
Gosto de gente que :
Canta
Dança
Sorri
E é feliz!
Trazendo cor aos meus dias
Trazendo alegria,
Pulando e
Sorrindo.
Gosto de gente assim;
que chega, e faz morada.
A arte de ser doido, maluco, louco, sinônimos tais que são privilégio de poucos que esquivam-se de paradigmas sociais, medidos a partir de equivocados princípios de ética absurda e princípios morais equivocados.
Muito fácil o julgamento de outros, determinante e prova de coragem é julgar-mo-nos, isso sim, é saber lidar com suas próprias facetas e máscaras.
Romances que não escrevo
Amei em silêncio
E em silêncio aos poucos
Deixarei de amar...
A solidão rasteja
Pelas frestas da minha casa
E sem combate
Sinto sua vitória sobre mim...
O medo consumiu meu tempo
A angústia renovou seu espaço
Agora sigo os romances afáveis
De outros autores...
Vejo a cada página
O aprimoramento dos personagens.
Encontros. Desencontros. Reencontros.
E não consigo ver nas letras
Um espelho dos meus anseios...
Talvez por esse motivo
Tenha abandonado essa escrita,
Pois a minha pena nunca escreveu bons romances...
02.06.2013.
Poema publicado no Livro - Ossatura Poética. O corpo em poesias e a vida em poemas. Juruá, 2014.
