Morto
Vazio existencial
Antes estar morto do que só
Em seguida de nascer o sol
Deveras penoso a quem ama
Tanto espaço em uma cama
Para sofrer, basta ter desejo
Se cegar de luz no lampejo
Imaginar um começo e meio
Sem pensar no fim, ele veio
Inútil culpar a circunstância
Se afogar na sua arrogância
Ou estar ébrio de desilusão
De tanto apanhar o coração
Equilíbrio é a dica do amigo
A um leigo que corre perigo
Que desconhece o buraco
Se acha forte, mas é fraco
Existem teorias fabricadas
Especialmente aos “nadas”
Do vazio existencial, hábito
Mas a autoajuda é um parto
Não deve ter saída mesmo
Viemos ao mundo a esmo
O que eu vejo, um outro vê
Nos seus fatos e no que lê.
Enquanto me afogo em pensamentos, até então como um homem morto, a epifania me desperta. Eu ouço e sinto meu coração bater como jamais visto. Embriagado de inspiração, escrevo uma nota para a alma do indivíduo desvirtuado que trilha o caminho da perfeição. Enquanto passa pelas maiores dificuldades, que ele não se esqueça: existir é uma batalha ganha, mas não uma guerra, portanto que sempre busque seu caminho árduo com a confiança de continuar.
BEM OU MAL
Não sei se sou bom ou mal...
Vivo ou morto
Se aporto ou voo
Se desejo ou renego
Se desato ou fico
Se bom, inexisto
Quando não tô presente
Na presença do bem e do mal
Será que o bem não é vil?
Ou, o mal infinitamente são?
O VALOR É PERCEBIDO DEPOIS DA PERDA,DEFEITO HUMANO
Vivo era perseguido
Morto. Remorsados, ovacionam
Do paraiso, querem me vivo
Segunda canção do peregrino
Vencido, exausto, quase morto,
cortei um galho do teu horto
e dele fiz o meu bordão.
Foi minha vista e foi meu tacto:
constantemente foi o pacto
que fez comigo a escuridão.
Pois nem fantasmas, nem torrentes,
nem salteadores, nem serpentes
prevaleceram no meu chão.
Somente os homens, que me viam
passar sozinho, riam, riam,
riam, não sei por que razão.
Mas, certa vez, parei um pouco,
e ouvi gritar:-"Aí vem o louco
que leva uma árvore na mão!"
E, erguendo o olhar, vi folhas, flores,
pássaros, frutos, luzes, cores...
-Tinha florido o meu bordão
Avise aos malditos reis que me verão morto, mas nunca de joelhos. Avise as malditas putas que me verão triste, mas nunca por nenhuma delas. Avise aos malditos homens fracos que estes jamais me verão, pois os mortos nada podem ver.
"Se tu não fosse musa, seria eu, por ventura, o poeta que sou" ?
De um poeta morto, sem mar , sem porto...
A vida é apenas uma variação daquilo que está morto, uma rara exceção, não se aplica neste caso a dialética dos contrários.
Comentando...
(Acerca do filme "Deus não está morto")
"- Assina aquele "papel" idiota e segue em frente"...
Qualquer semelhança entre a namorada do Josh e a mulher do Jó seria mera coincidência? Haha...^_^
(Fabi Braga, 10/10/2014)
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"Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre.
Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios." (Jó 2:9-10)
"MAIS VALE UM COVARDE VIVO DO QUE UM HERÓI MORTO -- Convivemos com noticiário policial e observamos a morte de autoridades policiais e outros usuários de ARMAS; saindo em socorro de outras pessoas e levando a pior. O valente não é o que parte pra briga, mas o que corre"
Redenção nas Palavras
Me perdoa, o meu eu de ontem já está morto,
Pelos erros cometidos, carrego um fardo,
Hoje, humildemente, estendo a mão,
Na poesia, encontro redenção.
No rio do tempo, o eu se molda a cada dia,
Ontem se desfez, como a luz que se esvai,
Hoje é a tela em branco, onde a vida se cria,
E no amanhã incerto, o amadurecer que aí vem sai.
As lágrimas de ontem, como chuva que cai,
Lavaram as feridas, para o eu se renovar,
As escolhas do agora, são a voz que nos guia,
No eterno ciclo de aprender, amar e recomeçar.
Assim, perdoamos o eu que já não persiste,
Abrimos as portas para o que há de vir,
Na dança do tempo, cada passo é um artista,
E o eu que se forma, é um poema a existir.
