Morto
"Não se mata quem está morto. Assim como não se derruba aquele que anda prostrado à Deus."
—By Coelhinha
O MORTO HABITUADO
Não são leves os laços
do absurdo exercício:
o homem lado a lado
com seu laçado ritmo.
muito menos cumprido
do que dependurado,
plataforma do umbigo
ao pescoço do hábito.
Mas ao engravatado
qual o conforto vindo
provar que o inimigo
não inventou o laço?
Por outro lado, fausto
do que secreto visgo
se o absurdo do ato
costuma ser tranquilo?
Discreto e convencido,
como não dar o laço,
rebento do risível
com o bem comportado?
Conhecer o ridículo
quando se chama exato,
isento de impossível
e impossibilitado?
Demasiado antigo,
já não é bem um trato:
vertical compromisso,
enforca-se o enforcado.
"Foste morto, e com Teu sangue compraste…”
gritam os salvos, com glória e contraste.
De todo povo, tribo e nação,
Deus fez um povo, fez sacerdotes em adoração.
