Morreu e esta em um lugar Melhor
Estou só em um lugar hipócrita sem razão para coisas e tais, sem sentido, pois ai é que tá, e ai começa a chamada solidão, interessante não, mais porem triste, incapaz de suas responsabilidades, pois sei que quero alguma coisa para estar ao meu lado, sem que seja responsável pelos seus atos.
E há tempos eu preciso de um lugar-comum. Aquele bla bla bla infame não causou, e já estava me enjoando. Eu precisava sair dali. Peguei o carro e parti em fuga. Liguei o som. Aumentei propositalmente para não ouvir as lágrimas que vagarosamente começaram a cair. Comecei a cantar devagar e quando percebi estava gritando. Gritando e chorando, num desespero incontrolável. Parei subitamente de cantar, gritar e chorar simultaneamente com os pés no freio. Ninguém poderia suspeitar da minha fraqueza em lidar com certas coisas. Eu deveria manter sempre a postura ereta, os olhos brilhando e o sorriso colado à boca. Eu deveria provar a mim mesma e a todos que eu conseguira ser sempre assim, mas, há tempos em que o peso sucumbe e eu precisava parar. Fugir era minha especialidade. Tornara-me perita nisso. E foi quando me dei conta de que precisava voltar. O desespero nunca dura muito tempo. E eu sabia disso. E sabia que o mundo não iria parar para eu me refazer, embora soubesse que vez em quando era eu quem precisava parar para continuar vivendo nele!
Será que tem um lugarzinho pra mim no céu? Não sou estrela, nem planeta, mas busco um lugar nesta vastidão... Jaz que solitária aqui estou... Sozinha por que sou única... Sou eu... Não há outra igual a mim... Sozinha porque o que eu sinto, sinto só... O que eu penso, penso só... E acredito ser a única que me aceito do jeito que eu sou afinal me encontro, me desencontro, me condeno, me absolvo, aprendo e desaprendo... E com tudo me aceito...
Vivendo.
Pisar firme e pensar com calma, permanecer com a cabeça no lugar.
Para tudo se dar um jeito, afinal de contas, estou vivendo.
Há um lugar que espera por nos
Há uma vida para viver
Há uma ponte que me levara até você.
Há um sonho a ser realizado vivido, há um momento congelado no tempo á esperar por nos.á um beijo que não pode ser mais adiado.
Era um lugar tão bonito, tinha um gramado verde cobrindo todo o chão como um carpete novo, caia um sereno leve quase como uma carícia tênue e doce, com visão panorâmica avistava um pé de manga com várias frutas maduras tão maduras e doces que eu pude sentir seu sabor apenas com o olhar, a brisa acariciava os cabelos de forma amigável me lembrando dos afagos de amigos queridos, era o lugar perfeito mesmo para quem não acredita em perfeição, tão sozinho, tão tranquilo e silencioso...
Eis que de súbito o silencio é tomado por vozes e risos graciosos, tão contagiante que até o mais frio dos homens amoleceria, crianças, um monte delas, brotando da grama como sementes que cresciam depressa e parando de crescer com um tamanho aproximado de 4 ou 5 anos, brincando e correndo, faziam pipas com as folhas das arvores ou deitavam na grama e olhavam aquele lugar, sem maldade e sem ambição, sem nenhum plano pra amanhã ou contas a pagar, sem fumaça, sem perigo, sem marginais ou pessoas vazias.
Aquelas crianças me contavam seus milhares de sonhos sobre crescer e serem fantásticos, salvar o mundo, promover a paz mundial, deixar tudo sempre verde e bonito, quando dei por mim; era uma criança também, pequena e franzina como lembro olhos de jabuticaba e jeito ingênuo, sem maldade, sem medos, eu podia ser o que eu quisesse aquele mundo era tudo que eu mais queria.
Enquanto corria com as outras crianças, tentando imaginar um jeito de voar pelos céus, avistei uma garotinha sentada na beira do lago, tão sozinha quanto eu era antes, era magra e frágil, tinha olhos castanho claro, usava um vestido azul claro, tinha os cabelos cacheados e emaranhados com selvageria e graça, a pele clara e rosada como flores de pessegueiro, era uma garota linda e simples, mas exalava tristeza...
Aproximei-me do lago com algo nas mãos, sentei ao lado da garotinha triste e lhe estendi o que trouxe para ela, uma pequena flor azul que peguei perto dali, os olhos dela brilharam de encanto como quem enxerga o sol depois de vários dias de chuva, ela era ainda mais doce de perto, segurei sua mão molhada do sereno que caia olhei graciosamente para aquela garotinha e disse:
- Quer conversar?
Ela apenas sorriu sem jeito, apertou minha mão e disse:
-Sim...
Um dia posso não ter dinheiro, posso não ter saúde, posso não ter lugar no mundo; mas se eu tiver 1 amigo, não preciso de mais nada.
O tomate, os remédios, e o lugar que cada um de nós tem garantido, no inferno ou no paraíso.
O preço dos bens e serviços é formado basicamente pelo custo, onde cada um adiciona o lucro que pretende.
Essa equação é regulada pela maior lei de mercado existente, que é a procura.
No caso do alto custo do tomate, campeão de todas as discussões hoje na mídia, é fácil entender que os produtores que perderam suas safras estejam tentando se ressarcir dos custos e ter seu lucro com o pouco tomate que sobrou.
Na terra de todas as pizzas, não está faltando quem pague várias vezes mais seu custo habitual para ter à mesa o produto.
Se o povo não comprasse o tomate, o produtor iria baixar o preço, absorver esse prejuízo momentâneo e se ressarcir em várias safras, não em uma só como pretende, e como acontece com a maioria dos produtos que são regulados e obrigados a se submeterem à dura lei da oferta e da procura.
A pizza para muitos é o paraíso dos domingos e hoje o tomate é o inferno dos produtores.
Mas tem coisa como os remédios, que não estão sujeitos às chuvas nem trovoadas e na maioria das vezes são produtos químicos, minerais e vegetais abundantes, misturados em pequeníssimas proporções que cabem numa caixinha, num pequeno frasco ou tubo e que custam os olhos da cara, porque a ninguém é dado o direito de escolher se vai ou não tomar um remédio que vai lhe devolver a saúde ou mesmo salvar a vida.
A mentira deslavada contada pelos industriais do ramo é de que a pesquisa para descobrir e desenvolver os remédios é muito cara.
É fácil verificar a mentira, quando se vê que os lucros astronômicos desses laboratórios transformaram seus proprietários em bilionários, fizeram dessas, as maiores e mais rentáveis indústrias de todos os gêneros, em todo o mundo.
Eu não usaria aqui o termo máfia dos remédios, porque a máfia e todo o crime organizado junto, são comparáveis aos pequenos delitos e pequenos marginais, se pudéssemos avaliar a perversa realidade que o alto custo dos remédios causa na população do mundo todo.
Milhões, repito, milhões de pessoas morrem todos os anos, por não terem acesso aos remédios básicos e aos chamados de ponta na cura da AIDS, do câncer e de outras doenças, sem contar que esse custo tira do pobre, até o dinheiro da comida.
Portanto senhores, nada de pensar que o vilão dos preços é o tomate. A chuva passa, o lucro dos agricultores se recompõe, o lucro e a vida voltam ao normal em pouco tempo.
Mas não é isso que acontece com quem precisa de remédio, dos que já morreram pela falta dele, e pelos que precisam tirar o dinheiro da própria comida para trocarem a morte lenta da fome pela morte rápida de não tomar o remédio.
Por aí a gente entende, porque quando os ricos cometem crimes a gente fala que no fim termina em pizza.
É a comemoração da impunidade, que não vai ter vez quando alguns forem condenados pela sentença irrecorrível de padecerem no inferno o mal que causaram aos seus semelhantes, em troca de um suposto paraíso terreno que esse dinheiro maldito proporciona a alguns.
É desses que Jesus fala, quando diz que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico ter um lugar no céu.
Brasília
O memorial tem grande significado histórico e cultural
E também é um belo lugar para ver o lindo pôr-de-sol.
Já o Itamarati é dos grandes poderes e monumental
É o sempre famoso Lago Paranoá da prainha ao pontão!
Brasilia tem uma linda ponte que lembra São Francisco,
Seu zoológico é um passeio chamado "programa de indio".
O Espaço Cultural é o Teatro Nacional com três lindas salas
E no Oásis verde do cerrado se ouve os pássaros cantando!
Hoje fomos a um lugar qualquer para falar de coisas esdrúxulas e nostálgicas, um quebra cabeça onde as peças foram perdidas e as palavras foram rendidas.
Eu queria ter na vida simplesmente, um lugar de mato verde, pra plantar e pra colher. Ter uma casinha branca de varanda, com quintal e uma janela, para ver o sol nascer...
Eu queria estar em um lugar onde só estivesse eu e um belo por-do-sol. Onde eu e meus pensamentos fossemos os únicos a ocuparem o mesmo espaço, talvez não, por que somos um só. Eu e eles... os meu pensamentos. Eu sei, ele são muito confusos, mais eles ainda são as únicas coisas que me pertencem, nada mais nessa vida me pertence. Eu queria olhar pro céu e apenas sorrir. Mais oque eu posso fazer se isso não vai acontecer hoje? Vou apenas abaixar a cabeça e tentar ouvir o que me resta. Eu mesma.
A vida é como um rio que deságua em algum lugar, mas antes segue o seu caminho, ultrapassando barreiras, percorrendo os obstáculos e assim como as águas que correm pra frente à vida não volta, pois, provavelmente já desaguou em algum lugar dando passagem para outras águas que virão. A vida!...
O reino dos céus é um lugar onde a sua grandeza não é medida pelo status, poder e fama. Mas unicamente pela sua humildade.
Last letter...
Ontem ouvi um choro vindo de algum lugar, ontem percebi que alguém chorava; será que alguém mesmo se importa?
Vamos dar as mãos mais uma vez, eu preciso vê se ainda se encaixam...
Achei importante escrever sobre alguém, nesta última carta com minhas simples palavras, é importante lembrar me de alguém... E talvez me importar com o que nunca recebeu importância de algo ou de alguém...
Valores contorcidos, pessoas perdidas, umas vivendo como animais. Esse mundo se tornou um absurdo, parece que nada mais esta em seu lugar certo, simplesmente não se encaixa mais... E será que alguém se importa?
Eu achei importante escrever sobre o que ninguém liga, pois o que recebe importância não necessita dessas minhas simples palavras escritas nesta última carta.
Estava tão frio lá fora, mas será que alguém se importou com o que sente isso todos os dias, em todas as noites?
Será que alguém consegue ser tão egoísta e mesmo assim sabe amar?
Pessoas viraram números, uns mais altos, e outros mais baixos, e é exatamente nessa posição que cada um está, em cima, ou embaixo, dentro ou fora, aceito ou jogado fora. Corações não foram feitos para se reciclar, mas sim para conservá-los... Ninguém merece mais, ou menos. Mais alguns vão atrás de mais, e outros de menos...
Eu diria que alguém precisa se importar com o que ninguém mais quer notar que existe; o mais triste disso é que nessa última carta eu falo sob pessoas e tudo que as engloba, desde sua fome física até sua fome emocional. Hoje as pessoas morrem sem o amor, não sem a comida!
Às vezes uma pessoa pode ser empurrada tão longe que alcança um ponto além do medo, um lugar onde encontra uma estranha paz, onde se é livre para fazer a coisa certa, porque isso pode ser a coisa mais difícil de se fazer.
Uma hora do dia, um dia na semana, um mês no ano, o momento certo e a pessoa certa no lugar certo, não tem como dar errado
SEMPRE HAVERÁ UM LUGAR AO SOL, UM VERÃO PRA ESQUENTAR AS PAIXÕES, SE A GENTE FECUNDAR A LUZ DO AMOR
Almany Sol - 31/05/12
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