Moralidade
Em um país em que a Suprema Corte come lagosta e toma vinho caro as custas do Povo pobre e faminto, não há moralidade que se sustente de forma ativa e presente nas suas decisões.
O Relativismo luta contra a Moral Absoluta, mas deseja que sua Moral seja universalizável. É uma incongruência delirante.
Chamamos de Tradição a repetição de um determinado costume sem adicionar a ele qualquer novo raciocínio ou conclusão.
Nenhuma Lei pode ser enunciada de forma absoluta e irrestrita, desvinculando-a dos motivos correlacionados ao contexto em que se aplica.
Leis são dogmas que devem ser aceitos por qualquer um que tencione viver sob a proteção do contrato social. Realmente não diferem muito de convicções religiosas, mas tendem a ter um viés mais Consequencialista Utilitário que as crenças de cunho essencialmente religioso.
Nos últimos 2 mil anos da história ocidental, testemunhamos o Estado transformar-se em um sucursal da Moralidade religiosa.
A Ciência oferece conhecimento da realidade. A Religião, esperança quanto aos seus significados, propósitos e desdobramentos.
Quando Razão e Tradição divergem, escolhemos entre as duas por aquela que mais nos favorece ou agrada.
- Relacionados
- A Moralidade em Nietzsche
