Moralidade
O cristianismo frequentemente promove uma visão universal da moralidade, na qual os valores pessoais devem ser aplicados à sociedade como um todo. Isso dificulta a separação entre ética privada (como uma pessoa vive sua vida) e justiça pública (como a sociedade regula comportamentos).
A moralidade tem sido historicamente moldada por narrativas religiosas, que oferecem uma estrutura de certo e errado fundamentada em crenças metafísicas. No entanto, em um mundo cada vez mais plural e secular, a necessidade de um sistema moral desvinculado de dogmas sagrados é evidente. Como exploramos extensivamente nesse livro, uma moral baseado em figuras externas, crenças metafísicas, focam em agradar uma entidade fora dessa realidade. Isso coloca humanos como segundo plano, nos forçado sofrimento desnecessário para tentar agrada uma entidade metafísica (Deus de Abraão), que nem sabemos se existe, ou mesmo que se importa caso exista (Deus Eric).
A.C. Grayling destaca que a moralidade ateísta, ao contrário das alegações frequentes de seus críticos religiosos, não é relativa ou frouxa. Pelo contrário, ela se baseia em um conjunto claro de princípios que são essenciais para o funcionamento harmonioso da sociedade e para o bem-estar de todos. Em sua visão, existem regras que devem ser mantidas, mas elas não derivam de submissão a uma autoridade divina ou do medo da punição eterna. Em vez disso, essas regras emergem da razão, da empatia e de uma compreensão profunda das necessidades humanas.
O crente é incentivado a buscar aprovação divina, e a moralidade está diretamente ligada à vontade desse ser supremo. Nas palavras de Renato Russo: “Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste” Índios.
Ética e moralidade não existiriam se vagasse pela terra o último ser humano, o último egoísta do planeta não tem moral. Quando falam em moral egoísta e individualista, dou risada. Não faz sentido uma moralidade imoral. Todo ato egoísta é um ato imoral. Ser imoral é ser egoísta.
Religião não ensina moralidade, ela propaga o medo da punição eterna, religiosos não amam a deus, na verdade, apenas tem medo de um monstro imaginário.
Nem todo vício é prejudicial,
O embriagar de Felicidade
Sem dano na moralidade
Um bem descomunal.
Tragar a Lucidez e fugir por um instante da ignorância real tão constante.
Ficar sempre conectado na rede do Bom Senso, algo tão escasso.
E na Overdose de Amor, fazendo a si um favor e a todos a seu redor.
Se tivéssemos o poder da invisibilidade certamente teríamos dificuldade com ética, moralidade e honestidade.
A moralidade pode ser tanto reativa ao estabelecer limites quanto proativa ao promover atitudes positivas.
Moralidade, generosidade e caridade não precisam estar vinculadas à crença na existência de uma divindade.
Quem deseja ser um deus cria uma moralidade enganosa, estabelecendo o código da iniquidade em seu coração egocêntrico.
A moralidade autêntica nasce da compreensão do bem, não da coerção religiosa. Obedecer sob a ameaça do inferno ou a promessa do céu não é virtude, é condicionamento.
“A deterioração cultural, a desvalorização do tecido humano e o relaxamento da moralidade no seio social, são fatores pertinentes em um país […] em que os absurdos tornaram-se uma constante.”
A Falsa Moralidade
A corrupção inicia bem antes da eleição, do voto
e de seu resultado. Cargos apadrinhados, venda de
votos, trocas de favores...
Uma conta alta a ser paga por quem se deixa
corromper e pelo elo mais fraco da corda: o povo.
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