Moradores de Rua
Tudo me leva até voce
Cada olhar, cada sorriso, cada passada,
Cada rua, cada esquina, cada calçada,
Tudo me leva até voce
Cada luar, cada sereno, cada madrugada,
cada légua , cada colina, cada alvorada,
Tudo me leva até voce
Cada tom, cada tino, cada ressoar,
Cada nota, cada melodia, cada brilhar,
Tudo me leva até voce
Cada dom, cada sino, cada respirar
Cada quota, cada simetria, cada alinhar,
Tudo me leva até voce
Eu moro na rua da saudade, que faz esquina com a rua da espera. Longas horas, dias intermináveis e noites que nunca acabam, esperando pra te ver chegar sorrindo e cheia de abraços ternos, com aquele carinho e aquela segurança que só nos teus braços eu encontro.
Eu moro na rua da saudade, que faz esquina com a rua da espera. Longas horas, dias intermináveis e noites que nunca acabam, esperando pra te ver chegar sorrindo e cheia de abraços ternos, com aquele carinho e aquela segurança que só nos teus braços eu encontro.
Nesse meu endereço, tudo parece tão solitário, um retrato de mim, sem ti. Mas nem tudo está perdido, pequena, pois a dois quarteirões fica a rua da felicidade, onde vamos morar. Minha morada na saudade é temporária, e a nossa casa na felicidade será, devéras, pra sempre.
Enquanto te espero, fico em casa, vendo a chuva molhar a saudade, fico ali, quietinho, clamando por tua presença, esperando ansioso pela tua chegada, que tanto bem me faz. Esperando por teus abraços, e teu sorriso doce, teu toque macio, teu falar suave, tudo aquilo que, em um lapso de momento, me faz sentir um morador da felicidade.
Enquanto te espero, agradeço ao destino pela certeza da tua chegada, peço a ele que não te desprenda de mim, e a chuva continua, molhando a saudade e, agora, também os meus olhos, que tanto queriam te ver sorrindo, um quê de tristeza, mas certamente é muito mais felicidade, pois sei que a longa espera vai, de verdade, valer a pena.
Evolução a qualquer custo ? O dinheiro manda ?
Mas a rua vai ficar é com o samba!
Política do medo Todo mundo roubando
Mais nunca vão roubar a alma de um malandro!
Eu ando pela rua, meio cambaleando. Não tem erro, é um pé na frente do outro, um pé na frente do outro, um copo depois do outro... Me vê outra garrafa de rum, por favor.
Sabe o que me faz feliz? Andar na rua e me darem bom dia, olha pro lado e ver pessoas sorrindo, seguir em frente sem ter rumo e chegar em um lugar lindo,olhar pras pessoas que mas amo e dizer eu te amo, encontrar um amigo de infância, ver um céu lindo cheio de pássaros cantando, isso me faz muito feliz…
Mas sabe o que me faz triste… Ligar a tv e ver pessoas morrendo, gente passando fome, políticos roubando e ainda vejo gente reclamando da vida… Será que um dia tudo melhora , e eu vejo a luz do dia linda?
Bicho da rua
Que sabe o que quer
Bicho da noite
Um trocado qualquer
São tantos bichos no meio do lixo
E a gente fingindo não ver
Eu olho para a rua
E tudo parece errado,
Foi macumba ou hipnose,
Mas eu fui enganado.
Camuflam a miséria,
Montam um cenário,
Estão todos a serviço de um rei imaginário.
Comprar mais uma vida,
Para trocar por um espaço mais baixo que o chão,
Roubar, palavra estranha para afirmar;
O que fazem dentro dos portões do céu.
Sem querer,
Caí no mundo sem ninguém ver,
Faço o que posso para viver,
E sempre toco as nuvens pra entender.
Já não sei o que posso pegar sem pedir,
Eu tenho exemplos,
Mas quais eu devo seguir?
E quais as mentiras que eu quero ouvir?
“Você pode ser extremamente pobre e morar na rua, mas a educação jamais será negada a ti, pois livros bons se conseguem até no lixo.”
Sinto falta das vozes de crianças correndo na rua. Da minha criança que correu e ficou jovem. Sinto falta do cheiro de menina, falta do grande aconchego com os pais.
Tirar do bolso algumas moedas e doa-las a quem pede na rua são atitudes simples pra qualquer um que tenha o mínimo. Quero ver sair da zona de conforto e viver a realidade do próximo, mesmo que seja por breves instantes.
Já são quase nove horas
O sol lentamente desce
E o céu vai deixando de ser azul
Aos poucos na rua escurece
Devagarinho o sol vai levando o dia
Para dar lugar mais uma vez a lua
E se eu fosse passarinho, iria junto dele
Ah, se eu pudesse
A noite é chuva
A chuva é calma
No silêncio da alma
Ela passa na rua
Transbordando na praça
Escondendo a lua
Deve haver algum lugar,
Onde é eu ainda não sei,
Onde as crianças ainda jogam bola
Na rua descalças, da vida a mercê
Esse lugar talvez o futuro não encontre
Os próximos nem conhecerão
Da vida o mais puro sentido
Na lembrança da infância, ilusão...
Gosto das coisas simples, como as frases clichês, andar de mãos dadas na rua, chamar de apelidos engraçados e todos no diminutivo, dar beijos de esquimó e selinhos carinhosos antes de um beijo ”daqueles”, trocar sms de madrugada e coisas do tipo. Sim, já me chamaram de bobo por ainda acreditar no amor e suas confusões, mas eu sempre digo à eles: ”você nunca vai viver realmente uma vida senão entregar-se sem medo ao amor.
Brigar na escola é tão coisa de menina de rua, isso não é motivo pra se orgulhar, nem ficar se achando fodinha.
Caminhando pelas rua de Porto Alegre
Pela única vez eu te vi, no fim de Abril
Terminando o dia e começando o frio
Teu sorriso era tão lindo, como o sol se pondo no Guaíba
Ali estava ela, na Redenção numa tarde de domingo
Tomando chimarrão com suas amigas
Me faltou coragem de puxar assunto, talvez dizer o que naquele momento eu sentia
'Ah, como era lindo teu sorriso guria'
Eu tinha 14 anos, e pela vergonha a chance de te conhecer perdi
Muito tempo se passou, mas ainda lembro de ti
