Moradores de Rua

Cerca de 3318 frases e pensamentos: Moradores de Rua

Se a noite veio vestida de chuva, você chegou vestida de tentação. Tem mulher que ilumina a rua... e tem você, que bagunça até a imaginação.

Que essa noite te abrace devagar, com o frio do lado de fora e um sorriso daqueles que aquece qualquer coração.

Se um dia me encontrarem embriagado na rua ou numa barraca, peço para que não me levem para casa. Não bebo por excesso, bebo por ausência. O álcool não entra em mim: instala-se, ocupa-me, vive-me. Por isso, perco-me em cada gota e ressuscito em cada decepção. Furucuto, 2026

Não perdoo nem parente, quem dira os da rua. Mal se paga com mal e na primeira oportunidade eu me vingo!

O homem pode pregar na praça na quinta, na rua na sexta e na igreja no domingo, mas, se negligenciar a prática da oração, arma uma cilada para os próprios pés.

⁠⁠Acordado, porém, inserido em um emocionante devaneio, estou em um cenário noturno, numa rua pouco iluminada, noite chuvosa, a lua está com um brilho discreto e no centro desta rica imagem que dedicadamente a observo, teu é o destaque, um inevitável encantamento.

Banquete muito aliciante para os meus olhos, a partir da tua bela silhueta sendo molhada pela chuva, usando um vestido simples, de tecido fino, um pouco acima dos joelhos, molhado e colado ao teu lindo corpo, estás graciosa, demonstrando um sentimento livre, intenso e audacioso.

Estou usando uma camisa alva de manga longa, desabotoada uns três botões abaixo da gola, ela está para fora da calça, descalço, também à vontade, felizmente, aqui, não tem mais ninguém, além de nós dois, dessarte, não seremos incomodados, uma favorável oportunidade.

Encantado profusamente, não posso perder tempo, vou me aproximando de onde tu estás, cada vez mais perto até estarmos um de frente para o outro e então, iniciaremos um deleitável momento, faremos valer este nosso encontro, acelerando amavelmente os nossos batimentos.

Sei que já estavas me aguarnando, considerando que não estás nada surpresa, que o teu olhar está alegre, brilhando com a minha chegada, irradiando uma notável veemência, a mesma que estou sentindo, finalmente, estamos juntos com os nossos desejos correspondidos.

Vou segurar-te pela cintura, juntando o teu corpo ao meu, beijarei a tua boca carnuda, um beijo profundo, sedento e demorado, uma vivacidade gradativa, meus braços pressionando as tuas costas, achegando-te mais ainda, embevecidos em uma sensação vívida bastante calorosa.

O calor e o impulso dos nossos instintos só fazem aumentar, instigando os nossos movimentos atrevidos, minha mão está debaixo do teu vestido, apertando e acariciando a tua nalga, enquanto, cheiro o teu pescoço e vou descendo, beijando suavemente, um sabor prazeroso.

Com as tuas mãos apoiadas nos meus ombros, levanto a tua perna, deixando-a encostada na altura da minha cintura e nesta troca de afetos, em breve, banhados pela mistura das águas celestes com o nosso suor derramado, após o nosso êxtase ser reciprocamente alcançado.

A Gentileza do Olhar

Rua quase deserta debaixo da escuridão celeste, sem luar, nem estrelas, que poderia ser vista facilmente como um lugar de solidão, triste e arriscado — uma impressão muito negativa.

Entretanto, se for observada por um olhar mais atento, logo será percebida a sua beleza admirável, que de alguma forma está viva: um lindo cenário, nada hostil.

Ornada por algumas luzes artificiais bem posicionadas, que trazem um aspecto muito receptivo, apaixonante, num ar de romantismo sereno e marcante.

Caminhar por ela durante a noite, deve ser bastante aprazível, inclusive na companhia da pessoa certa, dando passos tranquilos, sem nenhum motivo para se ter pressa.

Portanto, a gentileza e a calma também se fazem necessárias para uma observação mais completa, que não permita que as coisas significativas sejam ignoradas.

Silêncio inscrito


Repetidamente ouve-se o eco de um silêncio escrito dos dois lados da rua...
Perpetua-se, pela alameda vazia e fria, o eco de vozes antigas
guardadas na memória... revive-se dolorosamente o peso da ausência.
Enredam-se as palavras, sufocam-se as lágrimas engolindo-se em seco uma dor que insiste em se fazer sempre presente...
Suprimem-se as doces lembranças, que
iludem as veias de um tempo adormecido nos ombros cansados, esgotados de vida.
Insinuam-se em ondas de frio sobressaltos e temores – fantasmas de uma força invisível e maior do que o mundo.
Espalham-se palavras contra os muros, por debaixo de pontes... afogam-se sonhos
que o vento insiste em de volta trazer.
Há em minha lama uma sede feroz a consumir-me a razão... um pulsar loucamente do meu coração numa recusa insistente a ceder... deixar simplesmente acontecer.
Acumulam-se as sombras nos meus olhos...
Persiste sempre esse louco desejo de romper o vazio... de gritar o seu nome...
cravar no peito do impossível seu sobrenome.
Meu caminho segue...
Corda bamba...
Fumaça desgarrada de mim...
Preso à vida por um desgastado, quase roto fino fio.

Não Há Ninguém


Eu sei que sou como o pó levantado na calçada de uma rua qualquer, esquecida em um beco sem saída. Sei que caminho em passos tortos, de uma espécie de rascunho mal feito e mal passado. Sei que minhas sombras me engolem nas noites em que o coração se parte.
Busco aquilo que talvez não haja, no labirinto estreito de memorias perdidas. Tantas perdas sentenciaram o peito pelo nó de uma corda amarrada em espinhos. Ao afundar, não tive ninguém. Quando me afogar, não haverá ninguém.
- Marcela Lobato

O ciclo



A água que escorre pela ladeira não retorna à mesma rua.
Ela cumpre seu curso.
E apenas em outro ciclo, se ousar, volta a cair no mesmo lugar.

"Eu vi numa rua, feliz o amor segurando a mão da saudade.
Depois eu vi a saudade numa rua, triste não segurando as lágrimas.
E, novamente eu vi o amor feliz segurando a mão de outra saudade."
Haredita Angel
07.09.25

Na década de 50, quando ainda eu era criança, quando eu saía na rua com meu pai que era deficiente auditivo me deixava muito triste ao ver os outros chamá-lo de SURDINHO, ele tinha um nome, chamava-se ANTONIO!

Quando o Atacine e o Criança em Cena abrem espaço para crianças e pessoas em situação de rua fazerem cinema, a arte deixa de ser apenas entretenimento e se torna um instrumento poderoso de inclusão e dignidade.

Se o amor não apoia a inclusão de crianças e pessoas de rua no cinema, não serve para nada.

Eu me perco na rua de casa, quando você me olha com aquele olhar de quem não desejar nunca terminar de me esculpir.

A paz é uma criança brincando na rua,
A violência é o adulto com fúria brutal.
Ambientes diferentes,
E o combate feito no lugar errado.

O bandido do bairro domina a rua, mas o bandido no poder domina a regra. A aliança entre eles é o que transforma o crime organizado em um projeto de poder.

O tempo é a rua que te leva ao passado.

Não espere alguém te mostrar a rua, escolha você mesmo o caminho, e bata na porta dos sonhos.

O amor é rua da felicidade, uma casa sem portão.

A solidão é como uma rua escura, ninguém te vê, ninguém te abraça.