Moradores de Rua
"SABER NEGOCIAR É BOM: "QUANDO TRABALHEI COMO TAXISTA A NOITE, PASSANDO NA RUA MAXUEL NA TIJUCA (2 HORAS DE MANHÃ), 1 JOVEM ME ABORDOU, ELE ENTROU E PEDIU PARA PARAR MAIS A FRENTE PARA LEVAR MAIS 2 COLEGAS: QUANDO ENTRARAM, EU PERGUNTEI QUAL O DESTINO? O LIDER ME DISSE: JACAREZINHO (COMUNIDADE), OBSERVEI, ESTAVAM ARMADOS, EU LOGO ME MANIFESTEI: "VOCÊS SABEM QUE ESTE CARRO E O MOTORISTA SÃO VELHOS, MAS PERTENCEM AO HOMEM LÁ DE CIMA ( UM DELES FALOU), AO SENHOR JESUS?, EU DISSE A ELE MESMO, E ESTÁ EMPRESTADO PARA EU GANHAR O PÃO PARA SUSTENTAR A FAMÍLIA. NA ENTRADA DA COMUNIDADE PEDIRAM PRA PARAR, UM DELES OLHOU PARA O TAXÍMETRO QUE MARCAVA $. 32,00, JOGOU $. 20,00 NO CHÃO E ENTRARAM NA COMUNIDADE. EU SEM RECLAMAR; PENSEI; ALELUIA SENHOR. OBRIGADO". Ademar de Borba.
O preço alto, o mercado caro
Na rua, a incerteza, um disparo.
Guerra mental, mundo animal,
É letal a dor no tribunal.
Julgam sem mesmo conhecer:
Direita ou esquerda, o que fazer,
Se é sempre o povo quem vai perder?
Nenhum inimigo de rua consegue ser tão cruel quanto o parente hipócrita que te abraça sorrindo, sabendo exatamente onde dói a sua ferida.
"O pastel e o caldo de cana são o batismo de quem não teme a rua; é a fusão entre o calor do esforço e a doçura da resistência, provando que a energia que move um gigante não vem do luxo, mas da pureza do que é autêntico."
“O poste da rua passa a vida inteira em pé, iluminando caminhos que não são os seus; as pessoas fazem o mesmo — sustentam a própria solidão enquanto acendem o rumo de quem nunca vai parar para olhar para cima.”
Preso em monólogos, rótulos, vou pra rua
e a vida nos cobrando respostas sem dar as perguntas.verdades são nuas e cruas.
Rotina ofuscando a retina que ainda brilha,
mas o brilho também é resistência, conduta e disciplina
.
Medos batem no peito como tambores,
e a coragem nasce no compasso,
Moldando amores e dores.
Cada cicatriz eu transformo em poesia,
Verso que ecoa, ferida que nos guia.
Caminhando sozinho por dentro dos meus pensamentos,
às vezes lento, mas sempre em movimento,
observo o tempo sempre correndo.
Acelerado, paro e conto até três, me acalmo,
mesmo no caos, busco a paz que torna alvo.
Buscando sempre a paz que me livra dos alarmes falsos.
Respiro fundo, guardo a brisa fria no peito,
mesmo em campo pequeno, chuto a bola meu jeito.
A cada batida, minhas rimas são espadas estilo esgrima,
a cada corte machuca, porém, também ensina.
Não desistir, persistir,
se seu sonho é grande você também precisa evoluir.
No ringue da vida não existe plateia,
suor no rosto é chama que clareia.
Cada queda ensina, cada dor constrói,
quem luta de verdade jamais se corrói.
Minha voz ergue muros, derruba mentiras vazias,
bloqueando sombras que iludem almas frias.
Cá entre nós, nunca estamos a sós,
quem ontem me ignorou, hoje implora minha voz.
Olho nos olhos, não fujo da briga,
verdade é flecha, mentira fadiga.
Quem hoje aponta, amanhã admira,
quem fecha a porta, um dia suplica a saída.
Eu não paro, eu insisto,
cada rima é fogo, cada verso é grito.
Do silêncio eu faço poesia,
das feridas sangram minha energia.
10 de julho de 2024
"Sonhei com uma rua cheia de gaiolas, com passarinhos dentro, nesse mesmo sonho bandidos estavam perseguindo meu marido que saiu para fazer xixi no banheiro do lado de fora, eu fui atrás dele, a fim de protegê-lo e consegui entrar em uma portinha, onde havia uma fechadura e consegui fechar a porta e pôr o ferrolho enquanto o bandido apontava a arma para meu marido. "
Às vezes caminhamos pela rua e vemos um rosto que parece familiar. Por alguns segundos, nossa mente tenta encontrar uma resposta. Já vimos aquela pessoa antes. Temos certeza disso. Mas de onde?
Então percebemos que o tempo passou.
Os cabelos mudaram. O rosto mudou. O corpo mudou. A forma de se vestir mudou. E, muitas vezes, até a expressão mudou. Aquela pessoa que um dia reconhecíamos instantaneamente agora parece uma estranha carregando apenas alguns traços de alguém que conhecemos no passado.
É curioso pensar nisso.
Passamos anos acreditando que conhecemos as pessoas, mas a verdade é que ninguém permanece exatamente igual. O tempo trabalha silenciosamente em todos nós. Ele modifica nossa aparência, nossos pensamentos, nossos sonhos, nossas crenças e até a maneira como enxergamos o mundo.
Talvez o mais impressionante seja perceber que isso não acontece apenas com os outros. Acontece conosco também.
A pessoa que fomos há dez anos não existe mais. Talvez nem a pessoa que éramos há dois anos exista. Continuamos carregando o mesmo nome, algumas lembranças e certas características, mas estamos em constante transformação. Somos versões temporárias de nós mesmos.
Por isso, às vezes, encontramos alguém que foi importante em determinado momento da vida e percebemos que já não sabemos mais quem aquela pessoa é. E ela também já não sabe quem nos tornamos.
Não existe necessariamente tristeza nisso. Existe apenas a realidade da existência humana.
A vida não foi feita para permanecer imóvel. Ela se movimenta. Ela muda cenários, muda caminhos, muda pessoas. Algumas permanecem próximas. Outras seguem por estradas completamente diferentes. E tudo isso faz parte do ciclo natural das coisas.
Talvez seja por isso que o autoconhecimento seja tão importante. Se o mundo muda, se as pessoas mudam e se as circunstâncias mudam, precisamos aprender a acompanhar nossas próprias transformações. Precisamos, de tempos em tempos, perguntar a nós mesmos quem estamos nos tornando.
Porque enquanto tentamos reconhecer os rostos que o tempo transformou, existe uma pergunta ainda mais profunda esperando por nós:
Será que reconhecemos a pessoa que vemos hoje no espelho?
A vida passa. Os anos passam. As pessoas passam. E talvez a verdadeira sabedoria não esteja em tentar impedir as mudanças, mas em aprender a crescer junto com elas, aceitando que tudo está em movimento e que é justamente essa impermanência que torna cada encontro, cada memória e cada fase da vida tão valiosos.
A rua não rouba apenas o teto de alguém. Ela interrompe sonhos, silencia talentos e faz muita gente acreditar que não tem mais valor.
Quando os emissários do demônio saem pra rua para pedir intervenção militar
Fica evidente que o inferno assumiu o poder e o diabo está governando
"O MUNDO GIRA: EM RELAÇÃO AO COMÉRCIO -- OS SHOPPINGS PREJUDICARAM O COMÉRCIO DE RUA, O E-COMMERCE (VENDA PELA INTERNET) ESTÁ DERRUBANDO OS SHOPPINGS. QUAL SERÁ O PRÓXIMO CAPÍTULO?" Ademar de Borba
Fui casa caída, bandeira ao vento,
fui rua sem nome e jardim sem dono.
Mas reguei minha ausência com esperança,
e plantei amor até no chão do abandono.
Pettrulho. Pedro Soares Ribeiro
O aposentado sai na rua e é assaltado; fica em casa e é roubado pelos ladrões do INSS. Que vida doida meu Deus!
Benê Morais
Não importa se é rua, vila ou cidade: quem abandona o próprio lugar paga caro, As eleições estão batendo à porta e o povo não esquece, voto não se compra, se conquista. Negligência vira castigo nas urnas.
Benê Morais
