Moradores de Rua

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Fria noite


Caminho pela rua à noite. A luz mortiça se refletindo nas lajes. Ó meu querido papel que aceita tão docemente a minha mágoa, o que não encontramos na noite, lar do sonho e da imaginação? Enquanto abro caminho na névoa, os espectros tomam forma, passam por mim protegidos pela escuridão. O escuro contém algo que eu perdi, que não me deixa encontrar. Foi a luz do dia, a clareza e a certeza da compreensão. A certeza da morte ao final. O breu do meu sonho cria vagos lampejos de nebulosidades. Durmo e vivo num mundo em que não há memória, que não tem passado nem futuro, ele existe sem termos consciência. Não quero, não posso voltar, a noite me seduziu e me tomou como posse. Só quero imaginar e isso acontecerá.

A paz é uma criança brincando na rua,
A violência é o adulto com fúria brutal.
Ambientes diferentes,
E o combate feito no lugar errado.

Eu me perco na rua de casa, quando você me olha com aquele olhar de quem não desejar nunca terminar de me esculpir.

"Há quem precise de segurança armada para andar na rua; o homem verdadeiramente culto anda protegido pela autoridade inabalável do seu próprio caráter."

10 de julho de 2024


"Sonhei com uma rua cheia de gaiolas, com passarinhos dentro, nesse mesmo sonho bandidos estavam perseguindo meu marido que saiu para fazer xixi no banheiro do lado de fora, eu fui atrás dele, a fim de protegê-lo e consegui entrar em uma portinha, onde havia uma fechadura e consegui fechar a porta e pôr o ferrolho enquanto o bandido apontava a arma para meu marido. "

Às vezes caminhamos pela rua e vemos um rosto que parece familiar. Por alguns segundos, nossa mente tenta encontrar uma resposta. Já vimos aquela pessoa antes. Temos certeza disso. Mas de onde?


Então percebemos que o tempo passou.


Os cabelos mudaram. O rosto mudou. O corpo mudou. A forma de se vestir mudou. E, muitas vezes, até a expressão mudou. Aquela pessoa que um dia reconhecíamos instantaneamente agora parece uma estranha carregando apenas alguns traços de alguém que conhecemos no passado.


É curioso pensar nisso.


Passamos anos acreditando que conhecemos as pessoas, mas a verdade é que ninguém permanece exatamente igual. O tempo trabalha silenciosamente em todos nós. Ele modifica nossa aparência, nossos pensamentos, nossos sonhos, nossas crenças e até a maneira como enxergamos o mundo.


Talvez o mais impressionante seja perceber que isso não acontece apenas com os outros. Acontece conosco também.


A pessoa que fomos há dez anos não existe mais. Talvez nem a pessoa que éramos há dois anos exista. Continuamos carregando o mesmo nome, algumas lembranças e certas características, mas estamos em constante transformação. Somos versões temporárias de nós mesmos.


Por isso, às vezes, encontramos alguém que foi importante em determinado momento da vida e percebemos que já não sabemos mais quem aquela pessoa é. E ela também já não sabe quem nos tornamos.


Não existe necessariamente tristeza nisso. Existe apenas a realidade da existência humana.


A vida não foi feita para permanecer imóvel. Ela se movimenta. Ela muda cenários, muda caminhos, muda pessoas. Algumas permanecem próximas. Outras seguem por estradas completamente diferentes. E tudo isso faz parte do ciclo natural das coisas.


Talvez seja por isso que o autoconhecimento seja tão importante. Se o mundo muda, se as pessoas mudam e se as circunstâncias mudam, precisamos aprender a acompanhar nossas próprias transformações. Precisamos, de tempos em tempos, perguntar a nós mesmos quem estamos nos tornando.


Porque enquanto tentamos reconhecer os rostos que o tempo transformou, existe uma pergunta ainda mais profunda esperando por nós:


Será que reconhecemos a pessoa que vemos hoje no espelho?


A vida passa. Os anos passam. As pessoas passam. E talvez a verdadeira sabedoria não esteja em tentar impedir as mudanças, mas em aprender a crescer junto com elas, aceitando que tudo está em movimento e que é justamente essa impermanência que torna cada encontro, cada memória e cada fase da vida tão valiosos.

“O poste da rua passa a vida inteira em pé, iluminando caminhos que não são os seus; as pessoas fazem o mesmo — sustentam a própria solidão enquanto acendem o rumo de quem nunca vai parar para olhar para cima.”

​"O pastel e o caldo de cana são o batismo de quem não teme a rua; é a fusão entre o calor do esforço e a doçura da resistência, provando que a energia que move um gigante não vem do luxo, mas da pureza do que é autêntico."

O tempo é a rua que te leva ao passado.

Não espere alguém te mostrar a rua, escolha você mesmo o caminho, e bata na porta dos sonhos.

O amor é rua da felicidade, uma casa sem portão.

*Amor verdadeiro de mãe*

Amor de mãe não tem CEP.
Não cabe em uma rua.
Num bairro.
E não se mede em km.
Se mede em:
Galáxia.
Órbita.
Sistema solar.
Coração de mãe é gigante como uma galáxia gigantesca!

_Van Escher _

Toda rua faz divisa com outra rua, todo alguém precisa de alguém

Por trás das janelas
Chove.
E a cidade parece a mesma para todos que passam apressados na rua, protegidos por guarda-chuvas e pensamentos que não se dizem em voz alta.
Mas basta olhar para cima.
Em cada janela acesa, há um mundo inteiro acontecendo.
Alguém corta legumes com cuidado.
Alguém se senta na cama, cansado demais para fazer qualquer coisa além de existir.
Alguém assiste televisão para não ouvir o próprio silêncio.
Alguém espera. Mesmo sem saber o quê.
Ninguém vê.
Ninguém imagina.
Compartilhamos o mesmo prédio, a mesma calçada molhada, o mesmo som da chuva —
mas não compartilhamos as mesmas dores, nem as mesmas alegrias.
A vida não é barulhenta como parece.
Ela acontece em gestos pequenos, repetidos, quase invisíveis.
E ainda assim, profundamente humanos.
Talvez seja isso que a chuva faça:
ela desacelera o mundo o suficiente para que a gente lembre
que todo mundo carrega uma história atrás de uma janela iluminada.
E que, no fim, estamos todos tentando a mesma coisa:
um pouco de abrigo.
Rosana Figueira

Nenhum inimigo de rua consegue ser tão cruel quanto o parente hipócrita que te abraça sorrindo, sabendo exatamente onde dói a sua ferida.

O homem pode pregar na praça na quinta, na rua na sexta e na igreja no domingo, mas, se negligenciar a prática da oração, arma uma cilada para os próprios pés.

O homem pode pregar na rua na quinta, na praça na sexta e na igreja no domingo, mas se ele negligencia a prática da oração, acaba criando uma armadilha para os próprios pés. É por isso que muitos pregadores vão para a cama com o coração pesado e acordam com o espírito amargo.

A rua ensina cedo, sem livro e sem lição,
que o destino de muitos já vem na contramão.
Sonhar parece erro, viver vira missão,
num jogo desigual que já começa sem opção.
Helaine machado

Hexa, hexa, a nação inteira canta,
cada rua vira arquibancada.
No peito a esperança balança
feito bandeira iluminada.
As torcidas são milhões de treinadores,
cada grito uma oração.
Todo mundo entende de futebol
quando joga a seleção.
Helaine Machado

A minha cor é pre...

A minha cor é do mendigo na rua
A minha cor é de presos na cadeia
A minha cor é periferia
A minha cor é da exclusão
A minha cor é de escravidão
Minha cor se tornou verde e amarelo

Meus ancestrais foram trazidos
pra cá contra sua vontade
Roubaram a nossa liberdade
e mais de 300 anos,
deste então nunca
fomos bem-vindos aqui
e somos obrigados
a fingir,
ignorar
que não somos
julgados,
vigiados,
condenados,
querem culpar até
nosso existir
e tirar nosso sorrir
nunca fomos bem-vindos aqui,

ainda sem oportunidade
há uma ameaça constante
de nossa liberdade,
a minha cor é suspeita
e muita gente não respeita
a minha cor começa com pre...
a minha cor é preconceito.