Moradores de Rua
"BENGALA BRANCA"
Um cego vinha descendo a rua com sua bengala branca, pela sua deficiência até que caminhava rápido e conseguia desviar da maioria dos obstáculos, não levou nenhum tombo, não deu de frente com nenhum poste. E continuou caminhando rua abaixo apenas com a certeza que sua bengala branca o orientava.
Ele vivia na escuridão, não via, não enxergava, seus sentidos eram apenas o olfato e audição e a bengala branca. Com todos esses problemas sua face não esboçava tristeza, apenas a determinação de ir ao seu destino. Tomou certo cuidado para atravessar a rua, mas atravessou...Tinha Fé!!!
O ACENDEDOR DO DIA (soneto)
Lá vem o sol o acendedor do dia na rua
Este mesmo, rubro, que vem reluzente
Raiando no horizonte, turvando a lua
Quando o véu da noite se faz ausente
Parodiado a poesia, a prosa continua
Na energia, na quimera poeticamente
À medida que a luz aos poucos acentua
E a escureza da noite se vai de repente
Encantada evidência que Deus nos doa
Brilho que doira o dia e ilumina a vida
E que com tal esplendor nos abençoa
Assim, em nossa alma o amor insinua:
O bem, a fé, a felicidade a boa acolhida
Que na claridade com a gratidão tatua
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020, 07’22” – Triângulo Mineiro
SILÊNCIO
Rua vazia, folhas de árvores balbuciando conforme a direção do vento. Frio pairando como se já fosse. inverno nada de cães a revirar o lixo em busca de comida. não há discussões calorosas sobre futebol. Hoje o bar está fechado. Casa pequena e organizada
Nenhum olhar que chore sua ausência. Nenhum sorriso que se Alegre ao ver tua face.
Masmorra
Ficava em alguma rua sossegada, de vias estreitas, quase sem saída.
Moradia empilhada, de paredes finas e escadas escuras. Janelas apertadas davam ares de sufoco aos segredos. Entreabrindo a porta; de nada se vestiam as paredes, o chão empoeirado mostrava que ali morava o desabitado. Esperava encostada em alguma divisória o ingresso de uma figura dramática.
Chegava o visitante.
Sempre apertava seus braços e engolia seus beijos. O desejo e o medo se amavam.
Violavam a repreensão.
O temor logo desaparecia e os anseios gritavam doídos em sua carne explorada.
Havia um espelho mofado no lavabo, deformando sua imagem.
Iludiu sua boca de encarnado e saiu ajuizando que havia sido furtada por algum sentimento obscuro.
Na rua admitiu o sol abrasador iluminar sua marcha.
E nada do que desejava na sua profundeza permaneceria
no cárcere infinitamente.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
A lua está tão bonita, ela está brilhando como nunca. Seu brilho ilumina as rua e os becos. As vezes no silêncio da noite, eu me pego pensando em você. Você que ainda não conheço, mas que a muito já paira em meus pensamentos.
Vagueia pela minha mente conturbada buscando conforto, mas tudo que acho são apenas reflexões ruins que me deixam cada vez mais longe de mim. noite que leva todos os nossos sonhos. vento que só deixa saudade. Mais Não me impede de escrever as palavra que meu coração quer te dizer : Felicidade aparece pois eu amo você . Boa noite.
Ninguém briga pelos túmulos do cemitério. Qual o mais bem localizado, na sombra, de frente pra rua, pro nascente, embaixo de uma árvore, na frente, atrás, no meio. Vaidade inútil, aliás, a última. Plantadas na terra, choro de praxe, por conveniência, alguns elogios, meditação sobre a transitoriedade, fragilidade, da vida, só na hora, depois, tchau. O sol não deixará de brilhar por causa de tu, seu lugar sera facilmente ocupado, disfarçado alivio até pra alguns, até, pode crer. Uma vaga de emprego a mais, mais comida sobrando, um a menos. Nem Tomaz edison que inventou a lâmpada elétrica, nem Santos Dummont o avião, nem um artista famoso de televisão, irão ser lembrado toda hora, chorarão todo dia, não viverão sem, fez falta por causa disso. Quanto mais um reles palito da caixa de fósforo, ínfimo grão de areia entre um milhão, mais um cidadão.
O Rei do Futebol
Da cadeira de rodas eu só via
As crianças na rua brincando
Em jogar bola vivia sonhando
Mas fazer aquilo eu não podia
Minha mãe me dizia chorando
Que eu sofria de microcefalia
E eu nunca fazia o que queria
Só fazia ver o tempo passando
Mas num dia eles me chamaram
E no jogo todo mundo me ajudou
Até para pênalti me selecionaram
Chutei bem fraquinho mas fiz o gol
Rostos felizes, eles me aclamaram
E pensei: "O Rei do Futebol eu sou"
Fico por aí procurando
Ando pelo mundo todo
E encontro
Em versos
Canções
Ando pela rua tropeçando no sorriso
Em todo canto estás
Saio correndo para ver
Fico parado para encontrar
Minha procura nunca cansara
Vejo
Canto
Falo e declamo
Toco
Fico por aí procurando
Fico por aqui sentindo
Fico e vou
Entro e saio
É muito estranho
Estar e nunca estar
Ver e não ser visto
Não ser visto
Ser
Não é deitando o lixo à rua que te vês livre dele. Se todos fizerem o mesmo que tu, o mundo será um lixo e não um local para viver.
No ar
Mistério
Fazes
Lua e sol
Mulher de rua
De caça
Mulher de festa
Fossa
Sol e lágrimas
Rosas
Frio
Mulher de cores
Sonhos e flores
Músicas
Sedução
Nos olhos pecado
Perigo
Em bilhetes se oferece
Entrega risos
Versos, cores
Mulher de medos
Segredos
Coração
Sou vigiada
Olhos espreito me seguem
Mas não o vejo, só sinto
Ando na rua
Sinto sua respiração
Fico alucinada, transpiro
Tenho medo!!!!
Corro entre os becos do meu cérebro
Tropeço, caio
Vejo as estrelas
Estrelas que me guiam
Por hoje consegui voltar
Mas sinto que sou vigiada
Paixão juvenil
Fico na rua a sua espera, de segunda a sexta , todo finalzinho de tarde.
Me maqueio toda e penso que ninguém vê
São horas me preparando.
Disfarço e subo rua acima.
Lá vem ele, as vezes de moto, ou na caminhada.
Com seus cabelos longos cacheados, pele morena como um cigano.
Que podia me roubar, já que meu coração foi roubado.
Quando vem caminhando Conto seus passos, de moto o vento deixa seu perfume.
Me congelo de tanta emoção.
Ele passa e nem me nota.
"Um sábio disse uma vez: Se você ver um homem dando doces na rua, aceita o doce, doce é bom, tem açucar, se ele oferecesse veneno, você não aceitaria."
Você tem o dom de me arrancar sorrisos bobos, ando pela rua sorrindo quando te vejo. Você tem o dom de fazer canção, mesmo quando não fiz melodia. Com sua força incrível me arrebata o coração em milissegundos. As quatro forças do universo estão contidas em ti. Gravidade: orbito o teu ser. Eletromagnetismo: meu ser se energia ao te tocar. Força forte: teu abraço me contém, me sinto seguro em teus braços. Força fraca: estou ligado em você mesmo quando estou distante. Pareceu complicado, mas esse amor é matemático. 1 + 1, eu e você, é igual a sorte, destino, amor, felicidade... E o que me faz parar é ter em você, tudo o que há de melhor numa pessoa só. A amiga que ajuda, a parceira trabalhadora que deseja crescer junta, a guardiã que defende e protege, a professora e aluna que ensina e aprende, a mulher sábia, inteligente, que com o olhar diz tudo, a namorada que aconchega no peito, a esposa maravilhosa, carinhosa, sedutora e acima de tudo te admiro por ser uma mulher verdadeira. Mulher que não esconde o que sente, que joga abertamente, que espanta com seu jeito muita gente, mas que a mim me prende. E é por tudo isso que eu te amo de corpo, alma e mente.
(...) coloca a tua saia de chita e sai para a rua colhendo olhares e desenhando sorrisos.
Escova a alma com esperança, enfeita te com ternura e ...sai!
O mundo é do tamanho do alcance do teu sentir ...
Uns milhões na minha mão
I
Cansada de ver a rua adormecida
Dos trapos ali, escondendo gente!
Idealizei nas entranhas da razão,
Para este problema uma solução!
Estas cápsulas fez logo inspiração:
Imaginem um grande espaço vazio...
Faça logo este tipo de acomodação
Para que durma longe do triste frio,
Um grande refeitório com comida,
Tipo do Bom Prato é muito bom
Os banheiros com chuveiro coletivo,
A lavanderia também neste conceito!
O refeitório serve para por neles razão:
Palestra, oficina, orientação pra crescer!
II
Isso parece coisa de poetisa que sonha,
Mas, se não houver ampliação do conceito
Este país pode ter milhões de: -Eu quero!
Isso tudo vira nada e o tudo vira passado!
É preciso mudar o conceito, a forma
Porque do jeito que está, tudo deforma
Parem de empurrar com o egoísmo
Alimentando maldito paternalismo!
Coloquem a vergonha pra funcionar
Chegam de patinar na lama de falar
E não fazer nada pra mudar de vez!
Necessitamos de políticas públicas
Eficientes, urgentes e concretas,
Não adianta só mostrar e sonhar!
III
Quando se constrói ou se reforma
Nós sabemos fazer orçamento
Daí, vem os bilhões para as casas
Do projeto: Minha casa minha vida!
Amplia o conceito da egoísta casa,
O individual é só o espaço onde dormir
O restante pode ser coletiva disciplina,
Discipline o povo e não sofrerão!
O Brasil só fica a patinar!
Já tenho mais idade desde o dia que nasci!
E não vi nada mudar!
Põe aí uns milhões na minha mão
Que aquele problema dos desabrigados
Tiro de letra, resolvo ele pra Nação!
Ultimamente, meu pseudônimo se chama " Caos", mora na rua do desespero e reside na casa desordem. Acho que é isso. Minha mente está a mil por hora, meu coração já não entende essas oscilações de sentimentos. Minha mente não compreende tantas mudanças. O vaso quebrou e os cacos estão espalhados pelo chão. O diamante está sendo lapidado e o açúcar mais refinado, a questão é que o universo não está a par do que está acontecendo...
