Morada
A tristeza, se muito acolhida,
vira morada, faz ninho, cria raiz.
Depois, tenta expulsá-la da vida…
E verás como é difícil ser feliz.
Quando a terra fez a morada do relacionamento sagrado da criatura e o criador, o homem tenta inutilmente estragar a epifânia
Aos descartáveis
Fiz morada em olhares que só alugavam
companhia por temporada.
Eu já ouvi que era diferente
Sempre pronto pra acreditar no que queria ouvir,
pendurar quadros no afeto provisório.
Vi promessa em cada silêncio,
confiança onde só havia distração.
Ofereci poesia e colo,
Recebi ausência embalada em desculpas de timing.
E então tudo foi ruindo.
Sem drama, sem despedida,
sem nem ao menos o respeito da dúvida.
Aparecia quando a saudade apertava o conforto,
sumia quando minha presença exigia profundidade.
Sequer quebrou o que eu sentia,
só deixou cair.
Como quem troca de roupa.
Como quem esquece um nome no meio da frase.
Como quem nunca quis mesmo lembrar.
Assinei contrato vitalício num papel de guardanapo.
Enxugou os lábios. E foi.
Fui o plano B preferido,
o ombro de emergência,
a plateia sempre disponível para seus retornos performáticos.
O substituto ideal: presente, inteiro, sincero
e portanto, invisível.
Ser demais sempre me fez sobrar.
E eu, idiota lírico,
achando que intensidade era moeda e não desvio.
Mas há honra em ser inteiro
num mundo que só toca pela metade.
Há dignidade em não aprender a amar menos.
Se ser descartável é amar sem reserva,
então sou arte na lata dos que não sabem olhar.
Fui frágil, fui bobo, fui chama em nevasca,
mas fui real.
E isso, por si só,
já me coloca acima dos que só sabem fingir.
meu silêncio não tem devolução,
e o amor agora tem lacre
Em todos os meus pensamentos vc tinha morada e para minha sanidade mental vc foi despejado... Triste fim
Onde a morte fez morada,
Onde o fôlego foi lançado ao perpétuo obscuro,
A vida fugiu sem deixar sequer leve pegada,
Inaudito, fato inexpugnável,
te deixar ir embora
porque cortei tuas asas
porque no início eu era tua morada
e agora eu vi que você morreu
entre os escombros dessa construção mal feita que me tornei
Sorriso de pétala morena,
Asa que pode voar longe, mas insiste fazer morada do lado esquerdo do peito,
Rastro de um olhar eterno de amora madura,
Alma que esparrama açúcar pelo caminho,
Assim, como a terra está cheia da glória de Deus. Cada pessoa, que torna-se morada do Espirito Santo, através do dom da graça de Deus mediante a fé em Cristo. Vai experimentar, através de um relacionamento com Ele, a verdadeira paz e alegria que o mundo jamais poderá dar a eles.
na vida tenho aprendido
que nem tudo é sobre morada
porque aquele que não é destino,
quase sempre é estrada.
“A glória de uma morada é ser habitada pela trindade, pai, filho e Espírito Santo.”
Giovane Silva Santos
Casa dos Pensamentos
Minha morada sempre será no seu sorriso cheio de peculiaridades, parece que não tenho nada pra fazer de tanto que escrevo por aqui, mas saiba tô fazendo muito e de tudo pra chegar aí.
Deus, o pai aviva-me para viver em tua morada. Faz de mim um ser menos imperfeito. Credita toda sua bondade e compaixão em teu filho.
Abra o baú de recordações e deixe sair todo o sentimento impuro que ao longo da jornada fez morada em seu coração!
A morada do vosso orgulho não deve ser a conquista em si, mas sim a trajetória que o levou até lá. É em sua história, nas suas abnegações e em todo método aplicado nesta senda que reside a verdadeira sabedoria e o escopo do seu brio.
Dor mesma que escurece minha alma, conduza-me à segura morada - onde os fracos contemplam o sagrado-profano,
belo mar de mentiras mal-contadas.
sádicos lugares que habitam minha alma, cripta que abriga desespero - tormento, dor, desalento, furor - nada escapa, sombrio nevoeiro -
que privando-me da visão, floresce ódio/rancor - mar de tanta dor, tormento, sofrimento, horror!
Ébrio, moribundo - destino oportuno, amor que consome esperanças, que desalenta, que faz-me as mais impuras cobranças, de modo que eu não consiga lutar.
Alma turista
Alma turista,
morada oculta.
Em um corpo hospedada,
viaja pela vida.
Com o destino traçado no mapa,
Deus como seu guia.
(Edileine Priscila Hypoliti)
(Página: Edí escritora)
Dia após dia.
Há sim que se fazer poesia
à noite ou de dia,
para não deixar a agonia,
fazer morada em nossa mente.
Não permitir que a tristeza
e a descrença nos atente,
neste mundo sempre descontente,
entretanto demente.
Que as lágrimas possam ser,
de alegria e de fantasia,
dia após dia.
