Molhado
NA POESIA
O choro é mais molhado
A despedida mais sentida
A dor é mais doída
A moça é mais amada
Até a lua é mais iluminada.
Há beleza
Na casinha de taipa à beira do Rio
Na moça feia debruçada na janela
Nos dias de calor e também de frio
Na modelo magrela na passarela.
Poesia embeleza
Faz da vida uma aquarela
Por isso sou louca por ela.
Aromas Passados
São as caricias do beijo molhado
São detalhes dos teus versos desejados por minha boca
São simétricos os lineares envoltos em seu olhar
É tudo e ao mesmo tempo nada
É fase
Logo após, lembranças
Controversas essas lembranças permanentes em papel de poesia
Dentre outras que foram esquecidas ao vento
Permanentes em meu coração devido a te gostar
Lhe escrever aquilo que não tento te esconder
Para ti só um frescor ao rosto
Sem a ciência do meu existir por você
Calai-vos os cavalos de guerra
Em um templo ao deserto um homem bravio
Sinto gotículas da chuva sobrevoarem meu rosto
Colunas semelhantes a força que teu olhar me expressa
O seu rosto delineado com a perfeição do meu íntimo
Você sobre um traje e cavalo branco com uma tarde chuviscada
O romântico e doce perfume que teu corpo exala
O gentil macio de sua pele que me acalma pelas manhãs
Laços de sua roupa deslocam-se ao anoitecer
É o tocar de nossas almas
Instável como montanhas deslocando-se por décadas
Desta forma me sinto quando te namoro
Namoro-te quando me sinto desta forma.
DELICIOSA !
Boca carnuda e sorriso reluzente.
olhos de um brilho molhado que muito fala e encanta.
Tez garota um cheiro inesquecível de mulher.
Pernas que distraem o pensamento,
ousada e calma.
A faz Deliciosamente LINDA.
APRENDENDO A BOIAR
Aceitar-me como um todo
Impossível
Estava ainda molhado e trêmulo
Do meu último mergulho
Resolvi então
Secar-me por partes
E observando cada detalhe
Na busca de encontrar
Por menor que fosse
E em algum lugar
O belo
O qual eu tentara sempre afogar
Para isso agarrei na afirmativa
Que todos somos filhos de Deus
E não usando a arrogância
De que teria de me aceitar
Por ser ele
Meu Pai
Mas sim
Acreditando na beleza de sua criação
Primeiro enxuguei meus olhos
E confesso que demorou
Já eram muitos anos de água
Porém precisava que eles estivessem
Claros e vivos
Bem longe da cegueira habitual
Sequei minhas mãos
Perfeitas
As duas
Bonitas e fortes
E prontas
Para segurar ou largar
Acariciar ou bater
Escrever ou rasgar as páginas
Dar adeus
Ou
Em parceria com meus braços
Não menos belos
Abraçar
Sequei minhas pernas e pés
Pois agora já conseguia
Enxergá-los inteiriços
A possibilidade
De ir e vir
Fugir e voltar
Voltar atrás
Deixava-me excitado
Sequei então
A cabeça
O rosto
A face
As orelhas
O nariz
Lindo
Tudo lindo e perfeito
Minha boca
Nossa, minha boca
Antes motivo de tanta vergonha
Por ser grande demais, beiçuda demais
Agora era poderosa
E sua beleza não estava só na forma
Mas no que ela passaria a dizer
Precisei me ver em partes
Para enxergar
A beleza de um todo.
Como eu amava meu cérebro
Naquele momento
Agora eu poderia
Nadar com meus braços e pernas
Ou
Com minha boca pedir socorro
Ouvir a chegada de um resgate
Respirar consciente
E melhor
Nadaria na direção certa
Com meus olhos como faróis
Que não fosse na direção ideal
Para os outros
Ou mesmo para mim
Mas que pelo menos eu achasse
Eu tentasse
Até uma direção contrária
Mas
Eu.
quando acordei no meio da madrugada meu lençou estava molhado de suor lebrei que estava sonhado com seu abranço é despertei en pleno calor.
A Tempestade e o Tênis Molhado
De sol
Que resiste
Em nascer
Irradiar
Luz
Calor
Esperança
Brilhar
Iluminar
Abrir
Caminhos
Em tempos
De estranha
Dança
Amo o movimento das águas
Quase tanto quanto teu olhar
Que me olha molhado quando me quer
Chamando pra dentro
te encontrar
O beijo deve ser quente e molhado, com desejo e vontade, desinibido, relaxante. Deve ter gosto de quero mais...
Desabafo
Por, Lês Portes
O beijo molhado ficou
Mas você não valorizou meu amor...
A filosofia que carrego comigo
Distanciou nosso amor...
A traição dos Judas que diziam
serem meus amigos
Me tirou do meu foco
Que fazia o progresso
Fui um pássaro perseguido
Usava óculos escuro
Mas não usava folha de bananeira
E nem sabonete marrom
Nem pô
Mas meu conhecimento lendo os pesadores
Ofuscou sua mente e seu espaço
Meu universo não era o seu
Eu conheci e absorvi seu universo
Mas você baby
Não entendia meu diálogo
que eu mesmo era culpado dele
Porque tinha que falar sua linguagem
Lembro-me de uma professora burra
Que dizia que primeira semana de Arte Moderna
de um mil novecentos e vinte dois já era
E que não havia primavera
Pequenos burgueses
E Status pelados que vivia a seu redor
Falavam mal de mim...
Mas não fui escravo
Por falta de sua compreensão porque estava
Enfermo partir...
Com meu coração partido...
Chorei sete anos...
Morri
E renasci em uma metamorfose
Com multiculturas da Europa
Paro por aqui
Pois não gosto de escrever desabafo
A traição que sofri
Foi de todos os escalões...
Mas não morri
Estou aqui com meu desabafo.
Apressei-me quando meus pés tocaram o chão molhado daquela tenebrosa chuva.Logo em seguida surge um garoto de cabelo curto,descalço e com um sorriso falso,o que me chama atenção.Um convite de diversão em plena noite a sós... a chuva significava calmaria...uma gota de alegria que ia em sentido ao coração,ressoava "esse é o momento".Meu coração desesperadamente
acelerou.
Quando amanhece chovendo
O galo canta molhado
lá fora o tempo fechado
com chuva raio e trovão,
me pego na oração para
agradecer mais um dia
e a Deus pedir valentia
para enfrentar esse mundão.
O amor é chuva que lava alma, e uma vez molhado, você não tem medo de pisar nas poças do caminho, é até divertido.
A Vida é mentira -
Tenho o corpo cansado
tenho os olhos despidos
trago o rosto molhado
tantos sonhos perdidos.
Trago o peito vazio
trago sangue e solidão
trago sede, trago frio
por sentir esta paixão.
E trago nada na mão
por nada ter junto a mim
já nem sinto o coração
talvez seja o meu fim.
E porque a vida é vazia,
tudo dá e tudo tira,
num impulso despi-a,
porque a vida é mentira.
Se um dia
Me surpreender
Com o rosto molhado com as lágrimas que jorram dos meus olhos
Se derrepente me surpreender em meio à solidão
Não se assuste
Sou eu chorando no isolamento da minha tristeza a sua falta
Por um amor impossível
Que é minha dor...
A vida é semelhante ao chão molhado; a postura ao andar é essencial, pois é assim que você se impõe para atingir seus objetivos.
No entanto, enfatizando a importância de fazê-lo com atenção constante. Do contrário, a vaidade e o orgulho podem te causar dolorosas quedas.
Mesmo que seja cuidadoso ao cair, tenha em mente que o ser humano não vive apenas de vitórias. A queda também vem com a evolução, então precisamos ser humildes e estar prontos para levantar-nos quando necessário.
O que me faz bem
Um sorriso largo e um abraço apertado
Um amigo querido e um beijo molhado
Um toque delicado e um chamego bem dado
O sol nascente e a lua crescente
As estrelas brilhantes e o campo florescente
Os pássaros matraqueiros e os meninos arteiros
O céu, o sol, o mar
Ser Ela! Amar Ele!
Enfim, a vida bem vivida!
Uma tontura no meio da rua, a vista turva, o corpo molhado.
Valei-me, Deus! Morre-se!
Passou.
Uma reza comprida, outra tontura!
Menino, que você tem?
Nada não, passou.
Um café, uma parede, outra pessoa, outra tontura.
Menino, tonteou?
Foi, mas já passou.
Um médico, um sorriso amarelo, um diagnóstico.
"Moço, é só coisas do coração, não mata não".
ERA NOITE
De horas frias
No chão molhado
Silencioso momento
De ruas vazias.
Alagando a calçada
Embrenhado a escuridão
Luzes piscando
Em plena madrugada.
O vento em calmaria
Enquanto a chuva
Lava as nuvens
Borda com alegria.
E vem um novo dia
Raios de Sol
Brinca no solo
Vira poesia.
Autoria Irá Rodrigues.
