Moça
SER MULHER.
Elas tem beleza por fora
por dentro é mais bela ainda
a menina a moça e a senhora
que a vida passa e não finda
porque toda mulher se reflora
e com tempo se torna mais linda.
Nova fase, novo ciclo, um recomeço para a menina moça a partir dos seus 15 anos de vida. É uma idade quando muita coisa acontece na vida de uma garota e ela agora está entrando em um novo capítulo de sua vida que a mudará para sempre; é a hora de enfrentar todos os desafios que estão à sua frente e como ela pode enfrentá-los com sucesso!
Laranja
Cadê Deus, meu pai? me conte!
a menina moça arteira
pede ao pai que lhe aponte
uma prova verdadeira
Cai o sol por trás do monte
colorindo o horizonte
ri o velho na soleira...
Mesmo tendo pouco tempo.
Moça, eu lhe amo tanto
Pode até parecer espanto
Mas eu cai em vosso encanto.
Metamorfose
Essa moça tá diferente
Já não liga pro que falam
Anda olhando para frente
Até as nuvens se calam
Inventou sabores diferentes
Acendeu o sol no jardim
Fez rimas no vento
Deixou florir um jasmim
Nunca mais duvidou
Que podia recomeçar
O vento convidou
E ela pôs-se a dançar
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 22/03/2022 às 17:00 hrs
Manter créditos de autoria original Andrea Domingues
Amadurecimento
Essa moça tá diferente
Mudou o estilo musical
Saiu do dó, ré, mi, fá, fá, fá
Pendurou a alma no varal
Aprendeu com o outono
Que para manter forte a raíz
Precisa deixar levar as folhas
Viver é ser uma eterna aprendiz
Acendeu as estrelas
Iluminou o pensamento
Fez nascer novos sonhos
Deixou florir o momento
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 05/04/2022 às 09:00 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Ei moça! Por que choras à janela de sua vivenda?
-Pra fingir uma viagem de despedida na janela do trem em desencaixe, mesmo sabendo que nem as lágrimas me deixarão...
-Foste abandonada pra se fazer assim?
-Nunca, nem viajei e tão pouco tive um amor...
-Razão do choro e soluços!
Alguns choram por terem vivido um amor que não deu certo. Outros por nem terem viajado!!
Menina Elis
Menina feliz
Menina moça
Menina.. quem me diz?
De sonhos
Encantos
De doces espantos
De sorrisos venturosos
Aventurosos
De cabelos coloridos
Enxeridos
Nossa estrela
Aquarela
Nossa menina
Cristalina
Floresceu
No jardim da vida
A flor mais linda
Bem-vinda
Menina Elis
Menina feliz
Menina moça
Menina...quem me diz?
Moça
Oh! Moça
Moça dos olhos azuis.
O mar te inveja.
Verdejantes campos te cortejam.
Olhos que brilhan no céu sem a lua;
Olhos que reluzem em minhas noites escuras;
Olhos que fazem meu coração latejar;
Olhos que candeaim estrelas;
Olhos que emergem das galáxias e seduzem o luar.
A poesia que faço entra em guerra com os próprios versos que inspiro.
Os versos perdem sua timidez.
Vorazes são as asas que voam em busca do teu encanto.
Palavras rodopiam pelo ar,
E a inspiração contínua não perde o vocabulário.
Eu e a ilusão,
Somos aliados no verbo Querer.
Quero-te no meu Poema;
Quero-te para isso ofertar;
Quero-te nem que seja uma única vez.
Para o meu amor á ti,
Entregar.
Moça!...
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Aí vem dona moça, o escárnio que baila feito soldadeira no coração desse Segrel.
Entre mui trovadores, sua imagem foi grã, delírio, e o infortúnio que me fez definhar com tamanha paixão.
Por tal razão, tenho vivido deambulando de corte a corte à procura de Amores, mas só encontrei solidão!
Moça
Sempre admirei sua força
Faz-me lembrar um girassol
Que dá as costas para a escuridão
Ficando de frente para o sol
Faz da noite o poema
Do dia a rega para crescer
Da tarde a coragem
Para então florescer
Agora, é só mais um tombo
Vista a sua armadura
Fique um tempo no cais
O silêncio também cura
Se o tempo encurtar
Se janela puder abrir
Eu sol, estarei te esperando
Por favor não vá desistir
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 29/11/2022 às 09:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Cinismo -
Foi na Praça do Geraldo
que uma Moça se perdeu
encontrou o seu Amado
e aos encantos não cedeu!
Era pobre o tal Amado,
Ela rica, assim se diz,
contra aquele pobre coitado,
Porcos, Barahonas, Cordovis!
Não insistas nesse amor
não importa quanto andes
esta gente só traz dor
Cabras, Noronhas e Fernandes!
Até o Padre da Paróquia
que mal sabia d'zer o terço
vem à Praça fazer troça
do rapaz que não tem berço!
A Moça que era esperta
disse a Todos que era Crente
e mal viu a Porta aberta
fugiu logo desta Gente!
Pretensiosos Sociais
levam tanta rabecada
mas ficam sempre iguais
parece que não foi nada!
Há-de a história repetir-se
não haver a quem acudam
das bocas há-de ouvir-se
só os Nomes é que mudam!
"Moça, ele sabe como você gosta. Ele não faz porque ele não quer. E quem não quer não tem interesse."
Moça do museu
Moça que eu vi no museu,
me apaixonei só ao te olhar.
Seu olhar me arrepiou.
Seu sorriso me conquistou.
Enquanto você observava as obras,
Eu fitava a obra de arte mais magnífica dali.
A qual eu desejei ter.
Você.
Sua voz ecoava pelo museu.
As ondas do seu cabelo me enfeitiçaram.
Sua voz soava como uma poesia,
uma poesia pura e bonita.
Desejei a todo minuto ser seu.
Queria ter seus lábios colados aos meus.
Depois deste dia, nunca mais te vi.
Mas desejo um dia,
Te reencontrar por aí.
"Aprenda, e ensina, moça
que no meio das crostas
das rochas nascem
flores
com seus lacínios e cores
blandícies, perfumes
querentes de olhar."
(04/05/2013)
Contemporâneo
Na escuridão do dia a dia ficam somente os dias cinzentos para lembrar-se da moça de verão. Os dias são quentes e úmidos e com chuvas vespertinas, meu quarto é escuro, úmido e mofado e sua atmosfera está carregada de fracassos e desilusões...
E em meu mundo estou ilhado, preso ao fracasso velado do dia a dia. Atrás de minhas muralhas não estou protegido e tenho buscado a Deus inúmeras vezes do meu jeito, meu jeito mundano de ser.
Sou um monstro preso a uma caverna escura e úmida e vivo a solidão mais profunda que existe.
Aquele objetivo de sempre ficou inalcançável, minhas forças exauriram, meu recuo é inevitável, no final ficou só à vontade, a vontade de viver o que não posso viver... Amar o que não posso amar... Ter o que não posso ter. É como uivar para a lua sabendo que ela não ouve.
Os dias cinzentos vão me trazer só mais uma lembrança negativa, a diferença é que a vejo sempre todos os dias a poucos metros em momentos matutinos e vespertinos, a vejo em sua essência primaveril tão alva e delicada que nem parece desse mundo. Eu sinto e sei que ela tem bem mais que beleza, mas ela não é para mim, seu coração escolhe uma pessoa para passar o resto da vida com você, mas o coração dela não o escolhe ou já escolheu outro é sempre assim, comigo é assim sempre desde que me entendo por gente, porém Deus já me avisou mais de duas vezes que ela não é para mim e devo para agora com tais sonhos.
Existe um limite intransponível difícil de atravessar... Eu desperdicei meu tempo tentando viver coisas que não são para mim em vez de seguir adiante.
Devo voltar ao meu silencio acomodado em minha caverna úmida e sair de lá só em dias cinzentos e chuvosos...
E aguardar um sinal de Deus, para que eu possa seguir meu rumo. Deixar e existir não faz mais parte do meu repertorio Deus tirou isso de mim, mas o amor fracassado ainda faz parte.
Entrego meu destino nas mãos de Deus.
Cristiano Silva
A SAGA DE UMA MOÇA RETIRANTE
Altura mediana, fina e frágil; cabeça bem formada; cabelos claros ondulados lhe escapava pelos ombros indo até os quadris; olhos intensos, cor de mel de tons amarelo âmbar ou dourado transparente; faces rosadas, sorriso cativante, predicados de beleza que faziam dela a moça mais bonita do lugar em que morava.
Mergulhada em uma vida de modéstia, recatada, reservada, era uma moça romântica, sentimental, inteiramente relaxada pela ociosidade, livre de tudo, vítima fácil de sedução pelo drama da pobreza e da ingenuidade por parte dos amantes de ocasião.
Caminhava por caminhos tortuosos de aclive áspero, solo pedregoso, pouco fértil pela escassez de chuvas, farnel ao ombro, a túnica arrepanhada à cinta, beirando as margens dos riachos secos com cacimbas de águas salobras e escuras pelas folhas dos arbustos e pelos gravetos retorcidos. Voltando os olhos por extensão sem fim, viu a noite baixar o seu manto escuro pela vastidão do espaço, onde só se ouvia o cantar agudo e alto da cigarra nas árvores de mata seca. Saiu-lhe do coração um suspiro profundo, quando a lua e as estrelas iluminaram radiosamente o céu com pequenos lumes que piscavam no alto do céu.
Acordou num certo dia, sentindo um silêncio sepulcral em seu entorno, pôs o saco nas costas e foi-se embora para a cidade grande e nunca mais retornou à terra natal.
CORDEL DA DESCONHECIDA
Contam uma história
De uma moça granfina
Que apareceu certa vez
Com a sua cintura fina
As pernas eram tortas
Seu nome era Josefina.
Gostava de um forró
Apaixonada por um vaqueiro
Com o sangue nordestino
O moço era forasteiro
Ela chegava, se apresentava
Como filha de fazendeiro.
O homem era conhecido
Como aventureiro José
Certo dia sem avisar
Na estrada meteu o pé
Foi viver na capital
Levou na bagagem a fé.
Josefina se lamentava
Por ter sido abandonada
O amor lhe dominou
Estava apaixonada
O mais triste da vida
Não podia fazer nada.
Chorava de noite a dia
Pior não tinha dinheiro
Parabéns correr o mundo
Atrás do seu vaqueiro
A alegria foi embora
Seu amor era verdadeiro.
O tempo foi passando
A moça era só tristeza
Desenganada do amor
Saiu pela redondeza
Chorando a desilusão
Pelo destino foi presa.
Autoria Irá Rodrigues.
