Mistura
Há flores aqui, meu bem, com as quais eu me enfeito e me perfumo pra te receber. O meu aroma mistura-se com o cheiro que exala da tua pele, dos teus cabelos, da tua boca, flutuando entre as borboletas que dançam em meu estômago.
Eu olho infinitas vezes dentro dos teus olhos. Mal posso esperar pra mergulhar nesse abismo tão convidativo. Essa essência que envolve o teu sorriso, o jeito como passa a mão entre os cabelos e me olha assim tão profundamente.
Qual o segredo destes olhos, o que se esconde neste sorriso?
Porque eu me sinto tão atraída por tudo o que vem de você?
Do que é que chamam isto? Mágica? Não sei, mas não tenho pressa. Não pretendo definir nada e, cá entre nós, é o que torna tudo mais interessante. Eu te deixo ser, tu me deixas também. Afinal somos um do outro, sem grades, sem correntes
Tudo aquece, eu me derreto. Nós dois em num só.
Minutos, sou tua. Minutos, és meu.
E ainda somos livres. Tu e eu.
[Ficaram ali por algum tempo, abraçados. Mas logo o cheiro e o calor os envolveram],
E eles fizeram amor.]
Somos uma mistura de traumas e tramas. Inerente a nós, tem fatos e atos. Resultado de linho e espinho.
Confesso
Uma tristeza em minha alma escorre
Sinto meu mundo estremecer
Uma mistura de lágrimas e ódio
Um pedido de compaixão
Minhas forças vão sumindo a cada letra
Sinto meu mundo se abrir
Meu refugio é você
O tom da sua voz me calma
Como eu queria te abraçar por um momento
Em silencio meu coração para
O seu cheiro me consome
Seus lábios me amolece
Só você tem o poder
A chuva em minha janela parece não cessar
O meu mundo de conto de fadas se quebrou
Mesmo em seus braços lágrimas escorrem
Você deve ir um dia
Pálida e nula ficarei
Minha tempestade será mais forte sem você
Não posso ser subordinada
Mais confesso ser totalmente dependente de você
O motivo da minha vida
Sem você seria tão fácil acabar com tudo isso
Graças a Deus tenho o seu sorriso
Me segura bem forte
Me promete que tudo isso vai acabar?
Você vai precisar:
- vasos
- areia
- terra preparada (mistura pronta de areia, terra e adubo orgânico)
- argila expandida
- mudas de ervas e temperos
- regador
Como fazer:
1. Saiba o tamanho que a muda atingirá e compre o vaso certo – no mínimo, um número 3 (grande). Cultive só uma espécie por vaso.
2. Forre o fundo com pedras de construção ou argila expandida (o suficiente para cobrir os furos). Acrescente areia até cobrir as pedras. Isso facilita a drenagem.
3. Misture duas partes de terra, uma de húmus e uma de areia e coloque por cima. Então acomode as mudas.
4. Acrescente o restante de terra, enchendo o vaso até dois dedos abaixo da borda.
5. Regue a muda, deixando-a três dias na sombra. Depois, é só levá-la ao sol, que deve incidir sobre a planta pelo menos 3 horas diárias.
6. As regas devem ser regulares, observando-se a umidade do solo do vaso (que deve estar úmido e não encharcado).
(Realização Conceição e Ana Paula Wenzel – retirado do site Itodas)
Sou essa mistura de rocha com folha ao vento.
Sou assim, metade partindo, metade ficando.
Nada, nem palavra alguma podem me definir, eu sou plural, inconstante e borboleta.
CORAÇÃO
MISTURA DE COR E AÇÃO
A COR DO AMOR
A AÇÃO DA MENTE
A COR DO SANGUE
A AÇÃO DA EMOÇÃO.
POR ISSO QUANDO SE VÊ
ALGUÉM QUE QUER SE VER
O CORAÇÃO DISPARA
PORQUE O AMOR ALI QUER NASCER.
NO CORAÇÃO SE GUARDA A ALMA
ESTA QUE NUNCA SE ACALMA
QUANDO SENTE QUE O AMOR CHEGOU
QUANDO VÊ ALGUÉM QUE DESPERTOU.
MUITAS VEZES O CORAÇÃO SE ENGANA
TROCANDO AMOR POR PAIXÃO
A PAIXÃO DEVORA A ALMA
A PAIXÃO MACHUCA A EMOÇÃO.
NÃO QUERO MAIS A PAIXÃO
SÓ QUERO ENTREGAR-ME AO AMOR
O AMOR É BRANDO, É SINCERO, É FIEL
A PAIXÃO É AGITADA, É TRAIÇOEIRA, É CRUEL.
QUERO SEMPRE O AMOR
NÃO QUERO CEGAR-ME A PAIXÃO
A PAIXÃO ENTRISTECE, ENLOUQUECE, CORRÓI
O AMOR ALEGRA, ENCANTA, CONSTRÓI.
A mistura da dúvida com a certeza
De que, se eu não voar um pouquinho mais alto,
Eu caio.
naftalinne@gmail.com
A casa era verde musgo. Nunca vou esquecer. E tinha cheiro de dama-da-noite, com uma mistura de erva-doce – que era o sabonete que ele usava para lavar o rosto depois de fazer a barba. Tinha algumas flores no portão que atraía borboletas que me faziam sorrir todas as vezes que eu chegava do colégio. A varanda do segundo andar era gigante, e lá eu sonhava todas as noites. E foi lá que eu decidi que seria injusto demais fazê-lo me esperar tanto tempo. Eu fiquei olhando as estrelas ali, sentada, por noites. Ficando nos mesmos lugares que a gente ficava, quando era noite, olhando pro nada; com você fungando meu cabelo e me fazendo sentir protegida. Fiquei sentada na rede por dias e dias, até decidir te privar de toda a espera. Sabe quando uma pessoa cruza o teu caminho e se torna TÃO especial que você tem medo de fazê-la sofrer um dia ou que ela se arrependa de ter feito tanto por você?
Sabe quando você sente tanto a falta de alguém que prefere esquecê-la só pra não voltar correndo e dizer que sente saudade? Depois do curto reencontro, lembrei de tanta coisa. É como se eu abrisse uma caixinha aqui dentro e começasse tirar as melhores lembranças de um dos melhores anos da minha vida. Das guerras de almofadas, da água gelada, da vez que trouxe o mar até mim, de quando cantou a música do Roupa Nova porque tinha perdido uma rodada do jogo, da vez que ficou me olhando enquanto eu dormia, do beijo na testa, das brigas, crises de ciúme, do medo que eu tinha de andar de carro com você, da vez que freou o carro com força só pra que eu quase batesse o rosto no painel do carro e desfizesse o bico, da noite na praia, das vezes que levou a igreja, das noites ao telefone, das crises de ciúme. Do sabonete de erva-doce que fazia questão de ficar no meu travesseiro quando você ia embora. Saudade da barba que arranhava, do abraço que apertava, do beijo que estalava, dos dentes que só mostrava pra mim (raramente, mas mostrava). Saudade das crises de riso que me fazia ter. Saudade da primeira noite que foi me levar até o portão de casa. Saudade do churrasco que eu não comi, de cantar a noite com você na varanda, de desligar o telefone na sua cara, de contar os meus sonhos, de me surpreender com você. Saudade de te ter como amigo. Como abrigo.
Eu nunca pensei que todas essas lembranças pudessem voltar um dia e você pudesse ficar perto, de novo. Mesmo que amanhã se afaste. Mas hoje, te senti perto. E isso me fez bem depois de uma segunda-feira tão agitada. Me fez bem me lembrar de tudo, lembrar de você, do cheiro, da voz, e até do sotaque que eu odeio e seu jeito de me irritar que sempre fazia eu fugir de você e correr no minuto seguinte.
Pode ser que amanhã tudo volte ao normal, e a gente finja que esqueça de tudo, de novo, como estávamos fingindo. Mas nós saberemos, sempre, que um pertence ao outro, de certa forma. Mesmo que mais tarde não exista mais o amor que une, o respeito que serve como elo, o sorriso que encanta, o sotaque que odeio. Mas sempre vai existir alguma coisa que vai te trazer de volta, pra bem perto de mim. Pode ser uma música, um cheiro de erva-doce, um gosto amargo de chimarrão, uma barba que arranhe. Pode ser qualquer coisa, desde que leve o cheiro, o aperto, as borboletas que sempre estavam por perto enquanto a gente caminhava de mãos dadas, ria um do outro, brigava, se xingava.
O tempo passou feito louco quebrando as vidraças e a gente ficou, aqui, sem ter nem pra onde ir... (8)
Enfim, obrigada por voltar, por me respeitar, respeitar meus motivos e, ainda insistir; e por existir! Não é nem um terço de tudo que eu tinha pra falar e explicar e tentar te fazer entender... Foi só o que eu senti depois, quando cheguei em casa, e tentei dormir; não consegui =S
Inúmeras frases terminam com um ponto de interrogação. Ele mistura as estrelas que dançam em olhos... É como uma partida de futebol; jogadores em campo, a espera do apito para o inicio da partida, é mais ou menos assim, não, é exatamente assim.
Ela ainda controla as coisas, Ela ainda pode fazer isso, por enquanto, e não sabe até quando... Mas o que queria mesmo, era saborear estrelas maduras colhidas na hora, olhares intensos que ardem o coração, e um jeito fácil de explodir o jeito que ele ainda não sabe, o jeito que ela não sabe mostrar tão bem quanto ele.
Ele, um garoto comum, não tanto assim, comum para os olhares burros, existem muitos assim por ai, é uma pena, se todos soubessem enxergar o que Ela enxerga... Não sei se isso seria bom, todos veriam o que Ela vê, todos sentiriam explodir sentimentos, mas poucos teriam força suficiente para controlar essa explosão, se é que me entendem... Como eu dizia, Ele, um garoto diferente de tudo o que Ela já viu, talvez Ele seja exatamente aquela sua inspiração ausente, tão parecidos, mas só Ela vê isso, pois como eu já havia dito, Ela não consegue explodir o jeito cativante dela, diferente dele, que sem saber faz isso tão bem. Ela se pergunta: O que eu faço? e Ela pensa: Não faça, não sinta, não veja!
Ela desvia o olhar inúmeras vezes, pobre Garota... Seu coração já sangrou demais, tem tanto medo de sentir, que não consegue se mostrar, as pessoas vêem seus olhos tão vazios, mal sabem que transbordam milhões de coisas lindas, coisas cativantes, coisas que derretem sorrisos congelados. Ela poderia dizer mil coisas, mas seus lábios tremem. Sabe quando uma pessoa te cativa tanto, e você fica com medo mostrar o que é, pois sente uma insegurança, um medo, um... Uma... Ele é tão assim, não isso, mas tão aquilo, que Ela mal consegue falar o que é, escrever, desenhar, nem mesmo pensar! Ela mal consegue sentir! Ela pensa que pode enlouquecer! Como alguém pode ser assim? Como alguém pôde travar tudo o que tem dentro dela sem fazer absolutamente nada? Apenas por existir... Ela ao menos tenta escrever um poema, pra tentar explicar em versos o que aquele Garoto tem e que ninguém vê, mas Ela apenas consegue escrever um texto que torna as coisas mais confusas ainda.
Quem sabe um dia Ela consiga, falar ou escrever, desenhar, pensar ou mesmo sentir.
A verdade é que quando Ela sente o vento em seu rosto, Ela pode sentir seu perfume, e isso é tudo o que Ela consegue dizer.
Há sempre o gosto de solidão no teu beijo. Não sei se a tua, ou a minha, talvez uma mistura das duas solidões, como se fossem apenas uma.
Quem é esta mulher?
Quem é ela que mistura realidade
E miragem num só ser?
Quem é está que é a rocha e ao mesmo tempo,
A tinta fresca que escorre
Pelas minhas mãos molhadas pela vontade ?
Quem é ela?
Que quanto mais conheço, menos reconheço?
Nas mil nuances dela mesma
Que se sobrepoem num quadro diante de mim?
Ela, que nunca é igual e nunca deixa de ser única...
Ela que é a mulher que busco desvendar,
Mas que se mostra nova
E se renova na arte do mistério?
Quem é ela?
Que sai da tela e invade minha vida sem pudores?
Que brinca comigo sem limites
E que me enfeitiça assim?
O que quer de mim?
Quem é essa mulher?
Zaz...
o vazio das coisas
mistura-se ao aparentemente cheio
e os veios da alma
confusos
espelham da janela um jardim
como se uma alegria justificada
por um momento especial
pudesse durar para sempre
Postado por milton às 04:41
Tenho uma ciumeira que quando se mistura com a esquizofrenia da minha agressividade, não sabe que voz seguir. Fico cega, surda e nada muda. Ele sabe a doida que tem e o que faço para defender o meu território. Não sou nada sofisticada, nem com palavras, nem quando quero descer do salto. Sou agressiva e uma barraqueira de primeira. Não mexa com homem meu. Não mexa com os meus pensamentos porque esses vão longe. Muita mulher fica dando uma de muita educada, muito cheia de si, metida a gostosa e esquece que o fumo entra. O meu macho come no miúdinho e se for pra meter lenha, que seja bem metido e que tenha bastante medo da fera aqui descobrir. Comigo a cobra fuma e a idade da pedra vem com tudo e bem lascada. Sou é nordestina, muito da arrochada e decidida. O meu Jota Cê é totalmente sufocado pelo amor velho de guerra. Ele respira o oxigênio contagioso de uma mulher que entrou em tudo que é canto e sem vasilina. Ele aprende na sabedoria das páginas da minha vida.
Em tempo:
Ele é o marido que minha alma elegeu...
... para dividir a comunhão universal dos degraus...
... da minha alegria.
[e quem se meter a besta, eu mostro o caminho]
~*Rebeca*~
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Dentro da minha solidão me perco num mar de paixao, que se mistura com uma tempestade de amor, e acaba numa praia de realidade !
Queria poder pensar menos no passado e viver mais o presente. Essa mistura de emoções e lembranças está me matando.
