Místico
SEMELHANTE
O cerrado, místico, denso e feiticeiro
Sinuoso, diversidade um repleto veio
Espinhento, áspero, e singular cheiro
De magia vai deixando o poetar cheio
Se a secura envolve o agreste roteiro
Embora seja, a chuva também é meio
Pancadas, carregadas, vento violeiro
Que canta nos buritis, vergado esteio:
Então, ora acinzentado, ora matizado
Teimoso e fagueiro, pincela o cerrado
Tudo converte, a quantidade aprouver
É semelhante ao cerrado o meu fado
Ora descorado, ora tinto, vou variado
E neste tom, irei onde mansidão tiver!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15 abril, 2024, 12’20” – Araguari, MG
Místico momento
Não existe perfeição
mas te leio...
Em palavras te
mostro já contida
em mim.
Músicas
me trazem
teu feitiço de mulher,
amada no prelúdio,
aqui dentro – ouço-te!
Nas "imperfeições" suas,
vejo as minhas próprias...,
Assusto,
me perco por minutos,
em conseguinte te acho.
Perfeita na minha
forma imperfeita
de ver suas cores
sobre o prisma
de meus olhos.
A luz,
está alumiando,
nos banha com
seus raios.
Ainda que tênue,
tímida claridade
com cheiro de rosas
misturadas a baunilha
e amadeirado;
nossos perfumes.
Agora somos essências,
um do outro,
um no outro,
um para o outro,
mas dois em nós mesmos.
Mário Sérgio
Dama Hekate,
Mistico é sua sombra,
que mostra quem nós somos
Sem sua presença não sabemos que nós seremos.
Sem tu a mostra-la escodida nossa sobra estar a ficar.
Fogo místico da vida, chama divina que queima dentro de mim, com brilho inebriante é a chave para o conhecimento.
O caminho para a luz é a partícula divina, que me guia em minha jornada.
É o fogo do espírito, que me alimenta;
É o fogo do amor, que me enche;
É o fogo da vida, que me move;
É o fogo da verdade, que me liberta;
É o fogo da sabedoria, que me ilumina;
É o fogo da beleza, que me encanta;
É o fogo da paixão, que me inspira;
É o fogo da criatividade, que me impulsiona;
É o fogo da força, que me dá coragem e mantém firme;
É o fogo da felicidade, que me torna generoso;
É o fogo da justiça, que me faz buscar a equidade;
É o fogo da alma, que me conecta;
É o fogo do ser, que me dá sentido;
É o fogo da existência, que me faz ser;
É o fogo da vida, que me faz viver;
Fogo místico da vida, chama divina, Eu te sigo, pois tu és a luz que me guia Eu te louvo, pois tu és a vida que me preenche Eu te honro, pois tu és a partícula divina que me conecta à eternidade.
Água, líquido sagrado, com poder místico e força pura, lava as almas e os corpos, limpando-os de toda culpa e dor.
Fonte da vida, elixir da imortalidade, a cura para as mágoas e a chave para a sabedoria, és a mãe dos rios e o berço de todas as criaturas, é o espelho da alma humana, refletindo nossos maiores desejos e medos.
Simbolismo da renovação e a personificação da pureza.
És tu que nos purifica, leva à iluminação e que liberta do ciclo da vida e da morte, levando-nos à transcendência e ao reino dos deuses.
É a água que nos conecta com os mistérios do universo, nos revelando os segredos do tempo e da eternidade.
É a água que nos guia na jornada para a verdade e nos ensina a aceitar nossa própria natureza divina.
É a água que nos une ao grande arquiteto e nos faz compreender, além do véu da vida.
É este líquido sagrado, com todo seu poder místico e força pura, que nos leva à perfeição e à glória eterna.
Me interessam. Ainda resta a certeza, um silêncio, o tudo igual. Místico, tudo o quase sempre. Parar para ouvir o banal, peço silêncio. Quero poder chegar, eternamente ao mistério quando o nada for.
A clarividência não é apenas um conceito místico; trata-se de ter uma visão clara e perspicaz sobre situações, eventos ou informações que normalmente não seriam imediatamente óbvias. Um exemplo simples disso é quando alguém prevê com precisão o resultado de um evento, baseado em insights e percepções que vão além das evidências visíveis. Isso demonstra a capacidade de enxergar além do óbvio e compreender contextos mais profundos.
Um chamado João
João era fabulista?
fabuloso?
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?
Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas,
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?
Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal ele era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?
Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?
João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bolso,
cada qual com a cor de suas águas?
sem misturar, sem conflitar?
E de cada gota redigia nome,
curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?
Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
de precípites prodígios acudindo
a chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos poderes, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?
Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é esse?
E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?
Tinha parte com... (não sei
o nome) ou ele mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sobre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?
Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar.
Eu já fui extremamente cético, assim como já fui profundamente místico... Ambos foram metades cegas e incompletas.
O cético duvidava de tudo, e por isso perdia a magia da vida, vivia fora da realidade.
O místico acreditava em tudo, e por isso perdia a lucidez da vida, vivia fora da realidade.
O cético estava tão enraizado na Terra, que até mesmo olhando pra cima ele se questionava se existia Céu.
O místico voava tão alto no cosmos, que até mesmo quando caía já não podia mais tocas os pés no chão.
Através do contraste entre os dois, eu percebi que ambos cumprem juntos um papel único e fundamental na minha vida...
Mas que sozinhos, nenhum deles é inteiro.
Net
Um místico
Que acredito viver
Acreditar no oculto
Passar do virtual
Ao real
Do obscuro
E fazer transladar
Do outro lado
Para o lado que quero falar
Destapar o desprovido
Subir ao céu
Ter tempo
Para ver o desconhecido
Mundos imparalelos
Do imaginário
Mundos criados por persepcao
Onde o meu e o teu ser
Se perdem
Em labirintos
Medidos por outros
Delimitados por outros tantos
Num click
Ganho recompensa
Noutra perco a
Noutra dou
Noutra plano, navegando
De pouso e pouso
Procurando encontrar -me
E nessa busca encontro o conhecimento do rasto deixado
A vontade de prosseguir o trabalho e sair do ninho para o banquete onde as bodas são o céu.
Por : Emanuel Bruno Mota Veiga Andrade
Rosetas
Os quatro ventos do místico ar da civilização. Quero que este muro construído com mentes retrógradas, desapareçam no espaço. Abram finalmente a porta e o portão aos injustiçados. Que toquem trompetes no céu e eu morria feliz. Ah, Abram-me Outra Realidade, símbolo de qualquer coisa no alto de uma coisa qualquer
O norte, o que todos querem
O sul, o que todos desejam
O leste, de onde tudo vem
O oeste, aonde tudo finda
Os quatro modos de não ter razão, e entender o mundo.
O homem místico, aquele que não quer ouvir a voz de Deus, sofre à toa, cercado de maldições diabólicas, acreditando que na próxima geração em carne estará livre da sua corrupção.
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